sábado, 19 de setembro de 2015

Primeiro Comando da Capital (PCC) e os Marcolas


"Se tu conheces o inimigo e a ti próprio, não precisarás temer o resultado de 100 batalhas. Se tu te conheces, mas não ao inimigo, para cada vitória obtida sofrerás também uma derrota. Mas, se tu não conheces o inimigo e nem a ti próprio, serás sempre derrotado".(SUN-TZU, Ano 500 A.C.)

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Uma análise detalhada das informações disponíveis sobre o PCC leva a uma incontornável conclusão: uma sólida organização terrorista está sendo construída, sem que as autoridades tomem providências adequadas ou a opinião pública seja devidamente informada dos fatos
 
"Conseguimos aquilo que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês [a polícia] nas esquinas. Já pensou o que serão três milhões de adolescentes e dez milhões de desempregados em armas?" (Palavras de William Lima da Silva, o "Professor", fundador do "Comando Vermelho", página 255 do livro "Comando Vermelho. A História Secreta do Crime Organizado", de Carlos Amorim).

A facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), ou Partido do Crime, ou 15.3.3 (por causa da posição das letras P e C no alfabeto), a maior e mais organizada do país hoje, foi criada por oito presos, em 31 de agosto de 1993, no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté (130 km de SP), o Piranhão, tido naquela época como a prisão mais segura do Estado. Foi dito que o PCC havia sido criado para "combater a opressão do sistema prisional paulista" e também para vingar a morte de 111 presos, em 2 de outubro de 1992, no episódio que ficou conhecido como "Massacre do Carandiru".

Em novembro de 2002, o presidiário conhecido como Marcola assume o comando do grupo. Sob as ordens de Marcola, também conhecido como Playboy (por ser uma pessoa muito vaidosa), o PCC é acusado de participação no assassinato do juiz-corregedor Antonio José Machado Dias, em março de 2003.

A revista Veja de 11 de maio de 2005 publicou uma reportagem dando conta das ligações entre o PCC e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra  (MST). Fazendo referência a um relatório preparado pelo Juiz Edmar de Oliveira Ciciliati, da Vara de Execuções Criminais de Tupã (SP), baseado em escutas telefônicas feitas no início de abril de 2005 em celulares de presos.

Assinala que esse relatório sugere que o PCC contou com a colaboração dos sem-terra para a organização do protesto realizado dia 18 de abril de 2005, em São Paulo, que envolveu, em uma manifestação, cerca de 4 mil parentes de condenados, reivindicando mudanças no regime de visitas nos presídios. Essa manifestação demonstrou a capacidade, até então inédita, de articulação dos detentos.

Xico Graziano, ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), não considera improvável que tenha sido estabelecida uma relação mais próxima entre o MST e o PCC. "Desde que passou a montar fábricas de sem-terra, o MST faz alianças urbanas de todo tipo", diz Graziano. "Eles precisavam arregimentar pessoas para a militância e, nesse processo, essa aproximação é razoável". Razoável e com precedentes, conforme comprova o caso da associação, na Colômbia, entre as FARC e os traficantes de cocaína daquele país.

Irmão do líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, de 34 anos, foi preso pelo Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos), em 25 de abril de 2006, no Tatuapé, zona leste da Capital. Condenado a quase 40 anos, divide com Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, condenado a 39 anos, o comando da facção criminosa.

Camacho Júnior foi um dos protagonistas da espetacular fuga do Complexo do Carandiru, em 26 de novembro de 2001, com outros 101 detentos, através de um túnel. Desde então, era o líder do PCC mais procurado pela Polícia brasileira. 

Na CPI do Tráfico de Armas, instalada em 2003, foi apurado que Camacho Júnior, como braço direito de Marcola, era o responsável pela compra e distribuição de armamento para os integrantes do PCC. As armas seriam trazidas para o Brasil junto com carregamentos de cocaína, vindos da Colômbia e da Bolívia.

Ataques de alto risco, como os realizados em São Paulo nos últimos dias, são praticados por homens que têm dívidas com o PCC. Eles são denominados "bin ladens" ou "homens-bomba", em referência a Osama Bin Laden, que foi líder da Al-Qaeda.

