segunda-feira, 14 de março de 2016

Em depoimento tenso, irado e confuso na Lava Jato, Lula se lançou candidato a Presidente em 2018

  
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A única chance de Luiz Inácio Lula da Silva escapar, momentaneamente, do juiz Sérgio Moro, na operação Alethéia da Lava Jato, é se tornar Ministro de Dilma Rousseff o mais depressa que puder. A Secretaria de Governo (uma Presidência paralela?) está à disposição dele. A transferência do processo do caso do Triplex e do Sítio, de São Paulo para Curitiba, causou o cagaço máximo capaz de convencer Lula ao ato politicamente suicida de se tornar subordinado de mentirinha da Dilma, em troca de um vexatório foro privilegiado de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal - escapando do temido e popular Moro, o "Homem de Gelo", maior herói nas gigantescas manifestações históricas de 13 de março de 2016.

Nomear Lula é um suicídio político. O ato burro de desespero pode acelerar o processo de impeachment da Dilma. O réu na Lava Jato e ainda Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, adverte que o impedimento da Presidente pode ser votado em até 30 dias. A tramitação pode chegar a 45 dias, dependendo do quórum de pelo menos 51 deputados para abrir uma das sessões previstas para o caso. Dilma teria 10 dias para a defesa. Outros cinco seriam de votação na comissão de 65 membros que vai admitir o impeachment, até a votação final em plenário. Se o PMDB confirmar o rompimento com o desgoverno, tudo tende a ser ultrarápido...  

A situação de Lula também fica complicadíssima com a leitura da transcrição, em 109 páginas, das declarações colhidas nos autos nº 5006617­26.2016.404.7000, em 04 de março de 2016, das 8h às 11h 35min, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A reprodução do depoimento de Lula - colhido fonograficamente e digitado pelas técnicas judiciárias Ivanice Grosskopf e Gisele Becke - revela trechos nos quais o ex-Presidente demonstra ira, tensão arrogância e o costumeiro desconhecimento sobre fatos que acontecem em volta dele. Ao final, Lula faz um discurso anunciando sua candidatura presidencial em 2018 e desafia, em tom de ironia: "Está ótimo. Eu espero que quando terminar isso aqui alguém peça desculpas. Alguém fale: Desculpa, pelo amor de Deus, foi um engano”.

O Alerta Total selecionou algumas das mais importantes declarações de Lula em seu depoimento à Polícia Federal na histórica condução coercitiva de 4 de março. A página correspondente no depoimento oficial é assinalada entre parêntesis. Prepare o estômago e a paciência. Dá até para dar uma boas risadas com as ironias do líder $talinácio...

Corrupção

Uma das coisas que fomentou a corrupção no Brasil ao longo do tempo é que o Ministério Público, o poder público fingia que contratava obra, fingia que pagava, a empresa fingia que fazia, ficava tudo como antes. Antes de eu chegar à presidência, o servidor público fingia que trabalhava, o governo fingia que pagava, o Brasil se fodia, então, desculpe a palavra horrível, então nós resolvemos moralizar tudo isso, eu adotei como política o seguinte, é o seguinte, primeiro pagar em dia, eu só tenho credibilidade com as pessoas se eu pagar em dia, se eu fingir que pago e a pessoa finge que recebe alguém vai enganar alguém, então eu optei pela seriedade e isso vale para o instituto. (Página 33)

De saco cheio

Um cidadão que é membro do Ministério Público, que fica a serviço da Globo, do Jornal Globo, da Revista Veja, fazendo insinuações e eu tenho que responder? Ele que diga, ele que prove, no dia que ele provar que o apartamento é meu alguém vai me dar o apartamento, ou o Ministério Público vai me comprar o apartamento ou a Globo me compra o apartamento, ou a Veja me compra o apartamento, ou sei lá quem vai me comprar o apartamento, o que não é possível é que a gente trabalhe tanto para criar uma instituição forte nesse país e dentro dessas instituições pessoas que não merecem estar nessa instituição estejam a serviço de degradar a imagem de pessoas, não sou eu que tenho que provar que o apartamento é meu, ele é que vai ter que provar que é meu, ele vai ter, eu espero que ele tenha dinheiro para depois pagar e me dar o apartamento, eu já estou de saco cheio disso, essa é a verdade, estão gravando aqui para ficar registrado. Eu estou de saco cheio de ficar respondendo bobagens. (Página 35)

O Palestrante

Eu tenho que falar uma coisa, eu preciso explicar uma coisa porque se não explicar é difícil vocês entenderem, quando eu deixei a presidência da república no dia 31 de janeiro, no dia 1º de janeiro de 2002, eu era o Presidente da República considerado o melhor Presidente da República do início do século XXI, pois bem, quando eu deixei a presidência todas as empresas de palestras, que organizam palestras de Bill Clinton, Bill Gates, Kofi Annan, Felipe Gonzales, Gordon Brown, todas as empresas mandaram e­mail, mandaram telegrama, mandaram convite, telefonaram, que queriam me agenciar para fazer palestra, nós então fizemos um critério de não aceitar nenhuma empresa para me agenciar, primeiro por cuidado político, que a gente não sabia quem eram, e segundo porque a gente queria fazer palestras selecionadas, ou seja, que a gente pudesse falar do Brasil, eu posso até mandar para vocês alguns discursos que eu faço, ou seja, a gente fazia discurso primeiro mostrando o que aconteceu no Brasil em 8 anos, que era o que todo mundo queria, e depois a gente dizia qual era o futuro do Brasil, o que o Brasil tinha de perspectiva para a frente, e decidimos, decidimos cobrar um valor, todas as minhas palestras custam exatamente 200 mil dólares, nem mais e nem menos. (Pagina 36)

Quem toma decisões

Delegado da Polícia Federal:­ Quem “decidimos”?

