domingo, 6 de novembro de 2016

A Integração do Processo Conspirativo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Guerra irregular é principalmente guerra psicológica. A propaganda, por conseqüência, é uma arma que o guerrilheiro não pode dispensar em fase alguma da guerra. Durante toda preparação e condução, a guerra irregular se agarrará a toda e qualquer oportunidade que se oferecer de influenciar o adversário ou uma terceira pessoa indecisa.. Em determinadas ocasiões recorrerá à palavra escrita ou falada – específica ou de âmbito abrangente, inexata ou falsificada. Em outras situações recorrerá a fotografias mostradas em público ou passadas secretamente de mão em mão; às vezes a uma música animada como expressão sensorial de uma determinada idéia. O objetivo de cada uma dessas formas de influenciar é acordar em certas pessoas-alvos determinadas idéias ou promover certas associações mentais.

Na estrutura da preparação para a guerra irregular, a propaganda consiste em uma tarefa tríplice. Primeiro, ela deve consolidar as fileiras dos futuros guerrilheiros, equipando os primeiros quadros com a formação intelectual e moral necessária ao que está por vir, para, dessa forma, poderem integrar o movimento que deve conduzir a guerra irregular.

Deve também, em segundo lugar, difundir a idéia em nome da qual a guerra irregular vai ser conduzida, por chamadas amplas da população e, assim, conquistar novos amigos para o movimento, que estejam determinados a empregar, eles próprios, força a serviço da idéia ou, se não em combate ativo, estejam prontos a apoiar ou tolerar com benevolência os guerrilheiros. Terceiro, e finalmente, deve enfraquecer o poder e a vontade de resistir do adversário, até mesmo antes da guerra irregular real.

Enquanto, por vezes, o problema de concretizar a primeira das tarefas consiste em comunicar a experiência da idéia, em outras oportunidades, quando a propaganda atende a terceira tarefa citada, a questão está em esvaziar no adversário sua fé na vitória e no valor da sua própria idéia – ou até mesmo a sua existência.

Em cada um desses casos, a propaganda pretende suscitar emoções: aqui a euforia, ali a depressão, o ceticismo e o desespero. “como a propaganda tem que ser ajustada ao nível da audiência a que se dirige”, observa Thayer, “raramente acontece de os argumentos puramente lógicos, e racionais, corretos com possam se apresenta, terem um efeito convincente”.

A conspiração que não se reintegra continuamente, desintegra-se. A integração dos primeiros quadros é a tarefa central na preparação da guerra irregular. A missão dessa fase preparatória é basicamente manter e consolidar a disciplina voluntária, a fé incondicional na idéia e o espírito de total dedicação entre aqueles que já foram conquistados para a causa guerrilheira. Para esse fim, uma influência psicológica contínua sobre os conspiradores de primeira hora junto com as redes de quadros e de amigos criados é tão necessária quanto a organização inflexível desses quadros e redes.

Um movimento de guerrilha é integrado menos por indivíduos que refletem a respeito da idéia porque lutam do que pelo poder sugestivo de continuados recitativos sociais, nos quais a idéia ganha expressão. A idéia é explorar psicologicamente a força que emana de repetição contínua das palavras.

Todos os conspiradores devem ser colocados em uma situação de mobilização intelectual e ora para a guerra irregular, e assim serem mantidos durante toda fase preparatória. “Escolas de formação política comunicam a eles o valor e a grandeza da idéia pela qual estão querendo lutar através da guerra irregular e a necessidade e possibilidade de sua concretização. Também o caráter desprezível, mesquinho e maléfico do adversário, bem como a necessidade de destruí-lo, a perspectiva de vitória contra ele e – num tempo em que a ciência é a marca do triunfo.

Tudo isso é “cientificamente” demonstrado. Essa orientação psicológica ocorre em panfletos, cartas, memorandos, coleção de pensamentos de seus heróis e também dos chefes adversários: um como encorajamento, o outro como demonstração de que as avaliações feitas sobre o adversário estão perfeitas. Em parte, escolas noturnas, convenções secretas e encontros noturnos servem a essa finalidade.