Essas pessoas, membros do PCC, em liberdade, quando não conseguem dinheiro para pagar a contribuição mensal ao caixa do grupo, contraem uma dívida com o comando e, em caso de momentos de afronta ao Estado, como o que ocorreu em meados de maio de 2006, são escalados para praticar os atentados. Pessoas que consomem drogas em bocas-de-fumo controladas por traficantes ligados ao PCC e não pagam suas dívidas também são convocadas.

De dentro dos presídios, com a utilização de celulares, detentos subordinados aos "generais do PCC" dão ordens para que os endividados executem os atentados, com bombas ou tiros, contra as forças de segurança oficiais. No caso recente, as ordens foram "atirar em quem quer que usasse uma farda".

Para conseguir dinheiro para o caixa da facção, os dirigentes do PCC exigem que os "irmãos", como são tratados os integrantes do grupo, paguem uma taxa mensal de R$ 50 e, os que estão em liberdade, R$ 500. O dinheiro é usado para comprar armas e drogas, além de financiar ações de resgate de presos ligados ao grupo.

Para se tornar membro do PCC, o criminoso precisa ser apresentado por outro que já faça parte da organização criminosa e que se responsabilize por suas ações junto ao grupo. Todos têm de cumprir um estatuto, redigido pelos fundadores reunidos no Piranhão, em 1993, com 16 itens.

O nº 9, por exemplo, diz: "O partido não admite mentiras, traição, inveja, cobiça, calúnia, egoísmo, interesse pessoal, mas sim: a verdade, a fidelidade, hombridade, solidariedade e o interesse comum ao bem de todos, porque somos um por todos e todos por um".

Na manhã de sábado, 13 de maio de 2006, dia em que 30 policiais civis e militares foram assassinados pelos membros do PCC nas ruas de São Paulo, foi completada a operação que deu origem a esses ataques, de remoção dos 10 maiores chefes do PCC - dentre os quais o Marcola - para o presídio de Presidente Venceslau, completando a remoção de 768 presos para o presídio de Presidente Bernardes, feita durante a semana.

Segundo a versão de alguns órgãos de imprensa, o delegado Godofredo Bittencourt, diretor do DEIC, em conversa com Marcola, um dos 10 detentos que haviam sido conduzidos para o órgão, fez uma sondagem, dizendo que "nas escutas que fizemos, tem gente falando em matar o delegado Rui Fontes" (delegado da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos), tendo Marcola respondido:"Não, doutor, eu não vou mandar matar o Rui. Eu vou mandar matar você". Essa conversa foi ouvida por policiais e publicada pelo Terra Magazine.

Um outro relato chegou aos jornais. Marcola falando para o delegado Bittencourt: "Eu posso entrar numa delegacia e matar um policial, mas um policial não pode entrar na cadeia e me matar, pois o Estado tem obrigação de me proteger".

O mesmo Marcola, instado a interromper a matança na manhã do sábado, informou: "Não dá. Eu não posso fazer parar isso... a ordem já foi dada".

O cumprimento da ordem de atacar a Polícia mostrou os tentáculos do poder paralelo. A morte de policiais, avaliam setores de Inteligência, não se deu por escolhas feitas ao acaso. Os comandos regionais do PCC foram acionados e seus "soldados" foram às ruas executar missões com precisão. Note-se que nenhum delegado foi atacado diretamente. Um ataque do gênero significaria um degrau a mais na escalada. Hipótese não descartada, como revelam os diálogos do chefão Marcola com o delegado Bittencourt.

A matança mostra um modus operandi e a intenção clara de mandar um recado: os "soldados" do PCC conhecem os policiais de cada região, seus hábitos e onde encontrá-los. Essa foi a mensagem enviada através de oito tiros disparados num bar em uma região rica da cidade, matando alguém trajado como civil - um policial - sem nada dizer e sem motivo algum.

