terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O Exército fantoche da hierarquia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

A desmoralização que se passa no Exército Brasileiro cresce a cada dia. Chegou a níveis intoleráveis. Passou dos limites que um ser humano normal consegue suportar. Quem manda no EB hoje são os antigos terroristas que lutaram com armas contra o Regime Militar, de 1964 a 1985, e depois foram anistiados, mais tarde subindo ao poder, enganando o povo numa debilitada democracia.

Os militares foram respeitados por todos os governos que se seguiram após eles deixarem o poder, espontaneamente, em 1985. Esse respeito durou até 2003, quando finalmente o Partido dos Trabalhadores - PT conseguiu eleger presidente da república o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia concorrido antes, sem sucesso. A partir daí começou a era do desprestígio das Forças Armadas, que paulatinamente foram marginalizadas e mesmo desmoralizadas, no que contaram com alguma ajuda interna de alguns dos seus próprios membros, que  logo foram requisitados ao natural para  preencher os mais importantes comandos da corporação militar.

Nos 12 anos dos seus governos ,o PT começou um trabalho progressivo de muita paciência, quase “oriental”,  sempre contando com os  melhores  aliados que poderia ter,inclusive dentro da caserna, mais precisamente,além dos seus simpatizantes  que ali se dispunham a ajudar, a DISCIPLINA, os REGULAMENTOS e ,fundamentalmente,o ilimitado respeito nutrido pelos militares ao princípio da HIERARQUIA. O militar não sabe nem nunca soube dizer NÃO ao seu superior. Ora, desde o momento em que os “cupinchas” fardados foram os escolhidos para os  comandos militares, e  devido a esta inflexível subordinação hierárquica,é evidente que o domínio da tropa ficou consolidado. Isso significa reforçar o fato de que os antigos terroristas que ontem eram os “caçados”, hoje são os “caçadores”. Caça e caçador inverteram as suas respectivas posições, pois.

Em um descarado “revide”aos militares de 64, os “Petralhas & Cia” espalharam por todos os cantos as tais “comissões-da-verdade”,que não passam da nova versão dos “tribunais-da-inquisição” da Idade Média, malgrado as disposições da Lei da Anistia abrangendo os dois lados do conflito armado da época. O Coronel Brilhante Ustra foi talvez a maior vítima dessa patifaria,o qual acabou morrendo de desgosto recentemente e  não teve nenhum gesto de solidariedade dos comandos da corporação que serviu com tanta dignidade, fidelidade e honradez durante uma vida inteira: o Exército Brasileiro. A única homenagem militar (póstuma) que teve foi no Rio Grande do Sul, onde nasceu, e custou a cabeça do Comandante Militar do Sul, General Mourão, que foi afastado do comando que exercia.

Sem dúvida a hierarquia é necessária na convivência humana. No meio militar também. E principalmente. Mas ela tem um limite. Quando o seu preço é a vida, a própria honra, ou qualquer outro valor superior, ela não pode nem deve ser respeitada. Nessas condições, a “rebelião” fica legitimada, a fim de afastá-la para que se estabeleça uma nova ordem e um novo “estado-de-direito”.

Até agora “matamos a cobra”. Resta “mostrar-o-pau” (que matou a cobra, claro).

Há poucos dias o Comandante do Exército disse - após exonerar o General Mourão do Comando Militar do Sul - que o efetivo do Exército seria diminuído. Diminuído? Mas como se explica então o aumento do número de generais  feito agora (anexo do Decreto 8.399/15)? Não seria uma contradição?

Os saites que tratam dos assuntos militares noticiaram nos últimos dias que as vagas para generais do EB passaram a ser de 152, para um total de 219.639 militares, entre oficiais e praças. Em 2009 eram 137 generais, para um total de 222.151. Significa dizer que o número de generais está aumentando e o total de militares diminuindo. Qual o propósito que o Governo tem em vista?

A matéria foi enriquecida com a informação que o EB passa a ter 1 general para  cada grupo de 1.400 militares, enquanto o exército israelense possui 1 general para cada 9.000, lembrando que Israel está permanentemente em conflitos armados, o que não acontece com o Brasil. Outra informação interessante é que o EB pegou alguns vícios do exército português, onde nada funciona bem..

A intenção governamental seria nivelar as Forças Armadas do Brasil com as repartições públicas em geral, onde  nada funciona bem e têm mais chefes que funcionários? Será que o Governo pensa que os generais deveriam ser como os seus ministros? Teria que haver um batalhão de ministros e outro de generais?

A enorme vantagem que o Governo tem é que ele está conseguindo a maioria dos generais que precisa no “canetaço”, não ouvindo quem quer que seja, muito menos a “velha guarda” desses oficiais, alguns dos quais ainda “falando grosso”, mas só para as paredes.

Além do mais infelizmente não tem surtido qualquer efeito a convocação que a sociedade brasileira está fazendo às suas FFAA para que façam uso da prerrogativa contida no artigo 142 da Constituição, em nome e representação do PODER INSTITUINTE  DO POVO BRASILEIRO. Enquanto isso o Poder Executivo faz “gato-e-sapato” das “suas” FFAA, usando o art.142 da CF para que elas intervenham até em briga de bordel. E não é esse o sentido que se deve emprestar ao citado dispositivo constitucional.

