quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Futuro do Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O Brasil não tem câncer nem lepra.

O país tem vermes de vários tipos.

A tênia é a cartilha estrangeira que o Foro de São Paulo tenta impingir ao povo.

O oxiúrus é a classe política, traidora da pátria, venal e canalha.

O judiciário conivente com as injustiças, desde o mequetrefe até o excelso pretório, se conspurca no calote do precatório.

O executivo, anódino e contemplativo, não passa da ética pelo crivo. É só titica de galinha; de angola ou da terrinha.

Felizmente há remédio contra o mal.

Atacará todas as espécies, por efeito general.

Hoje se finge de morta, a felina que mais importa.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

7 comentários:

Loumari disse...

Perante um auditório de tolos, os velhacos tornam-se fecundos, e os doutos silenciosos.
(Marquês Maricá)
Brasil 18 Mai 1773 // 16 Set 1848
Escritor/Filósofo/Político

É incrível que sempre que leio cada citação de Marquês Maricá, se pode facilmente concluir que este homem via com extrema exactidão a raça de gente que viria povoar o Brasil 200 anos depois.
Raça de gente desprovido de dom intelectual, raça de gente sem amor ao bem, gente que só sabe comunicar por meio da única linguagem que é de proferir injúrias, gente que não tolera os bons, gente mais similar ao Diabo do que a Deus, e quando se lhes apresenta alguém que cuja alma é o anjo a semelhança de Deus, esta gente vira bicho odioso exactamente como o Diabo que não tolera a Cruz de Cristo. Porque se sente agredido. E esta gente diz: sobretudo não nos julgar. Teme se julgado aquela pessoa cujas obras são más. Uma pessoa que anda na lei, que nunca transgrediu uma regra, por que esta pessoa andaria temerosa de algum julgamento?
Nós não julgamos. Nós observamos, tomamos notas e divulgamos os feitos. Temos por dever de corrigir os que andam em erros, temos o dever de repreender os transgressores para que sejam sãos de espírito e para que se aperfeiçoem na santificação da alma.
Julgar e DELATAR são duas coisas totalmente diferentes. Nós denunciamos os feitos, não julgamos. Se alguém é uma VÍBORA temos o direito de chamar essa pessoa de VÍBORA. Isto não é julgar, mas sim, chamar a coisa tal como ela é.
Esta gente conhece muito bem a raiz do mal, mas, ninguém se empenha em corrigir a sua conduta para que o bem se restabeleça para ver os problemas se resolverem. Este povo fez da mediocridade uma garantia de segurança e tranquilidade.


"Num povo ignorante a opinião pública representa a sua própria ignorância."
(Marquês Maricá)

"A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência."
(Marquês Maricá)

Loumari disse...

O Paradoxo da Sabedoria

São muito raros no género humano os homens verdadeiramente sábios; o concurso de condições e circunstâncias especiais necessário para que os haja, ocorre com tanta dificuldade que não deve admirar a sua raridade: demais a sua aparição pouco ou nada aproveita aos outros homens que os desprezam, perseguem ou motejam, incapazes de compreendê-los, e os obrigam finalmente ao silêncio, retiro e reclusão.
(...) Não esperem os homens por, maior que seja o progresso da sua inteligência, chegar a conhecer as verdades capitais e primitivas sobre a essência e natureza das coisas: mudarão de erros, fábulas, hipóteses e teorias, mas nunca poderão alcançar conhecimentos que hajam de mudar a natureza humana, e fazer os homens diversos do que farão e do que são.
O mundo varia aos olhos e nas opiniões dos homens, conforme as idades e condições da vida.

"Marquês de Maricá, in 'Máximas, Pensamentos e Reflexões'
Brasil 18 Mai 1773 // 16 Set 1848
Escritor/Filósofo/Político

Loumari disse...

O intelectual hoje evita dizer quem é o bom e quem é o mau nos conflitos, porque isso hoje já não ajuda nada. Tomas partido e defendes um lado. E com isso convences os que já estavam convencidos do teu lado e somente recusas os que estão do outro. Parece-me muito mais interessante ter uma visão dos conflitos de uma forma que ajude as pessoas a reflectir e encontrar as suas próprias conclusões.
(Santiago Roncagliolo)

Loumari disse...

