segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Delação premiada de Marcos Valério e revelações da lusitana Operação Marquês apavoram a petelândia


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Caso o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza realmente aceite firmar um acordo de "colaboração" premiada com a Força Tarefa da Lava Jato - como o advogado dele, Marcelo Leonardo, já começou a negociar -, só um fato que vem além-mar pode complicar ainda mais a situação da cúpula do PT: a parceria do Ministério Público Federal brasileiro com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal de Portugal - que investiga a Operação Marquês, cujo alvo principal é o ex-primeiro ministro português José Sócrates, amigo e parceiro de Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Alexandre Padilha e outros menos votados.

Condenado a 37 anos de reclusão no processo do Mensalão, Marcos Valério é um arquivo-vivo de todas as falcatruas cometidas pela petelândia. O publicitário acha que está segurando, praticamente sozinho, todas as maiores broncas do escândalo - sendo um dos poucos que nem conseguiu benefício de redução de pena. Há muito tempo, nos bastidores da politicagem, circula a versão (impossível de confirmar) que a família de Valério teria recebido R$ 300 milhões pelo silêncio forçado. Agora, depois que a Lava Jato mudou o curso da História, pegando alguns empresários poderosos e uns poucos políticos de peso, Valério estaria interessado em abrir o bico.

Já na lusitana Operação Marquês, quem começa a entrar pelo cano é o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele é suspeito de ter tocado negociações  com o ex-ministro português José Sócrates, em 2013, para facilitar negociatas com a farmacêutica Octapharma. Em parceria com o laboratório Labogen (pego na Lava Jato), os portugueses faturariam alto em contratos com o governo brasileiro. O doleiro Alberto Youssef faria a lavagem e esquentaria o dinheiro das falcatruas, simulando importações. Conforme denunciado em Portugal, Padilha e o ex-deputado petista André Vargas, ex-vice-presidente da Câmara, comandariam os esquemas.

A imprensa portuguesa escancara: "Esta nova frente da investigação brasileira pode assim reforçar as ligações entre o caso Lava Jato e os inquéritos que correm em Portugal, nomeadamente a Operação Marquês, isto porque o Departamento Central de Investigação e Ação Penal considera que Sócrates terá movido as suas influências para que algumas empresas entrassem em países como o Brasil e a Venezuela. Essa seria, aliás, a sua função enquanto consultor da Octapharma para a América Latina".

Os portugueses acrescentam: "Na reunião que conseguiu com Padilha, a 5 de Fevereiro de 2013, esteve também presente Lalanda de Castro, responsável pela Octapharma e arguido na Operação Marquês. No encontro esteve ainda Guilherme Dray, ex-chefe de gabinete de Sócrates, então a trabalhar para a Ongoing Brasil. Tudo o que está a ser descoberto do outro lado do oceano parece ter um espelho em Portugal. E com personagens que se cruzam. Os investigadores da Operação Marquês, por exemplo, também suspeitam que Sócrates e uma empresa de Lalanda e Castro terão usado esquemas de branqueamento de capitais para trazer dinheiro para a esfera do ex-primeiro-ministro".

Releia o que o Alerta Total publicou em 25 de julho de 2014: Petralhas temem que escândalo de lavagem de dinheiro no Banco Espírito Santo chegue ao “Pai e ao Filho”


Leia o original da reportagem deste final de semana do "Jornal I", de Portugal: Ministro que se reuniu com Sócrates e Octapharma apanhado na LavaJato

Quem é o Pablo Escobar brasileiro?

No momento em que o ator brasileiro Wagner Moura bateu na trave e não ganhou o prêmio do Golden Globe Awards (O Globo de Ouro), pela interpretação fantástica do narcotraficante Pablo Escobar na série Narcos, do Netflix, cabe uma perguntinha?

Quem merecia ganhar o prêmio de Pablo Escobar da Politicagem brasileira?

A resposta é: aquele que formou cartéis econômicos com empreiteiras, exerceu forte tráfico de influencia nos maiores empresários e banqueiros, além de coordenar a maior farra de corrupção da história do planeta...

O Louro José e a Loura reclamam...

