terça-feira, 31 de março de 2015

Lições pós-1964: Aprenda e siga em frente!

A turma do PTitanic não aprende...

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

No momento em que a cúpula do PT, desgastada e afetada por escândalos de corrupção que ajudou a promover, toma a decisão de partir para o enfrentamento popular contra seus adversários políticos (que preferem rotular de "inimigos"), nada como uma reflexão séria sobre a data histórica de hoje: 51 anos do movimento civil-militar de 1964. A análise tem importância fundamental porque estamos vivendo um perigoso momento de radicalismo político, combinado com impasse institucional da maior gravidade, que pode acabar em ruptura.

O julgamento histórico costuma ser muito simplório, quando é feito na base da “torcida” ideológica. A visão comuno-socialista – que opera segundo cartilhas autoritárias - os rotula de ditadores e torturadores. A visão do outro extremo – mesmo sem entender direito como a banda da História toca – os conclama como heróis que precisam sempre estar prontos a intervir para salvar o Brasil. Delegar aos militares o papel de salvadores da pátria é fácil e cômodo.

Por falta de uma análise historicamente equilibrada - sem rótulos de mocinhos, monstros e bandidos -, continuamos sem gerar aprendizado de tudo que aconteceu antes, durante e depois dos 51 anos do movimento civil-militar – que tem a data simbólica de 31 de março de 1964 como marco histórico – que acaba celebrado ou odiado, sem jamais ser corretamente entendido. Por isso, continuamos repetindo erros históricos, e nunca encontramos uma solução verdadeiramente democrática para nossos problemas essenciais.

O Brasil é uma rica colônia de exploração que se deixa manter subdesenvolvida e submetida aos interesses de uma Oligarquia Financeira Transnacional. Sempre fomos periferia e não demonstramos vocação para metrópole. Não conseguimos formular um Projeto para o Brasil se tornar, de fato, um País Civilizado, Desenvolvido, Justo, Ordeiro Progressista e comprometido com valores humanos e democráticos.

O Brasil é um País tão sem soberania e independência que não tem Forças Armadas em condições reais de cumprir seu papel fundamental: ter poder de dissuasão. O globalitarismo, que usa e abusa do extremismo ideológico para impedir a união nacional, aposta na desmoralização da expressão nacional do Poder Militar. A sociedade brasileira – formada majoritariamente por ignorantes – não entende a verdadeira importância essencial das Forças Armadas.

O Brasil é Capimunista. Misturamos práticas do capitalismo com ações socialistas ou comunistas. Somos submetidos a um regime de Estado de Direito, cinicamente democrático, que tenta intervir em tudo e em todos, através de um confuso aparato pseudolegal, que varia entre o autoritarismo e o totalitarismo, dependendo das conveniências dos grupos políticos que detêm a hegemonia dos conflituosos e desequilibrados poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Os desgovernos dos últimos 100 anos não avançam. Especializaram-se em repetir erros históricos primários. Por isso, sempre variamos entre pouco ou mais autoritarismo, mas sempre com o discurso de uma democracia (segurança do Direito, com exercício da razão pública) – que nunca existiu. Aliás, nossa República (obra dos militares) ainda não foi implantada... E, para piorar, estamos submetidos ao “império” da governança do crime organizado...

O desgoverno brasileiro é uma carranca do caos institucional. O grupo hegemônico é o mesmo de sempre. A variação é apenas na rotulagem ideologia do purgante. Os políticos, sempre os mesmos, trabalham para seus interesses pessoais ou cumprem a função de agentes conscientes do poderio econômico transnacional que sempre nos governou de fato. Não conseguem e nem querem ter uma visão nacional para desenvolver, de fato, o Brasil. Preferem apenas usar e abusar do Estado Capimunista a seu bel prazer e deleite.

Tudo ficou ainda pior porque os militares (garantidores da soberania) foram transformados em uma “guarda nacional”, com verbas contidas, escalados para ações humanitárias de emergência ou para agirem como “força policial auxiliar” na tal GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Aqueles que foram “interventores” em 1964 e em outras datas atrás agora operam como “guardas de esquina” - PMs de um falido Capimunismo gerador de desigualdade, vagabundagem, ignorância, extremismos e violência.

A farda se transformou em fardo. Alguns, ainda milagrosamente idealistas, acreditam e entendem o verdadeiro papel das forças armadas. Outros preferem se comportar como meros funcionários públicos fardados, seguindo uma carreira pública com salário e promoções que parecem seguras, até se transformarem em aposentados guerreiros da reserva – ou da reforma, por tempo ou invalidez. Na ativa, uns ainda tem a coragem e honra de um samurai. Outros preferem o pragmatismo das gueixas.

O Brasil vive o momento mais ridículo e vergonhoso de sua história republicana. Antes e após 1964, os militares, em parceria com civis, cometeram grandes erros e acertos. Seu grande pecado foi não terem entendido como os verdadeiros inimigos do Brasil operam. As legiões se focaram no combate aos agentes conscientes e ideológicos do inimigo, mas não perceberam que o inimigo lhes destruía e desgastava pelas beiradas, investindo no autoritarismo e na corrupção institucional. Os generais-presidentes foram saídos do poder pela garagem do Palácio do Planalto.

Curiosamente, como último ato, os militares tiveram de garantir a posse da vanguarda do atraso na Presidência da República. Ela continua no poder, com variações ainda mais dantescas. Basta olhar para o legítimo filhote da tal ditadura capimunista. O monstrinho concebido pelo padrastro-general Golbery do Couto e Silva no meio sindical foi alçado ao poder e, desde então, tenta comandar, por trás, as ações daquela que posou, um dia, de guerrilheira para implantar o comunismo no Brasil, mas foi parcialmente derrotada pelos militares. Agora, posando de vencedora, sacaneia os milicos sempre que pode.

