quinta-feira, 30 de abril de 2015

Subidinha de meio por cento nos juros beneficia rentistas, mas arrasa com empresários e ferra com Dilma


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Deve ser menor que zero a sensibilidade rentista da ortodoxa equipe econômica, diante da maior crise moral e econômica que o Brasil vive, com o Fundo Monetário Internacional constatando que o à[is enfrenta o pior ciclo em mais de 20 anos. Subir os juros básicos para 13,25%, como fez ontem o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, é uma pancada na cabeça dos empresários que produzem e trabalham. Também é uma porrada nas contas do desgoverno, cuja trilonária dívida pública cresce ainda mais com a inoportuna subidinha da usura. Só os banqueiros, com lucros cada vez mais recordes, amaram a medida...

A Taxa Selic chega ao patamar de 2008 - quando o Brasil passou por aquela "marolinha" (surfada por Luiz Inácio Lula da Silva). A diferença é que, agora, o Brasil está em evidente recessão. Não cresce, seu custo fica mais caro e o modelo estatal capimunista mais ineficiente, perdulário e corrupto que nunca. Se a coisa está ruim, ainda pode piorar. O BC do B sinaliza mais aperto monetário em futuro próximo. A decisão do Copom de subir os juros em meio ponto percentual foi unânime - dando razão àquela máxima do imortal Nelson Rodrigues, de que a unanimidade pode mesmo ser burra...

A quinta alta seguida da Selic é um chute na cabeça dos brasileiros - que já custeiam os juros mais altos do planeta Terra. O comunicado oficial do BC do B é uma tragédia anunciada para quem comete a temeridade de produzir, trabalhar e empreender no Brasil: “avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual para 13,25% ao ano sem viés”.

Com a economia patinando, a coisa fica mais feia para a desgastadíssima Dilma Rousseff, que não tem mais condições morais e quase nenhuma sustentação política para presidir o Brasil de forma "pessoalmente soberana" (se é que isto já foi possível algum dia...). A derrocada econômica é a cavadinha na sepultura de Dilma...

EB fora da Petrobras

O Exército está mesmo "prestigiado" no desgoverno Dilma: perdeu ontem o posto que tradicionalmente ocupava no Conselho de Administração da Petrobras.

Nelson Carvalho, professor da USP especializado em contabilidade e auditoria, Segen Estefen, da Coppe/UFRJ, e Roberto da Cunha Castello Branco, ex-diretor de Relações com Investidores da Vale e hoje na Fundação Getulio Vargas (FGV) fazem parte do novo Conselhão da companhia.

Também foram aprovados os outros quatro nomes já antecipados pela União: Murilo Ferreira, presidente da Vale, e que vai presidir o Conselho de Administração, Luciano Coutinho, presidente do BNDES - conselheiro desde 2007 -, Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, e Luis Navarro, da Veirano Advogados.

Outra pequena derrota

O Bradesco Asset Management, que recebia o apoio da Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, também saiu derrotado na disputa pela indicação de conselheiros.

O representante dos minoritários (donos de ações preferenciais) será Guilherme Affonso Ferreira, que era indicado da Amec (Associação de Investidores no Mercado de Capitais).

A Amec também emplacou Walter Mendes de Oliveira Filho como representante dos minoritários donos de ações ordinárias.

O representante dos empregados da Petrobras no Conselhão será Deyvid Bacelar.

Let it go...

Do Sérgio Moro, a amigos, lamentando a decisão do STF de libertar a turma do Clube de Empreiteiras da Lava Jato:

"Sim, uma decepção, mas não inesperada. Seguiremos em frente".

O juiz da 13a Vara tem toda razão: tem muito jogo ainda para se jogar...

Pela troca de presos


Briga de vizinhos

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a decisão do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de instalar uma comissão para estudar mudanças na corte.

Cunha sugeriu instituir um mandato de 11 anos para ministros do STF - em vez da atual permanência no cargo até 70 anos de idade.

