terça-feira, 24 de maio de 2016

Temer saberá lidar com bandidos que geram crises?


2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O discurso arrumadinho de Michel Temer para anunciar "medidas econômicas" (por enquanto não implementáveis automaticamente) teve como um dos focos políticos mandar um recado duro para a petelândia, que vem intensificando os protestos contra o Presidento interino. Temer detonou: "Tenho ouvido: 'Temer está muito frágil, coitadinho, não sabe governar'. Conversa! Fui secretário de Segurança duas vezes em São Paulo e tratava com bandidos. Então, eu sei o que fazer no governo. Quando houver equívoco, tem que rever a posição. Se fizer (o equívoco), consertá-lo-ei".

O retorno da mesóclise, indicando um justo e perfeito domínio da língua portuguesa, não garante que conjugar o verbo "consertar", na vida real e prática do serviço público, será uma tarefa fácil e possível de ser cumprida efetivamente. No Brasil, continua vigorando o regime Capimunista, rentista, centralizador, gastador e corrupto. O Estado é nosso sócio-ladrão. Quem ousa empreender é sabotado por muita burocracia e extorquido com 93 impostos, taxas, contribuições, instruções normativas, jagunçagens promovidas por fiscais ou infinitos impedimentos gerados pelo regramento excessivo. Até as velhinhas de taubaté sabem que a banda toca assim...

Por isso, fica no ar a pergunta fundamental para Michel Temer: será realmente viável a boa intenção de reduzir despesas criando um teto para o crescimento dos gastos, limitado à inflação do ano anteriorMais uma vez ficou no ar que o governo provisório, no malabarismo verbal de Michel Temer e Henrique Meirelles, coloca os burros na frente da carroça. No curto prazo, o fundamental seria definir qual a dimensão verdadeira do rombo e qual seria ou será o tamanho desejável do Estado, definindo o que representa despesa corrente, investimento qualitativo e, super importante, gasto inútil.

Meirelles não tocou no dogma dos monetaristas rentistas tupiniquins. Qualquer bebê de colo sabe que a principal maneira de reduzir o endividamento público é uma redução forte dos juros básicos da economia. Ao mesmo tempo, seria imprescindível uma negociação inédita e impensável com os bancos para uma redução drástica do spread bancário (a diferença entre a taxa de juros cobrada aos tomadores de crédito e a taxa de juros para aos depositantes pelos bancos). É isso que precisa ser resolvido, urgentemente, no Brasil dos 70 milhões de inadimplentes bancários.

Não foi anunciado corte de despesa nem redução ou eliminação de impostos. Tudo mais que Temer e Meirelles anunciaram, com objetivo de "recuperar a confiança do mercado", é um grande exercício de econometria política de médio e longo prazo. Não foram anunciadas "promessas" polêmicas. O estabelecimento do tal teto de gastos é uma boa intenção nem sempre fácil de cumprir. Mesmo caso da desvinculação dos gastos orçamentários com saúde e educação. Vale a regra para a extinção do fundo soberano e injeção dos R$ 2 bilhões para cobrir o rombo nos cofres públicos. E a transferência de R$ 100 bilhões do BNDES para o Tesouro vai demandar muito estudo jurídico, para não terminar interpretada como pedalada.

Todo brasileiro na corda bamba torce para que Temer não seja pior que Dilma Rousseff - que só volta ao poder se o PT, de verdade, promover um golpe. A torcida para Temer dar certo só não pode ser fanática e nem incondicional, baseada em análises imprecisas e previsões incorretas. Agora, fica o consolo de que Temer se compromete a assumir e consertar qualquer erro que cometer. A grande questão é se haverá tempo para correções de rumo no meio do afundamento do barco. Olhar pra frente é a missão, mas sem ilusões que já nascem perdidas na véspera.

Bom saber que o maçom Temer admite que sabe lidar com bandidos. O sistema do crime institucionalizado continuará fazendo de tudo para manter o Brasil coagido, subjugado, impedindo o progresso econômico da maioria honesta que trabalha e produz. Vencer os bandidos não será fácil. Nossos delinquentes são muito piores que os outros. Eles jogam sujo por procedimento padrão e por canalhice ideológica. E ainda contam com todo apoio do Estado-Ladrão!

A Lava Jato, esta sim, tem demonstrado que sabe lidar com bandidos, embora ainda não tenha chegado ao comando geral da bandidagem política. O que vai acontecer na conjuntura política e econômica vai depender, demais, do que ocorrerá no mundo policial e judiciário. Por isso, a marca do Brasil, nos próximos 180 dias ou além, é a incerteza. Ambiente péssimo para investimentos produtivos. Isto sim é temerário - sem trocadilho infame.

Enquanto isso, o Congresso Nacional nem quer saber de indicar uma comissão para tratar, com seriedade, daquelas 10 medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal, com milhões de assinaturas dos brasileiros... Isto também é temerário - novamente sem trocadilho infame...

Leia a primeira edição de terça-feira: A fria temporada de planejamento temerário

Confira, abaixo, os artigos de Hélio Duque, Célio Pezza e Aileda de Mattos Oliveira, para constatar como o buraco é bem mais embaixo em Bruzunganda:

A trindade e pirotecnia econômica

BNDES

Recuo Temeroso


Eleições na GLESP


José Renato dos Santos, candidato pela Chapa Força União e Past Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo) soltou uma relevante nota de esclarecimento:

Com relação à nota publicada, em 4 de maio, no site da GLESP, pelo então Grão-Mestre Interino, Irmão Silvio Clóvis Corbari, temos a esclarecer que o processo nº 1039877-62.2016.8.26.0100, da 16ª Vara Cível,  não foi indeferido.
Como decidiu a meritíssima juíza que preside o processo, “sem desmerecer os argumentos do autor, que logicamente serão reavaliados no momento oportuno após  vencidas as fases de produção das provas, indefiro por ora a antecipação da tutela”.

