terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O Brasil no ranking mundial das Incompetências


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

A melhor explicação que se pode ter para a ausência de qualquer reação dos brasileiros frente à  falência  moral, política, social e econômica  que dilacerou o País, está na sua absoluta incapacidade de enxergar essa realidade com  as respectivas causas imediatas e mais remotas. A chamada democracia aqui em prática, que na verdade é a sua contrária, a “oclocracia” - cujo significado é a deturpação e a corrupção da democracia verdadeira - pode ser resumida como a ciência e arte de enganar e ser enganado.

Quem olhar o mundo e observar a situação de cada um dos seus povos, verá que o Brasil está muito longe de atingir pelo menos a metade da qualidade de vida que têm os povos em países mais desenvolvidos. Essa propalada riqueza que os governantes tanto gostam de festejar, e mentir, e que coloca o Brasil em 7º lugar no ranking  mundial do PIB, como uma das maiores “potências”, invariavelmente “esquece” de lembrar qual é o PIB “per capita”, e também qual é  o “Índice de Desenvolvimento Humano” (IDH) do país dentro do  contexto mundial, índices que são ,na verdade , demolidores dessa  contumaz mentira governamental.

O Brasil tem OITO MILHÕES de  Km/2 e DUZENTOS MILHÕES habitantes,com um PIB inferior ao do  Reino Unido,cujo território é de 245.000 Km/2 (menor que a Região Sul do Brasil),e onde a população é de apenas 63 milhões  (pouco mais de 1/3 da que tem o Brasil). Esse é só um exemplo, dentro de outras dezenas que poderiam ser citados, se considerado o PIB relativo ao porte do país (território e população). Com essa baita “atochada”, o Governo está dizendo que dá no mesmo  um pão para alimentar uma família que tem um só filho, e também um só pão  para alimentar outra família que tem dez filhos. Essa é a arte de enganar com números absolutos, ou seja, um sofisma grosseiro.

“Viajando” um pouco para entender qual é a verdadeira realidade do Brasil,se comparado com outras nações, basta olhar o “mapa mundi” (dados das Nações Unidas, de 2012) e verificar que estão localizados na faixa entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio,ou seja, na Região Tropical do Planeta Terra (que se situa entre o Paralelo 23º26’16” Latitude Norte e o Paralelo 23º26’16” Latitude Sul),os 10 (dez) países mais pobres do mundo,onde uma média aritmética simples aponta o PIB “per capita” de US$ 353,00 (isto mesmo, trezentos e cinquenta e três dólares),todos esses países localizados no Continente Africano . A situação não muda se ampliarmos a análise para os 25 países mais pobres do mundo,quase todos também na África,exceto o Afeganistão, o Haiti e o Nepal.

Ora, se nos trópicos estão os países mais pobres do mundo, FORA DOS TRÓPICOS , ao contrário, estão os 10 países MAIS RICOS. Nestes países, o PIB “per capita” médio (média aritmética) é de US$ 97,000 (noventa e sete mil dólares),um “pouquinho” diferente” do que acontece nos  mais pobres ( US$ 353,00). A diferença na média do PIB “per capita” entre os 10 mais ricos e os 10 mais pobres resulta que a primeira é 274 vezes maior que a segunda. E não é mentira. A exceção fica por conta da Austrália, um país rico, onde uma pequena porção da sua extremidade Norte “invade” o Trópico de Capricórnio, adentrando na Região Tropical, área de domínio dos “pobres”.

Interessante é observar que praticamente todo o Continente Africano está situado na Zona Tropical do Planeta, área dos países mais pobres. O mesmo acontece com a maior parte Brasil e coma maior parte da América Latina. Do Brasil, só não está na Região Tropical a sua Região Sul, composta pelos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná.Portanto a Região Sul ,em processo acelerado para conseguir  a  sua independência, com plebiscito “privado” (Consulta Pública) marcado para 2 de outubro deste ano,em paralelo com as eleições municipais, é a  única Região Não-Tropical do Brasil. Saliente-se, por oportuno, que a referida Consulta Pública, uma espécie de Plebiscito Privado, será feita por conta e risco do MOVIMENTO O SUL É O MEU PAÍS, que não poderá usar a estrutura da Justiça Eleitoral porque ela está impedida de ouvir o povo em tudo que não interessa aos poderosos da política, aos quais ela é vergonhosamente servil.