O Brasil tem solução. Basta tirarmos, primeiro, os lixos do poder. A vasoura precisa ter Legitimidade e Ordem, para viabilizar a Paz Social, o Progresso e a Democracia – utopias a serem perseguidas. O problema começa a ser resolvido por cada cidadão – a partir dos próprios indivíduos e de seu lar. Só o amor à família, instituição onde começa a Pátria, permitirá que avancemos. Sem ordem e legitimidade não há progresso – só desrespeito, violência e barbárie. Sem a valorização da base familiar não teremos Pátria.

Por isso, o grande investimento que cada um precisa fazer, de imediato, é na Educação. Sem ela, não há civismo possível e nem patriotismo viável. O esforço educacional, a partir do ambiente familiar, vai nos devolver a auto-estima, a vontade de produzir e a força para empreender. O capital necessário para isto o Brasil tem de sobra. Basta ser canalizado para a solução correta.

O projeto urgente é derrotar o PT e seus aliados na vanguarda do atraso. Este esforço começa em cada cidadão de bem e sua família para ter hegemonia na sociedade. Que cada um faça sua parte, do jeito que puder e com as ferramentas que tiver. Temos de superar o Capimunismo até aboli-lo no Brasil. Vamos estudar, trabalhar, gerar renda, investir, fazer parcerias com outras pessoas de Bem e progredir.

Governar (algo ou a si mesmo) é uma arte. A governança (pessoal ou corporativa) depende de alguns princípios fundamentais: Vontade Política, Visão Humanista, Ética, Transparência, Equidade, Justiça, Legalidade, Responsabilidade, Prestação de Contas, Qualidade e Verdade. A obra não é fácil. Mas precisa ser tocada com competência, eficiência e senso prático de realidade.

1964 ensinou direitinho. Não precisamos de déspotas – fardados ou travestidos de pretensos democratas civis. É preciso que cada um cumpra o seu dever, e pare de se acomodar, jogando apenas a culpa nos outros.

Acredite em você, na sua família, nos seus amigos, nos seus parceiros e vá em frente. Faça. Acerte. Se errar, tente de novo, até acertar. Nossa contrarrevolução para tirar do poder as vanguardas do atraso precisa começar imediatamente. Cumpra o seu dever!

Viva a Liberdade. Não às censuras, repressões e totalitarismos políticos, econômicos e psicossociais. Superemos as ilusões ideológicas de torcida organizada, e vamos cuidar da organização pessoal. Se cada um não cuidar de si e da família, o Brasil não evolui para melhor. Mude e melhore você, primeiro. Depois, cobre isto dos ignorantes. O seu sucesso é a derrota dos idiotas, canalhas e ladrões.

Seja seu herói. Tenha fibra e vença! Olhe para frente! Aprenda com o passado, acerte mais no presente e garante o futuro!

Releia o artigo de domingo: Pauta para mudar o Brasil paramelhor

Águia x Urubus


OBAMA neles!

Investidores e juristas estão instituindo a Organização Brasileira de Assistência  a  Minoritários Agredidos.

A entidade, que será uma versão ampliada da atual ANA (Associação Nacional de Proteção aos Acionistas Minoritários), atenderá por uma sigla que dará o que falar: OBAMA.

A ANA ganhou fama internacional pois teve um papel decisivo nas ações contra o Grupo X, de Eike Batista.

Coisa vai ficar mais séria...

Imagina o que não acontecerá com a OBAMA (apenas uma coincidência com o sobrenome do Presidente dos EUA).

A associação promete fazer muito mais a partir dos escândalos do Petrolão - que mexem com a vida de acionistas (perdendo dinheiro) e trabalhadores (perdendo milhares de empregos: 210 mil até agora demitidos só nas empreiteiras atingidas na Lava Jato).

Agora, o jurista que bolou a sigla "OBAMA" é um humorista de mão cheia, mas a petralhada não vai achar graça porque cairá em desgraça...

Indicação suprema

Dilma Rousseff se articula e prepara uma surpresa (um nome de um poderoso magistrado da ativa) para a indicação ao tão aguardado nome que ocupará a vaga do aposentado Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

O filme do preferido da Dilma só pode ser queimado pelo Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, que não se conformará se não for o indicado.

E quem vai sendo preterido, devagarinho, é o que até ontem despontava como favorito: o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

Convite 31 de março


O Comandante Militar do Sul, General de Exército Antonio Hamilton Martins Mourão, promove neste 31 de março um evento de congraçamento entre militares da ativa e da reserva, em Porto Alegre.

Santo desenho, Batman!

A série de televisão que trazia Adam West no papel de Batman e Burt Ward como Robin, o menino prodígio, completa 50 anos em 2016.

Para marcar a data, a DC vai lançar um novo longa metragem de animação com os dois atores fazendo as vozes de seus personagens originais.

A clássica série do Batman foi ao ar nos EUA por três temporadas, entre janeiro de 1966 e março de 1968.

Por causa de disputas legais entre a DC Comics, a Warner e a Fox (que exibia a série nos anos 1960), o programa só foi lançado em DVD e blu-ray no ano passado.

Beijinho, Beijinho...


Tem culpa nós?


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Março de 2015.

Aniversário 51 da Gloriosa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O molusco “ubriaco” pressente que vai pro saco.

Sua bravata mais famosa é zombar da gloriosa.Sua bravata mais famosa é zombar da gloriosa.

Talvez agora beba um golinho (só um) “pra mode” comemorar o “niver” 51.