Declarante:­ Hein?

Delegado da Polícia Federal:­ Quem “decidimos”?

Declarante:­ Nós decidimos, nós...

Delegado da Polícia Federal:­ “Nós”?

Declarante:­ Eu, eu decidi, eu decidi. Nós pegamos um valor do Bill Clinton e falamos o seguinte “Nós fizemos mais do que ele, então nós merecemos pelo menos igual”, e aí passamos a viajar, eu viajei muito em 2011, até porque eu queria sair do Brasil para não ficar atrapalhando a presidente que tinha tomado posse, não sei se você sabem que um ex-­presidente deixa o cargo ficando no mesmo espaço, depois de 2011, em outubro eu peguei um câncer, aí fiquei paralisado quase em 2012, em 2013 fiz palestras, em 2014 eu parei em março de fazer palestras por causa das eleições, em 2015 eu quase não fiz palestras porque eu queria que primeiro a presidenta apresentasse os grandes programas de futuro para o Brasil, porque quando você vai fazer palestras você tem que vender o teu país, você tem que mostrar o que vai acontecer nesse país, você tem que atrair investidores, você tem que mostrar que você é melhor do que o México, você tem que mostrar que você é melhor do que o Canadá, você tem que mostrar que você é melhor que a China, então quando eu viajava, até 2013, o Brasil estava construindo as três maiores hidrelétricas do mundo, o Brasil estava construindo 6 mil quilômetros de ferrovia, 10 mil quilômetros de rodovia, 20 mil quilômetros de linha de transmissão, tinha os estádios todos da copa do mundo, tinha as olimpíadas, então o Brasil tinha um portfólio de coisas que eu, se fosse a Dilma, eu viajava todo mês para fora para vender as coisas do Brasil, porque ela não viaja? O Peru viaja, a China viaja, a Rússia viaja, o México viaja, a Nova Zelândia, todo mundo viaja vendendo o seu país, mostrando o que é, e eu fazia isso com muito orgulho, fazia com muito orgulho; eu, se tivesse disposição, em 2011 eu teria feito acho que uma palestra por dia, ou até duas por dia se eu quisesse, eu tive proposta de fazer palestra de 500 mil dólares na Coreia e eu não fui.

Delegado da Polícia Federal:­ Do norte ou do sul?

Declarante:­ Não fui. Então, querido, é por isso que eu fui fazer palestras, porque foi a forma mais decente e a mais digna, recebi proposta para ser conselheiro do Banco de Desenvolvimento da China não aceitei, recebi convite para ser conselheiro de empresas multinacionais que trabalham no Brasil não aceitei, porque eu não quero ser consultor e não sou conferencista, eu sou um contador de caso, de uma história de governança bem resolvida.

Contador de Histórias

Delegado da Polícia Federal:­ Quanto tempo o senhor leva para contar essa história?

Declarante:­ Ah, depende, depende, quando eu estou, como diria, tem hora que me baixa o espírito do Chaves e do Fidel eu falo uma hora e meia, às vezes eu falo uma hora, falo uma hora e quarenta, uma hora e cinquenta.

Delegado da Polícia Federal:­ Mas se fosse o espírito dele seria 6, 12 horas, por aí.

Declarante:­ É porque, sabe o que acontece, tem muita coisa para contar, se a gente não explicar, se a gente não explicar para as pessoas o que aconteceu nesse país, se a gente não explicar o que aconteceu com o sistema financeiro, o que aconteceu com as empreiteiras, o que aconteceu com a indústria automobilística, o que aconteceu com o pequeno agricultor, no teu estado você conhece muito e sabe o que aconteceu, se a gente não contar para as pessoas o que aconteceu nesse país as pessoas não sabem, se as pessoas ficarem vendo a Globo, lendo a Veja, as pessoas só vão ver merda nesse país, então eu tenho orgulho de poder viajar o mundo mostrando o que é esse país, tenho orgulho, orgulho, orgulho! Por isso que em todas as minhas viagens como Presidente da República eu fazia questão de fazer debates de empresários brasileiros com empresários de outros países que eu visitava, Índia, China, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Angola, Argentina, Peru, Equador, aonde eu fosse eu fazia questão de levar empresário, por quê? Porque nós, presidentes, assinamos protocolos de intenções, depois da burocracia vai trabalhar, um acordo que eu fizer com a CIA Americana para trabalhar em convênio com a Polícia Federal brasileira eu assino um protocolo, mas se a Polícia Federal não estiver envolvida participando daquele protocolo vai ficar 8 anos lá, que aquilo vai de gaveta em gaveta; com empresário a mesma coisa, por que eu levava empresário? Porque eu assino protocolo, quem tem interesse de ganhar, comprar e vender são os empresários, então eu fazia questão de colocá-­los à mesa, terminou a assinatura de protocolo, terminou então, você tem um grande empresário do Rio Grande do Sul, que era o Tigre, que era presidente da Federação da Indústria Metalúrgica, que viajava muito comigo, e viajava pra vender máquinas agrícolas gaúchas para o mundo saber que no estado do Rio Grande do Sul a gente produzia máquinas agrícolas da mais alta modernidade, então... (Páginas 37 e 38)

