quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O pau não vai cantar (já está cantando) no Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Toda vez que a situação fica crítica e ameaçadora para o desgoverno do crime organizado, uma manobra tática se repete: o chamado quinto elemento, com intuito pré-revolucionário, aciona o mecanismo da radicalização violenta com o intuito de ganhar repercussão midiática. Seja na forma de arrastões em shoppings de luxo, explosões de caixas eletrônicos, invasões patrimoniais urbanas e rurais, assaltos ao comércio e indústria, sequestros relâmpagos em áreas nobres e aparentemente seguras, assassinatos brutais que causem comoção imediata ou estouros de vandalismo em manifestações públicas (com causas aparentemente justas). São Paulo voltou a ver ontem como esta banca toca...

O fenômeno do emprego tático da violência revolucionária, descambando para o terrorismo, é mais que manjado ao longo da História. No Brasil, existem agentes conscientemente treinados para cumprir o objetivo principal de gerar tensão social e, sobretudo, medo - que contamina a maioria das pessoas, abrindo caminho para a "coragem" criminosa/revolucionária. O ambiente fica favorável à explosão social violenta no Brasil onde já são assassinadas quase 60 mil pessoas por ano em uma "guerra civil" não-declarada. Tudo tende a se agravar quando a única saída para uma profunda crise estrutural é a mudança do esgotado modelo estatal. A insegurança também cresce com a crise econômica: falência de empresas, desemprego e alta do custo de vida ajudam a encher o barril de pólvora.

A profunda crise política também ajuda a tornar o ambiente ainda mais explosivo. As pessoas comuns não só perdem a paciência com a classe dirigente como também não confiam mais nela para resolver os problemas mais elementares. Os políticos corruptos não ligam o "desconfiômetro". No entanto, a ação criminosa ou inação deles por incompetência contribui para a completa descrença em soluções politicamente negociadas. Neste clima, quando as instituições (praticamente rompidas) não conseguem indicar e adotar soluções práticas ou alternativas, fica escancarado o caminho para "aventureiros revolucionários profissionais", alguns travestidos de "salvadores da pátria".

Enquanto profissionais da guerrilha revolucionária (com fins ideológicos, com verniz esquerdista) agem abertamente, os cidadãos comuns, interligados nas redes sociais, aumentam sua mobilização para combater e tentar neutralizar a ação criminosa do Estado Capimunista Rentista Corrupto - que serve mal à sociedade, porém se serve "muito bem" dela. O objetivo tático imediato da organização criminosa é impedir que o movimento de bem consiga prosperar. A tendência, infelizmente, é que este conflito, cada vez mais aberto e claro, descambe em confronto violento direto.

Vale repetir por 13 x 13. Crises econômicas, quando se agravam e saem de controle, costumam derrubar governos ou abrir um atalho, mais rápido ou imediato, para uma profunda (ou radical) mudança na ordem institucional. Será neste momento que ficará evidente e vai eclodir, violentamente, a guerra entre a estrutura estatal criminosa e aqueles cidadãos que não a suportam. O conturbado e inconfiável ambiente político alimentam o caos. No horizonte, o risco de um magnicídio nunca esteve tão provável como agora. Na hora em que o pau cantar mais alto (pois já está cantando, nem tão silenciosamente assim), será a hora do salve-se quem puder. O resultado é imprevisível.

As Forças Armadas brasileiras trabalham, claramente, com esse cenário de radical desestruturação social com muita probabilidade de descambar em guerra civil. Só neste momento os militares admitem que podem promover uma intervenção. Chegar a tal ponto sem retorno pode não ser o ideal para o Brasil, porque a explosão de violência pode ceifar muitos brasileiros, como nunca antes ocorreu em nossa História. Exatamente porque o País jamais enfrentou situação semelhante (já que golpes de estado sempre conseguiram promover uma forçada "conciliação" para evitar a guerra civil de resultado imprevisível), é fundamental ficar atento agora.

Se o pirão econômico desandar de vez, a politicagem perder a capacidade de conciliação via conchavos, e a irresponsabilidade revolucionária de esquerda falar mais alto, com a colaboração direta das organizações criminosas, o Brasil pode mergulhar no completo caos social e institucional, com risco até de ocorrer fragmentação do território nacional - que interessa ao grande capital transnacional que controla e explora o Brasil, com a ajuda dos corruptos estrategicamente colocados no poder estatal - federal, estadual ou municipal.

O pau não vai cantar! Já está cantando no Brasil. A Revolução Brasileira, provavelmente nada pacífica, está em andamento. Só não enxerga quem prefere a cegueira política. Quem não entender o processo, e se omitir por covardia ou conveniência, tem tudo para se dar muito mal, quando o pau cantar mais alto.

