domingo, 20 de dezembro de 2015

Os juízes de Dilma e o Estado de Esquerda


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Desde 2014, as manifestações, nas ruas ou nas redes sociais, têm reunido uma quantidade impressionante de gente que (não é preciso dizer) tem um objetivo único: derrubar o Governo Dilma Rousseff. Apesar disso, a interpretação daquilo que de fato "É" o Regime Petista no Brasil não é “unânime”. Em outras palavras: as pessoas, mesmo sendo antipetistas, não têm a mesma ideia sobre a natureza da organização criminosa e revolucionária contra a qual lutam, nem que tipo de relação essa gente mantém com o “Estado de Direito”.

Dividiram-se os manifestantes sempre em dois grupos: aqueles que pensam ser possível derrubar Dilma através de procedimentos legais e aqueles que pensam que isso não é viável. Para piorar a situação, quando finalmente alguns brasileiros começaram a entender o que é comunismo, gente famosa, usando as redes sociais, veio “lutar contra o PT dizendo que comunismo não existe mais”. Outros, ainda,  argumentam que ele - o PT -  “é coisa do diabo”.

Quem acredita no impeachment precisa acreditar no Supremo que, atendendo ao PC do B, rasgou a Constituição. Quem acredita em intervenção militar, precisa fingir que não é o mesmo PC do B (que ironia...) que manda nas Forças Armadas. 

Dia 17 de dezembro de 2015, o Supremo Tribunal Federal, na atitude que manchará para sempre a sua história, rasgou a Constituição para defender a presidente Dilma Rousseff. Os ministros do STF, nomeados pelo Regime Petista, agradeceram com a toga. Transferiram para o Senado aquilo que, pela Carta Maior, deve ser estabelecido pela Câmara dos Deputados.

Desesperado com o fato de não poder subornar nem derrubar um deputado corrupto mas contrário ao seu governo, o PT resolveu apostar “todas as suas fichas” num senador corrupto, mas pró-governo e para isso contou com o aparelhamento e a conivência dos juízes da nossa Suprema Corte.

Os ministros do STF serviram ao PT cumprindo exatamente a função para qual foram escolhidos e, se a Alemanha teve “juízes de Hitler”, o Brasil tem os “juízes de Dilma”. O partido sabia que algum dia seria necessária a conivência do Judiciário com o projeto criminoso de poder iniciado em 2003. A hora chegou em 2015 e a “dívida” foi paga com a encenação, com aquele teatro que todos nós assistimos no dia 17. 

O processo de impeachment vai prosseguir... de maneira mais difícil e, talvez, mais lenta, mas vai prosseguir – disso não tenhamos dúvidas. Os motores do processo serão o caos na economia, agravado agora pela saída de alguém com quem o capital internacional conseguia, pelo menos, conversar e a Operação Lava Jato – que deve evoluir com uma devassa na vida dos 81 senadores sobre os quais vai cair a decisão sobre o destino de Dilma. 

De tudo que aconteceu perante as câmeras de televisão no dia 17, fica uma dura lição: O Brasil começou a compreender o que é o PT. A Nação sabe agora que não é só dentro das ONGS, dos sindicatos e das associações, que não é só nas autarquias ou nos conselhos de classes... na Igreja Católica ou na Universidade que o PT colocou suas patas: é na nossa Justiça!

É no próprio poder que sustenta o “Estado de Direito” - o Judiciário – que estes marginais conseguiram se infiltrar e agora deixaram claro: “se a Constituição serve ao Partido, cumpra-se, senão; reúnam-se nossos juízes no STF e rasgue-se a Lei!”

O Brasil chegou ao fundo do poço e o que encontrou lá é mensagem muito clara: em primeiro lugar o Partido; depois (se for conveniente) a Constituição. Morreu o Estado de Direito; nasceu o Estado de Esquerda.


Milton Simon Pires é Médico.

14 comentários:

Anônimo disse...

Excelente comentário. Poderia acrescentar a OAB que inerte apenas tergiversa, aguardando como fez Getúlio até a última hora para escolher de que lado ficaria, sem se queimar até lá, é claro.

Anônimo disse...