O desenvolvimento organizacional da estrutura necessária à guerra irregular corre lado a lado com essa orientação psicológica. Essa organização que começa por baixo, em células e grupos – base é parte da mobilização psicológica. “Alguém que esteja convencido deve ser trazido para a organização pra ficar apto a responder às exigências que a guerra irregular lhe imporá. Seria um equívoco convencer uma determinada pessoa-alvo e depois deixá-la isolada”.

Em todas as instruções do Partido Revolucionário do Povo que teve o trabalho no Vietnã do Sul de assegurar um eficaz recompletamento de pessoal, o fio de identidade comum é a percepção de que a atividade definida com convicção no âmbito de uma organização de pessoas que pensam igual assegura convicções novas e as torna firmes”. Nesse sentido, Michael C. Conley cita o testemunho de uma autoridade política norte-vietnamita que trabalhava no Vietnã do Sul como chefe distrital do partido e membro do Comitê Provincial partidário: Se os jovens que estão inteiramente doutrinados e orgulhosos de sua nova atitude não forem mantidos juntos, perderão o entusiasmo de participar de encontros diários até depois da hora.

É também importante desafiá-los diariamente com tarefas difíceis no contexto da organização.

O primeiro quadro e as redes de amigos são integrados em uma unidade intelectual e, a partir daí, na comunidade, que é capaz de conduzir a guerra que se aproxima, através da preparação intelectual e de uma organização estável. Além da integração dessa comunidade como tal, existe também a formação do indivíduo, segunda finalidade igualmente importante do armamento psicológico da guerra irregular.

O indivíduo deve ganhar experiência de viver na comunidade em que vai participar da guerra irregular. Para comunicar essa experiência, todos os instrumentos de integração disponíveis são empregados: a consciência de partilharem dos mesmos segredos, o conhecimento dos mesmos perigos que os une, que só os iniciados conhecem e através dos quais se reconhecem uns aos outros; canções guerreiras cantadas durante encontros noturnos, cujas melodias são entoadas baixinho ou ritmadas em uma mesa, de dia, quando um conspirador se encontra com outro. Tudo isso, e muito mais, serve para integrar a comunidade na fase conspiratória.

Mais tarde, o próprio adversário vai colocar à disposição dos guerrilheiros outros instrumentos de integração, quando ficar nervoso e começar a tomar as primeiras medidas policiais contra membros individuais da comunidade ou a seguir determinados integrantes. Nada os funde tão homogeneamente como a perseguição.
_________________________________________--___

O texto acima é um dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.
A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

6 comentários:

Loumari disse...

islam will destroy the world

https://youtu.be/q-yJp4EcZJA

HABACUC 1:9 Eles todos virão, com VIOLÊNCIA: os seus rostos buscarão o oriente (Meca), e eles congregarão os cativos, como areia. (vede como cresce o islão! o mundo a sucumbir ao poder do maligno)
E escarnecerão dos reis, e dos príncipes farão zombaria: eles se rirão de todas as fortalezas, porque, amontoando terra, as tomarão.
Então passará como um vento, e pisará, e se fará culpada, atribuindo este poder ao seu deus. (ao tal de allah)

(já invadiram Europa e América e com mentira ganham espaço e impõem sua tradição. Bem eles dizem que o islão vai ganhar o mundo)

Anônimo disse...



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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...








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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação.

acp

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Anônimo disse...







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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...





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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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Anônimo disse...

Diz ser católico e apoia os produtos halal? Voce tem ideia de como é o processo halal? Se voce alguma vez tivesse dedicado algum tempo pra ler a biblia sendo catolico, saberia que voce deve abominar tal pratica.

Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.
Atos 15:28,29

No processo halal, o sangrador tem que pronunciar bishmilah, que significa "Em nome de allah" se eu não me engano...
Voce entende o que é isso? É CARNE SACRIFICADA A UM IDOLO! allah nada mais é do que um idolo, a propria antiga serpente.





http://infielatento.blogspot.ro/2015/05/lista-de-empresas-brasileiras-com-certificacao-halal.html