sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A Nova Ordem e os movimentos de rua - a Ordem Útil

Tese do impeachment (que não acontecerá) é piada...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Dito já foi, faz muito tempo, que a suprema capacidade da razão de um homem é a síntese; não a análise. Subscrevo tal frase e lamento, desde o início, que o presente texto peque justamente por tentar fazer o contrário. Afirmo serem os tempos de crise, as situações de caos e de guerra, que impõem aquilo que costuma ser chamado pelos nossos congressistas como “inversão de pauta”.

Não é meu objetivo aqui fazer uma análise geral da conjuntura política do Brasil no Regime Petista. Recorro a um conhecido chavão dizendo imediatamente que “em tempo de guerra a primeira vítima é a verdade” e afirmo ainda ser meu objetivo criticar não o PT, mas aqueles que se apresentam, cada vez mais, como “vozes da sociedade” contra ele.

Desde 2014, toda capacidade de mobilização, todo “esforço de guerra” contra o PT nas ruas do Brasil, concentrou-se na ação de três movimentos: “Vem Pra Rua”, “Revoltados Online” e “Movimento Brasil Livre”. Aquilo que diz respeito as suas origens, lideranças e diferenças pouco importa ser mencionado , mas as suas semelhanças – estas sim – me interessam e sobre elas passo agora a discorrer.

Afirmo ser ponto comum a verdadeira ojeriza, o verdadeiro sentido de “pânico” e, diria eu, até de nojo, que a lembrança dos militares causa nestas pessoas. A mera menção, o mais simples aceno ou questionamento a respeito da eventualidade de uma intervenção militar no Brasil, causa nessa gente uma descarga de adrenalina que nós, médicos, conhecemos na fisiologia como “reação de fuga ou luta”.

Digo ainda, quase sem necessidade, que o espaço que estes movimentos alcançaram na mídia (principalmente na Revista VEJA) não pode ser igualado por nenhum outro opositor ao PT no país e que os senhores Kim Kataguiri, Marcello Reis e Rogério Chequer, comungam com Reinaldo Azevedo, Marco Antônio Villa e tantos outros que insistem em falar em “Estado de Direito”, em “preservar as instituições” e a “democracia” quando se trata de combater o PT.

Apresentam-se sorridentes, com gente jovem e bonita, com camisetas amarelas e caras pintadas. Cantam, dançam e celebram uma alegria diferente que não pode ser encontrada naqueles que são os “raivosos da extrema direita” e que “querem a volta da Ditadura Militar”, não é mesmo ??

Não tenho mais o que dizer no sentido de criticar a “tese da institucionalidade”. Cansei de escrever sobre o fim da democracia no Brasil e sobre a impossibilidade de parar uma revolução “usando a lei”. Não pretendo, tampouco, fazer deste artigo uma defesa da intervenção militar no Brasil mas quero afirmar, com todas as letras possíveis, que foi uma barbaridade, uma verdadeira traição àqueles que estiveram nas ruas em quinze de março, doze de abril e dezesseis de agosto, não convocar, oficialmente, manifestação alguma para o dia sete de setembro.

Digo que os líderes dos três grandes movimentos tomaram tal decisão em conjunto, que não o fizeram por acaso e que tem, como principal motivo, a ideia de “não serem confundidos com o pessoal da intervenção” e os soldados que vão desfilar nas paradas militares. Afirmo que tal decisão foi tomada por orientação não só de agentes políticos mas também de agentes PARTIDÁRIOS e que acaba de surgir no Brasil um terceiro tipo de pessoa que não suporta falar em forças armadas – os “libertários” (os dois primeiros eram os comunistas e os marginais).

Como pretensos libertários defino eu todos aqueles brasileiros que se dizem contrários à agenda política e econômica do PT mas seguem, rigorosamente, sua agenda cultural. Digo que essa gente é representada, partidariamente, pelo “Novo”, que sua expressão nas ruas é dada pelos três grandes movimentos que citei, que sua base econômica é o PSDB e que sua voz na imprensa é a Revista VEJA.

Chega! Desta vez não seremos enganados: o PSDB é o PT usando gravata! O Partido Novo é o Velho PSDB que, contra o PT, só tem diferença nos métodos; não nos objetivos. A social democracia é uma filha “patricinha” de Karl Marx e foi ela quem colocou Lula no poder aqui no Brasil.