Olha que tremenda sorte não é pra qualquer um. Se bate o rabo na cerca, (espetáculo! não perca) acaba se dando mal; vai logo pro curral, bem longe  do roseiral.

O amigo do passado está hoje frito, assado. Sem meios de causar por ora, grandes danos ao Boi, pede ajuda na muda, a corvo um tanto velho, que amigo nunca (sempre?) foi.

Enquanto suas mágoas espia, rumina a ruína bovina. Estuda a vida de ilustres, grandes varões de Plutarco, como a de Marco Aurélio, o romano do arco, não o que de graça ia falar com os chefes dos narco.

Na língua de Cervantes, o último citado, verdadeiro “campéon” vê seu rebento desatento ser “la cola del léon”. O moleque trabalha no Tavistock de carteira assinada...

Em Londres foi treinado e hoje “tá” (vi!) estocado e pronto pra lidar com o povo feito gado, abestalhado e tonto.

A quadrilha, prestes a dançar, prepara uma reação violenta: vamos aceitar?

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Salve o 31 de março


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maynard Marques de Santa Rosa

A esquerda brasileira tenta sepultar a memória do 31 de março, com o mesmo artifício revisionista que a esquerda francesa utilizou para esquecer o 18 Brumário.

Lá, a ameaça de volta do terror e o anseio por estabilidade criaram o consenso que erradicou a República e implantou o regime do Consulado, embora à custa das conquistas revolucionárias.

Aqui, o caos do desgoverno e a anarquia de inspiração ideológica, no início dos anos 1960, empurravam o País para o cenário da Guerra Civil Espanhola, tornando inevitável a intervenção militar.

A diferença é que o governo Castello Branco não tinha aspirações napoleônicas. E os jacobinos de lá eram nacionalistas, enquanto os daqui usavam o internacionalismo proletário para justificar o patrocínio estrangeiro.

Digam o que quiserem os revisionistas, a intervenção de 1964 veio com apoio popular, sob o consenso das forças políticas e respaldada no princípio constitucional de que “todo o poder emana do povo”.

Na França de 1799, seguiu-se o projeto de glória de um homem só. No Brasil, tomou corpo o ideal de uma geração de militares, iniciado com os “jovens turcos” que retornaram da Alemanha de Guilherme II, trazendo a inspiração de Kemal Ataturk, de que é possível reverter o atraso secular de um povo, quando se combinam patriotismo, espírito renovador e liderança.

O tenentismo de 1930 ressurgiu, renovado, no projeto desenvolvimentista de 1964. Graças ao planejamento estratégico, a economia teve um crescimento contínuo e sem precedente, durante vinte anos, a despeito da subversão comunista e das crises do petróleo de 1973 e 1978. Uma liderança honesta e empreendedora, com um projeto nacional, reverteu as bases rurais da sociedade, consolidou a industrialização, integrou o País e resgatou a Amazônia da crise em que se debatia desde o colapso do mercado da borracha.

A redemocratização foi gradual e civilizada, conduzida sob o princípio da conciliação, consagrado no instituto da anistia. Aqui, não houve restauração sob a ameaça de forças estrangeiras. Entretanto, a politização que se seguiu trouxe de volta os atavismos da corrupção, da incompetência e da desarmonia.

A ausência de um projeto de futuro, após o ciclo revolucionário, deu espaço às políticas errantes de cunho populista que vêm transformando o Brasil em uma autarquia clientelista de fundo fascista.

A lei do progresso, porém, é inexorável. O despertar visível da juventude pensante trará a onda renovadora, que haverá de varrer a inércia atávica e as raízes ideológicas de desarmonia, fazendo raiar luminosas esperanças.

O marco histórico do 31 de março volta a suscitar nos corações patrióticos o apelo ao compromisso de união de todos em torno do ideal de um Brasil progressista, justo e fraterno, berço da liberdade e coração do mundo.


Maynard Marques de Santa Rosa é General de Exército, na reserva.

Contrarrevolução de 1964 - 51 anos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ney de Oliveira Waszac

A história nos mostra que a REDENTORA DE 64, foi a resposta das Forças Armadas (FFAA), ao clamor da população, apoiada pela Igreja e pela Mídia, contra a sanha comunista na tentativa de tomada do poder no Brasil.
Hoje constrange, a qualquer razoável estudante de história, a propaganda que a esquerda faz, com uma gama de MENTIRAS, que facilmente são refutadas.

Quem ainda não ouviu os terroristas daquela época, afirmarem que lutavam por uma democracia. MENTIRA! Os próprios livros, escritos por terroristas, afirmam que desejavam implantar a ditadura do proletariado conforme em Cuba, China ou na antiga União Soviética. Inclusive a fazenda, comprada por Cuba no ano de 1960, em Xambioá, TO, para treinamento de guerrilha, conforme aprendida em Cuba e na China, já mostra a preparação para a luta armada em nosso território.

Os ditos torturados, deveriam ser acionados judicialmente por calúnia e difamação, pois terrorista ao sair da cadeia dizer que foi torturado é o resultado do treinamento com o ex-ator Mario Lago, que os ensinava literalmente a dizer: “Quando preso, ao sair afirme que foi torturado”, treinamento em MENTIRA.

A terrorista presidente é MENTIROSA, quando afirma que lutou pela democracia e quando afirma ter sido torturada.

A guerra que os comunistas declararam ao Brasil, em 1935 e em 1964, foi ratificada, agora em 2015, na declaração do apedeuta: “Querem briga, vocês vão ver quando eu mandar o exército do stédile...”.