É preciso ter em mente que um preceito constitucional está acima de qualquer outra lei, decreto, ou  poder hierárquico das organizações políticas, administrativas ou mesmo militares. Se a Constituição autoriza a INTERVENÇÃO MILITAR em nome da sociedade, não há lei, regulamento, ou ordem superior com força bastante para impedir. Nesses casos, a “rebelião” é CONSTITUCIONAL.

E o que se precisa no Brasil de hoje é justamente uma REBELIÃO, contra o Três Poderes, mesmo que necessário o emprego de violência, que ainda seria bem menor que a violência sofrida pela sociedade brasileira durante esses últimos anos.


Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

8 comentários:

Loumari disse...

Sérgio, ton article, le sujet est un régale.

Anônimo disse...

SERGIÃO SEJA HOMEM E MOSTRE O QUE ERA O BRASIL ATÉ 2003, PARA QUE TODOS FIQUEM SABENDO QUE OS OUTROS GOVERNOS AINDA ERAM PIORES DO QUE A MERDA DO PT... FDP QUEM NÃO FAZIA PARTE DA MAFIA ERA ESCRAVIZADO, TORTURADO, ASSASSINADO, ENTÃO VA O PT VOCÊ E OS OUTROS GOVERNOS JUNTO COM A MAÇONARIA TOMAR NO CÚ SEU COVARDE BOSTA DE GATO BARRA BOTAS...

Caio Germano disse...

SERGIO SAUDAÇÕES !
VOCE TEM TODA A RAZÃO ! ISSO AQUI SÓ VAI MUDAR ATRAVÉS DA FORÇA E MUITA FORÇA BRUTA.

Anônimo disse...


Prezado Sr Sérgio Alves de Oliveira (Sociólogo e Advogado)

Penso que o senhor fez uma leitura correta do atual cenário.
A "rebelião" "constitucional" da qual o senhor se refere, e muitos cidadãos desejam/reivindicam somente ocorrerá se partir dos andares mais baixos da hierarquia militar (sargentos e oficiais até o posto de Coronel).
Os generais estão comprometidos/alinhados e possuem uma fidelidade canina ao sistema.
O sistema conseguiu corromper uma das últimas instituições que de certa forma ainda funcionavam.
Infelizmente, a hierarquia foi deturpada e atualmente serve somente como cabresto.
Ouvindo os discursos dos oficiais generais concluo que são falaciosos e sem conteúdo.
Em todas as últimas manifestações do Comandante do Exército estavam presentes as palavras estabilidade, legalidade e legitimidade. A pergunta que faço ao Comandante: para que e para quem?
Precisamos revisar conceitos e encontrar novos caminhos.
Quando não se sabe para onde ir - não existe caminho.
Que DEUS nos ilumine para que saibamos fazer a coisa certa.

Anônimo disse...

Prezado Sr Sérgio Alves de Oliveira (Sociólogo e Advogado)

Penso que o senhor fez uma leitura correta do atual cenário.
A "rebelião" "constitucional" da qual o senhor se refere, e muitos cidadãos desejam/reivindicam somente ocorrerá se partir dos andares mais baixos da hierarquia militar (sargentos e oficiais até o posto de Coronel).
Os generais estão comprometidos/alinhados e possuem uma fidelidade canina ao sistema.
O sistema conseguiu corromper uma das últimas instituições que de certa forma ainda funcionavam.
Infelizmente, a hierarquia foi deturpada e atualmente serve somente como cabresto.
Ouvindo os discursos dos oficiais generais concluo que são falaciosos e sem conteúdo.
Em todas as últimas manifestações do Comandante do Exército estavam presentes as palavras estabilidade, legalidade e legitimidade. A pergunta que faço ao Comandante: para que e para quem?
Precisamos revisar conceitos e encontrar novos caminhos.
Quando não se sabe para onde ir - não existe caminho.
Que DEUS nos ilumine para que saibamos fazer a coisa certa.

Anônimo disse...

É lamentável que existam pessoas que se dirigem ao Sr. Sérgio Alves de Oliveira, sociólogo e advogado, ou seja, pessoa culta e que fez um comentário correto do atual cenário que vivemos, com tanta falta de conhecimento e respeito e ainda solicitando para que o mesmo mostre o que era o Brasil até 2003. Com certeza, trata-se de pessoa PeTista e sem qualquer nível cultural. Basta verificar da maneira como escreve e ainda se coloca no anonimato.

Anônimo disse...

ANONIMO DAS 11.38, VOCÊ É DA MESM LAIA DESSE RETARTADO, NÃO SOU PETISTA , MAS NÃO TENHO CULTURA POR CAUSA DESTA RAÇA DE FDP QUE ME ROUBARAM A VIDA TODA E QUE VOCÊS PROTEGEM, PRA MIM HOMEM TEM QUE SER HOMEM E QUEM ESCONDE O OS FATOS SÃO BOSTAS DE GATO ENTÃO PEGUEM OS DIPLOMAS E ENFIEM NO CÚ...

Anônimo disse...

As Fraquezas Desmoralizadas estão dominadas por bandidos de farda. O alto oficialato está quase todo corrompido. Só chega a general quem fizer as devidas mesuras às quadrilhas em Brasília. Uma rebelião teria chances bastantes diminutas de ser bem sucedida. Nunca houve um levante exitoso em nossa história. Mas que esses pilantras de farda estão merecendo o destino reservado aos traidores da pátria, junto com os bandidos no governo a quem eles servem, lá isso estão.