Realização de conferências telefônicas por celular para julgar uma pessoa, afinal condenada à morte e assassinada; entrada de fuzis em presídios por meio do Sedex, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT); cobrança de contribuições mensais dos "sócios" (R$ 50 por mês de cada preso e R$ 500 de criminosos que se encontram em liberdade); caixinhas para financiar roubos, seqüestros e outras ações violentas mediante concessão de empréstimos, pagos com juros e correção monetária; fornecimento de "bolsas de estudo" a estudantes de Direito para futuramente defenderem "juridicamente" a organização. 

Tudo isso, e muito mais, consta do relato feito no dia 10 de maio de 2006 - dois dias antes do início da matança - à CPI do Tráfico de Armas sobre o funcionamento e os métodos do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelando a face secreta do PCC. As fontes das informações: o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) de São Paulo, Godofredo Bittencourt, e Ruy Ferraz Fontes, delegado da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos do Deic .

Entre outras coisas, os delegados revelaram que o grupo ganhou força em Mato Grosso do Sul e também está presente no Distrito Federal e em pelo menos mais quatro estados: Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, onde é apoiado pelo Comando Vermelho.

Diz Godofredo: "O governo de São Paulo errou quando pegou a liderança do PCC e os bandidos mais perigosos e redistribuiu-os pelo Brasil", porque propiciou a articulação do grupo com facções criminosas que atuam em outros Estados. Segundo Godofredo Bittencourt, o PCC tem efetivo controle sobre os 140 mil presos do Estado de São Paulo, é apoiado por aproximadamente 500 mil pessoas fora da prisão, e está por trás dos quase cem casos de extorsão, via celular, ocorridos diariamente apenas na cidade de São Paulo. Ele acrescenta que mais de 70% das ações de extorsão praticadas com realização de seqüestros no Estado "são comandadas de dentro da cadeia".

Ambos descrevem Marcos Williams Elba Camacho, o Marcola, como líder inconteste da organização. O delegado Ruy conta que "ele pretende agora uma estrutura política. Eles formam, pagam pela formatura de pessoas nas escolas de Direito. Isso está escriturado no livro-caixa. Então, a tendência da organização é crescer, porque a gente acaba não tendo como conseguir atingir o objetivo principal que é desmontá-la, porque está muito difícil desmontar essa estrutura".

Ruy também confirma que "Marcola com certeza geriu a questão dos concursos públicos". Ou seja, patrocinou, inclusive por meio de fraudes (como compra de gabaritos), a inscrição de candidatos em concursos públicos para funções de carreira em órgãos de segurança. Foram repassadas também à CPI informações confidenciais a respeito de linhas de investigação perseguidas pela Polícia de São Paulo. Entre os dados repassados, uma lista com 18 advogados vinculados ao PCC. Para os policiais, esses advogados ultrapassam em muito a mera defesa jurídica dos líderes do grupo, agindo como agentes de fato da organização.

Não bastasse a importância das revelações feitas na reunião reservada, um funcionário terceirizado da Câmara, o operador de áudio Arthur Vinicius Silva, confessou publicamente que vendeu por R$ 200 dois CDs com a gravação integral (em áudio) dos depoimentos dos delegados. Ele fala que o material foi comprado por Maria Cristina de Souza e Sérgio Wesley da Cunha, advogados de Marcola, o líder máximo do PCC.
De acordo com o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), membro da CPI, o áudio comprado pelo PCC foi reproduzido em pelo menos 40 presídios paulistas.

Segundo integrantes da CPI, desse modo - isto é, por meio do áudio de R$ 200 - o PCC teria tomado conhecimento antecipadamente da operação de remoção de presos planejada pelas autoridades. Essa tese é plausível, uma vez que os depoimentos dos delegados foram numa quarta-feira e a matança teve início na sexta-feira à noite.

ESTATUTO DO PCC - LIBERDADE! JUSTIÇA! E PAZ!


(Transcrito sem alterações ou correções ortográficas)
(http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u22521.shtml).Vejam os itens 15 e 16!

1. Lealdade, respeito, e solidariedade acima de tudo ao Partido.

2. A Luta pela liberdade, justiça e paz.

3. A união da luta contra as injustiças e a opressão dentro das prisões.

4. A contribuição daqueles que estão em Liberdade com os irmãos dentro da prisão através de advogados, dinheiro, ajuda aos familiares e ação de resgate.