É muito importante divulgar e informar aos que desconhecem a verdadeira história, que quem trouxe a guerra suja, guerrilha e o terrorismo, para nosso solo foram eles, nossa população estava no seu cotidiano quando, em nome da revolução comunista, esses apátridas estouraram bombas, sequestraram, assassinaram e roubaram, com ações treinadas desde 1960, antes da CONTRARREVOLUÇÃO DE 64. Não podemos esquecer que mataram também os seus próprios companheiros, bastava desconfiarem que eles não desejassem mais continuar no bando, chamavam de JUSTIÇAMENTO.

Vou chamar atenção para as manifestações dos petralhas comunistas, na atualidade, os mesmos terroristas de 1964, vemos várias bandeiras vermelhas, não vemos o verde, amarelo, azul e branco, inclusive, na sexta-feira, dia 21 de março, a presidente terrorista, no Rio Grande do Sul, foi muito aplaudida, pelo exército do stédile, sem Bandeira Brasileira. Claro que todos pagos, com dinheiro público, roubado da população.

Tudo isso que escrevi não se vê na mídia, pois a mídia foi comprada. A maioria dos articuladores e jornalistas foi terrorista, simpatizante ou é conivente com o discurso da esquerda, verdadeiros ignorantes, pois aceitam o discurso falso, pois eu gostaria de conhecer um país comunista que deu certo.

Com estas minhas palavras, em comemoração a CONTRARREVOLUÇÃO DE 1964, chamo a atenção do brasileiro para conhecer a verdadeira história, e não a contada pela esquerda, que a deturpa e procura destruir os verdadeiros heróis da pátria.

Conheça nossa história, leia os jornais da época, saiba da verdade e o porquê deve exaltar a CONTRARREVOLUÇÃO DE 31 DE MARÇO DE 1964.
Peço aos Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica que façam formatura para homenagear a REDENTORA de 31 de marco de 1964, e lembro que ORDEM ABSURDA NÃO SE CUMPRE.

VIVA A REDENTORA! VIVA 31 DE MARÇO DE 1964!

FORÇAS ARMADAS, SOCORRO!


Ney de Oliveira Waszac é Coronel na reserva do EB.

A longa noite comunista


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Robson Merola de Campos

Muito se tem dito e escrito nos últimos meses sobre o Movimento de 31 de março 1964 que culminou com a deposição do Presidente João Goulart e a instauração de um novo ciclo na política brasileira que durou 21 anos. Em parte, devido ao número crescente de pessoas que tem clamado por uma nova intervenção militar, tão escandalizados estão com a atual crise moral por que passam as instituições brasileiras e seus mandatários e signatários.

Lado outro, aqueles que hoje ocupam o Palácio do Planalto e seus correligionários esforçam-se em passar a idéia de que durante os 21 anos dos governos militares o Brasil viveu momentos de repressão absoluta, com censura, tortura de presos políticos e falta de liberdade generalizada. Entre um lado e outro, uma grande parte da população, senão a maioria, fica sem saber como se posicionar. Às vésperas do 51º aniversário do Movimento de 31/03/1964, mais uma vez, os quartéis optaram pela discrição e não celebrarão o 31 de março, atendendo a recomendação formulada pelo Palácio do Planalto (fonte: http://sociedademilitar.com.br). Tal recomendação é justificável? Sob qual perspectiva essa recomendação deve ser analisada?

Em primeiro lugar é preciso entender que a esquerda brasileira nos anos 1960 estava embalada pela revolução liderada por Fidel Castro, que, desembarcou em Cuba com um punhado de seguidores (contando com o apoio ostensivo da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e alguns anos depois derrubou o regime de Fulgêncio Batista. 

A luta armada era o modelo a ser copiado e Che Guevara o herói romantizado das esquerdas latino americanas. O mundo vivia assombrado pela hecatombe nuclear e a URSS atrás da sua Cortina de Ferro, esmagava implacavelmente a liberdade de pensamento de seus cidadãos. “Nós estamos diante de uma ideologia hostil, global na extensão, atéia no caráter, implacável no propósito e traiçoeira no método” disse certa vez o Presidente Dwight Eisenhower, quando a Guerra Fria ainda não havia atingido seu auge. A história ensina que ele estava certo.

Nesse contexto, a esquerda brasileira preparava-se para iniciar a tomada do poder. A despeito do Presidente do Brasil ser João Goulart, cunhado de Leonel Brizola, e publicamente simpático e alinhado à causa comunista, as esquerdas já se preparavam para a luta armada, muito antes de 31/03/1964. Quer um exemplo? Já ouviu falar do Grupo dos Onze (G-11), liderado pelo então governador gaúcho Leonel Brizola? “Os G-11 seriam a “vanguarda avançada do Movimento Revolucionário”, a exemplo da “Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética”. 

Os integrantes dos G-11 deveriam considerar-se em “Revolução Permanente e Ostensiva” e seus ensinamentos deveriam ser colhidos nas “Revoluções Populares”, nas “Frentes de Libertação Nacional” e no “folheto cubano” sobre a técnica de guerrilha” (fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupos_dos_Onze). Só para explicar: a Guarda Vermelha era uma milícia armada que foi a precursora do Exército Vermelho, e foi a responsável pela sangrenta derrubada do Czar na Revolução Russa de 1917.

Várias fontes citam a compra de propriedades rurais que serviriam para campos de treinamento de guerrilheiros em diversos estados da federação, como Bahia, Pernambuco, Acre, Minas Gerais e Goiás. Tudo isso aconteceu antes de 1964. Segundo a autora Denise Rollemberg, foram encontradas pelo Serviço de Repressão ao Contrabando em 1962 “armas e muitas, muitas bandeiras cubanas, retratos e textos de discursos de Fidel Castro e do deputado pernambucano Francisco Julião, manuais de instrução de combate, além dos planos de implantação de outros futuros focos de sabotagem e uma minuciosa descrição dos fundos financeiros enviados por Cuba para montar o acampamento e todo o esquema de sublevação armada das Ligas Camponesas noutros pontos do país” (fonte: ROLLEMBERG, Denise. “O apoio de Cuba à luta armada no Brasil: o treinamento guerrilheiro”. MAUAD: Rio de Janeiro, 2001. p. 25.).