Culpa da Imprensa e do MP

Um desavisado que não tinha o que fazer, atendendo uma mentira da revista Época, atendendo uma mentira da revista Época que nós desmentimos, e nós fizemos uma representação contra o cidadão do Ministério Público no Conselho Nacional do Ministério Público, acho que uma ou duas nós fizemos, porque ele mentiu, eu quero aqui dizer que ele mentiu, não agiu com a decência da corporação, não agiu com a decência da corporação, porque se tem um cidadão que trabalhou nesse país para que as corporações fossem fortes, para que o Ministério Público fosse cada vez mais independente e mais forte, por isso eu tomei a atitude de indicar o primeiro da lista, eu fui o primeiro presidente a tomar atitude e indicar o primeiro da lista, todos eles que eu indiquei, todos, desde o Cláudio Fonteles ao Antônio Fernandes, ao Gurgel foi o primeiro da lista, e a Dilma seguiu, a lei pode mandar escolher qualquer um e eu escolhi o primeiro da lista por respeito à categoria. A mesma coisa é na Polícia Federal, e porque eu faço isso, porque eu acho que esse estado só será democrático quando tiver instituições fortes, e instituições fortes pressupõem pessoas sérias, não pode ter moleque, não pode ter moleque, tem que ter gente séria. Antes de eu levar o nome de alguém à dúvida, eu tenho que ter prova, uma instituição séria não pode estar a serviço do, como é que eu vejo hoje, como é que eu vejo hoje, qualquer coisinha vaza, qualquer coisinha, faz 7 anos que esse Brasil vive assim, na quinta­feira alguém da operação Lava Jato vaza uma matéria para a Folha de São Paulo, vaza uma matéria para O Estadão, vaza uma matéria para a Veja, vaza para a Época, aí trabalhar sábado e domingo, eu estou de saco cheio disso. (Páginas 38 e 39)

Gente que não vale o que come

Mas, a maioria, deixa eu te contar, eu fiz depoimento, eu conheci delegados extraordinários na Polícia Federal, extraordinários, mas também tem gente que não presta. Delegado da Polícia Federal:­ Em todos os lugares. No Ministério Público tem gente extraordinária, mas tem gente que não vale o que come, e muitas vezes essas pessoas extrapolam. Você sabe o que eu tenho medo, é que as pessoas não se preocupem em enxovalhar o nome das pessoas, depois que você, porque hoje as pessoas são condenadas pelas manchetes dos jornais, primeira você detecta o criminoso, aí você vai procurar o crime que ele cometeu, é assim que está a coisa aqui.

Como guardar um frango no cofre

Não, a viagem deles é paga, eles vão de avião de carreira antes, e a viagem deles é paga pelo esquema da presidência, no meu tempo era bem pouquinho, devia ser uns cem reais, ou seja, querido, eu vou lhe contar uma coisa, eu quando vejo denúncia de corrupção, eu vejo e acho que tem muita, eu devo lhe contar uma história, deputado Paulo, a primeira viagem que eu fiz para a ONU, 23 de setembro de 2003, os companheiros que levam a bagagem, alguns companheiros de segurança levaram, eu vou até, porque está filmando aqui, eu vou falar que tive utilidade um dia na vida, levaram frango com farinha, chegaram no hotel, aqui no hotel que todo mundo acha que é chic, o Waldorf Astoria, não tem?

Delegado da Polícia Federal:­ Sim.

Declarante:­ Eles imaginaram que o cofre era o micro­ondas e colocaram o frango lá dentro, e não conseguiram abrir o cofre, acho que o frango deve estar lá até hoje ou o cara do hotel encontrou o frango. O pessoal comia, o pessoal da presidência comia coisa que levava, às vezes cozinhava no quarto, porque a diária não dava para pagar nada. (Página 49)

Relação com empresários

Não, ele participava porque o José Carlos Bumlai participava dos eventos do, do... Eu fazia... Delegado, tudo isso eu já falei e vou repetir outra vez, nunca antes da história do Brasil, um Presidente da República fez tanto debate com empresário dentro do palácio do planalto como eu, nunca. Não só debate com empresário, mas debate com favelado, debate com sem teto, debate com prostituta, com LGBT, até cachorro, cão­guia, eu fiz reunião lá dentro, pra falar com os donos, não com os cachorros. Ora, e o José Carlos Bumlai participava de muitas dessas atividades, como participava a Gerdau, como participavam outros empresários. Então, ou seja, ele deve ter ido lá muitas vezes participar de debates, participar do Conselhão, participar de anúncio de coisa. Não sei se você sabe, que toda vez que a gente anuncia um evento qualquer, tem uma plenária, e nessa plenária tem sindicalistas, tem empresários, tem banqueiros, tem todo mundo da sociedade que é convidado pra ir pra lá. (Página 60)

A quem pertence o sítio?