5. O respeito e a solidariedade a todos os membros do Partido, para que não haja conflitos internos, porque aquele que causar conflito interno dentro do Partido, tentando dividir a irmandade será excluído e repudiado do Partido.

6. Jamais usar o Partido para resolver conflitos pessoais, contra pessoas de fora. Porque o ideal do Partido está acima de conflitos pessoais. Mas o Partido estará sempre leal e solidário a todos os seus integrantes para que não venham a sofrerem nenhuma desigualdade ou injustiça em conflitos externos.

7. Aquele que estiver em liberdade "bem estruturado" mas esquecer de contribuir com os irmãos que estão na cadeia, serão condenados à morte sem perdão

8. Os integrantes do Partido tem que dar bom exemplo a serem seguidos e por isso o Partido não admite que haja assalto, estupro e extorsão dentro do Sistema.

9. O Partido não admite mentiras, traição, inveja, cobiça, calúnia, egoísmo, interesse pessoal, mas sim: a verdade, a fidelidade, a hombridade, solidariedade e o interesse como ao Bem de todos, porque somos um por todos e todos por um.

10. Todo integrante tem que respeitar a ordem e a disciplina do Partido. Cada um vai receber de acordo com aquilo que fez por merecer. A opinião de Todos será ouvida e respeitada, mas a decisão final será dos fundadores do Partido.

11. O Primeiro Comando da Capital PCC fundado no ano de 1993, numa luta descomunal e incansável contra a opressão e as injustiças do Campo de concentração "anexo" à Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, tem como tema absoluto a Liberdade, a Justiça e Paz".

12. O Partido não admite rivalidades internas, disputa do poder na Liderança do Comando, pois cada integrante do Comando sabe a função que lhe compete de acordo com sua capacidade para exercê-la.

13. Temos que permanecer unidos e organizados para evitarmos que ocorra novamente um massacre semelhante ou pior ao ocorrido na Casa de Detenção em 02 de outubro de 1992, onde 111 presos foram covardemente assassinados, massacre este que jamais será esquecido na consciência da sociedade brasileira. Porque nós do Comando vamos mudar a prática carcerária, desumana, cheia de injustiças, opressão, torturas, massacres nas prisões.

14. A prioridade do Comando no montante é pressionar o Governador do Estado à desativar aquele Campo de Concentração "anexo" à Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, de onde surgiu a semente e as raízes do comando, no meio de tantas lutas inglórias e a tantos sofrimentos atrozes.

15. Partindo do Comando Central da Capital do QG do Estado, as diretrizes de ações organizadas simultâneas em todos os estabelecimentos penais do Estado, numa guerra sem trégua, sem fronteira, até a vitória final.

16. O importante de tudo é que ninguém nos deterá nesta luta porque a semente do Comando se espalhou por todos os Sistemas Penitenciários do estado e conseguimos nos estruturar também do lado de fora, com muitos sacrifícios e muitas perdas irreparáveis, mas nos consolidamos em nível estadual e em médio e longo prazo nos consolidaremos em nível nacional. Em coligação com o Comando Vermelho - CV e PCC - iremos revolucionar o país dentro das prisões e nosso braço armado será o Terror "dos Poderosos" opressores e tiranos que usam o Anexo de Taubaté e o Bangu I do Rio de Janeiro como instrumento de vingança da sociedade na fabricação de monstros.

Conhecemos nossa força e a força de nossos inimigos Poderosos, mas estamos preparados, unidos e um povo unido jamais será vencido.

LIBERDADE! JUSTIÇA! E PAZ!

O Quartel General do PCC, Primeiro Comando da Capital, em coligação com Comando Vermelho CV

UNIDOS VENCEREMOS

FINALMENTE, QUEM É MARCOLA?


Marcola hoje tem 35 anos de idade. O nome dele é Marco Willians Herbas Camacho. Vem de uma família criada no bairro do Glicério, entre Glicério e Mooca, em São Paulo. Aos 18 anos ele já foi preso por roubo a banco. Voltou para a rua e se especializou no crime a tal ponto, que chegou a praticar um roubo contra a empresa Transbank, transportadora de valores.

