segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

De Zeus Capitolino a Barão de Münchhausen


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Se o complexo de inferioridade acaba destruindo a autoestima de uma pessoa, o inverso, a superestima, principalmente quando alimenta uma alma primária como a do Lula, torna-se, nessa alma, que se põe nas alturas do Olimpo, fator de prepotência, de desrespeito, de eliminação da decência dos costumes, sendo mais perversas suas consequências num país ainda trôpego em atitudes de civilidade.

Sabemos que o desprezível agente da derrocada do Brasil, da destruição de sua juventude, da desmoralização dos símbolos nacionais, da depravação moral dos políticos já tendentes à prevaricação, ignora quem sejam essas personagens, pois nunca leu um livro na sua miserável vida de trapaças.
O seu Capitólio é o tríplex de Guarujá, na cobertura de um prédio, de frente para o mar, onde poderia apreciar o seu Netuno filho navegando num iate não comprado, sem dono, típico presente dos deuses.

“Quem sai aos seus não degenera”, diz o ditado popular e, pelo que lemos nas notícias, até mesmo de jornais comprometidos com o Olimpo da corrupção, é que a família já nasceu dentro dos padrões petistas de ser. Degenerados seriam seus rebentos se nascessem com a visão da honestidade.

O juiz Sérgio Moro, mesmo conhecedor profundo do processo da máfia italiana, vai se deparar com um produto genuinamente brasileiro de sem-vergonhice e cinismo. Pode ter certeza o honestíssimo magistrado que o Zeus Capitolino irá lhe afirmar, em estado etílico, que nunca foi presidente da República, transformando-se, rapidamente, no Münchhausen pindorâmico.

A mentira compulsiva que ataca todos os membros da organização criminosa, que tem um bufão como seu chefe maior, é uma doença de caráter, portanto, sem possibilidade de cura, nociva ao país onde, infelizmente nasceram, e que se deixa governar por eles.

Sentindo-se como Zeus, mas se utilizando dos meios de Münchhausen que se tornaram medíocres diante da desfaçatez de criatura em continuado estado de delírio, o mafioso terá que enfrentar, um dia, um homem simples, ético, que saberá lhe fazer soltar a língua e dizer a verdade sobre a sua improbidade com o dinheiro público e com o acervo da Nação, transferido para propriedade particular.

Fale Lula, para que a o lado verdadeiramente brasileiro da sociedade se veja livre, definitivamente, de sua repugnante presença.


Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa).

4 comentários:

Sérgio Alves de Oliveira disse...

A Dra.Aileda ,sem dúvida ,é uma das cabeças mais lúcidas que hoje estão na mídia. Mas é preciso corrigir uma injustiça que anda solta por aí. Colocam Lula e seus asseclas como bandidos e o povo brasileiro como vítima e "mocinho".Não é verdade. Assim como o "povo tem o governo que merece",também, "o governo tem o povo que merece". Hoje,ninguém representaria melhor o povo brasileiro do que os que estão lá no poder.O povo se faz de vítima e santinho, mas não tem nada de vítima e santinho. É tão ordinário quanto aqueles que o representam na política.Esses protestos violentos que andam por aí contra a dominação política só existem porque os benefícios auferidos pelos corruptos não são "distribuídos" também entre os que protestam.Mantidas as devidas proporções de acesso à corrupção,o povo é tão corrupto quanto o governo que censura. É lógico que nem todos os políticos são corruptos,assim como nem todo o povo,mas a presença de corruptos na política está na mesma medida e proporção que eles estão na massa do povo.A única diferença é a questão de "oportunidade". Isso significa que para fazer jus a uma faxina no poder político,primeiro o povo deveria fazer uma faxina em si mesmo.Mais parece que a decadência do caráter brasileiro chegou ao nível em que estava o caráter doente do povo da Antiga Grécia,época de domínio dos sofistas,onde o maior de todos os crimes era falar a verdade e que,por tal motivo,Sócrates foi condenado à morte bebendo sicuta,pelo simples fato de não abdicar de falar e dizer a verdade.É claro que se eu me candidatasse a qualquer coisa,mesmo à suplente de conselho de fiscal de condomínio,dizendo essas "coisas",jamais me elegeria. Deu para compreender onde quero chegar?

Loumari disse...