Infelizmente o povo não tem noção das coisas. Se você andar na rua as pessoas estão nos bares, restaurantes, pagodes, e ensaio de escola de samba só fazem reclamar mas, não tem noção e atitude. Ninguém eu digo na grande maioria entende o que foi feito pelo STF rasgando a constituição. As pessoas estão nas filas inaugurando museus e coisa e tal. Por isso eu acho que o PT não vai sair tão cedo do poder , seja com a sigla PT ou para disfarçar com a REDE, PSOL, PC do B. Acho que só os nossos netos é que vão entender o que hoje esse povo inerte está fazendo deixando este partido tomar conta da nação. Se perguntar para as pessoas ninguém nem nunca leu a constituição.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Se a Alemanha teve os juízes de Hitler ,e o Brasil tem os juízes do PT,a lista não acaba aí. Maximo Gorki,no seu imortal romance "A Mãe",que foi decisivo para o engajamento do povo russo na vitória bolchevique de 1917,já falava nos juízes e tribunais do "Kzar",que só julgavam de acordo com a sua vontade.

Anônimo disse...

Excelente texto.Perfeito! A decisão do STF não pode se sustentar quando qualquer mortal usar a lógica e o raciocínio para a análise do que foi decidido. Com certeza pensaram que enganariam a todos com o discurso empolado e longas argumentos. Não enganaram e não convenceram. A questão não foi pacificada - pelo contrário. Se a decisão do STF se baseou em uma legislação frouxa do impeachment, que permite interpretações tão divergentes, então é sinal que a lei deverá ser totalmente revista no Congresso, nos regimentos internos para que seja substituída por outra límpida e cristalina, não sendo admissível nenhuma dúvida sequer. É PÃO, PÃO, QUEIJO, QUEIJO - NÃO SE PODE ACEITAR ALHOS POR BUGALHOS.
O STF não tem a função de legislar. Quem deve estabelecer a legislação e os ritos é o Congresso Nacional.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Retorno em função do comentário das 10:36 PM. Excelente. Por aí se vê o lixo que são as leis que os incapacitados parlamentares desse pobre país fizeram para nos governar.Não se sabe até hoje,nem os tribunais,qual o alcance daquela lei que fizeram lá em 1950 ,e que trata dos crimes de responsabilidade/impeachment.Lá se vão 65 anos de dúvidas,com os juízes perdendo tempo em "tentar" interpretar as "cagadas" que os parlamentares fizeram,ganhando muito bem para isso. Talvez essa realidade se insira no fato de que em tudo que é importante a lei não é clara,sempre dando margem a dúvidas e infinitas interpretações,que inclusive podem ser levadas para o lado do mal,como agora aconteceu nesse "canetaço" do Supremo. Um dos males do Brasil sempre foi o excesso de leis. A "fábrica" de leis e outras normas jurídicas é tão grande que se os operadores do direito quisessem sempre estar atualizados,eles teriam que ficar lendo as leis durante 48 horas por dia.Um país decente não precisa de muitas leis para que tudo funcione bem. Precisa é ter muita vergonha na cara,o que falta ao Brasil.

Durval Alves de Oliveira Oliveira disse...

O PIOR É QUE PARA CHEGAR ONDE CHEGOU, OS COMANDANTES MILITARES, TAMBÉM ESTÃO COM O MESMO ESPIRITO BOLIVARIANO DO STJ!!

Durval Alves de Oliveira Oliveira disse...

O PIOR É QUE PARA CHEGAR ONDE CHEGOU, OS COMANDANTES MILITARES, TAMBÉM ESTÃO COM O MESMO ESPIRITO BOLIVARIANO DO STJ!!

Loumari disse...

O Mundo Transformado em Poder da Palavra

O poema é um objecto carregado de poderes magníficos, terríficos: posto no sítio certo, no instante certo, segundo a regra certa, promove uma desordem e uma ordem que situam o mundo num ponto extremo: o mundo acaba e começa. Aliás não é exactamente um objecto, o poema, mas um utensílio: de fora parece um objecto, tem as suas qualidades tangíveis, não é porém nada para ser visto mas para manejar. Manejamo-lo. Acção, temos aquela ferramenta. A acção é a nossa pergunta à realidade: e a resposta, encontramo-la aí: na repentina desordem luminosa em volta, na ordem da acção respondida por uma espécie de motim, um deslocamento de tudo: o mundo torna-se um facto novo no poema, por virtude do poema — uma realidade nova. Quando apenas se diz que o poema é um objecto, confunde-se, simplifica-se; parece realmente um objecto, sim, mas porque o mundo, pela acção dessa forma cheia de poderes, se encontra nela inscrito: é registo e resultado dos poderes. E temos essa forma: a forma que vemos, ei-la: respira pulsa move-se — é o mundo transformado em poder da palavra, em palavra objectiva inventada em irrealidade objectiva. Se dizemos simplesmente: é um objecto — inserimos no elenco de emblemas que nos rodeia um equívoco melindroso, porque um objecto pode ser útil ou decorativo, e a poesia não o pode ser nunca. É irreal, e vive.

