quarta-feira, 8 de junho de 2016

O Dia D e o Senado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Dentro de dois ou três meses, pouco mais ou menos, estaremos vivendo um momento decisivo para o futuro do Brasil. Falo, é claro, do dia D do processo de impeachment que até aqui determinou o afastamento provisório da presidente da República. Para D+1, apenas uma das alternativas: a volta ao que se foi ou a consolidação da indicação do presidente interino à frente do governo de transição que culminará com as eleições gerais de 2018.

Desde já uma constatação: o rito do processo, nos moldes atuais, carece de total revisão. Senão vejamos:

É absurda a situação que vivemos, um governo provisório acovardado, sem a necessária autonomia para adotar as medidas realmente necessárias ao reequilíbrio do País, e o outro, o responsável pela catástrofe, mantendo poderes que lhe são assegurados para seguir, por todo o longo tempo do seu impedimento, influenciando negativamente na ação do seu substituto. E a Nação sangrando, pois o que prevalece é o princípio do quanto pior melhor.

Claro que as dificuldades do governo Temer têm a ver, sobretudo, é com o alarmante nível de degradação ética e moral que se instalou no meio político.

O Senado, por exemplo, que com expressiva maioria de votos determinou o afastamento de Dilma, e a quem está entregue a responsabilidade do veredito final, é hoje integrado, quase que totalmente, por investigados na Lava Jato e em outras instâncias da Justiça por conta do cometimento de atos ilegais ou criminosos no exercício da função legislativa.

Apoiam o atual presidente, mas nem sempre por razões justas. São venais, seus arranjos estão, via de regra, ligados a escusos interesses pessoais. Dentre eles o de livrarem-se da cadeia. Alguns, agora ameaçados pelas malhas da Lei, manifestam a intenção de rever seus votos. Homens sem o menor princípio. A situação é muito pouco clara.

É inegável que independente das pedaladas fiscais e de outros atos ilegais que a presidente processada praticou na sua gestão, o que pesou, de fato, para a decisão maciça do Congresso pelo seu afastamento, foi o fato de ela ter perdido as condições de governabilidade. E isso é fatal. Não adianta vir com a história de que isso só vale para o sistema parlamentar. Não é assim.

Um governante repudiado pela nação, sem uma base política, desacreditado internacionalmente, com a economia em frangalhos e o risco de caos social não se sustenta em nenhum regime. Esse era o caso de Dilma. E continuará sendo assim em qualquer tempo, depois do seu exílio no Alvorada. Tal nível de desgaste é irremediável.

O presidente interino não chega a ser o líder que sonhamos, mas ele é a esperança disponível para a travessia desse período negro da nossa história política e garantir, num clima de relativa Paz, as eleições gerais de 2018. E aí que se ouça a voz da sociedade. E que tenhamos juízo.

A volta ao que ficou para trás, possível tem que se admitir, é o caminho certo para o desastre. Basta voltar nossas vistas para a vizinha Venezuela, principal parceira do lulopetismo. Deus livre nosso Brasil.

A instituição Senado e seus senadores tenham a certeza de que, nesse caso, a Nação não os perdoará. Que tenham um rasgo de patriotismo ou preparem, todos, seus epitáfios políticos. O que virá depois de D+1 está nas mãos deles e será de sua inteira responsabilidade.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

3 comentários:

Martim Berto Fuchs disse...

O sistema bi-cameral já devia ter sido extinto. Senado é dos tempos em que o Estado pertencia às elites aristocráticas. Sua permanência na atualidade apenas mostra que o povo, em sua maioria, continua ignorado.
Para que fizeram todo aquele alvoroço na Câmara, se no frigir dos ovos não valeu para nada ? No fim, será o representante do status quo (Senado) que vai resolver sozinho, e mesmo assim, cada membro pensando no seu futuro e não no futuro do Brasil.
Na Alemanha demitiram dois Presidentes em menos de 5 anos, e cada processo não passou de uma semana, e nós estamos há seis meses assistindo essa novela idiota, enquanto à cada dia que passa mais empresas fecham e trabalhadores são demitidos.
No instante que o sempre atrasado Tribunal de Contas da União recusou as contas da mentirosa por unanimidade, ela teria que ter sido afastada. Ou, fecha o Tribunal, pois não serve para nada.
Não bastam novas eleições gerais. Temos que mudar o sistema político, eliminando da vida nacional as quadrilhas que comandam toda essa farra com o dinheiro público.
Ideologia deve ter uma só: o bem estar da maioria e não de apenas a classe política, sua grande família (cabos eleitorais, parentes, amantes e amigos), banqueiros e os empresários que frequentam a Corte.
http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html

Estéfani JOSÉ Agoston disse...

UM GOVERNO TRISTE E SOMBRIO APOIADO NO TRIPÉ: LULLA, FABIANOS & PMDB

Poucos perceberam e se perceberam negam, negam-se a aceitar que o governo de Miguel Michel Miguel Elias Temer Lullia, é resultado de estratégia maquiavélica para manter os planos dos Fabianos, ativos e em operação, continuando as linhas de governo de Luiz Inácio Lulla da Sillva, Fabiano convicto colocado no Poder por militares Fabianos das FFAA brasileiras, que seguem um plano mundial conhecido como Plano dos Illuminatis.
Ressalte-se que os "planos e ações" de Lulla, protegido dos governos militares conforme denunciou o delegado Robson Tuma, que inclusive forneceu o codinome de Lulla nos meios militares e policiais "Barba", e "Boi" em outros meios.~

Dillma Vânia Rousseff é apenas um "boi de piranha", uma isca que está sendo descartada sem a mínima consideração pelos serviços que prestou a esses Fabianos, que agora para criarem factóides que mobilizem a sensibilidade da opinião pública, procedem a algumas alterações mínimas no plano político e institucional de forma cirúrgica, e extremamente limitadas, procedendo à nomeações ministeriais e até em escalões inferiores de antigos aliados dos governos petistas, e pasmem, até de um dirigente da Smartmatic -aquela das "urnas eletrônicas"-, claramente continuando as antigas linhas de pensamento e procedimentos tão e tantas vezes repudiados pela opinião pública esclarecida e combativa, hoje não tanto.
"O senhor afirma no livro que o ex-presidente Lula foi informante da ditadura. É uma acusação muito grave.
Não considero uma acusação. Quero deixar isso bem claro. O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. Conto esses fatos agora até para demonstrar que a confiança que o presidente tinha em mim no governo, quando me nomeou secretário nacional de Justiça, não vinha do nada. Era de muito tempo. 0 Lula era informante do meu pai no Dops. O senhor tem provas disso? Não excluo a possibilidade de algum relatório do Dops da época registrar informações atribuídas a um certo informante de codinome Barba."

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em VEJA
O LIVRO-BOMBA – Tuma Jr. revela os detalhes do estado policial petista. Partido usa o governo para divulgar dossiês apócrifos e perseguir adversários. Caso dos trens em SP estava na lista. Ele tem documentos e quer falar no Congresso. Mais: diz que Lula foi informante da ditadura, e o contato era seu pai, então chefe do Dops.......CONTINUE A LER EM.......http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-livro-bomba-tuma-jr-revela-os-detalhes-do-estado-policial-petista-partido-usa-o-governo-para-divulgar-dossies-apocrifos-e-perseguir-adversarios-caso-dos-trenes-em-sp-estava-na-lista-el/

mt disse...

Retorno já do Brasil-império; a República acabou.