Também gostaria de mudar a forma de indicação dos integrantes do tribunal, que hoje são escolhidos pelo presidente da República.

Como Cunha e Marco Aurélio moram no mesmo condomínio de luxo na Barra da Tijuca, tomara que o conflito de ideias não acabe em uma briga de vizinhos no Golden Green...

Desabafo sincero


Tudo pela liberdade


Os paralisados


Saindo da reta


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Abril de 2015.

Aterrorizada


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

De antemão lhes digo: Anta acuada é um perigo.


Depois da língua do cão e a do língua presa, hoje teremos a língua da Anta.

Um metalóide parece homenagear a debilóide: antimônio.

Felizmenta nossa personagem não enveredou (ainda) na carreira literária: seria uma Danta Alighieri; nos legaria(á?) a Divina Pataquada. Onde mete a pata, de forma inadequada, arrasa mais que terremoto ou fala de boquirroto.

Com tal sucesso iria para nossa academia. Faria um discurso pedanta e inintelegível (daqueles de efeito incrível que enfurece qualquer auaudiência, até a de cães amestrados, que aplaudem qualquer coisa que saia da boca dela, esperando o sanduíche de mortadela).

Cacófatos não são compreensíveis por neófitos assim como o nosso hino e o heróico brado.

Com notícias da Ásia tem azia porque vive no imundo da fantasia.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

"A Crise Moral"

Foto: Iconografia Casa de Rui Barbosa

Refexão no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rui Barbosa

"Todas as crises, portanto, que pelo Brasil estão passando, e que dia-a-dia sentimos crescer aceleradamente, a crise política, a crise econômica, a crise financeira, não vêm a ser mais do que sintomas, exteriorizações parciais, manifestações reveladoras de um estado mais profundo, uma suprema crise: a crise moral."

Rui Barbosa é o Cara...

Habeas Corpus providencial


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Humberto de Luna Freire Filho

O Supremo Tribunal Federal  põe em prisão domiciliar nove empreiteiros da Lava Jato. Até aí tudo bem, afinal o habeas corpus (a expressão completa é habeas corpus ad subjiciendum) é uma garantia constitucional.

O que torna estranho é a decisão tomada  pela 2.ª turma do STF pouco depois de ter vazado, propositadamente pelos interessados, a informação de que o chefão da bandidagem e dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, teria ameaçado a elite governante e periféricos com a delação premiada.

Fato esse que mostraria a cara e jogaria no centro do furacão os dois principais bandidos que comandaram essa podridão na Petrobras, e hoje homiziados um no Palácio do Planalto e o outro em São Bernardo do Campo. É verdade que todos nós sabemos quem são, só a "justiça" brasileira faz de conta que não sabe. 


Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

Parana (da)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Revoluciona-se o modelo de combate incessante à corrupção a partir do extraordinário trabalho sob a batuta do Juiz Sérgio Moro e seus mais candentes reflexos na órbita do poder econômico, ao mesmo tempo sinaliza-se um perfil do governo do Paraná que não aceita as reivindicações dos professores, e aprova na assembléia legislativa projeto de lei que vai de encontro com os interesses da classe.

Depois da decisão apertada do STF, determinando a soltura dos empresários e o regime domiciliar, com o acompanhamento e monitoramento por meio da tornozeleira, muitos questionamentos surgiram e continuam a pulsar na imagem da sociedade refém da corrupção com a péssima qualidade do serviço público.

Há poucos dias atrás, um segundo brasileiro foi assassinado na Indonésia, motivo da acusação tráfego de drogas, ao passo que a corrupção é muito mais perniciosa e dramática pois ela tem o poder de retirar a vida de um número indeterminado de pessoas, carentes dos serviços básicos e essenciais.