Delegado da Polícia Federal:­ É, não é, e eu não posso limitar também a partir do momento que, que... No dia 29 de janeiro, agora, de 2016, nota do Instituto Lula, “Desde que encerrou o segundo mandato do Governo Federal, em 2011, o ex­presidente Lula frequenta em dias de descanso um sítio de propriedade de amigos da família, na cidade de Atibaia, embora pertença à esfera pessoal e privada, este é um fato tornado público pela imprensa já há bastante tempo. A tentativa de associá-­lo a supostos atos ilícitos têm o objetivo mal disfarçado de macular a imagem do ex-­presidente. Assessoria de Imprensa do Instituto Lula”.

Delegado da Polícia Federal:­ A quem pertence esse sítio tratado na nota do Instituto Lula?

Declarante:­ Pertence a Fernando Bittar e pertence a Jonas Suassuna, com registro em cartório em Atibaia, comprado com cheque administrativo, isso já foi publicizado, já foi provado. Eu, na verdade, quero falar pouco do sítio, porque eu não vou falar do que não é meu. Quando vocês entrevistarem os donos do sítio eles falarão pelo sítio. (Página 65)

Sacanagem da Imprensa?

Delegado da Polícia Federal:­ Certo. Em qual frequência o senhor frequenta esse sítio? Declarante:­ Menos do que eu gostaria. Delegado da Polícia Federal:­ E o que... qual a frequencia?

Declarante:­ Não sei, eu não sei, às vezes eu vou duas vezes por mês.

Delegado da Polícia Federal:­ Desde 2011?

Declarante:­ No final de semana. Eu fiquei sabendo desse sítio no dia 15 de janeiro de 2011, passei a frequentar até menos porque eu viajei muito, acabei de falar que eu viajei demais, então comecei a frequentar mais depois, quando eu estava com câncer, e depois passei a frequentar mais em 2013, em 2014, e pretendo continuar visitando se não destruírem o sítio, porque tudo que os companheiros que compraram o sítio fizeram foi tentar garantir que eu tivesse um lugar pra descansar, porque você sabe que eu não tenho. (Página 66)

Delegado da Polícia Federal:­ Foi pensando no senhor, no seu descanso?

Declarante:­ Agora, com a sacanagem da imprensa, eu não tenho nem como ir lá mais, ou seja, que aquilo que era sigiloso, aquilo que era segredo, eu quero saber quem é que vai dar garantia pra minha família. (Página 67)

Promessa solene

Tem coisa de valor que deve estar guardada em banco, tem coisa... Eu já tomei uma decisão, terminada essa porra desse processo, eu vou entregar isso para o Ministério Público, vou levar lá e vou falar “Janot, está aqui, olha, isso aqui te incomodou? Um picareta de Manaus entrou com um processo pra você investigar as coisas que eu ganhei, então você toma conta”. (Página 68)

Vida de ex-Presidente

Você um dia será Presidente da República e você irá ver como é que se comporta quando você chegar. Você vai chegar na tua casa um dia à meia­-noite e de repente você vai perceber que o teu telefone não funciona mais, que a segurança não está mais lá. Não sinta essa sensação. Ou seja, quando você começa a terminar o mandato, tem uma estrutura no governo, tem uma estrutura que cadastra o que recebe e que depois, quando vai chegando perto... porque o outro presidente vai assumiu o palácio, então estava lá, os porões estavam cheios e alguém vai desativando, alguém vai desativando e vai mandando. Quem cuida disso? Tem estrutura no palácio, que tem departamento que cuida disso no palácio. O Paulo Okamotto certamente participou disso, o chefe de gabinete certamente... Eu não sei a estrutura toda, mas é muita gente, é muita gente. (Página 70)

Anão embaixo da mesa da Presidência

Eu fui presidente durante 8 anos, a Dilma já está há 5. Até hoje ela se queixa do vazamento das reuniões que ela faz, termina a reunião tem uma coisinha no jornal. No meu tempo a gente dizia que tinha um anão embaixo da mesa da Presidência da República, porque com a gente lá acontecia, e esses companheiros conseguiram comprar um sítio e ficaram de agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro e janeiro sem vazar essa porra. (Página 75)

Triplex Minha casa, minha vida...

Delegado da Polícia Federal:­ Qual era a intenção da segunda visita?

Declarante:­ Quando eu fui a primeira vez, eu disse ao Léo que o prédio era inadequado porque além de ser pequeno, um triplex de 215 metros é um triplex “Minha Casa, Minha Vida”, era pequeno.