"Herberto Helder, in '(Auto-)Entrevista, Jornal Público, 4 Dezembro 1990'
Portugal 23 Nov 1930 // 24 Mar 2015
Poeta

Loumari disse...

O Ofuscante Poder da Escrita

O sentido da literatura, no meio dos muitos que tenha ou não tenha, é que ela mantém, purificadas das ameaças da confusão, as linhas de força que configuram a equação da consciência e do acto, com suas tensões e fracturas, suas ambivalências e ambiguidades, suas rudes trajectórias de choque e fuga. O autor é o criador de um símbolo heróico: a sua própria vida.

Mas, quando cria esse símbolo, está a elaborar um sistema sensível e sensibilizador, convicto e convincente, de sinais e apelos destinados a colocar o símbolo à altura de uma presença ainda mais viva que aquela matéria desordenada onde teve origem. O valor da escrita reside no facto de, em si mesma, tecer-se ela como símbolo, urdir ela própria a sua dignidade de símbolo. A escrita representa-se a si, e a sua razão está em que dá razão às inspirações reais que evoca.

E produz uma tensão muito mais fundamental do que a realidade. É nessa tensão real criada em escrita que a realidade se faz. O ofuscante poder da escrita é que ela possui uma capacidade de persuasão e violentação de que a coisa real se encontra subtraída.
O talento de saber tornar verdadeira a verdade.

"Herberto Helder, in 'Photomaton & Vox'
Portugal 23 Nov 1930 // 24 Mar 2015
Poeta

Loumari disse...

Escrever é uma maneira de pensar que não se consegue pelo pensamento apenas. Todos os constrangimentos sintácticos e gramaticais da escrita, em vez de nos reprimirem, levam-nos a encontrar frases que não existiam antes de serem escritas, que não podiam existir de outra forma.
(Miguel Esteves Cardoso)

Anônimo disse...

E agora, Sr. Gal. Villas Boas?
Ainda acredita que as Instituições estão funcionando perfeitamente?
Este Cenário, certamente, já estava previsto, mesmo por quem não entende de estratégias militares! Fachim só desviou a atenção, para que as FFAA abaixassem a guarda, não é mesmo?
Quais são os planos agora? Ver o povo passar fome, lutar por comida e implorar? Isso é mesmo necessário?
Acorda, Dona Onça!

Anônimo disse...

Entenda por que o nazismo já foi implantado no Brasil e no mundo

http://secao1.blogspot.com.br/2013/05/governo-nazi-fascista-brasileiro-caos-e.html

http://secao1.blogspot.com.br/2013/05/para-ministro-morte-de-agentes-do.html

http://secao1.blogspot.com.br/2013/05/instalacao-completa-do-nazismo-no.html

http://secao1.blogspot.com.br/2013/05/se-homossexualismo-nao-e-doenca-o-que.html

http://secao1.blogspot.com.br/2013/05/dilma-quer-criar-uma-nova-religiao-no.html

http://secao1.blogspot.com/2013/04/partido-nazista-brasileiropt-criancas.html

http://secao1.blogspot.com/2012/06/os-procedimentos-nazistas-se-repetem.html

http://secao1.blogspot.com/2012/08/bancos-americanos-financiaram-russia.html

Anônimo disse...

Em 1913, Lênin escreveu o “Decálogo” que apresentava ações táticas para a Tomada do Poder. Lênin foi o pai do comunismo, sistema governamental que matou milhões de pessoas, nos países que se submeteram à ele. “Qualquer semelhança com acontecimentos atuais, quase 100 anos depois, NÃO É MERA COINCIDÊNCIA. Foram, e estão sendo, muito competentes para acabar com a cidadania e com o patriotismo” e criando autênticos mamadores do dinheiro público, devoradores da justiça e da responsabilidade dos gestores públicos. Leia e aja enquanto dá!

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;


2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;


3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;


4. Destrua a confiança do povo em seus "Líderes";


5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;


6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossêgo na população por meio da inflação;


7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;


8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;


9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos "democráticos" devem acusar os "não-comunistas" , obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa Socialista;


10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

Anônimo disse...


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acp

O comuna genocida nunca escreveu isso, nem em 1913 nem em nenhuma outra ocasião. O motivo dessa coisa ser divulgada é um mistério.

Essas coisas nem foram seguidas pelos comunas genocidas.

acp

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