domingo, 1 de novembro de 2015

Mito ou Blefe?


"Se Lula é operário, então Sílvio Santos é camelô!" (Gilberto Buchmann,
autor de "O CÉU DE GALILEU", Ed. a Girafa, 2010).

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

Lula tornou-se líder sindical em 1972, largando a atividade de operário do setor metalúrgico. Nascido em 1945, tinha 27 anos quando parou de trabalhar na fábrica, deixou de ter patrão e não precisou mais suar para ganhar a vida. Há 43 anos Lula não suja as mãos - ao menos não com trabalho. Vive só da política.

Mas virar sindicalista e abandonar a fábrica, por si só, não tem nada de errado: ou o cara é operário, ou é político; ou vive do trabalho braçal, ou é pago para ficar fazendo articulações políticas. Simples assim. E a existência de sindicatos, apesar dos abusos conhecidos, pertence à ordem democrática, sendo legítimo que um empregado queira ser sindicalista. A questão, aqui, é outra: é a fantasia, a insistência da militância-autômata em afirmar um mito, é o descolamento da realidade.

Por que é que os seguidores do partido que Lula ajudou a fundar insistem em dizer, com ar triunfalista, que ele é "o operário que chegou lá"? Em verdade, a pergunta não é "por que" mas "para que" o fazem. Existe um propósito, um "para que", ainda que a maioria não o perceba conscientemente. Ora, o mito do homem pobre - que, na miopia ideológica, é sinônimo de homem bom - o qual venceu a miséria e se apresenta para salvar o país é articulação do populismo para introduzir uma ideologia, útil à manipulação do imaginário coletivo. É para explorar o lado emotivo do brasileiro - menos reflexão, mais emoção.

A analogia ajuda a lógica: "a condição de camelô é definida pela atividade do indivíduo". Substitua-se a palavra "camelô" por "operário" e a literalidade da frase manterá pleno sentido. Gilberto Buchmann sintetizou bem! Ao abandonar a fábrica, Lula deixou de ser operário para tornar-se uma espécie de agente político. Mas o marketing do partido mantém o mito para que o brasileiro médio viva uma ilusão e imagine Lula como seu representante. Jamais tivemos e jamais teremos um operário na presidência do país. E daí? Qual é o problema? Presidir um país não é labor de operário, mas uma função política.

Para compreender o processo que deu origem a esse mito, é imprescindível ter em vista dois aspectos, sem excluir muitos outros. Um é a dogmática marxista que divide a humanidade entre pobres e ricos, bons e maus, opressores e vítimas, como se a imensa complexidade social coubesse nessa simplificação infantilizada. Por mais que intelectuais de aluguel insistam com essa arenga, tal divisão é uma grande besteira sem sustentação filosófica. O segundo aspecto é o discurso salvacionista, que é a própria seiva da árvore do populismo, reivindicando o monopólio da ética e da solidariedade social: "ele veio para salvar os pobres". (Já vimos no que deu.)

Será que Lula representa mesmo a massa trabalhadora? Pois esse "salvador dos pobres" é, hoje, um dos homens mais ricos do Brasil. Ter chegado à presidência ajudou que seus filhos ficassem igualmente riquíssimos. Lula segue diabolizando o capitalismo, embora tenha virado capitalista junto com os filhos. Apesar disso, ainda existem brasileiros que acreditam no mito e o tratam como "o operário que nos vai resgatar!".

Resgatar do quê? Não sei. E a crença nesse blefe, hoje tão escancarado, põe a perder uns quantos brasileiros de boa inclinação moral.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

10 comentários:

Anônimo disse...

Lula foi com muita sede ao pote!!! Ninguém com 2 neurônios acredita que ele ganhou dezenas de milhões de reais em 3 anos, de forma honesta!!! Tentou disfarçar a fortuna que amealhava através de dezenas de contratos de "palestras", quando na verdade ninguém nunca assistiu uma mísera palestra desse apedeuta (até porque ninguém, exceto petista estúpido, é trouxa a ponto de dar dinheiro para ouvir o safado dizer piadas de mau gosto)!!! Na verdade, ele, nem bem terminou seu mandato, passou no caixa das empreiteiras corruptas para receber a parte dele do "pixuleco" vergonhosamente roubado dos pobres do Brasil!!!!