Delegado da Polícia Federal:­ Isso é bom ou é ruim?

Declarante:­ Hein? Delegado da Polícia Federal:­ Isso é bom ou é ruim?

Declarante:­ Era muito pequeno, os quartos, era a escada muito, muito... Eu falei “Léo, é inadequado, para um velho como eu, é inadequado.” O Léo falou “Eu vou tentar pensar um projeto pra cá.” Quando a Marisa voltou lá não tinha sido feito nada ainda. Aí eu falei pra Marisa: “Olhe, vou tomar a decisão de não fazer, eu não quero” Uma das razões é porque eu cheguei à conclusão que seria inútil pra mim um apartamento na praia, eu só poderia frequentar a praia dia de finados, se tivesse chovendo. Então eu tomei a decisão de não ficar com o apartamento. (Página 96)

Metido em complicação

Eu acho que eu estou participando do caso mais complicado da história jurídica do Brasil, porque tenho um apartamento que não é meu, eu não paguei, estou querendo receber o dinheiro que eu paguei, um procurador disse que é meu, a revista Veja diz que é meu, a Folha diz que é meu, a Polícia Federal inventa a história do triplex que foi uma sacanagem homérica, inventa história de triplex, inventa a história de uma off­shore do Panamá que veio pra cá, que tinha vendido o prédio, toda uma história pra tentar me ligar à Lava Jato, toda uma história pra me ligar à Lava Jato, porque foi essa a história do triplex. Ou seja, aí passado alguns dias descobrem que a empresa off­shore, não era dona do triplex, que dizem que é meu, mas era dono do triplex da Globo, era dono do helicóptero da Globo. Aí desaparece o noticiário da empresa de off­shore. A empresária panamenha é solta rapidamente, nem chegou a esquentar o banco da cadeia já foi solta porque não era dona do Solaris que dizem que é do Lula, ela é dona do Solaris que dizem que é do Roberto Marinho, lá em Parati. E desapareceu do noticiário. E eu fico aqui que nem um babaca respondendo coisas de um procurador, sabe, que não deve estar de boa fé, quando pega a revista Veja a pedido de um Deputado do PSDB do Acre e faz uma denúncia. Então eu não posso me conformar. Como cidadão brasileiro, eu não posso me conformar com esse gesto de leviandade. (Página 96)

Pedindo para ser processado?

Se tem alguém que pode me processar é a OAS, ela falava o seguinte: “Eu estou tendo prejuízo com o apartamento, você vai pagar.” Agora, eu quero o apartamento agora, alguém vai me dar, ou o Ministério Público vai me dar, ou a Veja vai me dar, ou a Globo vai me dar, mas eu preciso do apartamento agora e quero saber quem vai pagar essa porra desse apartamento. Eu quero saber. (Página 99)

Quem nomeava na Petrobras?

Delegado da Polícia Federal:­ Como eram realizadas as nomeações de diretores da Petrobras?

Declarante:­ Eu vou repetir o que eu já falei, não apenas o diretor da Petrobras, qualquer diretor ou qualquer pessoa que vai trabalhar no Governo Federal, quando você ganha uma eleição, eu vou explicar, quando você ganha uma eleição, sozinho, são as pessoas do partido majoritário que escolhem. Escolhem o Delegado Geral da Polícia Federal, escolhem o Superintendente se quiser escolher o Superintendente, escolhem o Procurador Geral da República. Tudo isso é o presidente que faz. Quando você trabalha num regime de coalizão, você sai de uma coalizão e você coloca ministros de vários partidos pra governar. Cada ministro e cada líder do partido coalizado, participa da montagem do segundo escalão do governo. Então quem indica os diretores são as pessoas da área do ministério, são as pessoas das lideranças dos partidos que compõem o governo que vão indicando, essas pessoas passam pela Casa Civil, tem uma investigação GSI, pode falar assim? (Página 100)

Carimbo de Filho da puta na testa

GSI, sabe? E se a pessoa não tiver prontuário, se a pessoa não tiver capivara, cada pessoa indica. Eu já fui perguntado, já me perguntaram de Paulo Roberto, já me perguntaram do Duque, já me perguntaram... Essas pessoas são funcionários de 30 anos da Petrobras. São pessoas de carreira, que nunca a Polícia Federal levantou a suspeita, nunca o Ministério Público levantou suspeita, nunca a imprensa levantou suspeita, nunca a oposição sindical levantou suspeita, nunca nenhum dos 86 mil funcionários levantaram suspeita. Porque lamentavelmente as pessoas não nascem com carimbo na testa, 'eu sou filho da puta' ou não, 'eu sou ladrão' ou não, você fica sabendo depois. Quantos caras vão no casamento da filha, entra com a filhinha toda bonitinha pra entregar virgem a um canalha que 3 meses depois dá uma surra na filha dele? Então, meu filho, essas pessoas são gente de carreira, gente que estão lá, que já tinha ocupado cargos importantes na Petrobras. Então, é assim que são indicadas as pessoas. Já vem lá o nome, vem dois nomes, três nomes, quatro nomes, esse aqui indicado pelo partido tal, Ministério é tal, o líder é tal. "Esse cara aqui é mais qualificado. ­ "É qualificado? Vamos indicar."