A grande dúvida que temos e a maioria se pergunta é se os trabalhos realizados no desenvolvido estado do Paraná terão algum resultado prático ou serão PARANADA. Eis que se não ficarem escancaradas as respostas de um novo e futuro amanhã pouco se aproveitará na reforma da lei de licitações e no comportamento omisso das entidades reguladoras e fiscalizadoras.

Supostamente algo já está em curso, isto é, a forma como a delação premiada apresentou sua robustez e reduziu a investigação probatória com a segurança do princípio da verdade real. Prender, não prender, soltar, relaxar o flagrante,decretar a preventiva,prorrogar a provisória são meros detalhes que circundam todo o processo penal.

Porém, o mais importante se relaciona à conscientização dos governantes, da classe política e de empresários de peso acerca dos malefícios da corrupção e do quadro negro que assola o crescimento, com a paralisação das obras e o inevitável desemprego, talvez a maior chaga social a ser enfrentada.

Pátria educadora não se conjunga com violência ou desrespeito aos professores, já humilhados pela carga de trabalho e aviltante remuneração. O controle das contas públicas, por meio da responsabilidade fiscal não se edifica com arrochos e pancadarias, mas sim por meio do diálogo e concessões mútuas.

Assim, o governo federal como incentivador do plano de educação deveria chamar para si a responsabilidade da negociação e bancar algo que reconstruísse o perfil da classe docente, indecentemente tratada por muitas autoridades.

Não é a toa que muitos estados e vários municípios tem o movimento de greve dos professores e com isso os alunos se sentem prejudicados sem justa causa.

O que se procurou revelar por meio desse simples escrito é a combinação perversa da corrupção e seus modelos de repercussão no serviço público. Houvesse uma escala reduzida dessa maldita corrupção, com segurança mais dinheiro teríamos para investimentos e pagamentos dos professores.

Em suma, o estado é forte e tem uma tradição a qual aplaudimos, não podemos jamais desperdiçar um bom e um mal exemplo para que ambos sirvam de ingredientes à reflexão do estado moderno brasileiro.

Contudo, se os gritos que se alardeiam pelo País soçobrarem veremos que tudo mesmo foi PARANADA.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Mitologia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Segundo o que reza a tradição mitológica da alegre terra de Pindorama, o mundo é constituído por níveis. 

Ao mais alto deles, o céu, onde estão alguns deuses, se segue o dos semideuses, constituído por políticos seculares  e togados da alta Corte. 
Abaixo destes, uma infinidade de outros, até o da base, no qual se localiza a sociedade majoritária, trabalhadora e pagadora de impostos. 

Entre as entidades atualmente ocupando o mais alto patamar está a denominada "Diptula" uma fusão dos deuses Dilma, PT e Lula que, com seus assessores mais chegados, está no momento sendo intensamente contestada pela grande maioria da base que clama por sua destituição, seja por bem ou por mal, tendo em vista as atitudes erradas no sentido de se manterem eternamente no céu a todo custo, para isso corrompendo quem se dispusesse a tal  e exigindo fidelidade de adeptos localizados em níveis inferiores, estrategicamente nomeados, tudo dando como resultado o aumento de desemprego na base, a inflação e a ruína de todo o sistema, além da falência da principal empresa pública de Pindorama. 

Comprometida e preocupada com a situação dos deuses, a entidade que atende pelo nome de "Teofogil", fusão dos semideuses Teori, Toffoli e Gilmar, decidiram, alegando exagero de autoridade, abrir um alçapão onde eram mantidos presos, por ordem de um tal de "Moro", não cooptado, atuando em um nível ligeiramente inferior, nove corvos de coleira dourada, donos de opulento patrimônio, inclusive com dinheiro desviado para outras plagas. 

Com a atitude de "Teofogil", o trabalho de "Moro", no sentido de descobrir de onde vieram as coleiras  e punir o enriquecimento ilícito, ficou prejudicado, sendo ele obrigado a redirecionar seus esforços e a repensar os métodos no sentido de tentar evitar que Pindorama continue a ser conhecida como a terra da impunidade, o que vem há muito prejudicando a todos na base. 

