segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Odores


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O novo aumento nos estratosféricos juros, para dar mais lucros aos banqueiros parasitas, cheira nada bem.

No momento em que muita coisa cheira mal no Brasil, sejamos otimistas e nos lembremos de odores maravilhosos ou simplesmente marcantes em nossa vida:

Vick VapoRub (década de 50)

Material escolar empacotado (década de 50)

Pino Silvestre (década de 60)

Alfazema Carrão (década de 70)

Aqua Velva (década de 70)


Café coado na hora

Bolo de baunilha saindo do forno

Gin (inglês)

Brasília (puzza di merda)

Profumo di donna

Quem se lembrar de outros cheiros bons, que acrescente a listinha...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

13 comentários:

Loumari disse...

Alguém já provou um Kir Royal?
Um cocktail feito de Champanha com creme de Cassis.
Se intorna directamente no copo de champanha 2cl de creme de cassis e depois se enche o resto do copo com a quantia de 9cl de champanha.

"Tout-simplement royal." A consommer avec modération bien-sur!

Loumari disse...

Vivemos Presos ao Nosso Passado e ao Nosso Futuro

A nós ligam-nos o nosso passado e o nosso futuro. Passamos quase todo o nosso tempo livre e também quanto do nosso tempo de trabalho a deixá-los subir e descer na balança. O que o futuro excede em dimensão, substitui o passado em peso, e no fim não se distinguem os dois, a meninice torna-se clara mais tarde, tal como é o futuro, e o fim do futuro já é de facto vivido em todos os nossos suspiros e assim se torna passado. Assim quase se fecha este círculo em cujo rebordo andamos. Bem, este círculo pertence-nos de facto, mas só nos pertence enquanto nos mantivermos nele; se nos afastarmos para o lado uma vez que seja, por distracção, por esquecimento, por susto, por espanto, por cansaço, eis que já o perdemos no espaço; até agora tínhamos tido o nariz metido na corrente do tempo, agora retrocedemos, ex-nadadores, caminhantes actuais, e estamos perdidos. Estamos do lado de fora da lei, ninguém sabe disso, mas todos nos tratam de acordo com isso.

"Franz Kafka, in 'Diário (1910)'
Austria 3 Jul 1883 // 3 Jun 1924
Escritor

Loumari disse...

"Viver não custa, o que custa é saber viver"

Loumari disse...

Consertar a Porta de um Coração

Pode um carpinteiro consertar a porta de um coração? Não é pergunta que se faça, sobretudo num texto que pretende fingir-se poema; mas é nele que poderia ser encontrada uma resposta para a perplexidade dos sentimentos, anteriormente tímidos e recolhidos, que olham agora o escancarado exterior e tentam reconhecer o espaço aberto, a vegetação luxuriante e solar no imo da qual ainda receiam aventurar-se.

"Egito Gonçalves, in 'O Mapa do Tesouro'
Portugal 8 Abr 1920 // 29 Jan 2001
Poeta

Loumari disse...

É inútil pensar que podemos viver uma relação amorosa sem criar alguma dependência; o corpo, o espírito e o coração habituam-se muito depressa ao prazer repetido dos pequenos gestos. Precisamos todos tanto de amor como o planeta precisa do Sol.
(Margarida Rebelo Pinto)


As mulheres são seres muito mais felinos do que os homens; estudam cuidadosamente a presa antes de atacar, avançam em silêncio e com astúcia, são ardilosas, pacientes e certeiras.
(Margarida Rebelo Pinto)

Loumari disse...

Tende Piedade de Mim

Tende piedade de mim, pequei até ao mais íntimo do meu ser. Mas os meus projectos não eram para desprezar inteiramente; até tinha alguns pequenos talentos, dissipei-os, criatura louca que fui, estou agora perto do fim precisamente quando tudo exteriormente pode acabar por ser em meu favor. Não me deitem fora entre os perdidos. Sei que é o meu ridículo amor-próprio que está a falar, ridículo, quer seja visto à distância, quer de bem perto; mas, como estou vivo, também tenho o amor da vida pela vida, e se a vida não é ridícula, as suas manifestações inevitáveis não o podem ser também. Pobre dialéctica!

"Franz Kafka, in 'Diário (20 Jul 1916)'
Austria 3 Jul 1883 // 3 Jun 1924
Escritor

Loumari disse...