A apresentadora global Ana Maria Braga e seu fiel Papagaio começaram o programa desta segunda-feira chamando a atenção para um absurdo que afetou o bolso dos brasileiros.

Enquanto a inflação oficial acumulada ficou em 10,48%, a Gasolina subiu, em média, 19,33% e o Álcool teve reajustes de absurdos 26,10%.

Só faltou a Ana e o Louro lembrarem que a tudo isso aconteceu graças à Petrobras - empresa estatal (de economia mista), onde explodiu um dos maiores escândalos de corrupção da História brasileira -, e na mesma época em que os preços internacionais do barril do petróleo estão em baixa.

Releia o artigo de domingo: SEC e Lava Jato apuram erro ou omissão de Dilma em denúncia de Paulo Roberto Costa contra White Martins


Sem resposta dos tucanos...

Alvaro Dias causou frisson ao anunciar que trocava o PSDB pelo Partido Verde, alegando que só poderia ficar em um partido no qual tivesse certeza de que não tem ninguém envolvido na Lava Jato...

Curioso é que o senador paranaense reclamou na sexta, mas, até agora, nenhum tucano veio a público para tentar contestá-lo, de forma veemente...

Do jeito que a coisa vai, Alvaro Dias será um belo candidato a Prefeito de Curitiba pelo partido de Zequinha Sarney, aproveitando que os tucanos nunca estiveram tão acuados...

Por trás de tudo



Socorro, Chapeuzinho Sarney!



Peregrino



Vazadouro


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 11 de Janeiro de 2016.

9 comentários:

Anônimo disse...

Que cachorrada!
A que ponto chegou a corrupção no Brasil do PT e sua meretriz PMDB avalizando suas roubalheiras há muitos anos seguidos!
Se não fossem os co-ratos do PMDB, o bandido PT não e staria perpetrando isso contra o povo!
Bem verdade isso se deu também e muito por silencio e conivencia de muitos(comunistas) religiosos, como na direção da CNBB, da esquerdista TL e de seitas protestantes, como a IURD - evangélica, mas aliada de comunistas, pode? - todos infiltrados dentro dessas instituições, deixando o povo ser enganado por tantos anos!
O proprio Brahma (Pé de Cana ou 51) já admitiu que se não fossem esses religiosos silentes em não denunciarem os comunistas, o PT dos preguiçosos e velhacos não teria chegado aonde queria a seita da cobiça e da inveja dos bens alheios que é o PT!

Loumari disse...

La caída de los amos de Portugal

Artigo publicado pelo jornal Espanhol El Pais, 25 de Novembro 2014


El ex primer ministro, en prisión, y el banquero Salgado, en libertad condicional por los mismos delitos, controlaron el país entre 2005 y 2011
La policía portuguesa entra la casa de Ricardo Espírito Santo
A prisión el ex primer ministro socialista de Portugal

La cárcel de Évora para presos vip se abrió este martes para recibir a José Sócrates, primer ministro de Portugal entre 2005 y 2011. La cárcel también recibió la semana pasada al jefe de la policía del país, y hace unos meses a Armando Vara, ministro con Sócrates. La prisión preventiva de Sócrates llega cuatro meses después de la libertad condicional de Ricardo Salgado, decretada por el mismo juez y acusados de los mismos delitos: fraude fiscal y blanqueo de dinero. Uno era el político que dirigió el país con mayoría absoluta de 2005 a 2009, el otro era el primer banquero, el administrador de la primera familia portuguesa, los Espírito Santo, el hombre al que llamaban DDT, Dono Disto Tudo,“dueño de todo”. Todo, por si no queda claro, era, es, Portugal.
En cuatro meses, han caído los símbolos de aquellos años felices. “El país era alegre, maravilloso, con trabajo para todos...”, recuerda el economista João Duque. Cinco años de lujo que comenzaron con la mayoría absoluta del socialista. “Sócrates era el gran promotor y Salgado el gran banquero. Se juntaron intereses que beneficiaban a ambas partes”, explica Duque, presidente del Instituto Superior de Economía.

