sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O comportamento do adversário dos Guerrilheiros


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O adversário dos guerrilheiros recorrerá a medidas preventivas de Inteligência, repressivas e construtivas para combater os guerrilheiros. As medidas de Inteligência devem informar ao adversário  dos guerrilheiros o mais cedo possível quanto ao movimento da guerrilha em formação, ou já em existência, seus objetivos, planos e intenções.

As medidas preventivas, proteção de objetivos, vigilância de pessoas ou grupos suspeitos e outras medidas de segurança – devem evitar as ações planejadas de guerra irregular dos guerrilheiros, as medidas repressivas de obtenção de informes no combate subterrâneo, operações de busca, prisão de suspeitos, punição de pessoas culpadas, o combate aberto, e a varredura de áreas contaminadas, a reconquista de territórios liberados e a derrota de unidades de guerrilha em defesa móveis – devem destruir os guerrilheiros que tenham conduzido ações de guerra irregular e incapacitá-los permanentemente para a continuação do combate ou para sua retomada.

Finalmente, as medidas construtivas – informar continuamente a população quanto ao perigo representado pelos guerrilheiros, propaganda eficaz da idéia nacional e social por que lutam os guerrilheiros, elevação dos padrões de vida, em particular daquelas camadas que revelam simpatia pelos guerrilheiros. Medidas de Inteligência, preventivas, repressivas e construtivas reforçam-se mutuamente. Se o adversário dos guerrilheiros deixar de lado qualquer uma dessas quatro áreas, estará lhes oferecendo oportunidades. Os guerrilheiros sobrevivem dos erros dos adversários.

Uma contra-ação bem sucedida contra os guerrilheiros só será exeqüível se o adversário obtiver o mais cedo possível – já na fase preparatória da guerra popular – um quaro com nitidez de seus objetivos, planos e potencialidades nessa fase. Portanto, terão prioridade as medidas de Inteligência. Mas, lado a lado com as medidas de Inteligência, os guerrilheiros serão confrontados com as medidas preventivas e especialmente construtivas do adversário já na fase preparatória. As medidas construtivas, geralmente, só produzem efeito num prazo longo de tempo.

Quanto mais cedo forem postas em execução e quanto mais específicas forem, tanto maiores serão as chances de êxito. Medidas construtivas contra guerrilheiros tomadas com retardo ou pouco direcionadas ao isolamento psicológico serão logradas por eles no domínio da guerra psicológica. As medidas construtivas não têm a função de extinguir incêndios que já tenham irrompido.

Na fase de combate subterrâneo, as medidas preventivas e repressivas do adversário serão fundamentais. As medidas de Inteligência e as construtivas iniciadas na fase preparatória serão, contudo, continuadas, de forma intensificada por um adversário que tenha a determinação de destruir os guerrilheiros. No âmbito das medidas repressivas, o adversário dos guerrilheiros se restringirá, na fase do combate subterrâneo, a entrada em ação da polícia. Constituir-se-ia em grave equívoco o adversário lançar mão das Forças Armadas nessa fase preliminar de combate aos guerrilheiros. Durante a fase de combate subterrâneo, as Forças Armadas devem se restringir às medidas de Inteligência e preventivas de sua própria segurança.

Nem sempre será fácil para o adversário dos guerrilheiros, na fase de combate subterrâneo, coordenar medidas construtivas e repressivas. Essa coordenação cerrada e sem atritos, lhes é, contudo, incondicionalmente necessária, nessa fase. Especialmente quando são dirigidas contra grupos inteiros da população, que, em conseqüência, atingem pessoas inocentes, medidas prematuras ou repressivas sem finalidade, ou preventivas de caráter impopular planejadas, “de um dia para o outro”, privarão as medidas construtivas, cuidadosa e detalhadamente planejadas, de seu valor e efeito. Um adversário que sabe o que está em jogo numa guerra popular não perderá nunca de vista o objetivo de isolar psicologicamente os guerrilheiros, com medidas preventivas e repressivas, e irá, em conseqüência, analisar cada medida preventiva e repressiva pretendida antes do seu desencadeamento, em termos de possíveis efeitos psicológicos para a população.

