terça-feira, 19 de julho de 2016

Revelações de três encontros entre Temer, Cunha e presidente da Andrade Gutierrez eletrizam a Lava Jato


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Presidento Interino Michel Temer, que ontem fez apelo dramático para que todos venham ao Brasil curtir nossas Olim-piadas, tem seu nome jogado na apavorante Lava Jato. Entre 2012 e 2014, o deputado Eduardo Cunha organizou pelo menos três encontros do então presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, com o então vice-presidente Michel Temer - tudo não registrado na agenda oficial. Os três encontros aconteceram no gabinete do vice. Em 2014, a Andrade Gutierrez doou R$ 11,4 milhões ao PMDB.

A varredura da Polícia Federal no smartphone de Azevedo foi que revelou a "agenda secreta" - que pode dar dor de de cabeça para Michel, caso Cunha se transforme em "delator premiado". A assessoria de Temer informou que ele e Azevedo tinham “relacionamento institucional e não precisavam de intermediários para marcar encontros”. Temer não se recorda de encontros ocorridos em 2012... Sua aposta é que a má notícia seja minimizada na mídia amestrada em nome das promessas de melhoria econômica e da famosa governabilidade...

Enquanto se preocupa só um pouquinho com a Lava Jato, Temer corre atrás de dinheiro para governar. O excedente de lucros do sistema financeiro, obtido com os juros estratosféricos e as tarifas altíssimas cobradas de clientes, é o grande trunfo do Presidento Interino Michel Temer para ter dinheiro sobrando para investir naquilo que a equipe econômica batizou de "Agenda de Desenvolvimento e Reformas para o Crescimento da Economia". Uma das medidas para adoçar a boca dos bancos consistirá em facilitar a venda da dívida ativa da União e dos Estados no mercado. O objetivo é faturar até R$ 65,2 bilhões com a chamada "Securitização".

Na prática, bancos vão acelerar e tornar mais agressiva a cobrança de quem deve ao fisco federal. A medida deve aquecer ainda mais o lucrativo mercado de transação com precatórios (papéis oriundos de decisões judiciais transitadas em julgado que o Estado não paga aos cidadãos e empresas). Aliás, outra fonte de renda cogitada para a financiar futuros projetos de infraestrutura - e também para cobrir os permanentes rombos do desgoverno - será a utilização de pelo menos 25% dos R$ 150 bilhões, guardados nos bancos, como depósitos judiciais (para o pagamento no final de processos, aqueles mesmos que acabam se transformando em "precatórios").

A União também promete injetar R$ 500 milhões no Fundo Garantidor de Infraestrutura (FGIE). O plano é ter recursos para reduzir os riscos das obras, além de garantir o lançamento de debêntures que o governo pretende incentivar para o financiamento dos projetos de infraestrutura. A intenção é cobrir os riscos não gerenciáveis das obras, como mudanças políticas ou desastres naturais. Em resumo, o objetivo principal é atrair os bancos, com as burras cheias de grana, para os grandes projetos de investimento (sempre prometidos, mas que nem sempre saem do papel ou começam e não terminam, por incompetência e corrupção). A meta oficial é que o BNDES só entre, no máximo, com 50% dos recursos para financiar as grandes obras.

Michel Temer pretende anunciar seu superpacotão de bondades até sexta-feira. Um dos pontos fortes será a liberação de mais crédito para microempreendedores, além das "facilidades" para financiamento da compra de imóveis para a classe média e um gás no programa "Minha casa, Minha vida". A única coisa que assusta Temer é o rombo nas contas públicas. A reunião desta terça-feira com equipe econômica tem como pauta principal discutir como cortar despesas em torno de R$ 20 bilhões para que se cumpra a meta de fechar o ano com deficit de R$ 170,5 bilhões. Os problemas nos estados e municípios, alguns em ritmo de quebradeira, apavoram Michel Temer - talvez mais até que o risco de ter seu nome respingado nas intrigas da Lava Jato...

Nem os amigos seguram     

Luiz Inácio Lula da Silva deve ter ficado meio triste com seu amigo Ricardo Lewandowski.

Presidente do plantão do Supremo Tribunal Federal durante o "recesso" de meio de ano, Lewandowski decidiu que as gravações de telefonemas do ex-presidente Lula permaneçam na 13ª Vara Federal de Curitiba, sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro.

Lewandowski jogou a decisão final sobre o assunto para o ministro Teori Zavascki, garantindo que o conteúdo das gravações permaneça em sigilo e que continuem tramitando, reservadamente, as conversas que mexam com autoridades que tenham foro privilegiado.

A decisão de Lewandowski foi uma grande derrota para a defesa de Lula - que deseja tirar tudo da mão de Moro, além de anular os principais "grampos" obtidos com autorização judicial.

Futura presa

Na Argentina, só se fala em alto risco de prisão para a ex-Presidente Cristina Fernandez Kirchner.

Quem pode dar a ordem, a qualquer momento, é o juiz Sebastian Casanello, que toca o processo contra por suspeita de enriquecimento ilícito e adulteração de documentos públicos.

Pobres hermanos argentinos... Como é triste viver em um País no qual um ex-presidente da República corre risco de ser preso por corrupção...

Embarque fácil


Releia a segunda edição de segunda-feira: Prefere tomar na ANAC ou no golpe do farol?

Reveja a primeira edição de ontem: Brasil em ritmo de Olim-piadas

Releia o também: Mobilização Nacional pela Educação


Mudando depressa


Cueca vence a calcinha


Todos para a rua


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Julho de 2016.

2 comentários:

Anônimo disse...

Serrão,

Bem que o Judiciário poderia montar uma outra Operação, nos moldes da "Lava a Jato", para "desencavar defunto" sobre um assunto que, há não muito tempo atrás, já deu o quê falar e, estranhamente, logo depois foi devidamente "abafado". Refiro-me à falsificação de remédios, coisa que nos atormenta há muitas décadas, conforme se pode comprovar no jornal "Correio da Manhã", edição número 15854, quinta-feira, 11 de julho de 1946 - ver em http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=089842_05&PagFis=32129 - com o título "O Caso dos Remédios Falsificados - Estendem-se a São Paulo as Diligências -. A propósito, pergunto: "Será que o 'Alerta Total' poderia fazer algumas reportagens, digamos, investigativas sobre como está o assunto hoje?'

Um fraterno abraço, do tamanho da (ainda)nossa Amazônia!

Roberto Santhiago

Anônimo disse...

Desviar o foco para os assuntos de Brasilia essa é a missão da maçonaria, enquanto isso a máfia fica livre de suspeitas para agir nos municípios dos estados, é fácil de decifrar onde tem uma sabotagem ou um crime em andamento sendo cometido por essa máfia maldita, autoridades e funcionários públicos fazendo corpo mole e vistas grossas deixam de agir se omitindo na presença de crimes cometidos debaixo dos narizes, em todos os municípios os vereadores, prefeitos e promotores, juízes e desembargadores, policias e defensores de frente e enturmados com traficantes, bicheiros, contrabandistas, sonegadores e outros criminosos, então tão importante quanto denunciar os bandidos de Brasilia é denunciar os bandidos na porta das nossas casas...