Será que a obstinação de "Moro" acabará desencadeando a fúria  de "Diptula" cujos componentes, acuados , poderão ser tentados a lançar raios para baixo? 

Aguardemos.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

A Destruição da Pátria


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aristoteles Drummond

Ora, não é novidade para ninguém que o comunismo é uma ideologia que prega a derrubada de fronteiras em favor de um mundo moldado no seu ideário .

Logo, para destruir uma Nação é preciso primeiro desmoralizar seus militares, que  no mundo ocidental  representam, historicamente , uma linha de ação e conduta ligada aos valores do patriotismo, da justiça social, da ordem e do progresso . Não apenas no Brasil, mas em muitos países, os comunistas perderam batalhas decisivas no século passado para a dominação do mundo, coincidentemente para militares. A maior derrota, na Espanha, onde tudo estava preparado para a criação da União das Republicas Socialistas Ibéricas, que incluiria Portugal e um natural acesso as Américas do Sul e Central.

Foram os militares, tendo a frente o mais jovem General europeu, Francisco Franco, que barrou o plano de Stalin. Trinta anos depois, no maio de 68, a França parecia cair na desordem, com um PC forte e aliado a outras forças de esquerda, quando entidades civis democráticas foram bater as portas do General Charles De Gaulle , que restaurou a ordem e plantou as bases da atual democracia francesa, aliado a um interessante grupo de intelectuais. Em 64, no Brasil, foram os militares que apoiaram os civis que deflagraram a Revolução.

Mas o patriotismo não se limita a vigilância e ao exemplo dos militares. É na família, formada e institucionalizada de acordo com a cultura cristã que marca a formação de nosso povo, que age com persistência invejável na farsa, os comunistas e seus afins . Jogam temas muito pessoais, de foro íntimo de cada pessoa, ao debate publico.

Amor livre, divorcio indiscriminado - a lei promulgada pelo General Geisel previa um segundo casamento apenas - união de pessoas do mesmo sexo, - pratica milenar e que só deve de interessar as pessoas envolvidas -, a adoção de crianças por casais formados por pessoas do mesmo sexo. Todos os itens, exceto o ultimo que é uma monstruosidade e aberração, nada tem de condenável, senão o destaque com que o tema é tratado, numa nítida intenção de desgastar a figura do pai e da mãe, do marido e da mulher, da família como o mundo conheceu desde sempre, na união, na hierarquia e no amor. A presença das drogas, com este modismo de que a maconha pode até fazer bem, é outro instrumento de desgaste e desgraça de tantas famílias.

Segmentos sérios da sociedade e do governo, recentemente, se mostraram solidários a um jovem brasileiro, traficante confesso, inquestionavelmente portador de onze quilos da mais pura cocaína, condenado a morte por tribunais de país estrangeiro. Filho de ilustre família do Amazonas, nada justifica sua entrada no mundo do crime, sabendo que naquele país a lei era esta.

A corrupção, este câncer que a sociedade aceita, tolera, quando não se integra em convívio harmonioso com pessoas que surgem do nada para uma prosperidade surpreendente. E mais grave, nenhuma reação, inclusive na mídia, mostrando que este não era o Brasil de Vargas, JK, os militares, Sarney, Itamar e FHC, claro que com ocorrências isoladas ali ou aqui. Mas nunca da forma que estamos assistindo. Somos um país de gente honesta sim. Nosso Imperador, por 49 anos, morreu num modesto hotel em Paris. E hoje, pessoas suspeitas de intimidades excessivas com altos mandatários, ocupando cargos relevantes, são apanhadas e punidas apenas com o ostracismo. Bem remunerado certamente.