No caso específico do Brasil, a sua maior “afinidade”, em todos os sentidos, está com os países pobres, inclusive no índice da corrupção, por razões que serão mostradas agora e mais tarde. Em primeiro lugar a sua localização geográfica é na Região Tropical (exceto o Sul),a exemplo de TODOS os países mais pobres do mundo. Por outro lado,a América Latina, onde o Brasil está,não conta com NENHUM REPRESENTANTE entre os 25 países mais ricos do mundo.

Por outro lado, o PIB “per capita” do Brasil é de apenas US$ 11,000 (onze mil dólares), em números redondos. A média dos dez mais ricos é de US$ 97,400,e a dos mais pobres, US$ 353,00. Isso significa que os US$ 11,000do Brasil estão muito mais perto do PIB “per capita” dos pobres do que dos ricos. Onde fica a “7ª” Economia Mundial, tão festejada, enganosamente?

O pior de tudo é que o atual Governo incentiva essa aproximação do Brasil com os países mais pobres no projeto em andamento para reforma da educação,no ensino de “História”, onde os países que têm mais vínculos históricos e culturais com as nascentes do Brasil estão sendo abandonados e jogados na lata de lixo,para darem lugar aos países mais pobres da África e América Latina, que poucas ligações têm com o país.

Sem dúvida é um atraso. Mas tudo indica “coerência” nesse desejo governamental. Como veremos adiante, os países pobres são os preferidos dos corruptos, tanto que é neles onde estão os maiores índices de corrupção no mundo. Aproximação com os países mais pobres indica fortalecimento da pobreza local para os corruptos agirem melhor, mais ”leves” e “soltos”. Apesar disso, esses mentirosos vivem prometendo riquezas para os incautos eleitores, que infelizmente caem fácil nessa armadilha.

Diversos fatores são decisivos nos destinos de um país,a saber:

(1) O primeiro, e talvez mais importante ,é o aspecto “GEOGRÁFICO”, que acabamos de ver minuciosamente;

(2) O segundo, também importante, é a ”RELIGIÃO”,onde se constata que nos países mais atrasados e pobres é onde se pratica mais religião, ao contrário dos países mais ricos, onde ela é relegada para um segundo plano. Em 19 dos países mais ricos do mundo, 70% das suas populações afirmam que a religião não tem tanta importância. A exceção seria os Estados Unidos, que tem um povo rico e ao mesmo tempo religioso. Mas considere-se que a sua religião é fundamentalmente protestante, materialista, onde ganhar dinheiro é “agradar a Deus”, ao contrário da Igreja Católica, que prega isso como “pecado” , dizendo que  os ricos irão para o “inferno”, e só os pobres entrarão no céu.

Assim, os povos dos países pobres são mais fiéis, achando que a religião e o sobrenatural andam de mãos dadas, e que o sofrimento da vida na terra será compensado com a felicidade na vida “eterna”. Nos países ricos, ninguém “espera” por Deus para prosperar e ganhar dinheiro. Em última análise, a religião prega a ideia que o “agora” não pode ser melhorado. Assim a pessoa deve focar no espiritual e esperar as “compensações” do próximo mundo. Até a Igreja Católica prega essa “besteira”. Nos países não-religiosos,as pessoas acreditam nas suas capacidades de alterar o destino para melhor pelo esforço e talento;

(3) Já o terceiro quesito se resume nas “INSTITUIÇÕES”. Os países ricos têm boas instituições ;os pobres, ruins.  A correlação entre os países pobres e a corrupção é enorme. Nos países ricos a corrupção , também existente ,é bem menor. Nos países pobres,a “danada” é tão grande que a metade das suas rendas é transferida para contas de bancos nos países ricos, fazendo falta às populações locais.

No caso específico do Brasil, a podridão das suas principais instituições chegou a níveis intoleráveis. A corrupção está espalhada em todos os níveis de governo, nas cúpulas dos Três Poderes, nas empresas públicas, nos Estados e Municípios. Então chegamos a um terceiro item (os outros são a situação geográfica e o PIB “per capita”) que também liga o Brasil muito mais aos países pobres do que aos países ricos. Esse item é exatamente o alto índice de CORRUPÇÃO, cuja “má-fama” já se espalhou pelo mundo.

Ainda quanto às Instituições, observe-se que nos países ricos as pessoas são contratadas para trabalhar selecionadas pelo mérito ; nos mais pobres é pela “clan”,”apadrinhamento”, parentesco , amizade ou razões políticas. Com isso os países pobres não têm acesso à inteligência e ao talento, ou seja, à melhor mão-de-obra disponível na sociedade.

