domingo, 9 de agosto de 2015

Dilma e a legitimidade pela mentira


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

Então, no novo perfil da mídia brasileira, a coisa fica assim. Alguns, diante desse erro descomunal que foram os governos petistas, vão além das aparências e abandonam o barco porque percebem as causas. Entre muitas, saliento estas, bem evidentes: o poder como objetivo ao qual tudo se sacrifica; a justificação dos fins pelos meios; o cultivo da insegurança pública como instrumento da luta de classes; o fracasso humano e social do assistencialismo vitalício como política de Estado; a impossibilidade técnica de se produzir desenvolvimento econômico e social sem economia de mercado; a apropriação indébita dos poderes de Estado, da administração pública e da política externa por um partido político, seja qual for.

Outros, no entanto, continuam convencidos de que fora dos fracassos estrondosos da esquerda não há salvação para a humanidade. Apoiaram e votaram sempre no PT e se empenharam em preservar-lhe a imagem muito mais do que os líderes do partido. Aliás, enquanto estes trocavam os pés pelas mãos e enfiavam os quatro nos mais pantanosos negócios, eles cuidavam de espalhar o ônus moral de tais condutas sobre uma linha de tempo que, se a gente deixar, acabará remontando à criação do Reino de Portugal no século 12.

Se há algo que abala os formadores de opinião é constatar que quanto mais escrevem e falam, menos opinião formam. Então, com a credibilidade da presidente caindo para um dígito, ainda por cima quebrado, já não se encontram mais, na mídia, prosélitos com disposição de exaltar as virtudes do petismo reinante. Para os obstinados, porém, o passado ainda pode ser requentado. Tal é a aposta, por exemplo, do sempre oculto Foro de São Paulo (que antes diziam não existir e, agora, afirmam estar morrendo...).

Não havendo condições propícias ao proselitismo puro e simples, resta à mídia esquerdista e seus agentes dois meios de ação. No primeiro, obedecem à regra segundo a qual o contra-ataque é uma forma de defesa na qual dificilmente se passa vexame, porque sempre haverá o que atacar.

Então, atacam quem ataca para defender quem não mais se atrevem a defender. No segundo, aí sim, agarram-se no Estado de Direito para proclamar a intangibilidade do mandato da presidente. A esse coro ela mesma aderiu em suas últimas manifestações: "Ninguém vai tirar a legitimidade que o voto me deu", afirmou a presidente, falando em Roraima no dia 7 deste mês.

Dilma está, neste caso, defendendo a legitimidade da mentira como instrumento de ação política e eleitoral. Com efeito, ela foi eleita em 2014 mentindo à nação sobre a realidade nacional e atribuindo a seu adversário os flagelos que ela trazia a tiracolo para enfrentar a macabra situação que seu governo produzira.

Nada que não tenhamos visto e não estejamos vendo. Assim, a presidente e os formadores de opinião que a acompanham, ao falarem em "legitimidade" no cenário atual, consagram a soberania do Pinóquio e promovem o linchamento do Grilo Falante.


Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+

2 comentários:

É verdade Terra? - Chico Anisio disse...

O Brasil é mentiroso, é da mentira.
O encontro com a Verdade será doloroso, sem dúvida.

Anônimo disse...

A Dillma defende a sua eleição, porém a legitimidade de seu mandato está “sub-judice”, o que equivale dizer que está pendente no Tribunal Superior Eleitoral o processo de exame do abuso político e econômico nas eleições de 2014 por Dilma e seu vice. O julgamento deve dar-se em setembro/outubro de 2015.
Portanto, precisamos lutar para que os(as) ministros(as) do TSE sintam-se seguros(as) e possam julgar de forma autônoma e independente a campanha da presidenta (sem pressão do malandro Tóffoli). A autonomia e independência mencionadas devem ser proporcionadas não somente pela Polícia Federal e seguranças internos do TSE, mas também pelas Forças Armadas do Brasil.
Ah! Não podemos esquecer que quem dá um mandato pode revogá-lo quando perde a confiança.
Ademais, não podemos esquecer as mentiras, enganações e ardil utilizados pela presidanta.
Retirou direitos dos trabalhadores, das pensionistas do INSS e do pescador artesanal, ao contrário do que ela falava que não iria retirar direitos. Tomou iniciativas contrárias aos interesses do povo, que ela (Dillma) dizia que a oposição faria, etc.
A Dillma disse que vai equilibrar as contas públicas, mas o povo não acredita, e se ouve comentários de que as medidas que ela tomou não são suficientes.
Não são suficientes, porque o governo dela é campeão mundial em corrupção, e ainda, levou dinheiro do nosso suor, que estavam no BNDES, para fazer obras de infra-estrutura em países populistas de extrema esquerda (vide: http://spotniks.com/20-obras-que-o-bndes-financiou-em-outros-paises/).
No mais, vamos comparecer no DIA 16 DE AGOSTO DE 2015, nos locais escolhidos em todo o país, para a grande manifestação Fora Dillma, Fora PT, de apoio às Operações Lava Jato, Eletrobrás, Nuclebrás, BNDES, fundos de pensão das estatais federais, etc., e também de APOIO E PARA PRESTIGIAR a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, e a Justiça Federal no Paraná, na pessoa do Juiz Sérgio Moro.
Vamos levar cartazes, banners, placas, cartolinas com nosso apoio às instituições e de reprovação e repúdio ao governo federal.
Antonio Augusto.