Vivemos ainda no âmbito da Igreja, outro ponto de resistência as bandeiras da destruição da ética e da moral entre nós, resquícios da teologia da libertação, não apenas sob o ponto de vista doutrinário, mas sobretudo no comportamental. Os religiosos não mostram mais o natural sinal visível de que são religiosos, afrontando o Código Canônico. A indisciplina é flagrante.
Estamos formando uma sociedade alienada pelo consumismo, terreno fértil para o egoísmo, a corrupção, a sonegação, a fraude.

Nossos funcionários públicos, incluindo policiais, surgem com sinais evidentes de riqueza, em carros, casas e viagens e nada acontece. Corregedorias no Judiciário são absolutamente inúteis. Ninguém se dá ao trabalho de saber como é que homens de salários iguais vivem de forma diferente. No tempo dos militares, não se era nomeado sem um “nada consta”, o que hoje seria facilitado com mera consulta ao Google.

Reverter este quadro, pensar na juventude, acabar com a impunidade, prender e confiscar bens, é o caminho para a reação dos que não se encontram nesta conspiração da irresponsabilidade que tem origem, parentesco, fronteira, com o movimento comunista, hoje com novas feições, novas técnicas, mas alimentados pelos mesmos princípios de negar a empresa privada, a meritocracia, a ordem, a liberdade, o respeito e a compostura no exercício da atividade de cada um, por mais simples que seja .

A maioria silenciosa está perplexa, está com medo. E para deixar um recado aos que se deram ao trabalho de ler estas linhas de um brasileiro, jornalista, que tem orgulho de ter participado na mocidade da Revolução, peço, com todo o empenho, que busquem na Internet o testamento do Marques de Tamandaré, o Almirante Tamandaré. Um povo que deu um homem daquele patamar ético e moral não tem o direito de desistir.


Aristoteles Drummond - 70 anos, jornalista, escritor e administrador, é autor do livro “Um Caldeirão Chamado 1964” da editora Resistência Cultural – São Luis.

A doença do Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Roberto da Matta

O Brasil é doente, diagnosticou o insuspeito ex-presidente do Uruguai José Mujica, numa entrevista à BBC que O GLOBO repercutiu na sua edição do dia 24 do corrente. Para Mujica, com 80 anos e muitos quilômetros rodados na vereda política e tendo como norte a irmandade esquerdista latino-americana, a patologia nacional brasileira tem como centro o “tráfico de influência” que seria uma “tradição” do nosso sistema político.

Concordo em gênero, número e grau com Mujica.

Ele não leu o que tenho reiterado em livros e neste espaço, mas é exatamente isso que afirmo quando entendo que toda a cosmologia do Brasil se fundamenta nas relações pessoais e como essas relações são administradas.

A lógica do dar e receber (ou do dar para receber) é o coração do “favor”. Se eu te faço um favor, se eu te devo favores, esses favores nem sempre se encaixam nas divisões ideológicas e jurídicas que regem o Brasil como país.

José Mujica discerne o problema quando acentua que conseguir a maioria parlamentar no Brasil em nível local ou nacional é muito dificil porque “o Brasil é um macramé”. Ora, o macramé, como esclarece o dicionário, é uma colcha de retalhos. Em sociologuês, di-ser-ia — como elaborei num livro publicado em 1979 (“Carnavais, malandro e heróis”) — que é uma conjunto de elos imbricados, constituídos a partir de simpatias e antipatias pessoais, num palco demarcado por papéis institucionais.

Se o macramé fala de liames pessoais, o lado legal do sistema demanda que ele se dobre ou venha a romper-se pelos deveres impostos pelos papéis institucionais. Um presidente de estatal não pode nomear somente companheiros de partido. Ele é obrigado pelo papel que ocupa a escolher pelo mérito. Entre esses dois impulsos ou obrigações, situa-se o que chamei de “dilema brasileiro”. Um dilema vigente em todas as democracias inspiradas nos ideias universalistas de 1789.