Salgado era el administrador del Banco Espírito Santo (BES) —primer banco del país— y también de los holdings empresariales de la familia, un imperio que se extendía por Europa, África y Latinoamérica. En Portugal no había piedra ni paquete accionarial que se moviera sin su plácet.
“El país vivió una época aterradora”, explica José Antonio Saraiva, director del semanario Sol, que Sócrates intentó cerrar. “Reunió cinco poderes en sus manos, algo inédito en una democracia europea: el Parlamento, el Gobierno, los medios de comunicación —endeudados con la banca—, la Justicia —el fiscal general de entonces almorzó con él dos días antes de su arresto—, y la banca, poniendo a amigos como Vara en bancos nacionalizados. Le quedaba la banca privada, el BES, y estrechó su relación con Salgado”.

El primer Gobierno de Sócrates impulsó grandes obras públicas, y para ello se necesitaba financiación, “El BES y otros ponían el dinero porque les daba un buen rendimiento, y con garantías del Estado”, explica Duque.

El economista recuerda operaciones no demasiado lógicas, como la compra de la quebrada aerolínea Portugalia por parte de TAP —aerolínea de propiedad 100% estatal— a un precio exagerado. “El primer accionista [de Portugalia] era Espírito Santo”, recuerda Duque. Según él, se produjo “el entendimiento perfecto entre el banquero que financia y el político que quiere hacer obras”.

Continua


Loumari disse...

Sócrates dimitió en marzo de 2011 y entregó las llaves del país a los funcionarios de la troika (FMI, BCE y CE) que dirigieron el rescate económico del país. Él se quedó con la fama de esos alegres años; los que vinieron detrás, con su factura. Como abominaba de la austeridad, Sócrates se retiró a París sin oficio ni beneficio.
El director de Sol recuerda sus almuerzos con Sócrates: “Era un mentiroso compulsivo. Creías que te abría su corazón, que se sinceraba contigo, y todo era mentira; no distinguías cuándo mentía y cuándo no. Nunca conocí nada igual”. Sócrates ha ido sorteando casos de blanqueo y tráfico de influencias desde hace 17 años. Hasta su título de Ingeniería, obtenido casi a los 40 años, levantó suspicacias muy fundadas.

La colaboración Sócrates-Salgado fue fundamental en la continua emisión de deuda pública que acabó arrastrando al Estado y al banco. “El Estado emitía y el BES colocaba. Parecía perfecto”, dice Duque. Hoy el país, después de tres años de fuertes recortes, sigue con el mismo gasto público que en 2010. Es el 52% del presupuesto, algo inaguantable, según el exministro de Finanzas Medina Carreira.

En julio, cuando el juez dejó en libertad condicional a Salgado, Sócrates se solidarizó con su suerte: “Las razones para su detención son pueriles”, dijo en su programa de televisión en RTP.

En cuatro meses, el juez Alexandre ha acabado con la fama de los símbolos de aquellos tiempos alegres. Un dúo sagrado: el Espírito Santo y Sócrates.

Loumari disse...

Un escándalo nuevo cada día

A la vez que el juez decretaba la prisión de Sócrates, el lunes decenas de policías se desplegaban por el país en la Operación Remédio Santo, un fraude de 200 millones de euros mediante el uso de recetas de medicinas.
Hace 15 días se desarrolló la Operación Laberinto, por otro fraude, esta vez alrededor de la concesión de visados a extracomunitarios. El jefe de policía también está en la cárcel con varios funcionarios del más alto nivel.
En julio, la Operación Monte Branco arañó a Ricardo Salgado, y en septiembre se cerró el caso Face Oculta —después de tres años de juicio— también por blanqueo de dinero y fraude fiscal. Fue un caso único en su especie en Portugal, pues los 34 acusados fueron condenados, entre ellos, Armando Vara, el ministro colega de Sócrates.

Loumari disse...

José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal, em Grande Entrevista
QUINTA, 08 AGOSTO 2013 00:00 REDAÇÃO


José Sócrates foi uma peça decisiva na complexa reversão da HCB para Moçambique. Em Maputo, na semana passada, a convite do Chefe de Estado, o ex-primeiro-ministro de Portugal rebobinou ao “O País” por que decidiu fechar o negócio. Falou também da crise política e económica da Europa e do futuro da CPLP
Engenheiro José Sócrates, qual é a sua agenda em Moçambique? Tem al­gum interesse estratégico?