(4)”CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE”:  É uma frase escrita pelo filósofo francês Joseph de Maistre, ferrenho defensor da Contrarrevolução Francesa,que se notabilizou escrevendo “Considérationsurla France”,em 1811.  Ele queria retorno da monarquia na França, derrubada pela Revolução Francesa, que para o escritor não teria dado certo. Hoje a sua célebre frase é adotada como voz corrente nas democracias “capengas”, como a do Brasil. Deve ser vista separadamente, ao invés de incluída no item INSTITUIÇÕES (acima), que também poderia, como um dos fatores determinantes da prosperidade ou atraso de um povo e uma nação. Sem qualquer dúvida a principal responsável pela prosperidade ou pobreza de um povo nas democracias é a sua classe política dirigente. Porém os responsáveis por essas escolhas são os eleitores de cada povo. Assim os políticos e dirigentes públicos são os responsáveis diretos e os eleitores são os responsáveis indiretos, inclusive das próprias desgraças vindas da política.

Mas na verdade, se “cada povo tem o governo que merece”, como afirmou Maistre, na via inversa também “cada governo tem o povo que merece”, afirmo “jo”. Disso decorre que ninguém representa com maior fidelidade o povo brasileiro do que aqueles que esse mesmo povo escolheu para comandá-lo. Lula, por exemplo, tem a cara , a alma e a pequenez da maioria do povo do Brasil que vota nele. Mas esse “sujeito” não passa da versão tupiniquim moderna do tirano IDI AMIN DADA,Presidente de UGANDA (África) entre 1971 e 1979,a quem o povo chamava de “o Comedor da África”, que nos seus passeios escolhia um casal e comia os dois, a mulher na cama ,e o homem no espeto.

Mas o povo gosta de se fazer de “santinho” e “vítima” de toda essa situação caótica em que colocaram o Brasil ,de bom tempo para cá, destacadamente nos últimos  12 anos de PT. Mas o povo não tem nada de “santinho” nem de “vítima”. É tão culpado e ordinário quanto aqueles que o representam. Os protestos violentos que grassam por aí ocorrem só porque a grande maioria dos que protestam não estão incluídos entre os beneficiários de toda essa corrupção. Assim, mantidas as proporções, o povo é tão “potencialmente” corrupto quanto aqueles que o representam na política e que ele mesmo escolheu. Irretocável, portanto, a frase do filósofo francês.

Mas nem todos do povo são corruptos, assim como nem todos da política. Mas são poucos os que “escapam”. A única diferença está na questão de “oportunidade”, que os políticos têm mais. Desse modo, para que o povo tenha o direito de exigir uma “faxina geral” na política, primeiro ele deverá faxinar-se a si próprio, em termos de valores morais e políticos.

Se o povo brasileiro olhar-se no espelho com humildade e imparcialidade, observará que seu caráter coletivo se assemelha bastante ao mau-caráter  que estava acampado na Antiga Grécia, época dos sofistas, onde o maior de todos os crimes era dizer a verdade, que era mais grave que matar, roubar ou estuprar,e que por tal motivo Sócrates foi condenado à morte, bebendo cicuta, por não abdicar do direito da apontar a verdade.

Mas a razão de Maistre não se limita e esse aspecto, ou seja, de que o povo merece o governo que tem. No caso do Brasil ele também tem razão no caso da substituição da Monarquia pela República, através daquele golpe militar dado em 1889 (esse foi um golpe mesmo),que instituiu a República. Proporcionalmente aos respectivos tempos, na monarquia o Brasil teve muito mais avanços políticos, sociais e econômicos do que no tempo posterior republicano, à sombra do qual foi instalada uma pseudodemocracia que passou a escolher a pior escória do país para comandá-lo, e que deu margem às consequências negativas do poder do povo em escolher os seus representantes. Por isso, em nenhum país do mundo se ajusta melhor que no Brasil a frase “cada povo tem o governo que merece”, lamentavelmente como uma projeção negativa.

(5)“INFLUÊNCIA DO MAGNETISMO DO PLANETA TERRA SOBRE A POBREZA OU RIQUEZA DOSPOVOS” :É claro que não assino esse quinto requisito para explicar o atraso ou progresso de um povo, mesmo porque não domino a matéria. Mas ouvi com muito interesse uma exposição feita por um médico magnoterapeuta, ainda nos anos 90, onde ele garantia que as forças magnéticas que se fazem presentes na Terra têm forte influência sobre as características de qualquer povo, conforme a sua localização.  

