quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Conhecer a si próprio


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Num diálogo atribuído a Platão e Aristóteles, o primeiro teria dito:

-”Há três tipos de homens; os que amam o dinheiro, os que amam as honrarias e os que amam a sabedoria. Quanto mais cedo alguém se autoclassificar, mais chances terá de ser feliz.”

--” A vida mais bela é a do filósofo porque ele ama a verdade” respondeu o estagirita.

Assim como seu discípulo Alexandre, de um golpe, desatou o nó górdio surgirá alguém que reorganizará o Brasil.

Muitos anos atrás, um sábio me ensinou:

“Não tenho medo dos venais; é fácil identificá-los.

Não tenho medos dos ambiciosos ou violentos; quase sempre se destroem.

Tenho medo dos idiotas. O seu poder de causar dano é incomensurável.”

O que perde a todos os tipos é a vaidade.

"Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, tudo é vaidade"...

Quem souber dominá-la, dominará o mundo.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

6 comentários:

Loumari disse...

A Tolerância é um Atributo dos Fortes

A emoção é um campo de energia em contínuo estado de transformação. Produzimos centenas de emoções diárias. Elas organizam-se, desorganizam-se e reorganizam-se num processo contínuo e inevitável. O ideal seria que o círculo de transformação da emoção seguisse uma trajetória prazerosa, ou seja, que um sentimento de alegria se transformasse num sentimento de paz, que se transformasse numa reação de amor, que se transformasse numa experiência contemplativa. Mas, na realidade, o que ocorre na vida de cada ser humano é que a alegria se converte em ansiedade, o prazer em irritabilidade, enfim, as emoções alternam-se.

Não é possível para a natureza humana ter uma emoção continuamente prazerosa. Não existe, como muitos psicólogos pensam, equilíbrio emocional. A emoção passa por inevitáveis ciclos diários. No entanto, a emoção é mais saudável quanto mais estável ela for e quanto mais perdurarem os sentimentos que alimentam o prazer e a serenidade.

A tolerância é um atributo dos fortes e não dos fracos. A tolerância produz profunda estabilidade no campo da energia emocional. Só se constrói a tolerância quando se constrói primeiro a capacidade de compreender as limitações dos outros.

Quanto mais uma pessoa for intolerante, mais será invadida pelos comportamentos dos outros, mais instável e angustiada será. O mesmo princípio ocorre com a capacidade de perdoar. Perdoar não é sinal de fraqueza, mas de grandeza. Só os fortes perdoam, só eles conseguem ver o que está por detrás dos comportamentos dos outros. A arte do perdão protege a emoção. A capacidade de perdoar e de ser tolerante depende de um treino.

"Augusto Cury, in 'Treinar as Emoções Para Ser Feliz'
Brasil n. 2 Out 1958
Psiquiatra/Escritor

Loumari disse...

A cultura da tolerância deve prever o controlo e a eventual rejeição dos militantemente intolerantes, que se disponham ao uso de meios destruidores para impor os seus pontos de vista. Ou seja, a submissão dos tolerantes deverá ser racionalmente evitada, sob pena de frutificação de novas formas de intolerância.
(Luis Portela)

Loumari disse...

Não Tenho Rancores nem Ódios

Pertenço a uma geração que ainda está por vir, cuja alma não conhece já, realmente, a sinceridade e os sentimentos sociais. Por isso não compreendo como é que uma criatura fica desqualificada, nem como é que ela o sente. É oca de sentido, para mim, toda essa (...) das conveniências sociais. Não sinto o que é honra, vergonha, dignidade. São para mim, como para os do meu alto nível nervoso, palavras de uma língua estrangeira, como um som anónimo apenas.
Ao dizerem que me desqualificaram, eu não percebo senão que se fala de mim, mas o sentido da frase escapa-me. Assisto ao que me acontece, de longe, desprendidamente, sorrindo ligeiramente das coisas que acontecem na vida. Hoje, ainda ninguém sente isto; mas um dia virá quem o possa perceber.
Procurei sempre ser espectador da vida, sem me misturar nela. Assim, a isto que se passa comigo, eu assisto como um estranho; salvo que tiro dos pobres acontecimentos que me cercam a volúpia suave de (...).

Não tenho rancor nenhum a quem provocou isto. Eu não tenho rancores nem ódios. Esses sentimentos pertencem àqueles que têm uma opinião, ou uma profissão ou um objectivo na vida. Eu não tenho nada dessas coisas. Tenho na vida o interesse de um decifrador de charadas.
Mas eu não tenho princípios. Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei. Brincar com as ideias e com os sentimentos pareceu-me sempre o destino supremamente belo. Tento realizá-lo quanto posso.
Nunca me tinha sentido desqualificado. Como lhe agradecer ter-me ministrado esse prazer! Ele é uma volúpia suave, como que longínqua.
Não nos entendem, bem sei...
...Assim como criador de anarquias me pareceu sempre o papel digno de um intelectual (dado que a inteligência desintegra e a análise estiola).

"Fernando Pessoa, 'Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação'
Portugal 13 Jun 1888 // 30 Nov 1935
Poeta

Loumari disse...

A Verdadeira Filosofia de Vida

Trabalhar com nobreza, esperar com sinceridade, sentir as pessoas com ternura, esta é a verdadeira filosofia.
1 - Não tenhas opiniões firmes, nem creias demasiadamente no valor das tuas opiniões.
2 - Sê tolerante, porque não tens certeza de nada.
3 - Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas sim os actos.
4 - Espera o melhor e prepara-te para o pior.
5 - Não mates nem estragues, porque não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério.
6 - Não queiras reformar nada, porque não sabes a que leis as coisas obedecem.
7 - Faz por agir como os outros e pensar diferentemente deles.

Fernando Pessoa, 'Anotações de Fernando Pessoa (sem data)'

Loumari disse...

Aprender a viver é não deixar que aquilo que nos acontece ou à nossa volta interfira com o fundo de nós mesmos. É acreditar em nós para lá das carências que temos, para lá das nossas contradições mais dilacerantes. Para isso temos de manter sempre uma certa distância em relação a tudo. É o que dá consistência de eternidade à própria vivência do transitório.
(Maria José Costa Félix)

Loumari disse...

A Nossa Verdade

A verdade é aquilo que todo o homem precisa para viver e que ele não pode obter nem adquirir de ninguém. Todo o homem deve extraí-la sempre nova do seu próprio íntimo, caso contrário ele arruina-se. Viver sem verdade é impossível. A verdade é talvez a própria vida.

"Franz Kafka, in 'Conversas com Kafka'
Austria 3 Jul 1883 // 3 Jun 1924
Escritor