terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

PC no Poder


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Derrubado o regime burguês, o COMUNISMO, qualquer que seja a denominação que adote o “Partido da Classe Operária”, de imediato, caminhará em direção à ditadura do proletariado, pois se não o fizesse não estaria defendendo e implantando o COMUNISMO.

Para lograr seu objetivo passará por algumas etapas intermediárias, as mínimas absolutamente necessárias, com a finalidade de adormecer a resistência cívica e evitar qualquer intento eficaz de contra-revolução ou retrocesso por parte do povo esclarecido.

Durante essas etapas intermediárias o novo governo envolverá seus atos em todas as aparências de legalidade democrática, visando a não desafiar o tradicional respeito das Forças Armadas ao regime constitucional, e também não entrar em conflito, antes do tempo, com o Poder Judiciário, ainda burguês (isso é o que o povo esclarecido vislumbra atualmente).   

Cada um dos atos do “novo” governo, porém, sob o aspecto da legalidade, conterá uma dinâmica interna poderosa em direção ao objetivo visado.
O “novo” regime mostrar-se-á, no início, muito respeitoso para com a Igreja, o Judiciário e as FF AA. Exibirá um espírito aberto e conciliador, a fim de manter um clima pacífico.


Entretanto, já terá iniciado, sem perda de tempo, a meticulosa tarefa de desmontar sistematicamente a máquina de democracia burguesa –especialmente no Congresso Nacional, - hoje chefiado por parlamentares investigados pela Operação Lava-Jato -, de ir minando a liberdade econômica e ir debilitando a resistência da empresa privada e das FF AA, como, aliás, se pode observar atualmente, o que não é segredo para ninguém...

A transformação irá sendo realizada por um método comparável ao de uma transfusão de sangue. Os vasos sanguíneos do país continuarão sendo os mesmos, porém o fluído vital que anima todo o corpo irá sendo transformado progressivamente.

Assim, o país, ao despertar em cada manhã, ao olhar-se no espelho, verificará que nada mudou em sua fisionomia. “Sou o mesmo de ontem e de sempre”, pensará despreocupadamente. Entretanto, isso não é verdade, pois sob a pele, no interior de sua superestrutura formal, já se estará operando uma profunda metamorfose em sua vontade e em sua psicologia de corpo social.

Uma nova substância, habilmente preparada, estará lavando e irrigando, a cada instante, o cérebro nacional. Pouco a pouco suas reações irão passando por uma transformação. Hoje em um aspecto, amanhã em outro. Primeiro nas questões mais simples e inocentes, depois em assuntos mais importantes. Sempre, no entanto, ganhando espaços e conquistando posições.

Modos de pensar e de reagir, tradicionalmente arraigados, que sempre foram considerados sãos e corretos por toda a coletividade, irão se debilitando. O mecanismo dos valores morais experimentará mudanças estranhas e irá transformando as hierarquias éticas e estéticas. Também serão produzidas alterações na lista de prioridades e das ações individuais e coletivas, até então aceitas por consenso. No delicado e sutil mecanismo do cérebro pessoal e do pensar comum, o novo sangue ocasionará sucessivas tomadas de consciência com relação às realidades objetivas.

Enfoques distintos dos que até então eram considerados imutáveis, a princípio com pequenas alterações e diferenças de matiz, porém progressivamente divorciados da “consciência burguesa”, não causarão estupor à classe média, historicamente despreocupada, despolitizada e distante.

É assim que as coisas irão sucedendo nas esferas do governo e da administração pública. As novas medidas “democráticas” parecerão aceitáveis e sempre os analistas nelas encontrarão pontos de vista defensáveis, ângulos razoáveis, circunstâncias atenuantes e aspectos positivos.


Aqueles que insistirem na aplicação das antigas leis, ainda vigentes, a antiga consciência, serão tachados de direitistas, fascistas, reacionários e infensos à democracia.

Terão cada vez maior envergadura as coisas inauditas que o organismo coletivo passará a aceitar. Até que um dia, a juízo da junta de psiquiatras do marxismo, o paciente nacional será dado como pronto para a intervenção. Seu cérebro estará completamente lavado e abatidas suas resistências. Chega, então, a despeito da resistência de um pequeno núcleo, que poderá ser vencido mas não convencido, no qual se encontra o autor deste artigo, o momento da ditadura do proletariado, a hora da mudança revolucionária das estruturas, da eliminação das demais classes, da expropriação das propriedades e, enfim, da construção do socialismo.


Algumas poucas pessoas ficarão assustadas, mas a maioria julgará esta narrativa apenas uma especulativa obra de ficção política.

Aqueles que assim julgarem deverão recordar a mutação sofrida pela revolução cubana, o que aconteceu na Nicarágua nos anos 70, e analisar com frieza os instrumentos que nosso país oferece aos terroristas dos anos 60 e 70, muitos hoje no Poder – e até na Presidência da República -, tendo presente que o conceito de uma correlação de forças favorável aos comunistas, para eles é sinônimo de maioria, pois o que lhes importa é a maioria ativa - como vemos em determinadas organizações sociais que, a troco de pão com mortadela, enchem as ruas das cidades em dias e horários pré-determinados -, conceito que consideram mais rico e complexo.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Um comentário:

Antonio Carlos Sencio Paes disse...

A metodologia, pedagogia é para a maioria que da sustentabilidade ao governo "democrático" com ensinamento nas bases que são as mais desprovidas de conhecimento e de crítica aos desvios diários.
Saímos de um processo autoritário desgastado para a esperansa democrática enquanto Ulisses estava sendo o seu sustentáculo.
Por maior "ignorância" sobre um assunto o povo vai aderir a um outro desde que tenha ao menos noções básicas de melhoria de vida no seu dia a dia.
A "democracia" nasceu no Brasil como uma tentativa, por não dizer única, de melhoria pós confronto dos intelectuais entre comunismo x autoritarismo.
Seu conceito está mesclado para o povo como o capitalismo, banqueiros, dependência governamental. Optar para o que não conhece será difícil, quse impossível. O que fizemos para que a massa entendesse o que é DEMOCRACIA. Os partidos é que incorporam este conceito em beneficio próprio em nome de representante do povo dizendo a este mesmo povo que é isto a democracia...Nas escolas, nos meios de comunicação falada, escrita, televisionada, nas comunidades de base, nos bairros, nos lares ..mostra ao povo o que é democracia no sentido real, na sua essencia? Respeito ao próximo, ética, exigir e cobrar dos governantes e políticos, respeito no trânsito, respeito aos professores e autoridades...nada se faz e assim que tomar estas iniciativas com doutrinas ocultas vencerá.