Muito bem falado Sérgio.
Muitas das pessoas com caneta no Brasil, quando escrevem estão em todos seus artigos a martelar os governantes, principalmente o Lula como alvo principal, imputando-lhe o fardo do desastre todo como o único responsável da mazela que assola o Brasil; mas isto não é assim. Lula é só um dos elementos do gigantesco sistema que vinha sendo edificado desde dos anos 1980 e que foi aos poucos sendo consolidado (como se rega uma planta de frutos muito doce) por uma élite muito astuta, que tinha por princípio ter o monopólio do país, e, claro que com o Lula foi quando o sistema (a árvore tinha chegado a maturidade) começou a dar frutos e foi frutificando e proliferou e aplaudido por este mesmo povo. Quem semeou o que estão a colher hoje não foi Lula. Foi a sociedade brasileira com a colaboração activa das TV's, dos pastores ditos evangélicos que estes obravam noite e dia para levar o povo as trevas. Vão ver que os das igrejas evangélicas eles se construíram um mundo constituído de um povo maleável, gentes amputados de vontade própria na sua condição humana, e este povo foi transformado em ovelhas obedientes as vozes dos seus Gurus, e os Gurus fizeram deste povo escravos, objectos que trabalham para o enriquecimento dos pastores. E do lado político, os do PT eles também conquistaram um povo para eles. Se Lula chegou onde chegou é porque lhe conduziram para lá. E quem obrou para a sua edificação foi este mesmo povo. Este mesmo povo foi que amontoou a lenha e acendeu o fósforo que está a destruir a sua casa hoje. Lula é o produto terminado, não a matéria-prima de base. Lula é o pão cujos ingredientes foi condicionado ao longo dos anos por este mesmo povo.
Agora, estar sempre a martelar o Lula, lhe amaldiçoarem em todas as circunstâncias, parece que isto lhe torna mais forte, mais sólido e foram aos poucos dando-lhe o status de deus. Lula não está em cargo da nação, mas o seu nome não sai dos lábios de todo brasileiro. Ele é feito o centro de todas as atenções. Tudo o que se diz no Brasil o nome do Lula é incontornável. Ou estais todos obcecados por ele, ou então, já estão todos hipnotizados por este homem, e inconscientemente estão a trabalhar para manter vivo o Mito Lula na paisagem política como o personagem imprescindível no país.
E Sérgio tem a lucidez que poucos possuem. De nada adiante exonerar o povo da coisa qual ele é responsável. O que está no topo da nação foi forjado nesta mesma massa popular. O problema é de raiz. A educação vem de berço.
Exonerar o povo de sua parte de responsabilidade é simplesmente como CAVAR A SUA PRÓPRIA TUMBA. E CADA DIA VOS AFUNDAIS AINDA MAIS.
O que se devia fazer é: escrever de maneira a mobilizar as consciências, dinamizar a população para que se active no terreno, despertando nela o senso morar e ético, estimular as forças e a intelectualidade de cada individuo revoltado e vítima do sistema a se assumir não só como individuo, mas, como cidadão engajado, ensinar ao homem a ser uma máquina produtivamente activa para o seu próprio bem e lutador para o bem da comunidade, e conquistador para uma causa gloriosa e triunfante onde se abate o maléfico e se enaltece a benevolência.
Tudo está nas nossas mãos. Tudo depende das escolhas que fazemos.
Ou estamos do lado do bem, ou estamos do lado do mal. ESCOLHE! Ninguém é vítima aqui, somos todos responsáveis seja qual for a nossa escolha na vida.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Sinceramente,eu estava esperando uma montanha de xingamentos,mas fui salvo p/ Loumari. Sua intervenção traz um brilhantismo e aperfeiçoamento à discussão surpreendentes. Consegue captar lá no fundo a essência da ideia. Seus argumentos são irrebatíveis. Mas a fim de que eu não sofra consequências maldosas,que poderiam desvirtuar o que foi escrito,na verdade não estou me "absolvendo" de qualquer culpa. Também sou "povo" e culpado de toda essa situação. Talvez minha única diferença seja a capacidade de enxergar-me como e quem sou quando me olho no espelho.Nem me conforta a consciência que sempre lutei contra toda essa estrutura política canalha que nos impuseram goela abaixo,porque se isso chegou a acontecer é porque não lutei o suficiente.

Loumari disse...

Sérgio, chaque chose son temps.