Em tal estado de coisas, boa parte da população brasileira estava, com razão, bastante alarmada com o futuro do Brasil. As célebres “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” reuniram milhares de pessoas nas grandes cidades brasileiras. Estima-se que somente em São Paulo, no dia 19/03/1964, a Marcha tenha reunido aproximadamente 500 mil pessoas. Isso em uma época em que televisão era coisa de rico, e rede social não existia nem na ficção científica.

Um ponto fundamental para a compreensão daquele período é que a derrubada de João Goulart não foi motivada pela ambição política de nem um único militar de alta patente. Todos os militares envolvidos na ação de 31/03/1964, bem como nos anos subseqüentes foram motivados única e exclusivamente pelo desejo de não verem o comunismo dominar o Brasil. Não há um único documento que conteste tal afirmação. 

Ao contrário dos dias atuais, em que o importante para boa parte da atual classe política é alcançar e/ou perpetuar-se no poder, o movimento de 31/03 visou única e exclusivamente livrar o Brasil do perigo de tornar-se um satélite da União Soviética. É sempre bom lembrar que os militares tomaram o poder a pedido de significativa parcela da população, e o devolveram aos civis, 21 anos depois, pelo mesmo motivo.

Entretanto, o que se vê nos dias atuais é uma tentativa – bem sucedida, até o momento – de reescrever a história recente do país. Os anos do regime militar são retratados como repletos de tortura, censura, e outras mazelas. Não contentes, e tendo em vista os escândalos diários de corrupção que assolam os jornais de todo o país, e que já nos fazem ser motivo de chacotas pelo mundo inteiro, querem aqueles que reescrevem a história daquele período convencer os menos informados de que também havia corrupção nos anos dos regimes militares, dando a entender que crimes de corrupção teriam sido perpetrados até mesmo pelos cinco presidentes militares. 

Fiz uma pesquisa em diversas fontes, obviamente ligadas às esquerdas brasileiras. Muito se tenta dizer sobre corrupção naqueles anos. Mas, nem uma única prova é apresentada. Nada sobre datas, valores, nomes de envolvidos. Apenas insinuações e sugestões. O ônus probatório é de quem alega. Tão grande é a necessidade de fomentar-se tais (des)informações, que, em um mesmo artigo de um único site a frase “o problema mais grave do Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar” é primeiro atribuída ao Presidente Castelo Branco. Algumas linhas depois, a mesma frase é atribuída ao Ministro Armando Falcão. 

Para o autor do artigo a veracidade da informação lançada parecia não ter a menor importância. O importante mesmo era lançar tal frase de efeito, que, tentava incutir o pensamento de que a corrupção dos dias atuais também existia naqueles tempos. Afinal, quem teria dito tal frase? Castelo ou Falcão? Ou nenhum dos dois? Duvida? Confira você mesmo :https://falandoverdadesbr.wordpress.com/…/a-corrupcao-na-d…/

Uma das críticas mais recorrentes sobre os anos dos governos militares é relativa à tortura praticada contra os guerrilheiros comunistas. Já escrevi e reafirmo: excessos ocorreram. Porém, pergunto ao amigo leitor: você sabe o que aconteceu no Aeroporto de Guararapes, no Recife, no dia 25/07/1966? Sabe quem foram Edson Régis de Carvalho e Nelson Gomes Fernandes? Provavelmente sua resposta foi não e não. Nesse dia, o então candidato à Presidência da República Artur da Costa e Silva (isso mesmo, candidato, pois naqueles tempos o Presidente era eleito através de votação no Congresso Nacional, composto por Senadores e Deputados eleitos pelo voto direto) iria desembarcar naquele aeroporto. Uma pane no avião, entretanto, obrigou-o a ir de automóvel para o Recife. Essa foi a sorte de centenas de pessoas que se aglomeravam no local, aguardando a comitiva do candidato. 

Uma bomba fora colocada no saguão do aeroporto. Por sorte, como o saguão se esvaziou após o sistema de som anunciar que o candidato não desembarcaria ali, o Guarda Civil Sebastião Tomáz de Aquino viu a mala abandonada e resolveu retirá-la do local, removendo-a para a seção de “achados e perdidos”. Foi quando a bomba explodiu. Sebastião teve uma perna amputada. Teve sorte. Os dois citados logo acima, Edson Régis, jornalista, e Nelson Gomes, Almirante da Marinha morreram no local. Outras 13 pessoas ficaram feridas. Antes desse atentado, Recife e várias outras cidades brasileiras já haviam sido sacudidas por diversos outros, a bomba inclusive. 

Mas, sem dúvida, esse fora o mais sangrento até então. Quer saber mais? Leia o livro “Combate nas Trevas”, publicado pela primeira vez pela Editora Ática de autoria do ex-integrante do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro, Jacob Gorender, que atribuiu a execução do atentado dos Guararapes a Raimundo Gonçalves de Figueiredo, da AP – Ação Popular. E por favor, observem que a publicação do livro se deu anos depois do fim do regime militar. Por isso, não venham falar que o mesmo foi escrito sob coação.

