segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Fim de festa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

-“A culpa é das zelites! “

Num arroubo de sinceridade (porque de roubo ele entende) o anticristo esbraveja entre uma e outra cerveja.

--“Sire, vous êtes perdu! Pour jamais.”

-“Francês, aqui pro ceis!”

Pra quem é bacalhau basta.

Todo o surrupiado é pixuleco pra grandeza do país.

É o preço do descuido dos que juraram defender a pátria.

Por outro lado, ver o boizebu prestes a tomar na rima, na frente de um touro mouro, não tem preço.

Vão virá-lo pelo avesso.

Desfeito o mito fica o mico, o mesmo que queria rifar, que só sai quando o patrão mandar.

Como o poderoso cai.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

3 comentários:

Loumari disse...

Viver Já

Cada um de nós tem a possibilidade de desfrutar da vida com um espírito são. No dia a dia, deixamo-nos afectar com demasiada facilidade por tudo o que nos acontece de menos bom, pelo ambiente que nos rodeia, e pelas opiniões dos outros. E atormentam-nos a mente. Está em nosso poder não estar constantemente a evocá-los. O que está nas nossas mãos resolver, assim o faremos. O que não está, não adianta nos massacrarmos com isso. A nossa mente está sempre ocupada com algum tipo de pensamento. Porque não poderá ser com pensamentos bons, se estamos num momento de ócio? Quantas vezes já desperdiçámos horas e dias inteiros de lazer, devido à nossa ansiedade por preocupações que não estão nas nossas mãos resolvê-las naquele momento, ou devido a acontecimentos que terão lugar mais tarde?
É um desperdício não desfrutar de tudo o que de bom possamos ter à mão neste momento em troca de algo que está ausente. Imaginem o quanto estão a perder se não tivessem a possibilidade de as desfrutar. Aí estão, à vossa espera, como presentes por abrir, e que se mantêm fechados enquanto persistem em pensar no que vos perturba de momento. Afinal de contas, a maior parte das coisas que se passa à nossa volta é fugaz, passam rapidamente e desaparecem. Se nos deixarmos levar por toda e qualquer circunstância, como um barco sem rumo, cada vez teremos maior dificuldade em nos centrarmos em nós próprios e perseguir o que realmente gostamos de fazer. Muito lutámos para termos tudo o que de bom alcançámos. O tempo nunca chega para realmente usufruirmos das pessoas que amamos e de todos os pequenos e grandes prazeres da vida. Não é uma loucura abrirmos mão de tudo isso, constantemente, devido a uma preocupação que terá o seu tempo próprio para se resolver? As coisas boas da vida estão aí, à nossa espera. Não adiem mais as vossas vidas. Vivam já.

© Citador

Loumari disse...

Como Ser Feliz

Como ser feliz é uma questão de expectativas. Como ser feliz depende muito mais do controle dos nossos desejos e ambições, que daquilo que temos ou usufruímos em cada momento. É um lugar comum dizer-se que o dinheiro não traz a felicidade, e é sabido que muitas pessoas que «têm tudo» se declaram infelizes ou que vivem uma felicidade fingida. A explicação é simples: devemos viver com o mínimo de expectativas possíveis. Senão viciamo-nos a viver em função das expectativas, atingindo O Absurdo do Cúmulo da Felicidade, e desaprendemos de viver o dia o dia, na simplicidade dos pequenos e grandes prazeres que esta nos dá.
Ninguém é Feliz Quando Treme pela Sua Felicidade, tal como explica Séneca, comprovando que a nossa felicidade não pode estar dependente de factores externos que nós não controlamos. Por essa razão, Epicteto dá-nos a receita para que possamos alcançar uma Felicidade Independente, para que nos possamos escapar de cenários da realidade que nos trazem preocupações ou ansiedade.

Claro que cada um de nós tem os seus desejos e ambições, mas estes devem ser sempre perspectivados tal como são. Um futuro eventualmente possível, mas não o presente. Como algo que gostaríamos de atingir, mas não nos vamos tornar infelizes por ainda não os termos atingido. A infelicidade é um vício, e a partir do momento em que nos deixamos subjugar por ela, não há nada que possamos alcançar que nos livre do sentimento de infelicidade. Por essa razão, devemos tentar ser felizes naquilo que fazemos e não em função do que possamos atingir através do que fazemos. Escolher fazer aquilo que gostamos, e não fazer aquilo que não gostamos para atingirmos determinados objectivos. Claro que nem sempre a vida nos deixa fazer esta escolha, mas neste caso devemos tentar gostar daquilo que não estamos a gostar de fazer. O importante acima de tudo, é não fazermos algo que não gostamos, não por necessidade, mas porque queremos atingir determinado objectivo.

Não Há Felicidade sem Verdadeira Vida Interior, prova-nos Schopenauer, confirmando mais uma vez que a felicidade não pode depender de factores externos que não controlamos. Se deixarmos que assim seja, mais facilmente teremos momentos de infelicidade, pelo que é necessário criarmos também uma verdadeira vida interior. Através desse processo, ficamos melhor com nós próprios. E, estando melhor com nós próprios, mais facilmente estaremos aptos a nos dar aos outros, construindo uma felicidade alargada, pois uma felicidade solitária será sempre uma felicidade minguada.

© Citador

Loumari disse...

Como Viver

Como viver não obedece a nenhuma fórmula mágica, mas sim a um usufruto constante do melhor da vida em cada momento. Como viver depende muito mais da nossa atitude do que das condições, restrições ou contrariedades em que vivemos. É comum preocuparmo-nos com o futuro, seja o imediato ou o futuro mais a longo prazo, vivendo em função do futuro e a menosprezar o colorido que a nossa vivência no dia a dia pode ter.
Como já sabia Séneca há tantos séculos atrás, Só Sente Ansiedade Pelo Futuro Aquele Cujo Presente É Vazio, provando que tantos se refugiam em perseguir o futuro e desta forma deixam a sua vida presente passar como se estivessem num túnel e não vissem mais nada à sua volta senão o alcance dos seus objectivos. E, quando eventualmente os atingem, não os conseguem usufruir, por terem desaprendido de viver o presente.

Outro aspecto muito importante é não nos deixarmos absorver e dispersar por demasiadas coisas em simultâneo. Quanto mais objectos de interesse tivermos, quantas mais actividades, mais A Nossa Vida É Estilhaçada pelo Pormenor, como explica Henry Thoreau, levando-nos a uma vida frenética mas ilusória, em que não temos tempo suficiente para apreciar cada momento.

É muito importante que se Viva o Dia de Hoje!, como afirma Vergílio Ferreira. É preciso simplificar, simplificar, criar mais espaço para nós próprios e usufruirmos o que nos é dado em cada momento. Pois, como tão bem explica Jean-Paul Sartre, Antes de Vivermos, a Vida é Coisa Nenhuma, sendo assim fundamental que se Viva o Instante que Passa, para não cairmos na armadilha de Vivermos Para os Momentos Futuros, e Não o Presente, como nos avisa Ruben A.

Tem-se que Aprender a Viver, pois tal como Séneca diz, aprender a viver exige uma vida inteira, e se se desistir dessa aprendizagem contínua, arriscamo-nos a chegar ao fim da vida sem que tenhamos realmente usufruído da vida. Viver é... acordar todos os dias como se fosse um dia completamente (que o é) e não o tomar como um dia igual aos outros. Em todos os pequenos gestos, em todas as pequenas atitudes, é possível mudar a nossa forma de viver a vida, e vamos sempre a tempo de a tornar mais rica e mais verdadeira, escapando-nos do autómato em que o quotidiano tantas vezes nos transforma.

© Citador