Sublinhe-se que a magnoterapia é uma terapia da medicina alternativa baseada em suposta influência dos campos magnéticos estáticos sobre o corpo humano. Por essa teoria, surpreendente,é verdade, os povos assentados nas regiões próximas ao Equador, ou os povos tropicais, estariam numa zona de NEUTRALIDADE MAGNÉTICA ,em relação aos dois Polos (Norte e Sul), o que poderia influenciar  a maior pobreza dessas  regiões, por afetar suas populações com “lentidão”, “marasmo”, ”preguiça”, ”prostração”, ”aversão ao trabalho” e “desinteresse em prosperar”.

Se procedente, ou não, essa teoria, nem importa,o fato é que na verdade a  Região Tropical ,onde talvez ,por desígnio do destino, ou por “azar” seu mesmo, o Brasil se situa,não conta com nenhum representante dos 25 países mais ricos do mundo, ao passo que os dez  países mais  pobres  estão todos nessa faixa, a faixa da pobreza. Seria essa região, portanto, uma faixa “amaldiçoada” pela natureza, condenando os seus povos aos perversos efeitos da pobreza e da corrupção? Seria, porventura, mera coincidência o fato da Região Sul do Brasil, a única localizada fora da Zona Tropical, ser mais rica, produtiva e trabalhadora que a maioria das outras regiões (exceto São Paulo), e que só não prospera mais por estar submetida às leis, à “cabeça” e às “correntes” de Brasília?

Como exigir, assim, do Povo do Sul ,que ele se submeta, sem rebelião, e sem desejo de autodeterminar-se, ao  regime de quase-escravidão que lhe impuseram, mandando a maior parte dos resultados da sua produção, trabalho e suor, sem retorno, para Brasília distribuir a seu bel prazer para  outras regiões ,suas “apadrinhadas” políticas, e cujas populações ,já viciadas com essas “benesses” assistencialistas,retribuem essas generosidades com seus votos nas urnas eleitorais, beneficiando os seus “benfeitores”, com mandatos para cargos políticos? Seria concebível tirar o pão dos próprios filhos para dá-lo aos filhos dos outros?

(6)” FATOR GENÉTICO”: também deve ser considerado como determinante da riqueza ou pobreza das nações. É evidente que fatores genéticos positivos podem ajudar qualquer povo a se desenvolver, inclusive podendo anular ou diminuir outras influências negativas. Israel serve de exemplo. Além de estar situado na Região Tropical, zona do atraso, seu território é muito pequeno, desértico e pobre, não tem riquezas naturais,petróleo, nem água suficiente.

Mas é um país muito rico devido à competência do seu povo e das suas instituições. Mas esse país está na mesma região dos povos árabes, onde jorra petróleo, mas que não souberam superar as suas deficiências. Talvez seja por esse motivo o cultivo de tanto ódio que a parte mais idiota do mundo despeja sobre Israel Ou seria inveja da capacidade desse povo? Mas outros exemplos podem ser encontrados onde o fator genético foi decisivo.

Os países colonizados inicialmente pelos ingleses prosperaram.Os maiores exemplos são os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália, hoje incluídos entre os países mais ricos e prósperos do mundo. Já as conquistas territoriais dos portugueses e espanhóis resultaram naqueles países que hoje estão todos numa “merda” de dar pena. Aí surge a seguinte dúvida: se a Austrália, por exemplo, tivesse sido colonizada pelos portugueses, como o Brasil, será que hoje ela seria um país rico? Tudo indica que não.

Provavelmente a Austrália seria um país miserável, pior que o Brasil é hoje, porquanto a natureza não foi nada bondosa com seu território,que tem 70% do solo desértico, sem grandes rios, onde a água é escassa, um clima infernal, sujeito à furacões, tufões, tempestades violentas e grandes enchentes. Tinha tudo para ser um dos países mais pobres do mundo, mas é um dos mais ricos. Entretanto foi colonizada pelos ingleses,como os Estados Unidos, onde tudo funciona de maneira racional e inteligente. O povo australiano conseguiu com muita competência superar todas as adversidades decorrentes da sua natureza hostil, ao contrário de “outros”povos, cujas naturezas são bondosas, mas que não tiveram competência para aproveitá-las.

Observe-se que tanto o PIB, quanto o PIB “per capita”, que aqui serviram como balizadores para definição de “países ricos” e “países pobres”, não são de validade absoluta, podendo variar conforme a situação de cada país. Assim pode haver um PIB “per capita” muito alto, mas com a riqueza e a renda de um país concentradas em meia dúzia de pessoas, como são os casos de alguns países produtores de petróleo no mundo árabe. O PIB “per capita”, ou mesmo o próprio PIB, podem ser muito altos e o povo muito pobre.