Loumari disse...

E foi preciso um operário para ensinar esta verdade a tantos doutores no mundo...
Os ricos também beneficiam quando os pobres deixam de o ser...
O ex-presidente do Brasil Ignacio Lula da Silva contou, durante a sua visita à Colômbia, pormenores da sua política social que hoje são exemplos em todo o mundo. Recomendou que a Colômbia não deixe nas mãos de intermediários a administração dos recursos públicos.

Luiz Inácio Lula da Silva, não se esquece do que fez no primeiro dia da sua gestão como presidente do Brasil, que foi reunir todos os seus ministros, fazê-los embarcar num avião e leva-los às regiões mais pobres do país.

Ele queria que o presidente do Banco Central ou o ministro das finanças "vissem esse país que não se queixa, que não se manifesta, mas que está ali, que é real e verdadeiro Talvez vocês possam ajudar a mudar as coisas ".

Da Silva conhecia muito bem esses sectores. Ele vinha de uma dessas regiões em que é comum as crianças irem para a cama sem comer ou passar um domingo sem almoço. "Eu conheci o pão para a primeira vez com 7 anos de idade. Até essa idade, o café que eu tomava de manhã era acompanhado com farinha de mandioca. Sei o que é o desespero de uma mãe em frente de um fogão sem gás e sem os bens mais elementares para fazer uma refeição para os seus filhos" .

Durante sua visita ao país, o ex-presidente do Brasil não só partilhou a sua história de vida, mas também os resultados da sua política social que tirou 28 milhões de brasileiros da pobreza e reduziu drasticamente os níveis de desnutrição e de desescolarização das crianças e jovens do seu país.

O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo, mas para Lula isto pouco serve se não houver democracia, nem políticas de distribuição do crescimento para impedir que o dinheiro caia nas mãos de alguns e o que o povo permaneça pobre e desnutrido.

"Quando iniciei o meu governo, 10% das pessoas mais ricas tinham metade do dinheiro do país e deixavam para os mais pobres apenas 10 %", recordou Lula, que conseguiu de alterar estes números aumentando o salário mínimo em 62 % em cinco anos, mesmo com que existência de vozes contra que o avisavam que isso iria provocar um aumento da inflação. "E a inflação não aumentou", diz agora com satisfação. Só com esta decisão, resgatou milhões de brasileiros da pobreza.
Além disso, assegura que foi esta medida que aquando da crise de 2008, permitiu que o Brasil seguisse em frente, graças a essa população. "O consumo cresceu sete vezes mais , especialmente nos sectores populares. Os pobres começaram a ser tratadas como cidadãos"

Loumari disse...

Para Luiz Inácio Lula da Silva , foram várias as estratégias fundamentais para alcançar os resultados. Uma foi o acesso aos bancos por parte da população mais pobre: 45 milhões de brasileiros, no espaço de um só ano, tinham contas bancárias activas, e isto contribuiu para tornar viável a segunda estratégia: não deixar nas mãos de intermediários, a administração ou a entrega destes recursos públicos.
"Acho que não deve existir a figura do intermediário, porque este fica com metade do dinheiro. No Brasil, as pessoas que recebem benefícios do governo não têm qualquer contacto com os intermediários . Recebem um cartão magnético com o qual podem ir ao banco e levantar o dinheiro. Isso é sagrado", destacou o ex-presidente.
E uma terceira estratégia que assegura o êxito é ter registos de qualidade e dar seguimento aos programas e os beneficiários. Equipas dos membros do governo viajaram para locais remotos onde encontraram pessoas que nem sequer tinham registo de nascimento; eles eram cidadãos que não existiam. Eles beneficiam hoje do programa de bolsa de família, as mulheres de cada agregado familiar recebem um cartão para levantar o dinheiro para alimentação e educação de suas famílias.
"Há 13 milhões de cartões. As pessoas vão ao banco e não ficam assim a dever favores aos presidentes de junta, governadores ou ao presidente".
"Diziam-me que estava a desperdiçar dinheiro, que estava a criar vagabundos que não trabalhavam. Havia pessoas que criticavam o facto dos pobres comprarem lápis ou calçado para as crianças em vez de comida.
Isso é fácil de dizer a alguém que os tem, mas não a pessoas que nunca os tiveram. Quem nunca passou fome ou necessidades não sabe o que representam 80 dólares nas mãos de uma mãe".

