terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Tudo é efêmero


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A principal utilidade do estudo da História é a constatação de que tudo é efêmero.

Ao saber como era a vida na cidade de São Paulo, vemos a ascensão e declínio de edifícios, lojas e lugares.

Em 1960 a cidade era civilizada. Homens, mulheres e crianças maiores de dez anos, nela podiam circular sem medo.

O “centro velho” ainda era o local dos bancos. Os mais importantes ficavam na Rua XV de Novembro e os mais novos, na Rua Boa Vista.

O edificio mais espetacular era o do Banco Comercial do Estado de São Paulo. No passado tinha sido de um banco inglês. Tinha entrada por ambas as ruas.

Em frente, esquina com a Rua do Comércio, foi construido o Banco do Commercio e Industria de São Paulo. Da mesma época, não conheço nada melhor. Igual só em Londres, talvez em Chicago que nunca visitei. O “hall' tinha a altura de vários andares. Idiotas chucros, mais tarde, taparam aquela obra prima de arquitetura para ganhar área de escritórios.

O Bank of London & South America, há mais de cem anos no Brasil, construiu um magnífico edifício na esquina da mesma rua XV e rua da Quitanda. Após mudar o nome para Lloyds' Bank, anos depois abandonou as operações no país e o prédio ficou desocupado.

Os dois primeiros bancos citados não existem mais. O último só sobrevive graças o apoio do governo inglês.

Como o poderoso cai... Tudo é efêmero...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

Conheço Londres porque vivi na Inglaterra por um tempo, mas posso dizer que é longe de ser uma cidade que fascina. Aos meus olhos claro. Tudo é apertado e muita agitação. Paris é cidade muito bonita, mas sofre de grande poluição atmosférica.
Conheço também as cidades de Tóquio, Seul, Hong-Kong, menciono as mais influentes; Mas a minha cidade preferida era São Paulo. Sempre que queria escapar-me de tudo, tomava o voo para São Paulo, e desfrutava daquela belíssima cidade. São Paulo é a cidade que foi muito bem arquitectada. Tem largos espaços, belos espaços verdes, belíssimas igrejas católicas, e eu gostava muito de passear pelas noites depois do jantar. E pelas ruas se cruzava com a polícia de patrulha que amavelmente nos saudavam. E se calhava ter dores de cabeça pela noite, sempre havia uma farmácia aberta.
E em 2009 eu tinha passado um ano súper stressante em Serra Leoa, então, disse para meu filho: Vamos passar alguns dias em São Paulo. E partimos para São Paulo. O que constatei, foi muito alarmante. A crise já era visível, e grave. Vi muitas concessionarias fechadas, nas boutiques de moda, a sua colecção já era muito reduzida, e via aqueles meus amigos policias já muito agitados, e quando caminhavam tinham a mão posta na pistola como listo a detonar; vi muitas crianças nas ruas mendigando, e o mais chocante foi constatar que alguns não tinham nem sequer 5 anos de idade. Eram pequenos demais para serem abandonados.
E vi um número impressionante de adultos sem abrigo dormindo pelas ruas. A deterioração da cidade já era notável. E o comportamento das pessoas já era cada vez mais indecente, como gentes que se tinham desfeitos de tudo o que fazia a sua integridade e decência, e se vestiu do individuo banal, indecente, que já tinha por regra a transgressão de normas, violador de leis em vigor, e o ambiente daquela gente já se tornava não frequentável.
Senti profunda tristeza constatando aquilo da gente que era normal, higiénica, com certa norma de civilidade que era apreciável aos olhos dos que lhes observavam. Já era outro tipo de gente. Levianos, vulgares e sobretudo, muito VIOLENTOS.
Doeu-me muito ver esta nova gente que cuja imagem não correspondia a São Paulo. Parti de São Paulo com muita pena na alma e decidi não voltar mais para aquela cidade porque preferi conservar na minha mente imagens daquela cidade bela como a conheci. Vi uma vez aqui no Alerta Total uma foto de edifício de São Paulo; quando eu vi aquela imagem me interroguei: este prédio é mesmo de S. Paulo? Ou é isto um prédio em Kabul (Afeganistão)?

Culpam os governantes de todos os males do país, mas não foram os governantes que ordenaram ao povo para eles extinguir o Espírito Santo, e no lugar da alma desenvolver a serpente!
O povo de sua livre escolha escolheu se desfazer do Deus nele e desenvolver o Diabo. E o responsável disto não é nem Dilma, sem Lula. Sois vós mesmos. ESTE POVO É MAU. MAS MUITO MAU MESMO. Basta observar o número de homicidas? De assaltos a mão armada? De roubos? De vítimas de violações sexuais? De crianças abandonadas pelas ruas?
Nenhum governante no Brasil exortou a população a adoptar esta atitude e estes comportamentos infames. OU SIM???
O Brasil não tem alternativa porque é a sociedade na sua generalidade que está enferma. Estes todos que ocupam postos de governantes, antes de eles serem governantes eram parte deste mesmo povo. Podem destituir todos os vossos governantes actuais e colocar outros todos novos, o resultado vai ser exactamente igual. A PODRIDÃO É GENERALIZADA. A PODRIDÃO VEM DA RAIZ. UMA ARVORE COM RAÍZES PODRES SÓ PODE DAR FRUTOS PODRES.

Anônimo disse...

Concordo com a comentarista Loumari: O Brasil é um caso perdido! Mas não acho que TODO o povo seja assim! Ocorre que basta uma maçã podre no cesto e ela contamina dezenas de outras! Solução? Só com o nascimento de uma nova geração, ou seja, um milagre!!!!!