sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A Chalreada dos Tucanos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Em bando, é assim que soltam a voz. Mas, não falamos de aves, e sim de emplumados políticos que se altercam, dentro da mesma rinha, defendendo cada um, com nobreza, é claro, o seu quinhão de interesses: a presidência em 2018.

Interesses nos quais estão fora de cogitação as soluções para a crise nacional. A palavra ‘Brasil’ nunca se ouve nos chalreios tucanos nem para divulgação na imprensa das maneirosas, vazias e escorregadias declarações de ocasião, que competem com as velhacas mentiras petistas. Alckmin, Serra, há quantos anos ouvimos esses nomes? E agora, o sempre infanto-juvenil, Aécio.

Os sérios problemas que afligem o país não são prioritários para a iníqua massa política, preocupada em manter o corporativismo da classe para nele se apoiar em caso de necessidade.

É inaceitável a indiferença para com a Nação que sustenta tal corporação, da mesma forma que intolerável é ver o político ‘profissional’ autoincensar-se por lhe faltar a humildade da autocrítica.

Foi o que levou FHC a iludir-se com as simpáticas piadas das redes sociais sobre a insistência dos petistas em defenderem-se, acusando o seu governo de corrupção. Com o tradicional sorriso cínico esculpido do lado direito de uma das faces de Jano (1), saiu lampeiro a dar entrevistas, a publicar artigos, ser ‘líder’, esquecido, pelas contínuas viagens, pagas não sei por quem, de que a população que raciocina e repudia a pajelança política, sabe que é um embusteiro e entreguista.

Suas palavras flutuantes reproduzem o caráter dissimulador. Aqui, um ‘opositor’ ao governo corrupto, ao dizer que “não se pode defender, o que não tem defesa”. Lá, em outro idioma, aproveita para enodoar o país, defendendo como “pessoa honrada” a criatura com passado de ré.
Assim, também, não deve se iludir, o senador Aécio. Os votos em 2014 não lhe delegaram, como supõe, a voz da oposição, porque o que defende, quando defende, não tem força de verdade.

Escolheram o seu nome como escudo à repulsiva presidente, mas simpático á causa, não quis ir à luta. Perdeu a hora e a vez. Sem visão de futuro, não tornará a reunir à sua volta os eleitores que reconheceram a sua fraqueza de combatente.

Que oposição faz o senador, que, pesaroso, solidariza-se com o colega Aloysio Nunes Ferreira, outrora motorista do terrorista Carlos Marighella? Causa dó o seu oportunista ar de compaixão por ter sido o então motorista (também assaltante de trem e carro pagadores), perseguido pela “ditadura militar” que, constitucionalmente, combateu a anarquia que agentes como ele, Dilma e Marighella quiseram instituir no país, e hoje a néscia governante deseja implantá-la como regra (2).

Que oposição estranha a do senador que, em 2008, dizia ser “privilégio ter (Fernando) Pimentel em qualquer governo, mas talvez Lula tenha preferência” e considerá-lo uma “figura que se sobrepõe” e que terá “grande espaço” no governo estadual (3)?

Foi noticiado que a sua agremiação faria na TV chamadas para a manifestação de 16 de agosto, um meio comum entre políticos de açambarcar a real oposição do povo, quando oposição não é.

Essa convivência com o monturo de ‘ideais’ políticos tem outro nome: similaridade ideológica. Afinal, o que o senador deseja para o Brasil? Sobre isso, nunca chalreou.

É fácil explicar tamanhos paradoxos num mesmo partido.

Foi o tucanaçu FHC que abriu o caminho e estendeu o tapete vermelho para o seu amigo Lula ir limpando os pés até chegar ao poder. Isso Lula fez, segurando as abas do fraque do amigo, portanto, igualmente companheiros. A diferença está na alfabetização do primeiro e no apedeutismo do segundo. Contudo, os objetivos de transformar o Brasil na pocilga vermelha são os mesmos; os de entregar o território brasileiro a quem lhes der maiores vantagens, são idênticos. Dois lesa-pátrias da pior qualidade, representações máximas do cinismo e da corrupção moral.

O Brasil precisa, urgentemente, de líderes fora do reduto da degradada política de Brasília, com vontade férrea de soerguerem o país em todas as áreas, a começar pela Educação de alta qualidade.

(1) Personagem mitológica que tinha duas caras.
(2) Vídeo 958473907517124, divulgado na internet; “A verdade sufocada”, p. 523.
(3) Estado de S. Paulo, 12/11/2008,  p. A8.


Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

Um comentário:

Loumari disse...

É isso mesmo senhora De Mattos. Quando se trata de falar a verdade não há que ir por quatro caminhos não, há que ir direito ao alvo.
Há que colocar mesmo esta gente um por um e cada um face a sua responsabilidade.
Eu já vinha falando aqui dizendo que no Brasil não existe oposição, todos partidos são do mesmo núcleo.
E quanto ao Aécio Never, sobre este eu falei aqui dizendo que este tipo é um Bufão de Lula. No momento ninguém deu-me crédito. Mas, para a minha maior satisfação por fim a verdade já vem a superfície e se revela na sua verdadeira face.

Abraham Lincoln numa das suas citações disse:
"Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.