Cinicamente hilário é ver a politicagem tupiniquim posando, conchavando e roubando como se nada de grave estivesse acontecendo...       

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Janeiro de 2016.

5 comentários:

Loumari disse...

Senhor Serrão, o homem quando chega ao estado de exaspero, exausto de tudo e com o sentimento de que já não tem nada a perder, este homem se torna uma arma de destruição. E quando o homem começa a obrar para sua própria autodestruição, a situação se torna inexoravelmente incontrolável e praticamente impossível de trazer a ordem num ambiente como este. Do momento que ele perder a racionalidade e se virar animal irracional este já não tem limites, já é governado pelo diabolismo, uma verdadeira besta ruim.
E Brasil sendo um país cujo povo já é de natureza muito violenta, cuja cultura é mais inclinada ao boçalísmo, um pouquinho mais da irracionalidade, esta gente vai incendiar tudo, pois ela não conhece o valor das coisas e tão-pouco lhe custou trabalho nem jamais aplicou esforço de construir algo, pois vêm vivendo de bolsa do estado. O que se pode esperar de uma sociedade desestruturada, onde se incita mais a gente a não trabalhar porque o estado sustenta?
E os poucos que são honestos, que constroem suas vidas com sacrifícios de seu suor, estes hoje são os escravos daqueles que nunca se lhes foi ensinado que para ter algo na vida se deve conquistar com árduo empenho e esforço do trabalho. Isto é o que faz o orgulho de uma pessoa digna deste nome.
Lamentavelmente a situação do Brasil é irreversível. O país vai a passo acelerado rumo a deflagração. Preparem-se para o pior jamais visto na história do Brasil.

Anônimo disse...

O pior de tudo já passou, quem estava nas manifestações tinham as costas quentes ou seja a certeza de que nada aconteceria contra eles, tudo arranjado pela maçonaria e o judiciário, falar nisso essas duas máfias comandam o crime organizado e todos fingem que não sabem... Porque será??? A única vez que a rede globo mexeu com o judiciário ela teve todos seus bens penhorados, e agora está sob o comando dessa máfia...

Anônimo disse...

Nobre Jorge Serrão, haja ventilador no país para suportar tanto merdelê. É preciso ser muito forte para aguentar tanta denuncia pô, todos os dias aparecem pessoas que jamais imaginamos que seria denunciada, pior é que ainda vem mais por aí sempre uma surpresa.E ninguém viu nada, não sabe de nada, não existe corrupção no Brasil, é sempre assim, quando o Juiz Moro mete eles na cana rapidamente, sim existe corrupção e logo fazem a delação premiada.Mas existia ou não? Só inocentes.

Diesel on Veins disse...

Loumari traduziu toda a minha tristeza e arrependimento de viver aqui.

Cristiano Arruda

Loumari disse...

Cristiano Arruda, compreendo muito bem a tua solidão e a tua profunda tristeza de viver no meio desta terrível desolação.
O orgulho de todo homem digno deste nome é de ganhar a sua própria vida. Merecer o seu salário, orgulho de ter o seu conquistado do empenho esforço do trabalho de suas próprias mãos.
Ninguém com o coração no peito com toda a sensibilidade humana pode estar insensível ao que está a ocorrer no Brasil.
No Brasil são uma minoria de sua população que trabalham para contribuir para manutenção da sociedade e é desta minoria produtiva onde o Estado vai espremer até a moelas para tirar recursos para manter a outra parte da sociedade mantida no berço esplêndido. Aqueles afortunados que não sabem o que é levantar-se as 5 da manhã e ir correr um verdadeiro Marathon diário para ir ganhar o seu pão. Não sabem o que é sofrer os inconvenientes das condições dos transportes caóticos, passar horas no estado de stress por temor de não ser pontual no serviço, porque a pontualidade para ele é uma religião cultural.
Esta categoria de privilegiados despertam a hora que quiser, passam o dia todo com o posterior apegado no sofá a assistir TV, com a cerveja na mão, e a comer sandes de pão com mortadela. O estado é que paga. E este ainda se considera homem.
A festa durou até o Estado esgotar os cofres públicos. E agora, como vão ainda manter estes homens cobardes no berço esplêndido pois já não há recursos suficientes para continuar a lhes manter quietinho no seu sofá, pois este tem fome? E quando a fome pega, qualquer homem se torna ladrão, assaltante, assassino, traficante de toda sorte para saciar a sua fome.
E no Brasil esta categoria de população se estima em dezenas de milhões de indivíduos.
O melhor a fazer agora é cada um começar a tomar todas as precauções necessárias para se proteger, condicionar o justo necessário para fazer frente a qualquer eventualidade.
A COISA ESTÁ FEIA MESMO. MUITO FEIA.