domingo, 10 de janeiro de 2016

O radinho de pilhas & O Celular


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aristides Marchetti

Há décadas passadas quando no auge da guerra ideológica "esquerda/direita", costumava esse que vos escreve contestar o Capital dizendo que não era essa instituição tão divulgada ser capaz de colocar na mão de cada cidadão do mundo, o mais insignificante aparelho eletrônico de então que seria um radinho transistorizado acionado por duas pilhas.
Como estávamos enganados!

Não era essa a intenção do Capital!

Ele, o Capital, não desejava colocar um radinho de pilhas no ouvido de cada cidadão do mundo.

Não.

A sua ideia no processo de dominação era muito mais elaborada e complexa.

O seu objetivo era disponibilizar tantos celulares quanto o indivíduo possa desejar, transformando o mundo em uma sórdida e terrível rede de fofoqueiros comunicando-se, levando através dos bits as mais ínfimas informações pessoais, fazendo com que os indivíduos divulguem aos quatro ventos as suas preferências, o seu nível de consumo, a amplitude de sua cognição e, claro, a possibilidade de monitorar os movimentos, a localização, as imagens de qualquer indivíduo em um nível de dominação sequer sonhado por George Orwell.

Com essa tecnologia na mão do populacho, o vulgar, o efemero, o supérfluo foram elevados à condição de método, bem ao gosto dos consumidores.

Coisas do Capital, penso.


Aristide Marchettti é membro do Observatório Civil da Violência em Ribeirão Preto.

Um comentário:

Anônimo disse...

O senhor envergonha o passado cultural de Ribeirão.

Citar Orwell e atribuir a responsabilidade das mazelas do mundo em que vivemos ao Capital é falsa ignorância de sua parte.

Por que o senhor tenta ignorar a mal disfarçada ditadura de esquerda em que vivemos? Todos os benefícios da tecnologia gerada pelo Capital são gostosamente usadas pela oligarquia de esquerda que nos domina.

Espero que o senhor comece de fato a cuidar de observar e denunciar os verdadeiros problemas da violência em Rib. Preto. Deixe os pobres coitados usarem seus celulares, enquanto podem...