Nessas condições ,os verdadeiros países mais ricos do mundo não integram a lista dos que têm um alto PIB “per capita”, exceção da Austrália, que integra. Outra observação é que mesmo nos países com míseros PIB “per capita”, coincidentemente onde a corrupção é maior, podem estar localizadas as maiores fortunas pessoais do mundo.


Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

17 comentários:

Anônimo disse...

A Região Sul do Brasil tem mais do que o dobro da área do Reino Unido, que é pouco menor que o estado de São Paulo.
As demais simplificações do artigo apresentam a mesma (ou maior) margem de erro.

Anônimo disse...

Caro Anônimo das 10:11: De fato,perdoem o equívoco. Na hora de digitar o texto,peguei a área só do RS,que tem 281.000 m/2 (que também é maior que a do Reino Unido)como se fosse a do Sul(RS,SC e PR),que na verdade tem 571.000 m/2. Mas isso foi só um infeliz "recheio",que não afeta o raciocínio. Mas essa alteração não muda absolutamente nada da exposição que fiz. Pelo contrário,ela fica reforçada,no que tange às perspectivas positivas de um SUL INDEPENDENTE,mostrando que não é o tamanho da área territorial que faz a riqueza ou pobreza dos países.O Reino Unido é um dos exemplos. Isso prova que quando há preconceito contra uma ideia,que parece ser o caso de VªSª,qualquer "vírgula" mal colocada na sua exposição será sempre motivo para esculachá-la. Se o Senhor se der ao trabalho de pesquisar e conferir os dados que coloquei no artigo,verá que estão todos corretos e partem das próprias Nações Unidas.Respeitosamente.Sérgio A.Oliveira.

Loumari disse...

DR. HOUSE diz a VERDADE sobre JESUS CRISTO e o ILLUMINATI JOHN D.ROCKFELLER

https://youtu.be/qWu4-NsK7Hc

Anônimo disse...

Prezado articulista:

Não questiono seus dados, nem seu direito de pensar o que quiser, embora discorde especificamente do separatismo como solução para o Brasil, que foi sempre o sonho das potências imperiais, desde antes da independência. "Divide et impera".
A meu ver todas as mazelas do Brasil como um todo estão presentes em cada uma das suas partes (basta comparar a política sul-riograndense com a nacional), e a fragmentação só produziria uma constelação de Paraguais lusófonos. Mas não polemizo, nem debato opiniões, pois cada qual tem naturalmente a sua como melhor, e o choque delas produz calor, mas não luz.
Todavia, chavões antilatinos, anti-ibéricos e anticatólicos, usados como armas na guerra de propaganda britânica desde os tempos de Elisabeth I e Felipe II, devem ser questionados como argumentos.
A civilização latina e católica é no mínimo tão respeitável quanto a anglo-saxã protestante, e superior do ponto de vista humanístico. Espanhóis e portugueses (e também franceses) na América, desde o início, buscaram integrar as populações nativas, reconhecendo-as como livres e com os mesmos direitos que os europeus, e miscigenando-se com elas. Já os ingleses primaram por exterminar ou expulsar os nativos, substituindo-os por populações 100% européias, o que sem dúvida evitou o esforço de resgatá-los da idade da pedra, e permitiu a importação de instituições européias prontas e acabadas.
Quando se compara o desenvolvimento das ex-colônias ibéricas e inglesas, fala-se sempre dos Estados Unidos, do Canadá, Da Austrália e da Nova Zelândia (todos países temperados - aí tem o sr. toda razão - onde os nativos foram aniquilados). A Índia, a Guiana, a Nigéria, a Birmânia, o Quênia e outros que tais, tropicais e "coloreds" são convenientemente esquecidos.
Por outro lado, a tal de "ética protestante do trabalho" é um palpite de Max Weber que pela repetição se tornou apodíctico. De fato, o protestantismo permitiu a usura, que a Igreja Católica proibia (ao menos formalmente), e isto favoreceu o comércio e a revolução industrial.
No entanto, no século XV, o centro de gravidade civilizacional do Ocidente estava no norte da Itália latina e católica (confira quanto da produção literária de Shakespeare ambienta-se aí); nos séculos XVI e XVII, o epicentro da ciência geográfica, da economia e da exploração do globo deslocou-se para a península ibérica, latina e católica, que construiu o maior império mundial até então; no século XVIII a capital política e cultural do mundo era Paris, na França latina e católica. Só com a derrota de Napoleão, já no século XIX, é que a Inglaterra protestante empalmou o domínio do mundo.
Ao revés, até o início do século XX, os países bálticos e escandinavos, esmagadoramente protestantes, estavam, entre os mais atrasados da Europa, tanto que milhões de dinamarqueses e suecos emigraram para a América do Norte.
Portanto, penso que o descompasso entre o Brasil e, p. ex., a Nova Zelândia deve ter outras causas que a raça, a religião e a cultura, não descartando a pesada influência da natureza tropical.
Creia-me, sou leitor interessado de seus artigos e apenas comentei para corrigir um dado factual, sem intenção de desqualificar o seu esforço intelectual. Se passei essa impressão foi inadvertidamente e desculpo-me agora.

