terça-feira, 6 de outubro de 2015

Governabilidade não se compra: É conquistada!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Ao dar por concluída a anunciada reforma ministerial, a presidente Dilma declarou que a fez, dentre outras razões, para “ampliar a governabilidade”. Na verdade nada de efetivo aconteceu.

O novo ministério, em termos de qualidade, é ainda mais fraco que o anterior, se é que isso é possível.

Mais uma vez funcionou o velho “toma lá da cá”. O “toma lá”, estamos cansados de saber, são os recursos públicos, ao final o nosso suado dinheiro, que continuará sendo usado de forma criminosa para cooptar os maus políticos que, infelizmente, parecem ser mesmo tantos pilantras quanto Lula uma vez se referiu, numa das poucas verdades que já pronunciou. Faltou incluir-se naquele grupo. A esses políticos move uma só aspiração: manter a qualquer custo vantagens e prerrogativas. O Brasil que se dane! 

O “da cá” são os votos que, a presidente espera, virão em forma de apoio cego e submisso do Congresso para que o país continue a rolar ladeira abaixo rumo ao desastre inevitável e total.

Mas o desespero do governo tem tudo para não dar certo. Collor já tentou isso no passado. Lembram-se? Estão desprezando, uma vez mais, a capacidade de indignação do povo. Ele demora mais explode. Alguém deveria ensinar à presidente que não é dessa forma que se “amplia governabilidade”, pois ela não é produto de coalizões espúrias, não se compra..., se conquista. E a conquista, além de competência, exige muitas qualidades do governante.

Ele, o governante, deverá ter sido respeitoso de princípios éticos e morais já na condição de candidato. Não pode mentir, distorcer, iludir, prometer o que não vai cumprir, menos ainda, depois de eleito, fazer exatamente o contrário do que prometeu. Enfim, não deve “fazer o diabo para se eleger”.

E a nossa presidente? Observou alguma dessas regras? Para conquistar a governabilidade, é necessário prestígio, ser capaz de exercer liderança, de conduzir, de convencer, de articular, de ser político, afinal, no bom sentido da palavra. Nossa presidente, desde logo, foi comparada a um “poste”.

Uma invenção esperta do ambicioso ex-presidente, a quem agora se entrega de forma definitiva.

A governabilidade supõe ainda uma gestão limpa, honesta, dirigida a toda a sociedade, sem discriminações, sobretudo quando elas derivam de ideologias estranhas às tradições do país.

O governo está terminado. Não tem legitimidade. O melhor a fazer para não prolongar a agonia seria que a presidente se afastasse livrando-nos de suas trapalhadas e permitindo um recomeço que, de qualquer forma, não será fácil.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

3 comentários:

Anônimo disse...

AF disse:

- Por que será que é tão difícil de compreender que apenas tirar o "fantoche" da cadeira não resolve?
- Por que é tão difícil entender que os segmentos esclarecidos da sociedade já perceberam que a nossa república é (e sempre foi) uma farsa, uma fraude?

Com a velocidade da informação, não dá mais para fazer a política da enganação de forma tão simples. TEM QUE RESETAR TODO O SISTEMA! Precismos começar de novo, sem os mesmos "getulistas" e seu pupilos que vêm dominando o país desde 1930. CHEGA DE PATRIMONIALISMO!! CHEGA DE OBEDIÊNCIA CEGA AOS "IRMÃOS DE LONDRES", se equilibrando, entre estes e os "KGBistas" do oriente (sejam de olhos azuis ou puxados), representados pelos "charuteiros caribenhos". CHEGA!!! Queremos ser soberanos pela primeira vez!!!

Roald disse...


É, General!!! E as FFAA vão permanecer como espectadoras na arquibqncada? Triste cenário se nos depara.

Anônimo disse...

Prezado General suas observações seriam pertinentes se não houvesse um ORCRIM no governo, enquanto vão enganando os políticos
com cargos estão preparando o GOLPE DE ESQUERDA o objetivo deles sempre foi o poder total sem congresso e judiciário ou um legislativo e judiciário refém do executivo.