quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Defesa da Amazônia marca passo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

Por detrás do semblante sempre altaneiro e cheio de esperança dos nossos guerreiros padecem profissionais das armas temerosos quanto a serem capazes de cumprir sua missão a contento, se chamados pelo País nos dias de hoje. Que se diga, seu juramento de defenderem a Pátria, se preciso for com o sacrifício da própria vida, agora, está a precisar de um mínimo de respaldo pelo armamento/equipamento que governo e políticos lhes facultam para enfrentar os grandes predadores militares, que não escondem a cobiça pela nossa grande região norte.

Problemas, que já deviam estar solucionados há algumas décadas, estão recebendo recursos aquém dos necessários para sua resolução em curto prazo, na medida em que, de uma hora para outra, poderemos estar sendo contestados com relação à competência devida para administrar o tal “patrimônio da humanidade”, uma expressão que engolimos sem nenhum comprometimento com o porvir das gerações que vão nos suceder ao longo do tempo.

Para que o cidadão brasileiro tenha uma idéia, tira o sono, dos nossos filhos e netos que vestem farda, os mais de 17 000 km de divisas com 10 (dez) países. Não que estes vizinhos tenham condições de nos confrontar, mas pela quantidade das bases de “Tio Sam “que nos rodeiam, instaladas em seus territórios, isto sem falar na excelente “cabeça de ponte” que os estados de Roraima e Amapá oferecem, respectivamente, para que Inglaterra e França participem da divisão do butim de riquezas daquele setentrião carente de infraestrutura e da presença do estado, assolado pela criminalidade, com proteção ambiental incompatível, de vigilância difícil imposta pela hidrografia e vegetação exuberantes e, atualmente, já em franco processo de “kozovonização” viabilizado pela concessão de reservas indígenas descomunais.

Alerta! Os paióis da Força Terrestre dispõem de munição suficiente para, apenas, 60 (sessenta) minutos de combate; os fuzis ainda são os do lote de 1965; os sistemas de guerra estão ultrapassados; as lanchas rápidas, artilhadas para operações ribeirinhas (que não são navios) vamos comprar na Colômbia, quanta incompetência; os helicópteros, é de pasmar, devem existir apenas 12 (doze) para todo o Comando Militar da Amazônia; os mísseis portáteis são imprescindíveis, desde ontem, para as unidades de infantaria de selva baterem essas mesmas aeronaves, do inimigo, ao longo das calhas dos rios; os mísseis de alcance médio (300 km) para o Exército, que poderiam, quem sabe, complementar os meios, também insuficientes, da Marinha na proteção da foz do Amazonas, estão previstos para daqui a 5 (cinco) anos (podemos acreditar?); a artilharia antiaérea, por sua vez, que não alcança além de 3000 metros, com tecnologia caduca beirando os 40 (quarenta) anos, tem prazo de reaparelhamento temerário, somente para daqui a 10 (dez) anos; o planejamento do preparo das forças subterrâneas e de sustentação para complementarem nas capitais amazonenses, com a guerrilha urbana, o combate na mata insalubre a cargo do Exército ainda está no papel.

Olho vivo pé ligeiro! Corremos atrás do prejuízo! Que transtorno, e pensar que tudo podia ter sido evitado se Zé Sarney tivesse, em 1985, alinhavado, sim, um tratado defensivo nuclear com a Argentina em termos inteligentes, com visão prospectiva, que propiciasse condições, aos “hermanos”, de exigir a posse das Ilhas Malvinas sem guerra; que viabilizasse, aos brasileiros, evitar o sacrifício do “amazônida” no adestramento desumano da guerra na selva.
                                                                                      

Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior.

3 comentários:

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Os senhores das FFAA, até hoje foram coniventes ou por ação ou por omissão com os governos que sucederam ao fim dos governos militares, inclusive e a partir do governo de José Sarney, portanto não acredito em vossas boas intenções, pois que vossos propósitos são aqueles ditados pelo Fabianismo, comunismo suave, mas sempre comunismo. Os senhores das FFAA descontruiram nossa Nação, descontruiram o Brasil.

Os senhores das FFAA nos trouxeram ao inferno socialista que vivemos. Reproduzo comentário que inseri em página do Facebook, á dona B.H.:

...'sugiro que leia sobre Fabianismo e em seguida pesquise; a maioria de oficiais brasileiros das FFAA são de linha Fabianista (é incutida neles essa linha política/filosófica nas academias de formação de oficiais), linha que é praticamente um comunismo suave e em decorrência disso, de serem dessa linha, é que estiveram e estão (sim, sempre trabalhando nas sombras) apoiando os PT e os ditos "movimentos sociais" e é por isso que até hoje as FFAA não se movimentaram para reordenar o Brasil, não se movimentaram para a Intervenção Militar Constitucional, pois a eles dessa linha lhes interessa que o processo socialista/comunista em curso, continue pujante'...

Loumari disse...

Se as FFAA desconstruiram a nação, desconstruiram o Brasil, então por que desejais o seu regresso aos manettes do executivo? Pois, eles não voltarão. As águas passadas não movem o moinho. C'est aussi simples que ça. DEMERDEZ-VOUS.

Loumari disse...



O Calhambeque - Roberto Carlos

https://youtu.be/fHUWzzYqTk8

Roberto Carlos actua ao vivo para a televisão Portuguesa RTP na década de 60 no programa "Canção é Espectáculo".
Foi a primeira vez que o cantor actuou em Portugal, deixando as fãs também aqui em delírio.
Um marco na carreira do cantor.