terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Estratégia da Guerra Irregular


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Já foi abordado em um artigo anterior o papel que a guerra irregular desempenha na estratégia militar e em uma estratégia de guerra. A guerra irregular foi antes definida como u meio de que a “estratégia ação indireta” lança mão para alcançar um objetivo que ela se estabeleceu. A guerra irregular não foi considerada o “único” meio dessa “estratégia de ação indireta”. Ela é somente um dos casos de aplicação dessa estratégia.
O papel da guerra irregular na estratégia deve ser distinguido da estratégia da guerra irregular.

A maioria das abordagens da guerra irregular moderna tenta desenvolver princípios estratégicos válidos para a guerra irregular. As a assim desenvolvidas apresentam uma surpreendente multiplicidade. Em grande parte nenhuma distinção é estabelecida entre princípios estratégicos, operacionais e táticos. Com freqüência, algo chamado de princípio da estratégia da guerra irregular é somente uma regra operacional ou tática.

Exemplo disso são os princípios operacionais e táticos nomeados por MAO TSE-TUNG em seus diversos estudos sobre guerra irregular: os guerrilheiros devem retrair-se ante um inimigo que se aproxima, se possível, até uma área central; o inimigo que se comporta passivamente  e não se desloca de sua posição, por outro lado, deve ser atacado, se possível, em deslocamentos; e o inimigo retrair os guerrilheiros o perseguem; não pode constituir objetivo dos guerrilheiros manter cidades, mas somente destruir o poder de combate do inimigo; toda batalha, individualmente considerada, exige superioridade de forças, enquanto o equilíbrio estratégico de forças pode ser de 5:1. Em desvantagem dos guerrilheiros, a relação tática deve ser 5:1 a seu favor.

Uma guerra irregular ao pode ser conduzida de bases fixas. A conexão cerrada entre os grupos de ação e a população é decisiva na guerra irregular; o saque resolve os problemas logísticos. 

As quatro primeiras dessas máximas são conhecidas em todo mundo e repetidas onde quer que se estude guerra irregular. O efeito delas se deve também à sua pungância lingüística. Essas quatro máximas na língua chinesa, como esclareceu Walter D. Jacobs, consistem, cada uma delas de quatro caracteres. Investigações ais precisas indicam que a maioria ds princípios estratégicos admitidos pra a guerra irregular são, na verdade, válidos para a guerra irregular, mas, na verdade, de modo algum somente para a guerra irregular.

Não há estratégia especial de guerra irregular. Tal estratégia não é senão a aplicação de princípios geralmente vállidos de uma estratégia de guerra sob as circunstâncIas especiais de uma guerra irregular. Também na guerra irregular manter a liberdade de ação e o controle das forças disponíveis é fundamental; também vale para a guerra irregular que se deve descobrir e golpear os pontos fracos do inimigo e contra-atacar cm maestria suas ações; também guerra irregular, o objetivo principal é surpreender o inimigo e romper a continuidade de  sua força.

A guerra irregular, como se observa, e um meio de ação indireta. Isso se acha particularmente expresso nos princípios formulados nas instruções do Vietminh para a guerra irregular. Dentre outras coisas enfatizam ataques simulados e ações de simulação para ocultar as próximas intenções, posições e movimentos. Tais princípios acentuam que é necessário evitar os pontos fortes do inimigo e somente atacar as forças para evitar combates de encontros com o adversário, princípios válidos e qualquer guerra, não apenas nas de caráter irregular.

Se a guerra irregular, por um lado, não observa quaisquer outros princípios daqueles aplicáveis a uma guerra “importante”, por outro lado, as condições em que aqueles princípios são aplicados variam, conforme a forma de guerra e a forma de condução da guerra. Quem quiser investigar a estratégia da guerra irregular deve, por isso, prestar uma atenção especial às suas condições singulares. Todas essas condições particulares têm uma coisa em comum: a guerra irregular é, por sua própria natureza, uma guerra sem delineamentos definidos.
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O texto acima é um dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.

A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...




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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação.

acp

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Anônimo disse...




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acp

Nunca existiu o falso decalogo do genocida.


Nada a ver com quê fazer:
http://www.tau.ac.il/~russia/cvs/Faculty/Halfin/chp4.doc
Trata-se de um texto sobre bolcheviques e psique.

Links mortos:
http://www.historia.uff.br/grad_discipl_hist_contemp1.php
https://www.marxists.org/espanol/lenin/1900s/quehacer/


Fácil é ver que fazer e estágio são diferentes textos, e não um só com dois títulos. Nada do falso decalogo neles consta. Leiam-se seus sumários.

quê fazer:
Contents
• Preface
I. Dogmatism And “Freedom of Criticism”
II. The Spontaneity of the Masses and the Consciousness of the Social-Democrats
III. Trade-Unionist Politics And Social-Democratic Politics
IV. The Primitiveness of the Economists and the Organization of the Revolutionaries
V. The “Plan” For an All-Russia Political Newspaper
• Conclusion
• Appendix: The Attempt to Unite Iskra With Rabocheye Dyelo
• Correction to What Is To Be Done?
https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1901/witbd/index.htm
https://www.marxists.org/espanol/lenin/obras/1900s/quehacer/index.htm
https://www.marxists.org/espanol/lenin/obras/1900s/quehacer/que_hacer.pdf
https://www.marxists.org/francais/lenin/works/1902/02/19020200.htm
https://www.marxists.org/italiano/lenin/1902/3-chefare/cf-index.htm
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/index.htm

estágio:
Contents
PREFACE 187
PREFACE TO THE FRENCH AND GERMAN EDITIONS 189
I. CONCENTRATION OF PRODUCTION AND MONOPOLIES 196
II. BANKS AND THEIR NEW ROLE 210
III. FINANCE CAPITAL AND THE FINANCIAL OLIGARCHY 226
IV. EXPORT OF CAPITAL 240
V. DIVISION OF THE WORLD AMONG CAPITALIST ASSOCIATIONS 246
VI. DIVISION OF THE WORLD AMONG THE GREAT POWERS 254
VII. IMPERIALISM AS A SPECIAL STAGE OF CAPITALISM 265
VIII. PARASITISM AND DECAY OF CAPITALISM 276
IX. CRITIQUE OF IMPERIALISM 285
X. THE PLACE OF IMPERIALISM IN HISTORY 298
https://www.marxists.org/archive/lenin/works/1916/imp-hsc/index.htm
http://www.marx2mao.com/M2M(SP)/Lenin(SP)/IMP16s.html
https://www.marxists.org/francais/lenin/works/1916/vlimperi/vlimp.htm
https://www.marxists.org/italiano/lenin/1916/imperialismo/index.htm
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1916/imperialismo/index.htm

Isto igualmente nada do falso decalogo trata:
http://verdademundial.com.br/2013/10/a-verdadeira-historia-sovietica-documentario/
https://www.youtube.com/watch?v=79HC57EagRQ

Isto igualmente nada do falso decalogo trata:
http://resistir.info/mreview/editorial_mr_jan04.html
http://www.monthlyreview.org/nfte0104.htm

acp

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Anônimo disse...



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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...





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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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