Achou pouco? Vamos lá: faça uma pesquisa no Google com o título “vítimas da esquerda no Brasil”. Todas as listas que aparecerão tem cerca de 120 nomes de pessoas que foram mortas pelos “guerrilheiros da democracia e liberdade” como gostam de ser chamados aqueles que hoje ocupam os corredores do Poder. Nesse rol, podemos incluir a Presidente Dilma Roussef, que foi integrante do POLOP (Política Operária) e do COLINA (Comando de Libertação Nacional). Recentemente ela disse, entre lágrimas, que se orgulhava de ter lutado pela democracia e liberdade. 

Confesso que fiquei confuso com tal afirmação da Presidente. Afinal, qualquer um sabe, desde que não seja um completo alienado, que a presidente e companheiros lutavam para implantar uma ditadura comunista no país. A ela são atribuídos o planejamento do assassinato do Capitão Charles Chandler, do assalto a uma agência do Banespa e da residência do Governador Adhemar de Barros e outros atos mais. Sua ficha criminal da época só foi liberada após uma Ação Cautelar ser ajuizada pelo Jornal Folha de S. Paulo junto ao Supremo Tribunal Federal. Faça sua própria pesquisa e tire suas conclusões. Mas, voltando às vítimas da esquerda no Brasil… Seriam todas militares ou policiais mortos em confronto, certo? Errado! Muitos eram civis, bancários, estudantes, motoristas, pessoas comuns que foram alvo dos terroristas de então que assaltavam, explodiam bombas, aterrorizavam as ruas das cidades ou se entrincheiravam nos campos.

Nem um único desses terroristas queria derrubar o governo de então para substituí-lo por uma democracia. Queriam mesmo era implantar uma ditadura comunista. Isso é público. É notório. Mas, ao reescrever a história não assumem suas posições políticas. Aprenderam bem a lição com Antônio Gramsci. O que não conseguiram com o terror e com a luta armada, estão implantando agora às custas da apatia patriótica do povo brasileiro, e com o emprego da insidiosa propaganda que parece ser a solução para todas as mazelas do atual governo.

Mas, tristemente célebres também foram os “justiçamentos”, ou, julgamentos realizados por arremedo de “tribunais”, onde os “acusados” não tinham direito ao contraditório nem à ampla defesa e eram sumariamente executados. E sabe quem eram os “justiçados”? Muitos eram membros da própria esquerda, acusados de traição. Nem com seus próprios companheiros a esquerda demonstrava compaixão. Outros, militares e policiais, também foram executados friamente, às vezes na presença de esposas e filhos menores. O terrorismo de esquerda daqueles anos era implacável e cruel. Tudo de acordo com a cartilha de dominação comunista.

Tudo isso posto, a uma conclusão inevitável podemos chegar: o brasileiro desconhece a própria história. Os eventos ocorridos entre 1964 e 1985, quando se deu a reabertura do país foram traumáticos. Entretanto, a história daqueles anos tem sido reescrita de forma unilateral e tendenciosa. Um único objetivo norteou os militares que conduziram os eventos de março/1964 até a reabertura política em 1985: impedir que o país mergulhasse no caos comunista. 

A decisão foi acertada. A história nos ensina isso. Basta ver-se o esfacelamento da URSS, a caótica situação de Cuba (que necessita do dinheiro brasileiro para manter-se) e de outros países que agora integram as chamadas repúblicas bolivarianas. O modelo comunista fracassou. Quer seja sob o ponto de vista político, quer seja sob o ponto de vista econômico. Fracassou porque jamais quis dar liberdade ou independência a seus súditos. Permanece vivo ainda apenas naqueles que, movidos por um ideário político/ideológico, buscam se perpetuar no poder muitas vezes movidos pela própria ambição.

Sob tal ótica, compreende-se a recomendação oriunda do Palácio do Planalto para que os quartéis se mantenham em silêncio no próximo 31/03. Ainda mais em tempos de gigantescas manifestações populares como foi a de 15/03/2015 e como será, sem dúvida alguma, a de 12/04/2015. As ruas falam e os governantes tremem. Nesse contexto, não interessa que a data seja rememorada ou que a verdade seja conhecida. A verdade incomoda. A lição de Jesus, relatada por seu apóstolo João é emblemática (capítulo 8, versículo 32): “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

Na escura e longa noite comunista, a verdade não tem lugar.


Robson Merola de Campos é Advogado.

Moralidade e omissão na gestão da coisa pública


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ives Gandra da Silva Martins

Alegra-me ter o Clube Militar dado início à campanha pela moralidade no país - tão pisoteada, nos últimos 12 anos com escândalos diários desventrados ao público pela imprensa. Nunca o Brasil viveu, no âmbito do governo federal, tamanho desvio de recursos públicos, cujos valores representam, de rigor, um verdadeiro assalto à sociedade, pelo Estado representada.

O último dos escândalos ─ e maior deles, em que se fala em, pelo menos, 10 bilhões de reais, o que é superior aos orçamentos de muitos Estados da Federação (!!!) ─, está a demonstrar que nunca foi tão aplicável ao Brasil a famosa frase, em “Hamlet”: “há algo de podre no Reino da Dinamarca”.

Com efeito, duas seriam as vertentes para examinar-se uma eventual responsabilidade da Presidente da República e de seu antecessor nos desvios constantes e permanentes de recursos públicos. A de prática de dolo, fraude ou má-fé, que só com provas materiais pode ser demonstrada, e a de culpa decorrente de omissão, imperícia e negligência, por não se ter detectado, ao longo de tantos anos, este verdadeiro saque aos recursos públicos para benefícios pessoais, por parte dos gestores da coisa pública.

Prefiro ainda não falar, no caso do “Petrolão”, de responsabilidade por dolo dos governantes, pois esta matéria está sob investigação e será, à evidência, objeto de profunda análise por acusadores, defensores e pelo Poder Judiciário.