Jogando a culpa no Conselho da Petrobras

Delegado da Polícia Federal:­ A palavra final do presidente?

Declarante:­ Hein? Delegado da Polícia Federal:­ Enquanto o senhor era o presidente a palavra final era sua?

Declarante:­ Não, a palavra final era do conselho da Petrobras.

Delegado da Polícia Federal:­ O conselho então era político?

Declarante:­ Não, o conselho é o conselho da Petrobras, é o conselho que nomeia, isso é como embaixador, é como Ministro da Suprema Corte. Ou seja, o Presidente indica e é referendado pelo Senado ou não. Passa ou não.

Delegado da Polícia Federal:­ Era o senhor que indicava os presidentes da Petrobras? 
Declarante:­ Os presidentes da...

Delegado da Polícia Federal:­ Os diretores da Petrobras e o presidente?

Declarante:­ O presidente da Petrobras foi escolha pessoal minha, o Gabrielli, e primeiro foi o José Eduardo Dutra, escolha pessoal minha.Não teve interferência política, era minha.

Delegado da Polícia Federal:­ Certo. E os diretores?

Declarante:­ Os diretores, eu acabei de dizer pra você.

Delegado da Polícia Federal:­ Sim, por isso que eu perguntei ao senhor se a palavra final era sua.

Declarante:­ A palavra de mandar para o conselho é minha.

Delegado da Polícia Federal:­ Ok. Era uma espécie de filtro, então?

Declarante:­ Sabe?

O Deus na Petrobras

Delegado da Polícia Federal:­ Ok. Houve troca de diretorias da Petrobras no início do seu mandato?

Declarante:­ Houve, era tudo tucano, porra. Só tinha tucano, eu fui obrigado a tirar. Tinha um que era tido como um deus, tinha um que era tido como um deus da Petrobras, aí eu tirei, foi trabalhar com o Eike Batista, é o que o afundou o Eike.

Delegado da Polícia Federal:­ O senhor tinha conhecimento da divisão das diretorias da Petrobras por partidos políticos, para que indicassem nesse sistema que o senhor...

Declarante:­ Não é divisão por partido político, gente, principalmente um leigo, um burocrata que não entende de política é que trata a questão da política como se fosse uma coisa secundária. Política é uma coisa muito séria e muito responsável, fora da política não existe saída pra nenhum país do mundo. Então quando um presidente no Brasil, nos Estados Unidos, na Suécia ou na Finlândia, ganha uma eleição no sistema de coalizão, ele é obrigado a governar num sistema de coalizão. Não é de partido político não, é fazer com que as pessoas que ajudaram a ganhar as eleições participem do governo. É assim que funciona. É assim que o Janot montou a equipe dele, assim é todo mundo da equipe. Quando você é eleito para um cargo, você monta em função das pessoas que você conhece. Você não vai colocar o inimigo, que trabalha contra os interesses do teu programa de governo, para dirigir uma empresa. (Páginas 100 a 103)

Desconhecendo o Janene

Delegado da Polícia Federal:­ Sim, sim. O senhor conheceu o José Janene? O ex­-deputado José Janene o senhor chegou a conhecer ele pessoalmente?

Declarante:­ Não, não conheci o Janene. Eu não sei se foi bom ou se foi ruim, mas não conheci o Janene. Delegado da Polícia Federal:­ Na sua época ele fazia algum pedido pra indicação, encaminhava pelo partido... Declarante:­ Eu estou dizendo que se ele pediu, ele pediu depois que eu estava montando o governo. Por isso é que eu disse que a indicação do Paulo Roberto era uma coisa ligada ao PP e a outros partidos políticos.

O Homem do sapato branco

Delegado da Polícia Federal:­ Certo. E o ex­-deputado Pedro Correia, o senhor sabe dizer se ele participava da nomeação, participou da nomeação do Paulo?

Declarante:­ Eu não sei, querido, não sei. Esse Pedro Correia era um cidadão que usava... Ele tinha um ditado que dizia o seguinte “Quem usa terno branco, sapato branco e RayBan não fica bem na oposição.” Esse cidadão era pernambucano, eu tive o prazer de ver ele uma vez, numa reunião de líderes, dentro do palácio do planalto, para discutir as medidas provisórias de interesse do governo (103 e 104)

Reuniões com o Paulinho

Delegado da Polícia Federal:­ Certo. E o senhor participou de reuniões com o Paulo Roberto Costa?