Durante muito tempo eu acreditei que nada poderia ser mais triste do que um país que esquece seus soldados. Eu estava enganado: um país que tem VERGONHA deles é muito pior. Estamos combatendo o PT nas ruas seguindo gente que tem vergonha de falar em Forças Armadas ou Desobediência Civil, que não quer nem mesmo estar perto dos intervencionistas e que está aplicando com sucesso, nos manifestantes, a tática de “deixar sangrar” que o PSDB aplicou no PT em 2005 por ocasião do Mensalão.

É imperdoável o fato do “Vem Pra Rua”, do “Movimento Brasil Livre” e do “Revoltados Online” não terem organizado manifestações em nível nacional para o dia sete de setembro. Isto demonstra a distância que existe entre eles e a noção de cidadania, de patriotismo e de respeito necessárias para individualidade do Brasil como nação – conceito que nada pode significar para quem tem uma agenda cultural internacional.

O PT é um partido comunista, revolucionário, financiado e financiador do tráfico de drogas, braço nacional do Foro de São Paulo e que não pode ser varrido do poder pelos meios tradicionais. Os “movimentos de rua” contra o PT não tem interesse em acabar com o Foro de SP nem com a agenda cultural esquerdista na América Latina.

Eles não são a “Nova Direita” e não vão estar nem com os militares nem com os civis na luta contra o PT: seu compromisso é com a “social democracia” e eles só saem às ruas quando a Revista VEJA e o Partido Novo “deixam”.

Chegou a hora do Partido Novo e dos “movimentos” aprenderem que são eles quem deve seguir os brasileiros nas ruas; não o contrário. O país encaminha-se a passos largos para Desobediência Civil e aqueles que defendem a intervenção militar nada tem contra isso pois é a partir dela que as Forças Armadas tomarão a iniciativa de agir.

A tal "defesa da ordem", neste momento, interessa a classe política; não à população brasileira. A nova ordem social dos movimentos de rua e do Partido Novo é a ordem ideal do PT, do Congresso Nacional e de um STF de corruptos.

A Ordem Útil. Essa nós não vamos mais tolerar em silêncio.


Milton Simon Pires é Médico.

8 comentários:

Anônimo disse...

Faz sentido .

Anônimo disse...

Por essa razão, não saio às ruas .

A começar, aqui no Rio de Janeiro, esses movimentos elitistas rechaçam qualquer participação dos populares suburbanos ou da baixada fluminense haja vista que as realizações dos atos sempre são feitos em Copacabana.
Diferentemente da esquerda que para agregar a massa plebéia, todo ato destes são feitos na central do Brasil, acessível a todo povo carioca- Seja porque fica próximo do comando militar do leste ou seja realmente ojeriza a participação popular de base: do povão da ralé mesmo.
O fato é que tais ditos movimentos populares somente conquistam a antipatia da massa pobre (que discorda da politicagem e corrupção da quadrilha do foro de São Paulo).
Isso, pode-se dizer, ditos movimentos prestam um ótimo serviço a quadrilha comunista.

Veronica Ruzzi disse...

Dr. Milton Pires
Acompanho sua pagina Ataque Aberto, e gosto do que leio, a sua indignação e revolta com esta politicagem que se pratica no Brasil a muitos anos, infelizmente não é do conhecimento de mais pessoas como deveria ser, pois temos uma midia vagabunda e mentirosa que insiste em cometer o crime de não informar a população com a verdade dos fatos, mas aos poucos chegaremos la, quem conhece a história politica sabe que estes "Partidos de Direita" nada mais são do que aqueles que durante o governo Militar planejaram e elaborarão a tomada do poder visando a destruição da sociedade através de toda a programação hora em curso, chefiado pelo "Intelectualóide" Fernando Henrique Cardoso, o maior criminoso e traidor deste país, juntamente com o seu aliado Lula da Silva. Através de sua pagina tomei conhecimento da RADIOVOX outro veiculo de informações que esclarece e mostra a verdade por trás destes politicos vagabundos e ladrões que só querem a destruição total deste país. Precisamos fazer uma total limpeza de cabo a rabo em toda a estrutura governamental, e joga-los para o lixo da história, e procurar lembrar sempre de jamais cometer erros que possam voltar a envergonhar uma nação inteira que bate recordes e mais recordes de tudo que mais envergonham um cidadão de bem.

lídia disse...