Não, pelo contrário, vai achar muito curioso… venho aqui para cumprir uma promessa que dei­xei para trás nestes últimos dois anos. Tinha prometido visitar o Presidente da República, quan­do saísse do cargo de primeiro­-ministro. Uma visita de despe­dida que fui adiando mês após mês. Então, desta vez decidi não deixar passar mais tempo e vim só para o saudar, para mostrá­-lo o quanto apreciei trabalhar com ele estes seis anos. A políti­ca deixa relações pessoais muito profundas. Às vezes, os políticos têm que enfrentar relações difí­ceis juntos e isso gera um com­panheirismo, ou seja, uma ca­maradagem. Lembro-me ainda bem da primeira vez que o Pre­sidente Guebuza foi a Portugal e falámos. Por isso, vim para o cumprimentar e trocar opiniões sobre a vida além da política, so­bre Moçambique e Portugal. É uma espécie de visita de saudade a um amigo querido que não tive a oportunidade de visitar nestes dois anos.
O presidente da República, Armando Guebuza, está prestes a terminar o seu segundo man­dato e já disse que não se vai recandidatar. Como é que foi o seu reencontro com ele, olhan­do para o actual cenário polí­tico? O que é que abordaram como dois amigos?
O encontro foi pessoal. Quis dar uma palavra ao Pre­sidente Guebuza, isto por­que ele esteve do meu lado nos momentos marcantes da governação de seis anos que fiz em Portugal. Por outro lado, vim sina­lizar que sempre con­siderei como grande prioridade a relação com Moçambique e, de certa forma, com os países de expres­são portuguesa, mas em especial Moçam­bique. Eu talvez tenha tido pela primeira vez a intuição de ter percebido claramente, sem nunca ter tido uma relação especial com Moçambique, o valor sim­bólico que Cahora Bassa repre­senta para Moçambique e para o Presidente Guebuza e percebi, como português e para servir os interesses do meu país, que o meu dever era rapidamenteresolver aquilo, que era uma pe­dra no sapato para Moçambique e que, de forma inacreditável e sem nenhuma razão, não tinha sido resolvido no passado.

Continua

Loumari disse...

Isso não era apenas um problema económico e financeiro, era um problema simbólico que eu hoje percebo muito bem. Como é que os moçambicanos poderiam acei­tar aquela marca do colonialismo e, por isso, fizemos aquilo que é mais inteligente entre dois políti­cos. Dissemos, vamos lá resolver isto rapidamente e resolvemos. Aliás, a operação de venda foi até em benefício de Portugal, porque fomos pagos por aqui­lo que a avaliação ditava. E, a partir daí, criamos uma relação muito próxima e de muita con­fiança. Até que, na altura, vim a Moçambique só para estar na assinatura desse contrato e foi um momento muito importante para Moçambique. Mas, a partir daí, as portas estiveram abertas para a construção de um futuro comum, porque o que precisa­mos é construir e não passar a vida a lamentar. Estou sempre do lado dos políticos que explicam o que é que devemos fazer e não do lado daqueles que passam a vida a explicar o povo por que não fi­zeram. A acção política é sempre, como digo, construir alguma coi­sa. Quem é político candidata­-se sempre a liderar os outros, a comandar o movimento comum para fazer um bocadinho de me­lhor do que já existe e não para nos resignarmos.
José Sócrates teve um papel decisivo na reversão da HCB de Portugal para Moçambique e de­sempenhou um papel importan­te no relançamento das relações entre os dois países. Qual foi a sua principal intervenção nesse dossier, tendo em conta que ha­via vários anos que Moçambique vinha negociando a transferên­cia das participações mas sem sucesso?
Eu compreendi muito bem que se tratava de algo muito simbóli­co para Moçambique. Não com­preendo por que antes de mim não se resolveu esse problema. Aquilo era uma marca de um co­lonialismo que não tinha razão de ser, que nós podíamos já ter resolvido, infelizmente, arrastou­-se os pés durante muito tempo, talvez por culpas múltiplas, não interessa agora fazer esse juízo. A verdade é que o Presidente Gue­buza revelou sempre uma grande abertura para pagar aquilo que se devia ao Estado português e, de imediato, eu disse-lhe que a minha vontade era resolver aquilo também, e talvez seja essa aproximação pragmática dos dois governantes que contri­buiu para resolver o problema. Olhando para trás, percebo que a HCB devia ter sido revertida a favor dos moçambicanos há mui­to tempo.
Não havia razão para esperar tanto tempo, mas pron­to, as vezes é preciso ter tempo para que os governantes tenham condições e também vontade de resolver as coisas rapidamente, e assim se fez, em benefício de ambos e cá estamos agora com Portugal com um novo clima nas relações com Moçambique de que hoje desfruta, em conse­quência também desses anos que passaram. Como resultado disso, desenvolvemos áreas de coopera­ção que não existiam antes como, por exemplo, nas energias reno­váveis, que era um dos faróis da minha governação em Portugal. Expandimos a nossa cooperação nas áreas de construção civil, infra-estruturas e compreendo que o grosso dessa cooperação se mantenha.

