domingo, 2 de agosto de 2015

Apenas indagações


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Há quem ache difícil viver no Brasil. Difícil é ser brasileiro em todo o sentido da palavra. A cada dia, um enigma, embora a resposta seja sempre a mesma: corrupção petista.

Parece intransponível a via que leva ao “capo” da máfia responsável pelo maior rombo do patrimônio público na história mundial. Também aquela que conduz à barroca figura que destroçou o Brasil com renomada competência.

Incompreensível, é ler artigos, ver e ouvir vídeos de jornalistas independentes, que não se renderam às malas de notas, nem caíram diante do bafo etílico da peste alcoólica, dizerem que o partido maléfico está nos estertores, que a criatura está acuada e que a disparatada senhora já não governa.

Como acreditar em tantas falas de bom augúrio se o partido do mal continua a desenvolver o projeto de governo do Foro de São Paulo, o decaído ídolo continua a incensar-se e aquela senhora que não mais governa continua a assinar cortes de verba nas áreas da educação e da saúde e a manter trinta e nove ministérios?

É difícil entender a tragédia nacional diante das contínuas mudanças de enredo. Agora, dizem que a manifestação de 16 de agosto é que vai decidir o “ponha-se para fora” da inarticulada presidente, apesar de, sabidamente, ter arrasado as contas do país.

Mas como? É o número de pessoas presentes na passeata que vai determinar o afastamento de tão indesejada senhora? É assim que funciona a penalidade para as cabeças coroadas, mesmo a Justiça já tendo todas as informações, como dizem as notícias?

Pois eu, ingenuamente, pensava ser a letra da lei que conduzia o réu para a cadeia, para o olho da rua no caso da má gerência governamental, após a análise de seus atos e a confirmação do dolo no manuseio das contas públicas.

Ignorava que o respeito à lei se fizesse, desde que um número satisfatório de pessoas viesse à rua solicitar esse respeito. Deduz-se, então, que a letra da lei já, há muito, esteja apagada pelo não uso.

No que eu acredito, firmemente, é que Lula pode ficar tranquilo; todos querem vê-lo caminhando em direção à Papuda. Como se tornou um homem-bomba pelas gostosas talagadas que consome, um conselho: não se aproxime de nenhum fumante para que seus sectários não venham dizer que houve terrorismo ou, um politicamente correto, “ataque político”.


Aileda de Mattos Oliveira, Doutora em Língua Portuguesa, é vice-Presidente  da Academia Brasileira de Defesa.

Um comentário:

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Espero que o espírito de um cordial, o do Porto presenteado por um distinto lusitano ao meu filhote número 6, não esteja afetando meu raciocínio, que percebo etilizado.

Mas vejamos, estando no meu espírito as claras evidências de que as FFAA brasileiras continuam na pratica de alimentar o dano que iniciaram com Geisel e Golbery, as flagrantes inconsistências nas declarações da Gatta Preta, do diploma de "honesta" concedida por FHC à DillmaLoucca, da emenda de José Carlos Aleluia (DEM-BA) na Lei Anti-Terror criminalizando manifestações sociais ( http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/07/lei-antiterror-trancara-pauta-partir-de-segunda.html), do STF autorizar João Vaccari Neto a ficar em silêncio durante depoimento na CPI da Petrobrás, das sucessivas sentenças suaves exaradas por o juiz Sérgio Moro - sentenças que deveriam ser muito mais duras do que as aplicadas a qualquer criminoso comum, seja Marcola, Fernandinho Beira Mar ou qualquer outro meliante brasileiro - porém contemplando-os, os "condenados", a curtirem repouso na própria casa, ou em outros casos, praticamente libertando-os de punições, estou com a certeza de que Catta Preta igualmente ao juiz Sergio Moro, são personagens e cúmplices de um gigantesco estelionato praticado contra os brasileiros decentes, voltados ao Bem Comum.

Isso mesmo, afirmo que é minha convicção de que o juiz Ssergio Moro igualmente à Catta Preta, o PT, políticos também do DEM, estão trabalhando em conjunto em um logro de proporções épicas, logro montado com o fito específico para servir de distração e desvio de atenções diante do quadro de desmonte econômico nacional e das imprescindíveis medidas de saneamento ("austeridade econômica" e aumento brutais nos valores de serviços e impostos); continuando, sugiro que sabedores da eminente quebra das finanças nacionais, foi montado um logro para catalisar atenções, desviando-as do principal, dando falsas esperanças aos brasileiros do Bem.