Loumari disse...

A luta contra a fome foi uma prioridade do governo de Lula da Silva, a ponto de criar um ministério dedicada exclusivamente a esta tarefa. Em seis anos, a desnutrição no Brasil foi reduzida em 73% e a mortalidade infantil em 45% .
Esta política é um exemplo para o mundo. Este compromisso inclui restaurantes populares, programas de alimentação de leite materno, promoção da agricultura familiar, distribuição de alimentos para os mais pobres, entrega do microcréditos e promoção da economia local através da compra aos pequenos produtores dos produtos para abastecer os programas alimentares do governo.
"A garantia de uma boa alimentação da população deveria ser a prioridade de todos os homens públicos e os cidadãos de boa-vontade . Não é normal, disse, que um governante mundial não coloque a luta contra a fome como a prioridade do seu orçamento, bem como das suas políticas".
A criação de milhões de empregos para pais de família teve como objectivo a redução do trabalho infantil e assim levar essas crianças e jovens a frequentar as 214 novas escolas de ensino básico, bem como a 14 universidades federais construídas durante esse período. Hoje, crianças de pedreiros estudam medicina nas universidades.
Estes resultados, disse, demonstram que "não há nada mais barato do que investir nos pobres" e deixa para trás a teoria de que temos que esperar pelo desenvolvimento para eles serem incluídos. No caso do Brasil , a inclusão levou ao desenvolvimento. "Os ricos também beneficiam quando os pobres, deixam de o ser", disse.
"Até pagamos a dívida ao Fundo Monetário Internacional. Depois de dois anos de governo, devolvemos os 16.000 milhões de dólares que devíamos. Hoje, é o FMI que nos deve 14.000 milhões de dólares que lhes emprestamos para ajudar a crise dos países ricos".

Anônimo disse...

Vão aprender a roubar, entrem numa boa escola, seus idiotas!

Anônimo disse...

Caro psicologo, procure um psicólogo. URGENTE!!!!

Anônimo disse...

A política de ajudar pobres não se originou da cabeça ou do coração de Lula, mas de plano de organizações econômicas internacionais que descobriram uma maneira de sangrar os cofres públicos dos países, ao fazê-los transferir renda (via Bolsas) dos pagadores de impostos, sendo que os beneficiários usariam esse dinheiro para aumentar o enriquecimento dos que produzem os bens adquiridos com esse auxílio.

Mello disse...

Muito bom artigo sobre o Mula.
É muito engraçado ver alguém tentando defender o indefensável como o Chefão da gang petista que criou governo MAIS CORRUPTO DA HISTORIA BRASILEIRA, e acho que do mundo, baseado na mentira e frases de efeito decoradas na militância sindical e feitas para um poveco abostalhado como o brasileiro comum.
Esse Mula junto com a Mandioca Sapiens deveriam ser fuzilado pelo mal que causaram ao povo brasileiro.

Parabéns pelo texto Renato Sant’Ana

Anônimo disse...

Ao mesmo tempo que implantava políticas sociais a um custo x, enriquecia a si próprio e tornava os amigos ricos mais abastados, gastando x². Afundou o país com roubo e corrupção. O velho capitalismo há muito já sabe que proporcionar poder de compra aos pobres é bom para todos, e isso, obviamente não foi ensinado pelo "operário" ladrão.É muito difícil entender como ainda tem gente que defende esse patife. Mesmo agora, quando desmorona o país e os pobres correm o risco de perder o que adquiriram.

castro disse...

Ao mesmo tempo que implantava políticas sociais a um custo x, enriquecia a si próprio e tornava os amigos ricos mais abastados, gastando x². Afundou o país com roubo e corrupção. O velho capitalismo há muito já sabe que proporcionar poder de compra aos pobres é bom para todos, e isso, obviamente não foi ensinado pelo "operário" ladrão.É muito difícil entender como ainda tem gente que defende esse patife. Mesmo agora, quando desmorona o país e os pobres correm o risco de perder o que adquiriram.