segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Crítica e Autocrítica


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Três jornalistas brilhantes, fizeram em 2.015 um trabalho excepcional de informação ao público e denúncia da omissão da mídia amestrada pelo desgoverno, em apontar os malfeitos.

Defenderam ardorosamente o impeachment sem se questionar que isto é trocar seis por meia dúzia.

Escolheram mal o inimigo. D. Quixote também investia contra moinhos de vento.

Um homem brilhante certa vez me disse que é muito mais difícil salvar um náufrago suicida.

Este parece ser o caso do povo brasileiro. O complexo de vira-lata o impede de sequer imaginar uma vida melhor num país auto-determinado.

Joga lixo na rua, atravessa à pé com o semáforo vermelho (mesmo quando há sinal para pedestres), vota em bêbados, sarnentos, pezões e chulezões.

No passado, um professor de Direito Constitucional disse que todo avanço das instituições é outorgado; não conquistado.

Napoleão outorgou seu código Civil. Deus, os Dez Mandamentos.

Cabe a Dona Onça, melhor conhecedora da alma nacional, outorgar uma nova constituição, novas leis eleitorais e restabelecer o princípio da autoridade.

O povo não quer um governo militar e sim um governo com valores militares:

Fé, Honra e Patriotismo.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

5 comentários:

Loumari disse...

Porquanto Abraão obedeceu a minha voz, e guardou o meu mandado,
os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis.
(GÉNESIS 26:5)

Loumari disse...

Há lá Coisa Melhor?

Há lá coisa melhor do que duas mãos que se beijam?

A mão dela tinha Deus dentro. Apertava-a, beijava-a com a minha mão apressada, com a minha mão urgente, a minha mão como se numa ambulância, e percorríamos as ruas mesmo que fossem as ruas que nos percorressem a nós, simples corpos sorridentes

Há lá coisa melhor do que dois corpos que se sorriem?

Sabia, com cada um dos meus dedos, com cada uma das minhas mãos, todos os riscos e ranhuras da mão dela; era ali, no por dentro das mãos que tocava, que ouvia as novidades, que lia os títulos das notícias, de todas as notícias que me importavam

Há lá coisa melhor do que ler as notícias na mão que se ama?

Não havia, nos passos que dávamos, qualquer distância andada, nem sequer um caminho a andar; éramos caminhantes de andar, viajantes do nosso tempo. E acreditávamos, todos os dias, em todas as respirações que respirávamos no espaço das nossas mãos, que o tempo era apenas o instante em que, juntos, parávamos o tempo

Há lá coisa melhor do que o instante em que se pára o tempo?

Recusávamos as palavras, até os gestos; e era assim que nos contávamos por inteiro.

Há lá coisa melhor do que aquela parte em que nos contamos por inteiro?

Não sabíamos, nunca soubemos, se era muito o tempo, o tempo das horas e dos minutos, que passávamos juntos; sabíamos que era, para nós, todo o tempo do mundo

Há lá coisa melhor do que sentir o tempo de sentir todo o tempo do mundo?

Sabíamos que era, como as nossas mãos eram, o tempo suficiente para aguentarmos o resto mais um tempo, para suportarmos o por fora das nossas mãos mais um tempo. Talvez, no momento em que as mãos se deixavam de amar, houvesse lágrimas, as lágrimas que se deixam cair sempre que algo cai dentro de nós. Talvez quiséssemos ficar por dentro das nossas mãos para sempre.
E ficámos.

Pedro Chagas Freitas, in 'Queres Casar Comigo Todos os Dias, Bárbara?'
Portugal n. 25 Set 1979
Escritor

Loumari disse...

A Verdadeira Filosofia de Vida

Trabalhar com nobreza, esperar com sinceridade, sentir as pessoas com ternura, esta é a verdadeira filosofia.
1 - Não tenhas opiniões firmes, nem creias demasiadamente no valor das tuas opiniões.
2 - Sê tolerante, porque não tens certeza de nada.
3 - Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas sim os actos.
4 - Espera o melhor e prepara-te para o pior.
5 - Não mates nem estragues, porque não sabes o que é a vida, excepto que é um mistério.
6 - Não queiras reformar nada, porque não sabes a que leis as coisas obedecem.
7 - Faz por agir como os outros e pensar diferentemente deles.

"Fernando Pessoa, 'Anotações de Fernando Pessoa (sem data)'
Portugal 13 Jun 1888 // 30 Nov 1935
Poeta

Loumari disse...

Quem conhece os outros é sábio; / Quem conhece a si mesmo é iluminado.
(Lao Tsé)

Loumari disse...

O Conflito entre o Conhecimento e a Fé

Durante o último século, e parte do século anterior, era largamente aceite a existência de um conflito irreconciliável entre o conhecimento e a fé. Entre as mentes mais avançadas prevaleceu a opinião de que estava na altura de a fé ser substituída gradualmente pelo conhecimento; a fé que não assentasse no conhecimento era superstição e como tal deveria ser reprimida (...)
O ponto fraco desta concepção é, contudo, o de que aquelas convicções que são necessárias e determinantes para a nossa conduta e julgamentos não se encontram unicamente ao longo deste sólido percurso científico. Porque o método científico apenas pode ensinar-nos como os factos se relacionam, e são condicionados, uns com os outros. A aspiração a semelhante conhecimento objectivo pertence ao que de mais elevado o homem é capaz, e ninguém suspeitará certamente de que desejo minimizar os resultados e os esforços heróicos do homem nesta esfera. Porém, é igualmente claro que o conhecimento do que é não abre directamente a porta para o que deveria ser. Podemos ter o mais claro e mais completo conhecimento do que é e, contudo, não ser capazes de deduzir daí qual deveria ser o objectivo das nossas aspirações humanas. O conhecimento objectivo fornece-nos instrumentos poderosos para a realização de determinados fins, mas o objectivo último propriamente e o desejo de o alcançar têm de provir de outra fonte (...) Aqui enfrentamos, portanto, os limites de uma concepção puramente racional da nossa existência (...)
Se nos perguntarmos donde deriva a autoridade de semelhantes fins fundamentais, na medida em que não podem ser enunciados e justificados meramente através da razão, apenas podemos responder: existem numa sociedade saudável como tradições poderosas, que influenciam a conduta e as aspirações e os julgamentos dos indivíduos; existem, isto é, como algo com vida, sem ser necessário procurar uma justificação para a sua existência. Nascem, não através da demonstração, mas através da revelação, através da mediação de personalidades poderosas. Não devemos tentar justificá-los, mas apenas apreender a sua natureza de uma forma simples e clara.

Albert Einstein, in 'Conferência (1939)'
Alemanha 14 Mar 1879 // 18 Abr 1955
Físico, Teoria da Relatividade



Deus é a lei e o legislador do Universo.
(Albert Einstein)