O Amor-Próprio como Fonte de Todos os Males

É preciso não confundir o amor-próprio e o amor de si mesmo, duas paixões muito diferentes pela sua natureza e pelos seus efeitos. O amor de si mesmo é um sentimento natural que leva todo o animal a velar pela sua própria conservação, e que, dirigido no homem pela razão e modificado pela piedade, produz a humanidade e a virtude. O amor-próprio é apenas um sentimento relativo, factício e nascido na sociedade, que leva cada indivíduo a fazer mais caso de si do que de qualquer outro, que inspira aos homens todos os males que se fazem mutuamente, e que é a verdadeira fonte da honra.
Bem entendido isso, repito que, no nosso estado primitivo, no verdadeiro estado de natureza, o amor-próprio não existe; porque, cada homem em particular olhando a si mesmo como o único espectador que o observa, como o único ser no universo que toma interesse por ele, como o único juiz do seu próprio mérito, não é possível que um sentimento que teve origem em comparações que ele não é capaz de fazer possa germinar na sua alma.
Pela mesma razão, esse homem não poderia ter ódio nem desejo de vingança, paixões que só podem nascer da opinião de alguma ofensa recebida. E, como é o desprezo ou a intenção de prejudicar, e não o mal, que constitui a ofensa, homens que não se sabem apreciar nem se comparar podem fazer-se muitas violências mútuas para tirar alguma vantagem, sem jamais se ofenderem reciprocamente. Numa palavra, cada homem, vendo os seus semelhantes apenas como veria os animais de outra espécie, pode arrebatar a presa ao mais fraco ou ceder a sua ao mais forte, sem encarar essas rapinagens senão como acontecimentos naturais, sem o menor movimento de insolência ou de despeito, e sem outra paixão que a dor ou a alegria de um bom ou mau sucesso.

"Jean-Jacques Rousseau, in 'Discurso Sobre a Origem da Desigualdade'
França 28 Jun 1712 // 2 Jul 1778
Filósofo, Escritor

Loumari disse...

A Fonte da Felicidade Reside Dentro de Nós

O hábito de me recolher a mim mesmo acabou por me tornar imune aos males que me acossam, e quase me fez perder a memória deles. Desse modo, aprendi com base na minha própria experiência que a fonte da felicidade reside dentro de nós e que não está no poder dos homens fazer com que fique realmente desgostosa uma pessoa determinada a ser feliz. Por quatro ou cinco anos desfrutei regularmente de alegrias interiores que almas gentis e afectuosas encontram numa vida de contemplação.

"Jean-Jacques Rousseau, in 'Devaneios de um Caminhante Solitário'
França 28 Jun 1712 // 2 Jul 1778
Filósofo, Escritor

Anônimo disse...

Pour (Monsieur ou Madame(???), je ne sais pas), Loumari:

Qu'est-ce que cela, Loumari!!! Parle tu de "Kir Royal" sans citer "Lejay Lagoute", légitime crème de cassis???

Pardon, mais il est “Tout simplement Royal” seulement avec du “Lejay Lagoute”!!! Vous ne savez pas??? Désolé!!! Ne parlez pas de choses que vous ne connaissez pas.

Loumari disse...

Falaríamos de mesmas coisas se frequentássemos os mesmos lugares e vivêssemos em mesmos ambientes.
Não sei o que é Lejay Lagoute. Talvez seja bebida consumida em aqueles lugares sinistros como nos Makis em Abidjan, ou em Bordeis de Martinique.
Nos lugares onde frequento nunca vi isto num Menu.

Realmente cada um fala do que conhece.

Anônimo disse...

Seulement pour, Loumari:


Excusez-moi, Loumari, mais je pensais que je parlais à quelqu'un qui avait un peu de culture, mais est malheureusement pas le cas. Vous êtes très grossier.

Alvaro Risso disse...

Para entender o debate acima: http://lejay-lagoute.com/en/heritage.php

Loumari disse...

Você deve ser daqueles da cultura dos alcoólicos inveterados. O que explica o seu estado de agitação e nervosismo.
Eu nunca vi em alguma recepção de gala os serventes percorrerem a sala entre os convidados com garrafas de bebidas e etiquetados com suas marcas. Mas sim, com bandejas com copos já servidos.
Eu sou da cultura da moderação e do refinamento. Em câmbio você é da cultura do excesso, da embriaguez e sempre apegado as garrafas.
Com isto está claro que não somos do mesmo mundo. Conserva você a sua cultura e eu conservo a minha.
Lhe desejo excelente continuação.