Num nível tudo parece muito simples: gastamos muito, erramos muito mas, acima de tudo, continuamos a imaginar a centralização como a saída para todos os problemas nacionais, esquecendo a força dos velhos costumes, os quais têm o poder das velhas tecelagens, como revela Mujica.
Tanto no plano econômico quanto no político, as regras são claras e formais. Mas o mundo das “influências” advindas da casa, uma ética da reciprocidade interfere com a do Estado e distorce o chamado “espirito do capitalismo”. Nessa tecelagem, a empresa não visa ao lucro, mas ao emprego para os amigos e recursos para o partido.

O Brasil se diferencia da Europa Ocidental, dos Estados Unidos e da América Latina porque ele não teve republicanismo e, até 1888, foi uma monarquia fundada no trabalho escravo. Na transição entre esses regimes, os conflitos foram reprimidos precisamente pela ética dos elos pessoais entre monarquistas, escravistas, republicanos e protocapitalistas que jamais abandonaram seus hábitos aristocráticos. Todos nós temos todas as coragens, menos a de negar o pedido de um amigo, conforme dizia Oliveira Vianna num ensaio de 1923.

Neste mundo marcado pela transparência eletrônica, esse hóspede não convidado pelo nosso mulatismo cultural e avesso ao confronto, as contradições surgem claramente no laço entre riqueza e poder. Entre as demandas de quem gerencia a economia (cujas regras são digitais: “não posso gastar mais do que tenho!”); e as da política, as quais incluem não apenas os jeitinhos ou “pedaladas”, mas sobretudo as relações pessoais mescladas ou não de ideologia, as quais são infinitas.

Mujica aponta que confundimos governar com mandar. E adverte: não se pode misturar a vontade de ter dinheiro com política. Se fizermos isso, complementa, estamos fritos. “Quem gosta muito de dinheiro tem que ser tirado da política”.

A corrupção brasileira tem um sinal: ela se funda na apropriação de cargos por pessoas que, mesmo quando são eleitas debaixo de uma bandeira populista ou socialista, acabam bilionárias. É impossível resistir aos amigos, mas é muito mais difícil liquidar essas sobras aristocráticas que são, a meu ver, a marca mais forte e permanente do nosso republicanismo: cargos que impedem punição, crimes que prescrevem, responsabilidades que não são cobradas.

Num certo sentido, não temos noção da tal “coisa pública” — esse conceito imprescindível para uma vida igualitária e democrática — republicana.


Roberto DaMatta é Antropólogo. Originalmente publicado em O Globo em 29 de abril de 2015.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Decisão apertada do STF soltando empreiteiros da Lava Jato turbina atos públicos em favor de Sérgio Moro


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A decisão de libertar os chefes do "Clube de Empreiteiras", tomada ontem pelo Supremo Tribunal Federal, no apertado placar de 3 a 2, vai turbinar a insatisfação da opinião pública e levar multidões aos atos agendados por internautas, nesta quarta-feira, em favor do juiz Sérgio Fernando Moro e em apoio ao trabalho da Força Tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal. A manifestação em frente à sede da PF, em Curitiba, às 17 horas, vai reunir empresários de peso do Paraná. Evento idêntico acontecerá em São Paulo, às 19 horas, na rua Hugo D´Antola, na Lapa de Baixo.

Sérgio Moro já recebeu ontem, por e-mail, mensagem de apoio de um dos magistrados que está fundando a Associação dos Juízes Anticorrupção: "Espero que a decisão, já esperada, do STF não seja uma ducha fria. São os revezes de uma justiça que ainda não encara de frente a macrocriminalidade. Enquanto mataram um brasileiro em Jacarta (por tráfico de drogas), aqui soltam aqueles que assassinam em nome da corrupção. O belo exemplo fica em sua coragem com todo empenho em prol da higienização da Nação".

A segunda turma do STF marcou gol contra a moralidade. Os ministros Teori Zavascki, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, contrariando Cármen Lúcia e Celso de Mello, libertaram o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, e mais sete empreiteiros, presos na Lava Jato. A soltura da turma do cartel de construtoras que assaltou a Petrobras foi interpretada como uma derrota simbólica no STF ao juiz Sergio Moro, que julga os casos da Lava Jato em primeira instância. A decisão do Supremo atropelou a análise de recursos feitas por instâncias inferiores: STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).