Continua

Loumari disse...

Portugal em África. A sua rever­são para Moçambique, de certa forma, não foi consensual. Qual foi a reacção dos sectores da oposição quando abordou a re­versão?
Não me recordo de ter tido oposição porque nós fizemos uma negociação. Nós tínhamos uma avaliação, apresentámos ao Presidente Guebuza, ele estudou a proposta e disse que pagava. Mas havia umas pessoas em Por­tugal com tiques que herdaram um certo preconceito de superioridade que vem um pouco da tradição cultural colonialista,mas são sectores minoritários em Portugal que não representam quase nada. Não tive oposição porque o Portugal moderno compreende bem que, realmente, Cahora Bassa para Moçambique é uma questão simbólica que tem que ver com a soberania nacional.
Portugal tinha um grande prejuízo com a posição que detinha na HCB, isto é, nas suas relações com Moçambique.
Quando visitou Moçambique em 2010, anunciou que Portugal iria comparticipar no financia­mento da construção da ponte Maputo-KaTembe, a espinha dorsal e a construção da Central Norte da HCB, através da cria­ção do Banco Nacional de Inves­timento (BNI). O que falhou?
Não domino agora esses dos­siers com detalhe. Lembro-me muito bem que, primeiro, nós construímos um modelo de co­operação com Angola e Moçam­bique, que consistia na ideia de criação de um banco de Fomen­to nos dois países, porque isso era importante institucional­mente para nossa cooperação e para as empresas portuguesas que beneficiavam de todos es­ses projectos. E, nessa altura, em 2010, fiz todo o possível de garantir o financiamento para essas obras que eram problema de Moçambique, porque não ti­nha como financiá-los, porque esses projectos são, sem dúvida, de grandes retornos financeiros. Não sei o que aconteceu depois. Sabe que no meu país as coisas não andaram bem nestes últi­mos anos e, na Europa, estamos a viver uma crise sistémica, mas que está a atingir mais os países do Sul, nomeadamente, Portu­gal. É possível que tenha havido problemas de financiamento, não estou a par desses detalhes.

Fim

Anônimo disse...

Só a desobediencia civil total, pode nos salvar intervenção constitucional, milhoes na rua mas o brasil tem uma população covarde, que é roubada e fica quieta, enquanto isso milhoes perde o emprego, ate quando esperar a plebe ajoelhar esperando a ajuda de Deus (Ser invisivel que mora no céu e vê tudo que acontece no mundo)

Chico Trevas

Anônimo disse...

Serrão, você sabe que não costumo usar palavras que tais, mas, a sequência de artigos que encimam o excelente "Alerta Total" de hoje, me leva a pensar unicamente em uma palavra: "QUE PATIFARIA!!!"

Um fraterno abraço, do tamanho da (ainda) "minha" Amazôniia.

Roberto Santhiago