sábado, 19 de março de 2016

Vergonha na cara


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

O que mais falta a essa gente? Probidade administrativa que é o trato com a coisa pública passa ao largo dos seus caracteres comportamentais.

Confundem o bem público como parte dos seus pertences. Em todas as esferas. Do governo central ao mais simplório município. Nos últimos 13 anos tantos ministros afastados face a desvios de condutas, aparentemente “perdoados”, bem como agentes públicos e parlamentares.

Saem de cena, parte dos eleitores esquece, parte se vende e as hienas voltam a brigar pela carniça, com a diferença de que o podre lhes consome as mentes e o brilho das moedas é o oásis que lhes atrai com sofreguidão. A sede é tanta que os faz brigar pela maior parte do butim.

Perdem o respeito por si próprios, se lambuzam nos nas cotas do roubo, promovem festas milionárias, esquecem dos discursos em prol dos mais pobres e, quando presos se acusam mutuamente. A delação premiada é a tábua de salvação. Desprezível como alimento da alma pelo fel da vingança, compensada por denunciar os parceiros que os abandonaram à própria sorte. A família deles agradece, pois arrasta todos, mas quando envolvida no esquema não reagiu. Família que também não pensou no mais pobre ao brindar taças de cristal, champanhe de marca, vestido longo e smoking. Usou, gostou, não se penitencia, mas vai pagar pelo caminho pedregoso a percorrer e um dia se arrepender.

Cidadão pobre do bolso vazio, aposentados que lhes negam melhor salário, gente que não conta com o serviço público no básico da assistência médica e da educação. Que não tem esgoto, pois as verbas a ele destinadas estão nos paraísos fiscais, nas fazendas, sítios e mansões.

Solidariedade e altruísmo não constam nem em seus dicionários quanto mais no pensamento. As misérias alheias não lhes comovem. Caráter não lhes orna o semblante tamanha desfaçatez presente nos discursos quando pronunciam as palavras corrupção, verdade e honestidade.

A crise do governo Lula/Dilma/PT levou milhões de cidadãos às ruas no dia 13 de março. A corrupção nojenta revelada pela Operação Lava Jato a cada dia apresenta um fato desabonador do qual ainda brotam palavras desses personagens e auxiliares que não mais enganam.

Como exemplo, o repugnante telefonema da meio “presidenta” ao meio presidente Lula. Um escárnio. Como se prestam a tal papel? Mas, há quem veja isso tudo como normal, aplaudindo a burla delineada pela “presidenta” para blindar o seu criador de uma possível prisão.

E não ficou nisso. Os palavrões e ofensas do Lula nas várias direções passam por autoridades adversárias como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, autoridade “amigas” como Renan Calheiros, presidente do Senado e até pela ministra Rosa Weber, do STF, como se esses ministros lhes devessem obrigação para encobrir os mal feitos.

Na conversa com o advogado Sigmaringa Seixas cita o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, acrescentando que como forma de gratidão “não poderia ter aceitado o pedido de investigação”; repete por três vezes a palavra gratidão e ainda combinam usar a imprensa para constranger o Janot.

Nada disso afeta a tropa de choque em defesa da Dilma e do Lula. Fazem um teatro para desconstruir o Juiz Sérgio Moro, como se a gravação e a divulgação fosse o maior prejuízo para os brasileiros. Gostam da sujeira escondida, sujeira de cobrar gratidão para acobertar crimes no Supremo e do Procurador Geral. E, tantos desses auxiliares vão se revezando na mídia para concentrar fogos em cima do Juiz Moro, altamente reverenciado pela sociedade.

Não conseguirão a menos que o Supremo se dobre aos malfeitores. E que os parlamentares e os partidos da base aliada não se incomodem diante de tanta falsidade. Não há outra saída. São copartícipes das desagradáveis cenas ou as repudiam.

O PRB deu o primeiro passo. Decidiu sair da base aliada ao governo por unanimidade dos seus 21 deputados.

Que outros sigam o exemplo. Saiam enquanto é tempo. As eleições estão próximas e a sociedade não aceita os desconcertos presentes no lulopetismo corrupto. 


Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado.

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