Ele seqüestrou a família de um gerente da Transbank, conseguiu ingressar na empresa e, na época, em 1996, conseguiu subtrair R$ 9 milhões da empresa, ele e o irmão, Júnior, e algumas outras pessoas que também foram presas. Ele mudou-se para o Paraguai, onde morou durante um ano. Voltou do Paraguai de carro, em 1997, no carro do sócio dele nos roubos, cuja alcunha era Sócio. Esse sujeito já faleceu. 

"Por coincidência" - diz o delegado Ruy -"passávamos pela Marginal Tietê, vimos um carro que era muito estranho à época, em 1997, um Dodge Stratus, era incomum, e vimos que era Marcola que estava dirigindo, que estava chegando do Paraguai e conseguimos prendê-lo. Desde então ele está preso. Isso aconteceu em 1999, 2000 mais ou menos, se não me engano, mas quando esteve preso, no começo da carreira criminosa, ele esteve no Piranhão, em Taubaté, onde se formou o PCC.

Ali conseguiu agregar-se à ideologia daquelas pessoas que estavam em Taubaté, e a partir de então começou a estudar diversas ideologias, digamos assim, questões políticas, sejam do Brasil, sejam do exterior, e se tomou um letrado na área; leu mais de 3 mil livros, que ingressaram nesses últimos sete anos no presídio. E os livros, naturalmente eram uns livros de Esquerda. Ele optou pela leitura dos livros de Esquerda, principalmente Lenin, Trotsky, Karl Marx..."

Em Cochabamba, território de plantio ILEGAL na Bolívia (outros territórios têm plantio legal para consumo interno da folha) o partido de Evo Morales ganhou as eleições (http://pdba.georgetown.edu/Elecdata/Bolivia/dic05.html). 

Lá foi eleito um deputado de nome: Gabriel Herbas Camacho. Marcola chama-se: Marcos Willians Herbas Camacho. Seu irmão aqui no Brasil chama-se: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, de 34 anos, preso pelo Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos) na noite de terça-feira, no Tatuapé, na Zona Leste da Capital.

Marcola e Alejandro são filhos de um boliviano. Então, resumindo: na sexta-feira, Marcola, que tem ligações com o MST, muito possivelmente com as FARC e agora talvez até com o MAS, através do deputado Gabriel Herbas Camacho, tendo conhecimento dos depoimentos dos dois delegados à CPI do Tráfico, começa uma mega rebelião em SP.

Deu pra entender?

Para concluir, não deixem de ver este vídeo:

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=chefes-de-faccao-voltam-as-ruas-apos-semiaberto-04024D183172DCA94326&tagIds=1815&orderBy=mais-recentes&edFilter=editorial&time=all&


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

6 comentários:

Unknown disse...

A máxima de que bandido bom é bandido morto, fica claramente explicada após a leitura do texto. Não há saída para o Brasil, a não ser o aeroporto. Mesmo com uma intervenção militar constitucional, não será possível extirpar o câncer do crime organizado, seja ele de colarinho branco, preto, pardo, ou que cor se queira escolher. Estamos perdidos.

Anônimo disse...

Ta mo fudido

Martim Berto Fuchs disse...

PCC. Será apenas mais um partido político disputando as verbas públicas, com a vantagem de então estar resguardado pela própria Lei. Ou seja: poderá roubar impunemente, coisa que agora eles não podem.

Anônimo disse...

UMA POLICIA ESPECIALIZADA PARA POR FIM NOS VERDADEIROS BANDIDOS, JUDICIARIO E MAÇONARIA A MAFIA MALDITA...

Anônimo disse...

O pai de Marcola sempre foi militante do Partido Movimiento al Socialistmo Bolivariano e os dois são subproduto do casamento do boliviano com uma brsileira.

Anônimo disse...

Quem já passou pelo sistema,sabe que rola muita patifaria desses caras.Eles batizam qualquer um,só estuprador que não. MAs ladrão de galinha etc,eles convidam!