Quero analisar, exclusivamente, e de forma sucinta, a culpa como geradora de responsabilidade, inclusive de ressarcimento por parte do agente que gerou lesão, como claramente comprovado nos episódios da Petrobrás.

A Presidente da República foi presidente do Conselho de Administração da empresa, durante parte do tempo em que ocorreram desvios ilícitos dos recursos da empresa. E, como Presidente da República, nomeou a nova gestora, em cuja administração os desvios continuaram.

Ora, o § 6º do artigo 37 da CF declara que a lesão causada pelo Estado, ao cidadão ou a sociedade gera a obrigação do Estado de indenizar, determinando, o § 5º, que tal lesão terá que ser ressarcida ao ente estatal pelo agente público que a gerou, POR CULPA OU DOLO.

Os dois dispositivos estão assim redigidos:

§ 5º - A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.

§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. (grifos meus)

Como se percebe, a responsabilidade do Estado é objetiva, vale dizer, independe de culpa ou dolo, bastando haver o nexo de causalidade entre a ação do agente público e o dano provocado. Mas a do agente, só ocorrerá por culpa (negligência, omissão, imperícia) ou dolo (fraude e má-fé). Esta, todavia, É IMPRESCRITÍVEL.

Ora, salvo melhor juízo, quem foi Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás e Presidente da República, convivendo durante oito anos com este assalto de mais de 10 bilhões de reais - fatos estes comprovados - sem nada ter percebido, teria sido diligente no exercício desses cargos? À evidência, a conduta adotada nos seus anos de gestão direta e indireta, estão a demonstrar omissão, negligência ou imperícia, vícios de conduta que caracterizam a figura da culpa.

Para mim, a fala da presidente, declarando que, se tivesse sido alertada, na celebração de um negócio de dois bilhões de dólares (!!!), dos pormenores do contrato, não teria autorizado a compra da empresa americana, serve como demonstração de que não exerceu suas atribuições da forma como deveria, lastreando-se apenas em informações superficiais, sem examinar os aspectos inerentes a compra de tal magnitude.

É matéria que merece reflexão. O suceder dos fatos demonstrará se houve comportamento doloso dos detentores atuais do poder, nos desvios da Petrobrás. Para mim, todavia, a improbidade administrativa por culpa já está caracterizada por omissão, imperícia ou negligência.


IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, Professor Emérito das Universidades Mackenzie, UNIP, UNIFIEO, UNIFMU, do CIEE/O ESTADO DE SÃO PAULO, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região; Professor Honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia); Doutor Honoris Causa das Universidades de Craiova (Romênia) e da PUC-Paraná, e Catedrático da Universidade do Minho (Portugal); Presidente do Conselho Superior de Direito da FECOMERCIO - SP; Fundador e Presidente Honorário do Centro de Extensão Universitária – CEU-Escola de Direito/Instituto Internacional de Ciências Sociais - IICS.

Nem Deus sabe


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

É duro reconhecer, mas a verdade é que o Brasil nunca possuiu um projeto consolidado de país. 

Desde que se tornou independente teve sete Constituições, sendo a mais duradoura a que abrangeu o período de 1824, ano da primeira, outorgada por D. Pedro I, até o fim do Império. 

A República, após sua melancólica proclamação em 1889, convocou o Congresso Constituinte, que, em 1891, decretou a segunda lei magna, apresentando como principal conquista o sufrágio universal masculino para maiores de 21 anos alfabetizados. 

Em 1934, turbinada pela derrota da revolução constitucionalista de 1932, foi instalada a Assembleia Nacional Constituinte que culminou com promulgação da terceira Constituição, interrompendo um período iniciado com a revolução de 1930 e que durou até 1933, durante o qual  Getúlio Vargas governou por decreto. 

Suas principais conquistas foram o voto secreto, o sufrágio universal feminino e a criação da Justiça do Trabalho. 

A quarta Constituição, 1937, a da ditadura do Estado Novo, suprimiu várias liberdades, recuperadas em parte na quinta, a de 1946, estabelecida pela mesa da Assembleia Constituinte de então. 

A sexta, de 1967,  que recebeu nova redação em 1969, teve como principal objetivo a legalização do governo militar recém instalado. 

Finalmente, chegamos à sétima, ainda em vigor, mas repleta de penduricalhos que a estão desfigurando em relação à redação original do documento, promulgado como resultado dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988. 

Talvez este caleidoscópio mutante de leis magnas configure uma das causas da parafernália política reinante no país, com caciques eternizados e pragmatismos demagógicos visando à manutenção do poder que passam ao largo do interesse público, quadro acentuado durante os três últimos mandatos petistas. 

Trata-se, portanto, de um processo que não garante nenhum tipo de convergência consolidadora de um projeto de país, podendo até, quem sabe, dar margem a uma divergência sem controle. 

Nem Deus sabe.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

A Estrutura do Caos - Juros altos no Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Adriano Banayon

A taxa de juros SELIC, a taxa base para títulos do Tesouro Nacional já estava demasiado alta em 11.25 pontos percentuais em novembro de 2014. Após sucessivas elevações, o COPOM (Conselho de Política Monetária),  “orientado” pelo BANCO CENTRAL a elevou para 12.75 pontos percentuais.

A taxa efetiva, basicamente determinada pelo cartel de bancos credenciados como dealers desses títulos oficiais, fica, em média, três pontos acima da taxa básica (hoje quase 16% aa.), ou ainda mais em períodos turbulentos.