A decisão de ontem da segunda turma do STF também foi encarada como uma triste coincidência, no momento em que em que a edição do último fim de semana da revista Veja havia informado que o ex-presidente da construtora OAS, Agenor Medeiros, mais conhecido como Léo Pinheiro, cogitava fazer delação premiada com alto risco de comprometer o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de quem seria amigo pessoal. Agora, Léo Pinheiro e demais empreiteiros vão dar uma respirada. Ficarão "presos em casa". Usar a tornozeleira eletrônica é bem menos incômodo que dividir cela com presos pés-de-chinelo em presídios do Paraná...

Foi só ameaçar abrir o bico e incriminar Lula que o STF imediatamente mandou soltar o empresário Léo Pinheiro? Esta é a imagem ruim que fica para a opinião pública. Mesmo assim, vale registrar o interessante voto contrário dado pela ministra Cármen Lúcia. Contra a libertação, ela argumentou que o processo investigatório na primeira instância da Justiça não foi concluído e, portanto, interrogatórios ainda podem ser alterados: "Não existe mulher quase grávida, não existe instrução quase acabada". No entanto, acabou voto vencido pela maioria...

Aproveitando a imagem de gravidez para um cenário de gravidade, lançada pela ministra Carmem Lúcia, torna-se lamentável constatar, mais uma vez, que a Justiça no Brasil, embora não tenha o rigor da Indonésia, continua parindo a impunidade. Mas o País tem uma gestão governamental que causa mais destruição que um terremoto no Nepal.

Brasil nem a pal


Para você cantar


Adeus, em ritmo de Lava Jato, do menstrel Juca Chaves.

Gente inocente

Por 4 votos a zero, a 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) absolveu o deputado federal Paulo Pereira da Silva, presidente do Solidariedade, da acusação de ter usado irregularmente recursos do Banco da Terra, que comemorou:

“Depois de 13 anos, o STF fez Justiça e me absolveu por unanimidade. A acusação tinha claramente motivação política e eleitoral”. 

A acusação foi feita em 2002, quando Paulinho da Força foi candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Ciro Gomes.

Anos antes, a central Força Sindical, presidida por Paulinho, havia desenvolvido um programa de assentamento de trabalhadores rurais com recursos do Banco da Terra.

Viva a banqueiragem

Os balanços trimestrais dos bancos registram recordes de lucros, como sempre...

Curioso que isto acontece na mesma conjuntura de fuga da poupança, o aumento da inadimplência e a redução dos financiamentos oficiais para a compra da casa própria - que vai ferrar de vez com o mercado imobiliário.

O rentismo mais especulativo que produtivo, apenas para rolar a dívida impagável da gastança da máquina pública, é sempre excelente para os bancos e uma tragédia para a sociedade brasileira...

Vaia solidária


Rainha da Sucata de Bruzundanga


Pedalagem


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Abril de 2015.

Acabará em Pizza ou Lato?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A grande dúvida que a atormAnta é se aguentará nova delação.


“Isto é coisa do cão! Se for preciso eu mordo e lato!”

EnquAnta isso, fica zonza atá chegar o dia onze , se vivo descer do avião, um fugitivo de alto escalão.

Presente um destino muito triste, pior daquele de quem partiste o coração, sem batismo e sem alpiste, pobrezinho, fraco e condenado por ter sido no passado tão tarado, pior que os do petrolão.

Ela própria que hoje ladra, no passado que já passou em branco (que num esforço de memória do olvido desbanco) aguentou ganindo o tranco.

Mas hoje na era da mentira, sabe que está na última embira.

Muitos roedores lhe esfacelam a corda (ingratos de tantos favores recebidos) fazem tanto ruído com seus silvidos que acabam acordando a dona onça ( que até agora se faz de sonsa).

