domingo, 24 de janeiro de 2016

Oncépticos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há cada vez mais gente da onça descrente.

Os desrespeitosos pensam que a dita entrou na onda dos Mamonas Assassinas:

“Já lhe passaram a mão na bunda e ela não comeu ninguém!”

Talvez a própria iracunda, se a paciência não mais abunda, prepara vingança profunda pros autores dessa coisa imunda.

Mas com imaginação fecunda, vendo que o mar de lama inunda, pode ser que um dia de um basta. Até lá o país se arrasta.

Talvez esteja na zona de conforto a ver navios no cais do porto.

Enquanto isso o de urubu aborto, finge nada saber com ar absorto.

A anta vai se f. ; parece que tomou LSD.

Não fala coisa com coisa; tem delírios, raivas e chiliques dignos de grandes piqueniques.

Compara-se com getulina vida, sem copiar-lhe o fim.

Um entrou para história e ela não passa de escória. Mina chinfrim.

Mas caso a coisa termine do jeito mais selvagem, também irão de embrulho pássaros de alta gama; porque encrencas não lhes faltam para entrar pelo cano.

Seja vira bosta ou tucano; não importa a fama.

Findamos lembrando ditado antigo e sem arremedo:

Estamos com dona Onça; quem tem... tem medo.

O castigo vem a cavalo, tarde ou cedo.

E se o Molusco pode ser santo...

Não é com onça mansa que me espanto.

Por isso, em meio a tanta intriga,

O jeito oncéptico é empurrar com a barriga...

Mas se isso não resolver o meu País,

Faço que nem Chico: me mudo pra Paris...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

3 comentários:

Anônimo disse...

Dilmentira

A maior mentirosa do Mundo

Chico YTrevas

Loumari disse...

A Insegurança do Escritor

É certo que tudo o que concebi antecipadamente, mesmo quando estava com boa disposição, quer com todo o pormenor, quer casualmente, mas em palavras específicas, aparece seco, errado, inflexível, embaraçado para todos os que me rodeiam, tímido, mas acima de tudo incompleto, quando tento escrever tudo isso à minha secretária, embora eu não tenha esquecido nada da concepção original. Isto está naturalmente relacionado em grande parte com o facto de eu conceber uma coisa boa longe do papel durante apenas um momento de exaltação mais temido do que desejado, embora eu muito o deseje; mas então a plenitude é tal que eu tenho de ceder. Às cegas e arbitrariamente agarro pedaços da corrente, de modo que, quando escrevo calmamente, a minha aquisição não é nada comparada com a plenitude em que viveu, é incapaz de restaurar essa plenitude, e assim é má e perturbadora, por ser uma inútil tentação.

"Franz Kafka, in 'Diário (15 Nov 1911)'
Austria 3 Jul 1883 // 3 Jun 1924
Escritor

Loumari disse...

O que pintou a BARRIGOTA aí, deve ser um grande Malandro para fazer prova de tanta paciência e pintar a coisa com tanto detalhe! Deve ser um gémeo de Quentin Tarantino.