Tais juros - sem paralelo em países não submetidos ao império financeiro, controlado pela oligarquia angloamericana – causam intensa hemorragia nas finanças públicas, um de cujos efeitos é elevar a conta dos juros a cada ano e fazer crescer incontrolavelmente o estoque da dívida.

Isso se dá em função da capitalização dos juros através da emissão de novos títulos para liquidar os que vão vencendo, pois as   receitas tributárias (das quais vem o superávit primário) são, de longe, insuficientes.

Para uma ideia do estrago desencadeado por poucos pontos percentuais na taxa, basta fazer simulações com a composição anual dos juros.

Os juros incorporados ao principal -  supondo que não se liquidassem juros e amortizações, em dinheiro, durante 30 anos -  fariam ascender os 3  trilhões de reais, no momento, da dívida interna, para os seguintes montantes:

1)    12% aa. = R$ 89,9 trilhões, (multiplicaria a dívida por 30);
2)    15% aa. = R$ 198,6 trilhões, (a multiplicaria por 66);
3)       18 % aa. = R$ 430,1 trilhões (a multiplicaria por 144).

Portanto, a cada três pontos percentuais de aumento, o multiplicador mais que dobraria. Do jeito que vai a presente taxa efetiva (18% aa.), a dívida atingiria quantia equivalente a US$ 143 trilhões, ou seja, quantia igual a duas vezes a soma dos PIBs de todos os países do mundo.

Tenho explicado que os formadores de opinião, montados no monopólio da comunicação social - cujo negócio é desinformar -  fazem a maior parte do público comprar a ideia de que as elevações das taxas de juros seriam necessárias para conter a inflação dos preços.

As artes da desinformação incluem fazer acreditar numa  entidade misteriosa chamada “mercado”, a que se atribui exigir os injustificáveis juros estratosféricos. Então, aos olhos do público esses juros deixam de ser o instrumento do saqueio cometido pelo cartel dos bancos e são imputados ao abstrato “mercado” e a supostas leis econômicas, igualmente abstratas.

A armação a serviço dos concentradores financeiros desvia a  discussão do terreno dos fatos para o das teorias econômicas e para o das doutrinas político-filosóficas.

A questão não é doutrinária: não são neoliberais nem necessariamente partidários da direita os defensores e aproveitadores da política de juros altos, tal como os da política de  subsidiar trilionariamente  os carteis transnacionais.

Trata-se simplesmente de arrancar do Brasil quantias e recursos naturais incalculáveis. É pirataria, assalto, extorsão, reminiscente das proezas imperiais do século XIX, como as guerras do ópio, que o império britânico desencadeou contra a China, de 1839 a 1842 e  de 1856 a 1860.

O objetivo inicial dessas guerras foi deixar de pagar em ouro (mesmo dispondo a Inglaterra abundantemente do metal proveniente do Brasil e alhures) as importações das manufaturas produzidas na China, bem como apropriar-se das indústrias e roubar-lhe as técnicas de produção, tal como já havia feito na Índia.

Falando nesta, para produzir o ópio destinado à China, era só  explorar os trabalhadores e a terra da Índia, saqueada de 1757 a 1863, em recursos equivalentes ao dobro dos investimentos feitos na Inglaterra, inclusive em imóveis.        

A Grã-Bretanha havia transformado o grosso de suas importações da Índia em pilhagem escancarada, deixando de pagar o que quer que fosse por elas. Vide André G. FRANK, Acumulação Mundial 1492-1789. Rio de Janeiro, 1977, pp. 178 et segs.

Ao contrário do que se imagina, a Índia não era pobre e só no Século XIX é que afundou na miséria extrema, com milhões com fome, dormindo na rua em Calcultá.  Os incautos admiradores brasileiros do império angloamericano não percebem que, no curso atual, é para algo assim que o País se encaminha.

Os juros abusivos nos títulos públicos - e mais ainda no crédito a empresas e a pessoas físicas - bem como os espantosos subsídios às aplicações financeiras e às empresas transnacionais - são apenas alguns dos mecanismos montados para tornar falido o Brasil e acelerar sua dilaceração sob as bicadas de vorazes abutres financeiros.

Informa-se agora sobre propinas na Receita Federal de empresas transnacionais, e bancos estrangeiros e locais, para deixar de pagar impostos devidos. O mais notável é que esses bancos e empresas  são extremamente favorecidos pela legislação: para saquear, nem precisam sonegar nem inadimplir impostos, mas o fazem para aumentar o butim.


As transnacionais são, ademais, cumuladas de inacreditáveis favores fiscais e subsídios, tendo elas praticamente assumido o poder desde o governo militar-udenista que derrubou Vargas em  1954.

Daí -  não obstante a quantidade colossal das exportações agrícolas e minerais -  continua crescendo até hoje,  agora em ritmo acima de mais de US$ 90 bilhões/ano, o déficit de transações correntes com o exterior, por causa das transferências ao exterior dos imensos lucros das transnacionais, sob as mais diversas formas contábeis.

Mesmo alguns governos militares que tinham a meta de ampliar o poder nacional através de estatais, especialmente em áreas estratégicas, viram-se frustrados pela armadilha da dívida externa, ficando reféns do “sistema financeiro internacional” a comandar a área financeira do governo.

Esse sistema engendrou a Nova República e, mediante a mesma chantagem da dívida, desnacionalizou mais segmentos da economia, inclusive estatais, ficando as eleições dependentes do poder financeiro concentrado e da grande mídia, sempre a serviço do império.

A corrupção é, pois, sistêmica, e os desmandos na Petrobrás são uma de suas menos expressivas manifestações. Mas servem aos agentes do império e a seu cartel do petróleo para apossar-se de uma das maiores reservas, do mundo, dessa altamente estratégica fonte de energia.


Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.