Martim Berto Fuchs disse...

Caro Sérgio.
Li seu artigo e suas justificativas para a secessão dos 3 estados do Sul. Lamento informar, mas meu voto , se souber onde votar, será pelo NÃO.
1.Por mais que suas ponderações tenham consistência, nenhuma ataca o cerne do problema.
2.A secessão resolveria o problema de caixa dos 3 estados, isto se resolvesse, por curtíssimo tempo, pois o verdadeiro ralo dos recursos não foi contemplado em sua explanação.
3.Mantidas as causas, a secessão não tem nenhum sentido.
4.Prefiro batalhar pelas mudanças que apregôo, para todo Brasil e não apenas para os estados da região Sul.
Entro em mais detalhes no artigo que escrevi à este respeito.
Sds.
Martim.
http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/o-brasil-e-meu-pais.html

Anônimo disse...

Ilustre "anônimo" das 10:11 AM e 4:58 PM:> Não vou discutir História com VªSª, porque já vi que perderia feio.Mas eu nunca afirmei que o Rio Grande seria melhor que qualquer outra parte do Brasil. De fato ,sua política hoje é tão suja que não fica a dever a ninguém. Também o seu povo,politicamente falando,na sua maioria,é tão idiota quanto qualquer outro. O tamanho da idiotia desse povo pode ser percebida pela importância que têm os "marqueteiros",como Duda Mendonça e agora o João Santana, na condução do eleitorado para eleger qualquer porcaria,orientando essas "porcarias" a discursar somente o que o povo quer,não o que ele necessita e precisa ouvir. Por isso a dimensão da consciência política do povo está na mesma medida da importância que passam a ter os marqueteiros,,que vendem o diabo dizendo que ele é Deus. Outro reparo: dizer que os nativos do Brasil foram bem tratados pelos colonizadores portugueses não é verdade. Até hoje os nativos locais são os únicos realmente discriminados,sendo tratados pior que cachorros de rua. Se alguém fizer com um negro a metade do que fazem com os índios,certamente a "casa vai cair". Mais um reparo: o desejo de independência para o SUL não significa qualquer prevenção contra as outras Regiões. Sabidamente,o "Brasil não deu certo"nos seus 516 anos de história (épocas da Colônia,Império e República). Seria admissível a exigência de "tentar" por mais 516 anos ? Por isso a ideia da autodeterminação deveria se espalhar também por outras regiões que quisessem prosperar por suas próprias forças. Aqui mesmo no "Alerta" escrevi à respeito: "A Maldição da Hidra de Lerna Reencarnou no Brasil". Também existe farta literatura no site do "Movimento o Sul é o Meu País",que desmancham as versões maldosas que andam por aí sobre as reais fundamentos dessa discussão. Contudo,obrigado pelo enriquecimento da discussão.Sérgio A.Oliveira.

Martim Berto Fuchs disse...

Anonimo das 4:58

“...Espanhóis e portugueses (e também franceses) na América, desde o início, buscaram integrar as populações nativas, reconhecendo-as como livres e com os mesmos direitos que os europeus...”

Esta foi um pouco pesada. Vai ver que o Francisco Pizarro e o Hérnan Cortéz faziam cafuné e brincavam de roda com os indígenas.

Anônimo disse...