Aí não segura mais a base, nem com grito nem com muita erva, porque gente enfurecida é mais valente que general na reserva.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A corda que nunca arrebenta


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

Existem duas pessoas extremamente preocupadas com o desenlace da Operação Lava Jato, conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro, autoridade que não tem deixado brecha para contestação indevida ou alegações de irregularidade. Essas pessoas são FHC, conhecido carinhosamente como Boca de Tuba, e Lula da Silva, o inefável Lularápio! A revista Veja tem denunciado, sempre bem fundamentada, o inexplicável crescimento do patrimônio da família Lularápio. As provas são irrespondíveis.

Apesar de acusado de não ter memória, o povo brasileiro ainda se lembra da saída de Lularápio da Presidência da República, quando retirou até mesmo o crucifixo que ornava a parede do seu gabinete. Levou 11 caminhões cheios de objetos pertencentes ao patrimônio nacional. Somente isso seria suficiente para lançar na fuça do alcoólatra o epíteto de assaltante dos cofres públicos. Mas aqui sempre falta mais.

Achando que tudo lhe pertencia, Lula da Silva encostou dois caminhões frigoríficos na porta do Palácio da Alvorada e saqueou a adega presidencial, levando vinho, champagne, whisky, destilados e todo tipo de bebida que se conseguisse enxergar pela frente. Foi apropriação indébita imoral, vergonhosa!

Com relação a FHC, os livros em circulação no mercado contam com detalhes como as estatais foram vendidas, a troco de banana, sempre rendendo comissões aos borbotões. Os chamados tucanos justificam a venda como “modernização” do país, mas não é disso que se trata: trata-se de desvios! Da forma como foi feita a entrega do patrimônio público.

Mesmo os que não se interessam pelo agigantamento do Estado, e combatem a sua ineficiência secular (entregue a quadrilhas que o aparelham e o mantêm numa estrutura patrimonialista), sabem que a privatização monitorada pela tucanalha foi das mais ruinosas. Ameaças de processos (da mesma forma que as agora efetuadas pelos petistas) foram produzidas às pencas contra os autores das denúncias, mas os dados levantados são fartamente documentados e fica difícil negar.

A forma como é composto o STF exibe, sem nenhum retoque, o aparelhamento puro e simples. Desde a saída de Joaquim Barbosa, o STF vem dando clara guinada no favorecimento da impunidade com decisões inexplicáveis que causam enorme frustração social. A população que paga impostos, que trabalha dia e noite para ser esfolada por tributos, não consegue entender as razões que levam a nossa Suprema Corte a facilitar a vida de criminosos perversos que arruínam deliberadamente o país.

A desconfiança começou com a indicação do então advogado do PT, Dias Toffoli (decisão de Lularápio), que havia sido reprovado em dois concursos para juiz de primeira instância, para substituir Carlos Alberto Menezes Direito. Depois, veio Luís Roberto Barroso que afirmou, na sabatina a que foi submetido no Senado, que “o julgamento do mensalão foi um ponto fora da curva”, dando a entender que as penas haviam sido duras demais.

Com Barroso, o STF tratou de dar início a uma mudança de ritmo visivelmente anunciada, a partir do instante em que Joaquim Barbosa jogou a toalha ao perceber que seria massacrado com a nova composição que se desenhava (devido às aposentadorias compulsórias de Cézar Peluso e Ayres Britto). Depois, surgiu o petrolão que assombrou a todos e o abafa só não aconteceu por conta de dois fatores: a presença do juiz Sérgio Moro e a crise econômica capaz de desmontar qualquer conchavo que se pretenda.

Mas as nossas autoridades não aprendem nunca, e vão sempre empurrando o desfecho com a barriga e esticando a corda no extremo limite. O risco é se criarem condições para transformar a frustração de todos num sentimento de ódio profundo.


Márcio Accioly é Jornalista.