“Querer superar a guerrilha – compreendida como guerra total, na qual a própria existência está em jogo – por meio de instrumentos militares e policiais ou mesmo através da  intensificação do terror”, observa Hahlweg, “inscreve-se dentro dos grandes erros que o Alto Comando Político e Militar alemão incidiu na II Guerrra Mundial”.

O adversário colocará em ação parte de suas Forças Armadas para ações contra os guerrilheiros somente na fase de transição para o combate aberto. Quando agem assim, as Forças Armadas se defrontarão com os guerrilheiros empregando os seus próprios métodos. As unidades leves desdobradas contra os guerrilheiros serão tão móveis quanto as deles. Eles lançarão suas ações com sistemática irregularidade explorando a surpresa tática e operacional como um instrumental de êxito, exatamente como agem os guerrilheiros.

Os “princípios táticos” que o adversário emprega no desdobramento de parte de suas forças armadas contra os guerrilheiros, na fase de transição para  combate aberto são,por outro lado – e como observa um memorando da Führungsakademie do Bubdesweh, de 1967, “comparáveis aos princípios do combate defensivo sob ameaça nuclear...A mais importante diferença está na mudança do combate independente para unidades de combate muito menores e, em conseqüência para uma dispersão em espaço muito mais ampla durante o combate”, no qual o efeito numérico, a organização e o equipamento d tas unidades de combate são calibrados de acordo com o efetivo e o poder de combate das unidades de contra as quais o adversário está em ação. As forças do adversário serão, então, ou iguais ou superiores às dos guerrilheiros numericamente, em armamento adequado e, com igual importância, o moral de combate.

O emprego de parte das Forças Armadas contra os guerrilheiros depois da transição para o combate aberto deve ocorrer no quadro do planejamento global de globalas medidas iniciadas contra os guerrilheiros. Esse desdobramento deve – sob rígida observância de sigilo e manutenção de surpresa – ser indiretamente preparado pela propaganda e acompanhado por eficazes medidas construtivas de curto prazo, de modo que a população as perceba não como um choque mas como o começo de um tempo melhor, em que a tranqüilidade, a ordem e a segurança estejam garantidas.

O engajamento de parte das Forças Armadas do adversário para combater os guerrilheiros pode, potencialmente, explorado por uma terceira força interessada em intervir com suas próprias Forças Armadas regulares. Essa intervenção que a terceira força entenderá como politicamente autorizável e como uma necessária assistência que ela proporciona aos guerrilheiros, na qualidade, estes, de vítimas da incursão militar.

Mediante tal intervenção, a guerra irregular isolada chega ao fim. Uma guerra “grande” tem início e a guerra irregular é relegada às sombras. Se essa guerra irregular tiver continuidade, ela já não mais aparecerá como um tipo próprio de guerra, mas somente como uma forma especial de condução da guerra, no âmbito dessa guerra “grande”.

O adversário dos guerrilheiros deve estar preparado para “tal” deformação da guerra irregular, organizando reservas de intervenção, que também o capacitem a conduzir o começo da “guerra grande” limitada. Às vezes, o efeito dissuasório da reunião de uma reserva estratégica suficiente o bastante para uma “guerra grande” demoverá a terceira força interessada de iniciar uma intervenção armada na guerra irregular e alcançará, desse modo, um isolamento limitado dos guerrilheiros em suas relações com a terceira força interessada. Isso significa êxito psicológico, e êxitos psicológicos decidem o destino de guerras irregulares. A estratégia da guerra irregular deve ser psicológica. O combate – subterrâneo ou aberto, conduzido efetivamente ou apenas ameaçado – é somente um meio para aquele fim.
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O texto acima é um dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.
A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...


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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os teroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...







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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação.

acp

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Anônimo disse...






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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...




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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

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acp

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