Declarante:­ Não. Deixa... Eu acho que é importante esclarecer o seguinte, querido, a Petrobras é uma empresa que tem muita autonomia. Eu até brincava que na outra encarnação o presidente da Petrobras vai ser eleito democraticamente pelo povo e ele indica o Presidente da República, porque a Petrobras Tinha mais dinheiro do que o governo pra fazer investimento, porque a Petrobras tinha muito mais coisa pra fazer. Eu lembro que quando o Fernando Henrique Cardoso era Presidente ele dizia: “A Petrobras é uma caixa preta, que a gente nunca sabe o que acontece lá dentro.” Aquilo é uma corporação muito poderosa. Então as conversas que a gente tinha, a companheira Dilma, Ministra da Energia, com o Gabrielli, e antes com o Jose Eduardo Dutra que era o presidente da Petrobras. E muitas coisas que a gente decidiu eles fingiu que iam fazer e não faziam, porque eu chegava lá e predominava o interesse da corporação. Petroleiro é que nem nego da Polícia Federal, bicho, não dá moleza não, não faz o que a gente quer. Faz o que quer (Página 104)

Defendendo o Dirceu

Delegado da Polícia Federal:­ Última pergunta sobre esse tema, José Dirceu tinha alguma interlocução com o senhor na indicação e nomeação de diretores da Petrobras?

Declarante:­ Ele era o chefe da Casa Civil, ele cumpria com o papel reservado a ele. As discussões com as lideranças aconteciam, com os ministros, e chegava pra Casa Civil, mandava para o GSI pra trazer pra mim.

Delegado da Polícia Federal:­ O senhor tomou algum conhecimento, que não seja pela imprensa, de que o senhor José Dirceu recebia vantagens indevidas relacionadas à Petrobras?

Declarante:­ Pela imprensa.

Delegado da Polícia Federal:­ Só pela imprensa?

Declarante:­ E sinceramente não acredito.

Delegado da Polícia Federal:­ Certo. E o senhor sabe me dizer qual o papel dele no Partido dos Trabalhadores após a prisão dele no processo do Mensalão?
Declarante:­ Acho que nenhum, querido. Nenhum, nenhum, é uma pena, que o José Dirceu era um grande dirigente político. Acho que poucas pessoas têm a cabeça privilegiada do ponto de vista político que tem o José Dirceu. (Página 106)

Inocentando o Tesoureiro

Eu tinha conhecimento que o Vaccari era um companheiro extraordinário, foi um grande dirigente sindical e foi um grande dirigente do PT. Eu não acredito que o Vaccari tenha acertado percentual com empresa pra receber, não acredito, não acredito. Acontece que no Brasil nós estamos vivendo um período, desde o Mensalão, que as pessoas não tem que ser culpada, ele não será condenado pelo julgamento apenas, ele será condenado pelas manchetes dos jornais. As manchetes dos jornais amedrontam a Polícia Federal, amedrontam o Ministério Público, amedrontam a Suprema Corte, amedrontam todo mundo, todo mundo. Você vê gente dar declaração que votou contra tal coisa porque passou uma faixa na porta da casa dele dizendo isso. Você entra com um processo defendendo um cidadão, que ainda não foi julgado, portanto ainda não é criminoso, a rede social amedronta a pessoa, ligando, passando coisa pra família. É esse país que a gente está amedronta a pessoa, ligando, passando coisa pra família. É esse país que a gente está vivendo. Então, o que eu acho que nós estamos vivendo, nós estamos vivendo uma situação em que as pessoas são condenadas antes de serem julgadas. No caso do Mensalão porque não tinha prova, veja, começou com a maior denúncia de corrupção da história da humanidade, terminou com 175... com alguns milhões da Visanet, que não era empresa pública e que o dinheiro foi pago por meio de comunicação. Mas como tinham adotado a teoria da lei do domínio do fato, que foi utilizada para punir (incompreensível) na Alemanha, era preciso condenar. Então o José Dirceu e outros companheiros estavam condenados mesmo que fossem liberados, estavam condenados. Não poderiam entrar num restaurante, não poderiam sair na rua, não poderiam ir pra lugar nenhum.

Lançando a candidatura a 2018

É o que estão tentando fazer comigo agora, só que o que estão tentando fazer comigo vai fazer com que eu mude de posição, eu que estou velhinho, estava querendo descansar, vou ser candidato à Presidência em 2018 porque acho que muita gente que fez desaforo pra mim, vai aguentar desaforo daqui pra frente. Vão ter que ter coragem de me tornar inelegível. Porque, é o seguinte, eu tenho uma história de vida, eu tenho uma história de vida, a minha mulher com 11 anos de idade já trabalhava de empregada doméstica e minha mulher prestar um depoimento sobre uma porra de um apartamento que não é nosso?! Manda a mulher do procurador vir prestar depoimento, a mãe dele. Por quê que vai minha mulher? Por que as pessoas não levam em conta a família que está lá, a molecada frequenta escola. Então, eu quero te dizer o seguinte: eu ando muito puto da vida, muito, muito zangado porque a falta de respeito e a cretinice comigo extrapolou. E olha que eu tenho me comportado, tenho tentado manter a linha, vou cumprir tudo que eu acho que tem que ser cumprido, porque nesse país ninguém cuidou mais de fazer lei pra cobrir a corrupção do que nós, ninguém, ninguém. Ninguém. Eu lembro que quando houve a denúncia das Ilhas Cayman, o diretor da polícia foi afastado, imediatamente. No nosso caso, no nosso caso, duvido que um delegado tenha sido afastado pra investigar, e tem que ser assim, por isso é que eu defendo instituição séria. Agora, eu acho que era importante que todo mundo assistisse um pouco “Doze Anos de Escravidão”, pra ver como é que se constrói uma mentira e se condena um inocente. (Páginas 106 e 107)