O PSDB é o PT light, finório e mais dissimulado. Quando os tucanos dizem “deixe o governo petista sangrar” é por que sabem, como coniventes membros da mesma família, que os vampiros se reabastecem nas sombras da noite...

Anônimo disse...

Acho que os manifestantes estão sendo muito ordenados e bonzinhos contra quem está os oprimindo sem dó e piedade!

mara rubia papa disse...

DOUTOR,
Discordo quanto à inutilidade de ir às ruas, fui a todas as ultimas manifestações no Rio, mesmo aos meus 68 anos, mesmo morando em São Cristovão e mesmo discordando do local - Copacabana. Houve muitos protestos nas redes quanto ao local portanto a próxima, dia 03 de setembro, será na Candelária e dia 07 em Brasília. Aos 20 anos lá estava eu escadaria da Camara, estudante de taquigrafia, taquigrafando o discurso de Wladimir Palmeiras, líder estudantil, Cinelândia cercada de canhões,eu na esperança, como ele, de um sonho idealista de juventude. Passeata dos 100 mil, pela morte do estudante Edson, jogando bolinhas de gude nas patas dos cavalos. AI-5, quase morri de tanto chorar. Diretas Já,etc...Os militares se foram, minha esperança era o Bizola, não,deu. Embora não gostasse do Lula, havia o PT com a promessa de um inclusão social que seria bom para o Brasil e para os menos favorecidos. Hoje, não acredito mai no do PT, nem do PSD e me revolta a ideia do poder com os militares. Mas gosto menos ainda da possibilidade de não poder protestar. Lembro da fábula do pequeno passáro que no Incêndio da floresta ia e voltava levando uma gotinha de água no bico enquanto os outros animais riam dele e ele dizia se todos levassem um pouco d água talvez não morressem todos queimados ao fim. Perder a capacidade de indignar-se é envelhecer,parar de sonhar é morrer. Deixar de procurar a saída é perder-se para sempre. Não sei qual é o caminho correto e dúvido que o senhor saiba, mas ele existe, eu creio nisto, eu creio em milagres, como Jesus acreditou num milagre que ainda não aconteceu, PAZ...

MARA RUBIA PAP disse...

Doutor,
Discordo quanto à inutilidade de ir-se às ruas. Vou a todas as manifestações no Rio, mesmo aos meus 68anos, mesmo morando em São Cristovão, mesmo ocorrendo em Cocabana, mesmo discordando do local. Aos 20 anos estava na passeata dos 100 mil em protesto a morte do estudante Edson. Estive no grande comício da Cinelandia cercada de tanques, ao lado do líder estudantil Wladimir Palmeiras, pelos mesmos ideais, que só os jovens alimentam. Depois Diretas Já, etc... Acreditava no Brizola, depois, não no Lula, mas nas promessas de inclusão social que o PT alimentava. Hoje detesto no que se transformou o PT,abomino a ideia de um regime militar, não gosto do PSDB, mas gosto menos ainda da idéia de não protestar. Lembro-me da fabula do pequeno passarinho levando uma gota de água no bico, em idas e vindas tentando apagar o incêndio da floresta enquanto os outros bichos riam dele, sua resposta foi
que se fizessem o mesmo certamente não morreriam todos queimados o que terminaria
por acontecer. Perder a indignação é envelhecer mais cedo. Não sonhar mais é morrer em vida. Não sei qual é o caminho e duvido que o senhor saiba, mas continuo procurando. Acredito em milagres, da mesma forma que Jesus acreditou num milagre que ainda não aconteceu chamado PAZ. Ele continua acreditando, por que não EU?

Anônimo disse...

Subscrevo integralmente aquilo que está sendo dito neste artigo. É de fato nauseante ver esses movimentos e suas micaretas de fim de semana. Acolhem todos os canalhas do PSDB, como o Aécio, o Álvaro Dias e o Aloysio Nunes porque, no fundo, são financiados e orientados por essa gente. O Kataguari nada mais é do que um novo Lindembergh Farias.
Por outro lado, os militares não mostraram a que vieram. E pior, os comandos dão sinais de traição à pátria. Já ocorreram 3 grandes manifestações; 4, se contarmos a de junho de 2013. E, mesmo assim, esses vermes nada fazem. Não dá mais pra aguentar essa situação. Se os calhordas e covardes das FFAA nada agem, que surjam milícias patrióticas para limpar este país, inclusive nos livrando desse bando de traidores fardados.