terça-feira, 3 de novembro de 2015

A Verdade Reprimida


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Mauro Ferreira Gomes

Matéria de Valdo Cruz e Igor Gielow, na Folha Digital, relata que o ministro da defesa teria exonerado o General-de-Exército Antônio Hamilton Martins Mourão do cargo de Comandante do Comando Militar do Sul, pelas críticas que fez ao governo Dilma Rousseff e pelo fato de que uma homenagem póstuma a um chefe da repressão na ditadura ocorreu em um quartel sob sua jurisdição.

As declarações do General podem ter sido incomuns nestes dias, mas ele nada mais disse do que aquilo que todos os brasileiros sabem, embora uns poucos se sintam impedidos de expressar e outros tantos o neguem por cumplicidade, por conveniência ou por medo.

Somente em regimes ditatoriais ou em “protoditaduras” como essa em que vivemos no Brasil e, felizmente, está a um passo de ser desmantelada, alguém pode ser punido por dizer a verdade.

Mais ainda, ele expressou o que quase todos os militares pensam, mesmo aqueles que ainda se sentem impossibilitados de declará-lo, por respeito à hierarquia e à disciplina.

Chega-se, porém, em determinadas condições extremas, à necessidade de não se confundir disciplina com omissão e ao imperativo de decidir-se pela lealdade à Pátria, acima de qualquer outra.

Mas não nos iludamos. Nenhum deles é nosso amigo, e os mais perigosos são os que assim parecem. Nossa destruição é objetivo prioritário que perseguem lenta, mas incansavelmente.

Para o bem do Brasil, cujo povo deposita em nós suas últimas esperanças, é preciso que permaneçamos unidos neste grave momento da vida nacional. A ofensa a um deve ser encara como um agravo a todos. Somente assim sobreviveremos para continuar como reserva de última instância.

Segundo a mesma fonte, o Senhor Aldo Rebelo teria dito que o General Mourão perdeu a condição de comando com a sequência de fatos.

Grande coisa! Ele é que nunca teve condições de ser ministro da defesa, pois não passa de político filiado a um partido nanico de ideologia sectária e ultrapassada, que deveria ter seu registro cassado pelas mesmas razões que não se permitem partidos nazistas.

Mas não somente ele é desqualificado para o cargo que exerce. Também quem o nomeou nunca teve as condições mínimas necessárias para presidir o País.

O passado de militância em grupos terroristas e de fracassos administrativos da presidente deveriam ter sido suficientes para que os brasileiros não embarcassem nessa aventura irresponsável. Fraudes de todos os tipos, não obstante, têm-nos levado a viver esse pesadelo, faz cinco, quem sabe, treze anos.

Finalmente, a nação acordou e, com isso, o governo está nos últimos estertores. Ironicamente, poder-se-ia dizer que a presidente perdeu a legitimidade que nunca teve. Só falta finalizar o processo, o que ainda não aconteceu, porque os principais líderes oposicionistas agem em defesa de suas pretensões políticas pessoais, e isso leva a que cada um procure administrar o tempo da forma que mais lhe convenha. Uns querem o “impeachment” logo, outros, no meio do mandato, outros, ainda, preferem que ela continue “a sangrar” até as próximas eleições presidenciais.

Enquanto isso, nada de relevante acontece, mas a crise se agrava cada vez mais.
Fazer qualquer coisa que dê sobrevida a esse governo é uma grande irresponsabilidade. O Brasil não suportará mais três anos de caos cada vez maior, sem nenhuma perspectiva de melhora, com esse governo incompetente, desacreditado e refém sem dinheiro para pagar a extorsão dos chantagistas que cobram pelo apoio.

Há um limite para tudo, e o governo petista já os ultrapassou todos. Agora, paga o preço das mentiras, das fraudes, das traições e dos crimes que seus integrantes cometeram sistematicamente.

Até os ratos sabem quando abandonar o navio. Insistir em preservá-lo é uma insanidade. Mas isso não vale para os ratos humanos, que preferem perder a vida a largar a fonte em que vêm mamando a tanto tempo. Deixemos que somente eles afundem com esse governo náufrago.

Manifestamos nossa solidariedade ao General Mourão. Permita Deus que o poder multiplicador do seu corajoso pronunciamento contribua para apressar esse naufrágio governamental, que, se não é, em si, a solução para todos os nossos problemas, é o primeiro passo indispensável para árdua e demorada tarefa de recuperação dos estragos impostos pelas administrações petistas.

Em vez de retaliação, que Sua Excelência receba, brevemente, o justo reconhecimento da Nação por dizer o que precisava ser dito, quando mais precisávamos ouvi-lo.

Fonte: Defesa exonera comandante militar que criticou o governo



Luiz Mauro Ferreira Gomes é Coronel-Aviador, Vice-Presidente do Clube de Aeronáutica.

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