Ou seja: a eleição para Grão-Mestre da GLESP, período 2016-2019, ainda está sub judice, o que informamos a toda a Jurisdição para que notícias incorretas não sejam propagadas, como o foram, gerando falsa interpretação, visto que apenas a “liminar” foi negada, e o processo prosseguirá até final sentença.

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Maio de 2016.

3 comentários:

Jayme Guedes disse...

Serrão, a diferença entre a gestão pública e a gestão privada é o foco. Na gestão pública, alimentada por receita imposta compulsoriamente, o foco é a receita.Quando a despesa ultrapassa a receita os tributos são aumentados. Já na gestão privada o foco é o custo. Quando a despesa ultrapassa a receita a receita é reduzida. O discurso do Temer, a quem você se recusa a dar um crédito de confiança, o discurso foi o de um gestor de empresa privada e isso, por si só, é um avanço considerável. Portanto, controle a ansiedade. O paciente está em estado terminal. Será preciso dar um passo de cada vez.

Anônimo disse...

SE TEMER FOI SECRETARIO DE SEGURANÇA 2 VEZES, TEM PRÁTICA DE COMO LIDAR AS BESTAS DO PT E REFRESCAR ELA, SÔ!
Parte I
As regras básicas da cartilha comunista para se corromper uma sociedade é torná-la um caos, pois essa é a base do comunismo.
Aniquilamento social é fundamental.

Sobre Religião e moral:
Erosão dos fundamentos principais.
Substitua as atuais por várias seitas e cultos
Incentive financeiramente novos cultos e religiões.
Crie novos valores e leve-os sutilmente para novos propósitos. Desvie a atenção das pessoas da fé tradicional e substitua as religiões tradicionalmente aceitas por novas falsas religiões.
Incentive surgimento de várias crenças diferentes e facilite a introdução destes novos líderes religiosos na política.

Educação
Mude o enfoque do ensino. Ao invés de ensinar coisas práticas e construtivas, ensine dietas naturais, histórias de conflitos urbanos, sexualidade, relações sociais, direitos do cidadão, movimentos agrários e sociais, etc.
Faça-os se perderem em divagações fantasiosas e improdutivas.
Desvie-os dos objetivos básicos do ensino e conduza-os para falsas teorias e ações.
Crie um ambiente de liberdade de pensamento e incentive-os a pensamentos estéreis e contestadores.
Proporcione liberdade às instituições.

No Sistema Sociais como um todo:
Enfraqueça os padrões éticos, morais e sociais e faça com que se discuta os elos sociais.
Mantenha a insegurança pública e crie mecanismos psico-sociais que levem as pessoas ao individualismo (estimular o prazer individual).

Desagregação familiar e social
Estimule conflitos entre classes, raças e grupos e Substitua instituições tradicionais pelas não oficiais (ongs).
Reduza a capacidade de iniciativa dos cidadãos e substitua nas massas populares, ações básicas de governo por bônus pecuniários.
Remova as responsabilidades da ligações naturais entre as pessoas e na sociedade como um todo.
Direcionar e regular a mídia, através de polpudas contas governamentais.
Superestimação de programas sociais e
facilitação e incentivo da anarquia social.

Estrutura do poder
Erosão lenta e contínua da estrutura do poder
Desmoralização das instituições públicas
Enfraquecer politicamente as instituições públicas
Induzir e incentivar a corrupção nas instituições
Neutralizar as instituições e órgãos refratários
Aparelhamento dos estado com aliados políticos
Atenuar a fiscalização, a lei e a ordem
Criar relativismo ético e moral
Acentuação dos direitos individuais
Formação de sub grupos sociais
Instituir um sistema de maior liberalidade
Favorecimento a grupos ou indivíduos
Criar incoerência junto aos indivíduos
Criar grupos favorecidos em detrimento a conceitos naturais da sociedade
Controlar a instituição parlamentar e judiciária
Quebrar os elos de confiança pessoal nos membros de uma instituição
Crie forças para-militares
Controlar a mídia nacional

Anônimo disse...

Parte II da cartilha comunista.
Relações de trabalho e desagregação familiar e social
Estimule conflitos entre classes, raças e grupos e Substitua instituições tradicionais pelas não oficiais (ongs).
Reduza a capacidade de iniciativa dos cidadãos e substitua nas massas populares, ações básicas de governo por bônus pecuniários.
Remova as responsabilidades da ligações naturais entre as pessoas e na sociedade como um todo.
Direcionar e regular a mídia, através de polpudas contas governamentais.
Superestimação de programas sociais e
facilitação e incentivo da anarquia social.


Sistema judiciário
Utilize uma legislação complexa e com subterfúgios
Faça do juiz um interpretador de leis e não um aplicador
Exponha à mídia decisões anti-naturais e contrárias ao senso popular
Exponha sutilmente situações de corrupção no sistema
Através do controle de alguns elementos, crie decisões controversas

Crie regalias para a instituição que se choque com a sociedade e ao bom senso
Facilite os caminhos da corrupção
Desmoralize sutilmente a instituição perante à sociedade
Crie desconfiança entre a sociedade e o sistema juduciário
Atingindo esses segmentos, está construída a estrada para o socialismo
Para a sua implantação é necessário o caos social, o medo, a insegurança e o Brasil estava pronto para a tomada do poder pela revolução comunista!
Mas de repente, A CASA CAIU!