Retorno agora ao comentário do Martim Berto Fuchs,a quem tanto admiro ,e com quem mantenho em comum a mesma luta de uma reformulação radical no Brasil, p/ que seja aplicado nele o "capitalismo-social",ou "social-capitalismo",como prefiro. Também luto com todo o fervor por todos os povos que estão presentemente ligados ao Brasil,e enxergo que os grandes males que assolam esse país provém de uma "união" fracassada. Mas tenho o direito de perder a paciência e não mais acreditar que um dia esse país poderá dar certo,depois de 516 anos de tentativas frustradas. Com autodeterminação das regiões que pudessem e quisessem,poderia haver uma união entre os povos do Brasil mais intensa do que é hoje. A "separação" seria só política e jurídica,jamais econômica e social,onde a "desunião"(guerra tributária,etc.,) de hoje passaria a ser a verdadeira "união" de amanhã,em virtude da sua consensualidade,e nunca imposta pelas
"correntes" que ligam todos entre si e todos à Brasília. Posso assegurar ao Martim que a primeira medida a ser aplicada num eventual SUL INDEPENDENTE,se dependesse de mim,seria aplicar nele o "Social-Capitalismo",já que as suas chances no Brasil são remotíssimas.Sérgio A.Oliveira.

Loumari disse...


Anônimo de 4:58 PM
Teu comentário é do MAIS EXCELENTE.
Que o Senhor te dê mais luz para que sigas vendo as coisas do mundo através dos olhos de Deus.
Eu sei que já estás na ascensão recta. Não despegues.

Loumari disse...

Sérgio, se se separar um braço do resto do corpo, este braço ainda pode existir dele mesmo independentemente do resto do corpo?
Brasil é indivisível. Não crie problema aí onde não existe.
Para dividir o Brasil há que convocar todos brasileiros para um Référendum, onde o NÃO vai ser esmagador.
E se recorrerem ao conselho das Nações Unidas, Portugal vai depositar um VETO.
Assim que, use do seu precioso tempo consagrando-se a coisas mais úteis a nação do que procurar semear a Cizânia entre os brasileiros.

Loumari disse...

Os Grandes Navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.
(Epicuro)


Os dias prósperos não vêm por acaso; nascem de muita fatiga e persistência.
(Henry Ford)

Anônimo disse...

Loumari: Se me indicares um só país no mundo,dos 196 existentes,que tenha alcançado a sua independência sem que o seu país-"mãe" tentasse impedir ,invocando algum dispositivo constitucional qualquer ,como fazem no Brasil,lhe prometo que mudarei minha atitude em relação a esse problema.Nem importa que a tal cláusula constitucional seja o que chamam de "pétrea". Quando bater o relógio da história,nenhuma petrificação vai resistir.Se todas as pessoas pensassem como VªSª,o mundo ainda estaria na Idade da Pedra. Seu exemplo da separação do braço do corpo pode ser desmanchado em vista do fenômeno da cissiparidade biológica,onde a célula se divide para não morrer,argumento este inteligentemente usado pelo paraibano Alyrio Wanderlei ,no livro "Bases do Separatismo",de 1935. Ademais,Loumari,essa exigência de ouvir todo um país para decidir sobre a independência de uma das suas partes,e não só a parte a quem interessa diretamente,é uma sujeira inventada pelo STF quando do plebiscito das 2 regiões lá no Pará,que queriam tornar-se Estados-Membros (Tocantins e Carajás (?)). Já acusei o Supremo de mudar a sua orientação até então com vistas a "melar" a independência do Sul,que já estava em andamento.Respeitosamente.Sérgio A.Oliveira.

Loumari disse...

Sérgio, mon enfant, apesar de todos teus argumentos convincentes, e também entendo as tuas necessidades de te desfazeres e de te apartares dos corruptos que corroem o Brasil todo. Mas te repito: Brasil é indivisível. E é definitivo.
Se há um combate no qual eu te apoiaria, seria que lutasses para uma sociedade mais Federativa, e tornarem-se uma região Autónoma na gestão dos seus recursos.
Agora esta história de independência da região para se construírem um país dentro de um outro país, c'est vraiment absurde et la question ne se pose même pas. Brasil é Brasil e é para todos.
E não me venham com este esquema que é exactamente o esquema de predilecção do PT, dividir para melhor reinar. Je refuse une tel aberration.
Na adversidade se deve lutar para a união da nação e unidade do povo. O câncer deve ser amputado mas o corpo permanece.
La question est close. Ou nos salvamos todos juntos, ou, morremos todos juntos.

Anônimo disse...