A tese da Compulsão

Eu sou amigo do Vaccari, gosto de Vaccari. Não, agora veja, qual é a tese? A tese da compulsão, que é a tese que está prevalecendo na delação premiada, a tal da advogada que ganhou não sei quantos milhões na delação premiada, está em Miami agora. Os empresários estão numa situação muito confortável, eu chego lá falo o seguinte “Olha, eu não tenho nada, foi o X que me forçou, ele que me pediu, ele que não sei das quantas.” Está condenado o cidadão. Qualquer bandido que for prestar delação premiada fica manchete de jornal. Não tem lá um tal de Fernando Baiano que vocês citaram aqui, que foi lá e falou “Porque não sei que disse que o José Carlos Bumlai deu 2 milhões e 400 pra nora do Lula” E eu tenho quatro noras e agora eu quero saber quem foi que pegou esse dinheiro. Então, esse depoimento do Delcídio ontem, essa delação premiada, ou seja, nós estamos vivendo que situação nesse país? Ou seja, não existe mais a política, não existe mais a justiça, ou seja, existe uma quantidade de mentiras. (Página 107)

Terminada a transcrição de trechos do depoimento de Lula, vale repetir por 13 x 13: É absolutamente certo afirmar que as manifestações históricas de 13 de março vão mexer, profundamente, com o futuro do presente do Brasil. O mais provável é que o desgoverno do crime organizado tente ou finja ignorar a dimensão qualitativa dos protestos. A cúpula da petelândia age com o cinismo de sempre. Os messiânicos seguidores do PT seguem focados nas metas corruptas e bolivarianas. Não pretendem largar o osso do poder. E ainda alimentam o sonho impossível de reeleger Lula Presidente em 2018.


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Março de 2016.

8 comentários:

ARS disse...

Além de desacato à autoridade, cabe um processinho básico no tse, por antecipação de campanha em documento público como é um depoimento em processo judicial.

Martim Berto Fuchs disse...

Só num país de 3º mundo para um sujeito desses ter toda essa atenção, todos esses cuidados, todos esses melindres por parte do Judiciário.
Uma vez que querem torná-lo ministro de algum setor, por que não o da Pesca ? O pescador é famoso por suas mentiras.
Mais a notícia do novo ministro da justiça, um maconheiro esquerdopata, e o PT mostrou com que armas que lutar.
A manifestação de 13 de março de 2016 resulta, na ordem inversa, ao comício de 13 de março de 1964.
Pelo jeito teremos outro mês de março "caliente".
É novamente a esquerda querendo "melhorar" o mundo através do marxismo. É só no Brasil que uma merda dessas ainda está em discussão.

http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html

Anônimo disse...

Se lançar candidato é blefe! Até porque, já está inelegível, por lançar candidatura antes do prazo legal! Agora, se isso aí acima for tomado como "defesa", esse homenzinho asqueroso já está mais do que ferrado, está com um pé na prisão!!!

Alexia Soares disse...

Boa noite, eu gostaria de saber se você tem algum telefone de contato que eu possa conversar com você sobre um assunto que eu li no seu Blog....

Vc tem Facebook ?...?

Anônimo disse...

Com essa descabida manobra, Lula da Silva e o PT convalidam o pedido de prisão preventiva do MP de São Paulo, fundado, entre outras coisas, na suposição de que o ex-presidente, que é uma jararaca confessa, tentaria obstruir a ação da Justiça ou evadir-se dela. Por sinal, não é outra coisa o que ele está fazendo, numa admissão antecipada de culpa, ao mesmo tempo em que atira ao mar a esposa e o filho que
estavam no mesmo barco que ele, e dá uma bofetada na face do MP e da imensa massa de manifestantes que saiu à rua, no domingo, exigindo, entre outras coisas, que ele responda pelos seus crimes.

Mas essa chicana monumental pode ser impugnada, desde que haja vontade política e jurídica para tanto. Leiam, no site do JOTA, o artigo escrito pelo juiz federal Ilan Presser (Limites e contornos do foro por prerrogativa de função: da impossibilidade de foro diferenciado para ex-autoridades). E divulguem. Ele põe os pingos os is.

A Língua! News disse...

Ter que fazer tal questionário e não poder dar um quiparote na cara dele e nem sequer uma opinião, deve ser torturante.

Reginaldo Gadelha disse...

O que o Lula fala e MODESS usado tem o mesmo valor

Edcar disse...

Desculpem minha ignorância, mas uma coisa me intriga mais que o triplex e o sítio: alguém conseguiria explicar como o filho do Lula ficou tão rico? Ao longo da minha vida conheci pessoas que melhoraram significativamente o padrão de vida trabalhando. Mas desse jeito...