A Vaidade como Base da Sociedade

Nada contribui tanto para a sociedade dos homens, como a mesma vaidade deles: os Impérios, e Repúblicas, não tiveram outra origem, ou ao menos não tiveram outro princípio, em que mais seguramente se fundassem: na repartição da terra, não só fez ajuntar os homens os mesmos géneros de interesses, mas também os mesmos géneros de vaidades, e nisto se vê dois efeitos contrários; porque sendo próprio na vaidade o separar os homens, também serve muitas vezes de os unir. Há vaidades, que são universais, e compreendem Vilas, Cidades, e Nações Inteiras; as outras são particulares, e próprias de cada um de nós; das primeiras resulta a sociedade, das segundas a divisão.

Matias Aires, Filósofo, 1705-1764, in "Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna"
Brasil 27 Mar 1705 // 10 Dez 1763
Escritor/Filósofo

Loumari disse...

A Vaidade Deforma a Alegria e a Tristeza

As virtudes humanas muitas vezes se compõem de melancolia, e de um retiro agreste. As mais das vezes é humor o que julgamos razão; é temperamento o que chamamos desengano; e é enfermidade o que nos parece virtude. Tudo são efeitos da tristeza; esta obriga-nos a seguir os partidos mais violentos, e mais duros; raras vezes nos faz reflectir sobre o passado, quási sempre nos ocupa em considerar futuros; por isso nos infunde temor, e cobardia, na incerteza de acontecimentos felizes, ou infaustos; e verdadeiramente a alegria nos governa em forma, que seguimos como por força os movimentos dela; e do mesmo modo os da tristeza.
Um ânimo alegre disfarça mal o riso, um coração triste encobre mal o seu desgosto: como há-de chorar quem está contente? E como há-de rir quem está triste? Se alguma vez se chora donde só se deve rir, ou se ri por aquilo por que se deve chorar, a alma então penetrada de dor, ou de prazer, desmente aquele exterior fingido, e falso. Só a vaidade sabe transformar o gosto em dor, e esta em prazer, a alegria em tristeza, e esta em contentamento; por isso as feridas não se sentem, antes lisonjeiam, quando foram alcançadas no ardor de uma peleja, esclarecida pelas circunstâncias da vitória; as cicatrizes por mais que causem deformidade enorme, não entristecem, antes alegram, porque servem de prova, e instrumento visível, por onde a cada instante, e sem palavras, o valor se justifica; são como uma prova muda, que todos entendem, e que todos vêem com admiração, e com respeito.

"Matias Aires, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'
Brasil 27 Mar 1705 // 10 Dez 1763
Escritor/Filósofo

Loumari disse...

O Último Grau de Perfeição Costuma Ser o Primeiro na Ordem da Corrupção

Os que crêem que sabem mais que os outros, ou se enganam, ou se persuadem bem: se se enganam, o mesmo engano lhes serve de ludíbrio; se se persuadem bem, a vaidade da ciência os faz tão ferozes, e severos, que ficam sendo insuportáveis. A ciência humana comummente se reveste de um ar intratável; imagem tosca, desagradável, e impolida. A especulação traz consigo um semblante distraído, e desprezador; quanto melhor é uma ignorância educada. Toda a ciência se corrompe no homem; porque este é como um vaso de iniquidade, que tudo o que passa por ele, fica inficionado: as coisas trabalham por se acomodarem ao lugar donde estão, e por tomarem dele as propriedades, só com a diferença, de que as cousas boas fazem-se más, porém estas não se fazem boas. Nas sociedades, o mal é mais comunicável; a perdição é mais natural; o que é bom, mais depressa tende a perder-se, que a melhorar-se; os frutos da terra quando chegam ao estado de maturidade, nem persistem nele, nem retrocedem para o estado de verdura; antes caminham até que totalmente se arruinem; por isso o último grau de perfeição, costuma ser o primeiro na ordem da corrupção.

"Matias Aires, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'
Brasil 27 Mar 1705 // 10 Dez 1763
Escritor/Filósofo

Anônimo disse...

Sr. Mantiqueira,

O sr. é um bobo alegre. Um homem da sua idade não tem direito a ser tão ingênuo, a menos que seja por fingimento. O "mal" já está dentro das Fraquezas Desmoralizadas, trabalhando pela destruição do país, há muito tempo...