Loumari: Obrigado por oportunizares essa discussão. Mas não procede que a proposta de divisão do Brasil teria qualquer apoio do PT. A direita,também "burra", não quer. Mas é vencida pela esquerda,que não só também não quer,como radicaliza nessa posição. Como permitiria o PT a independência das regiões mais ricas,pelos esforços dos seus povos,assim acabando a "mamata" das regiões mais pobres,que vivem às custas das mais ricas,e onde se concentra o "grosso" do eleitorado do PT,decisivo nas eleições ? Como podes imaginar que logo o PT apoiaria essa iniciativa ? Na verdade essa gente é "patriota" meramente para suas próprias conveniências. Num país grande é muito mais fácil roubar porque os políticos ficam bem longe do alcance das bofetadas que o povo desejaria dar na cara dos corruptos. Portanto,uma "coisa" como o Brasil sempre será um terreno fértil para a roubalheira. Um detalhe que não pode ser esquecido é que a "indivisibilidade" do Brasil foi pensada e escrita na constituição pelos canalhas que sempre mandaram no Brasil,que é só"deles".Já saímos da "vitrine",mas discutir com Vossa Excelência sempre será um privilégio.Sérgio.

Anônimo disse...

Loumari: Obrigado por oportunizares essa discussão. Mas não procede que a proposta de divisão do Brasil teria qualquer apoio do PT. A direita,também "burra", não quer. Mas é vencida pela esquerda,que não só também não quer,como radicaliza nessa posição. Como permitiria o PT a independência das regiões mais ricas,pelos esforços dos seus povos,assim acabando a "mamata" das regiões mais pobres,que vivem às custas das mais ricas,e onde se concentra o "grosso" do eleitorado do PT,decisivo nas eleições ? Como podes imaginar que logo o PT apoiaria essa iniciativa ? Na verdade essa gente é "patriota" meramente para suas próprias conveniências. Num país grande é muito mais fácil roubar porque os políticos ficam bem longe do alcance das bofetadas que o povo desejaria dar na cara dos corruptos. Portanto,uma "coisa" como o Brasil sempre será um terreno fértil para a roubalheira. Um detalhe que não pode ser esquecido é que a "indivisibilidade" do Brasil foi pensada e escrita na constituição pelos canalhas que sempre mandaram no Brasil,que é só"deles".Já saímos da "vitrine",mas discutir com Vossa Excelência sempre será um privilégio.Sérgio.

Anônimo disse...

Amigo, o Sul é meu país é um movimento válido e honesto. Creio fortemente na autodeterminação dos povos e dos meus irmãos so Sul; porém ao meu ver , não resolveria os problemas que temos. O nosso mal é a corrupção de um modo geral. As políticas pró corrupção, facilitação, e a falta de transparência e honestidade institucional, educacional e moral é um mal que é cultivado no nosso amado país há anos. Porém este não é um problema fácil de lidar, muitos dos países mais ricos do mundo também já o foram pobres e corruptos; A suécia, uma das menos corruptas do mundo, jà foi o país mais corrupto da Europa. Precisamos de alguém que faça nossos trilhos e traga a grandeza do nosso querido BRASIL! Pois há muito tempo, a República -ilustrada pelos americanos e copiada por nós-, matou nosso país, e os EUA enterraram com ela!
O erro é achar que os países pobres da América Latina e qualquer outro lugar, não tem influências externas. Os EUA fizeram um Império nas Américas e financiou o ócio e as ditaduras nas repúblicas das bananas, nosso país crescerá porque hoje o mundo não é mais tão cheio de listras vermelhas e azuis.

Robson Prestes disse...

De todas as teorias pra explicar nosso atraso moral e cultural, a que mais faz sentido tema ver com a colonização, de fato os paises que foram colonizados pelos britânicos e tiveram sua população local eliminada como nos Eua, Canadá e Australia, hj são nações desenvolvidas, infelizmente não dá pra voltar no tempo e desviar a frota de cabral, nem tampouco fazer uma limpesa étnica eliminando tds os descendentes de portugueses,indígenas e africanos pois isso além de ser um ato criminoso seria impossível, 95% de nossa população descende desses 3 grupos. Agora vejo nações com as nórdicas cujos povos no passado eram bárbaros e crueis, os vikings que espalharam terror e destruição na europa medieval, e que hj são referencia em civilismo e honestidade, se eles evoluiram como pessoas, acredito que podemos evoluir, transmitindo bons costumes a nossos filhos e a nosssos semelhantes, devemos renunciar ao jeitinho brasileiro, de sempre querer privilégios que o outro não tem, de dar carteirada, de furar fila, de não respeitar o sinal vermelho, de roubar canetas, de dizer que feio é roubar e não poder carregar, quando enfim mudarmos nosssa concepçãode valores, então começaram a surgir políticos de verdade...