sábado, 9 de julho de 2016

12 milhões de desempregados


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ênio Mainardi

Se colocados todos os desempregados em fila, ela serpentearia pela Via Dutra, de São Paulo até o Rio. Ou quem sabe até mais, não sei. Mas sei como é estar desempregado e como isso abala a família de quem está passando por isso. Que drama. E o Temer ainda quer dar um aumento ao funcionalismo, justo agora neste debacle, com o Tesouro quase que nem precisando mais fechar suas portas, de tão vazio que está, depois de ser tão assaltado. Repense, Temer, repense.

Minha visão do desemprego é a seguinte: uma vez, ainda adolescente, fui visitar minha mãe no Paraná. Naquele tempo lá só tinha cultivo de café, as matas eram queimadas para plantar mais café. Estava dormindo quando ouvi um vozerio lá fora, homens e mulheres se lamentando, choro. Fui ver, era a geada que tinha chegado. As pessoas corriam desarvoradas na madrugada tentando acender fogueiras para tentar salvar alguns pedaços de cafezal. Dia seguinte, cinza e gelado, a cidade tinha morrido. Era ainda madrugada, tomávamos uma xícara de café preto na cozinha, tiritando. Consternação.

A claridade lá fora era pouca. Os cafezais, totalmente enegrecidos, as folhas e os frutos pendendo defuntos dos galhos. A igreja de madeira, telhado de zinco, toda iluminada como em dia de casamento, portas abertas, ladainhas, cheia de gente. A desgraça fazia as pessoas baterem a cabeça sem saber o que fazer. Alguns se suicidaram, depois. Nunca mais me esqueci. É assim o desemprego, a tristeza, a frustração e a revolta de não ter como reagir aos desastres, às fatalidades. O desemprego tira a coragem.

Agora, outra imagem: uma foto desta semana, a Dilma rubicunda, vista de costas num dos grandes salões do Alvorada, olhando lá para fora, solitária, sua silhueta gorda e de bunda alta. Será que ela vê o que estou vendo? O país paralisado, a economia sombria e retraída, a infelicidade geral da Nação? Enquanto isso, os da máfia petista ainda rosnando, com os dentes aferrados ao osso, só de ôlho em sua sobrevivência pessoal. E dane-se o Brasil.

Documentários sobre Natureza costumam mostrar como os cadáveres de animais abatidos são comidos por sucessivos predadores, até não sobrar nada. Igual ao que fazem os petistas, igual aos chacais.


Ênio Mainardi é Publicitário. Originalmente publicado no Facebook do autor em 9 de julho de 2016.

3 comentários:

Anônimo disse...

Esses doze milhões de desempregados ainda são insuficientes para atingir a META que, a quase ex-presidenTA, quer alcançar. Ela quer voltar para terminar os bons "serviços" ao país.Se isso acontecer, pois no Brasil coisas bizarras são possíveis,vira uma guerra civil.

SI disse...

Lamento informar: não estão computados os mais de 40 milhões do bolsa-família. Eles não contam como desempregados! E ainda tem uns milhares de ilegais de outros países que imigraram e vivem pelas ruas. Sem contar o beneficiários-temporários do INSS. Somos o país com maior taxa de desemprego na atualidade, perdendo talvez para a Venezuela. Aqui temos uns 25% sem trabalhar com carteira assinada. E os reclusos nas penitenciárias recebem sem trabalhar.

adeildo ailva disse...

12 milhoes desempregado mais 25 milhoes do bolsa familia,mais 30 milhoes de informais. socooooorro estamos no fundo do posso.