quarta-feira, 4 de maio de 2016

Ética Seletiva


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Clóvis Purper Bandeira

Na internet e outros meios de comunicação, urram os arautos da esquerda contra o breve pronunciamento feito pelo Deputado Jair Bolsonaro antes de votar na sessão da Câmara de 17 de abril, quando era julgada a aprovação ou rejeição do envio para o Senado do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef.
        
O Deputado aproveitou seus poucos segundos para, em vez de saudar Deus, sua família ou seu reduto eleitoral, o que também é válido, lembrar a figura do Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra, símbolo da luta anticomunista no país, recentemente falecido e vítima constante de processos e acessos histéricos da esquerda brasileira, aquela que considera justo lutar de armas na mão para instalar no país um regime comunista – chamam isso de lutar pela democracia – mas não reconhece ao governo de então o direito de defender-se contra seus ataques sanguinários.
        
Talvez o Deputado tenha se exaltado e sido agressivo em seu pronunciamento, mas daí a dizer que ofendeu a ética parlamentar vai uma grande distância. Afinal, os parlamentares gozam da prerrogativa de, no exercício de suas funções, o que era o caso, externarem suas ideias sem serem responsabilizados por isso. Essa liberdade de expressão, aliás, é o fulcro verdadeiro da imunidade parlamentar.
        
Por outro lado, houve deputados que aproveitaram os segundos anteriores ao voto para exaltar figuras nefastas da vida nacional, como Lamarca, o desertor traidor e torturador, Marighela, terrorista assassino e hoje nome de escola na Bahia, e Prestes, histórico comunista e revolucionário falecido em 1990, já no ostracismo político. Homenagearam até mesmo a memória da espiã controladora e amante de Prestes, Olga Benário, judia alemã e agente da KGB soviética, apresentada como heroína brasileira.

Contra esse tipo de homenagem, não se escuta uma só palavra, pois a imprensa amestrada ou comprada sabe que é politicamente incorreto criticar a esquerda, que é livre para fazer ou dizer o que quiser.
Há, ainda, a cusparada de Jean Wyllys em Bolsonaro, que passou em brancas nuvens, como se o decoro parlamentar não tivesse sido maculado. Se os papéis fossem invertidos, haveria enorme indignação e ameaças de toda ordem.

Trata-se de uma ética unilateral, distorcida e perversa, que permite tudo a uma das facções, enquanto a outra é patrulhada e silenciada, a não ser que se comporte de maneira agressiva ou escandalosa. Nesse caso, será criticada e ameaçada pela agressividade ou pelo escândalo, nunca pelo conteúdo real das declarações, que são irrespondíveis.


Clóvis Purper Bandeira, General, é Editor de Opinião do Clube Militar.

2 comentários:

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

Exmo senhor gal Clóvis Purper Bandeira, peço-lhe não ficar aborrecido por inserir aqui um comentário dirigido ao também Exmo senhor gal Gilberto Pimentel, Presidente do Clube Militar, com referência a um artigo publicado aqui ontem, de título
"Não permitamos a troca de seis por meia dúzia", na esperança que este general, um poeta armado de doces lembranças de um passado melhor, se manifeste mesmo que poeticamente sobre o que segue:

Michel Temer pretendendo nomear Roberto Freire, um notório comunista, para o Ministério da Cultura, prova de forma conclusiva de que a aliança delle é com os comunistas, evidenciando que a troca será de seis por meia dúzia.

Ou seja, só serão trocadas os nomes das moscas.

Roberto Freire é e foi comunista.
......."e aliança com líderes como Francisco Julião.......A partir da experiência em Pernambuco, e considerado um dos expoentes da esquerda nordestina.......Como um militante na ilegalidade do PCB e como o líder da grande frente emedebista(hoje o PMDB).......Como líder do PCB, teve um papel destacado.......Segundo o general da KGB Oleg Kalugin:"Por ordem do PCUS, a KGB enviava dinheiro aos partidos comunistas de outros países, inclusive do Brasil. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, foram milhões dólares".Vladimir Novikov, coronel da KGB que serviu como adido cultural soviético em Brasília nos anos 1980, afirmou que Roberto Freire foi o último comunista do país a receber contribuições da URSS.Contribuição recebida quando o então senador era candidato na eleição presidencial no Brasil em 1989.......(https://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Freire_(pol%C3%ADtico))


Estadão
Roberto Freire é indicado para comandar Ministério da Cultura
POR ANDREZA MATAIS
29/04/2016, 19h28

O indicado para a vaga será o presidente nacional da legenda, o deputado Roberto Freire (SP)
http://politica.estadao.com.br/blogs/coluna-do-estadao/roberto-freire-e-indicado-para-comandar-ministerio-da-cultura/


P.S.- espero,senhor Jorge Serrão, que para não parecer um Censor, autorize a publicação dos comentários um pouco mais rapidamente.

Anônimo disse...

Os tarados comunistas são assim, democracia deles é "eu mando, v obedece", como procedem com os capachos enfermeiros - médicos? - de Cuba aqui, confinados no curral após o trabalho!
Acusam os outros do que dizem e fazem e são ferozmente discriminadores de quem não aceite eles - são uns psicopatas, desequilibrados, anarquistas, diabólicos, nada + ou -!
Voltem pros quintos do infernos de onde vieram!