quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Sequestro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Dentre os atos de terrorismo contra pessoas, o seqüestro desempenha um papel especial: é a captura de reféns da guerra irregular. Ao ver seqüestradas personalidades bem conhecidas, o adversário se vê obrigado a adotar determinados comportamentos – pagamento de resgate, que vai encher a “bolsa de guerra” dos guerrilheiros, a liberação de guerrilheiros capturados ou a cessação de certas medidas de perseguição à guerrilha.

Segundo Carlos Marighella “fazer prisioneiro um agente de polícia, um espião norte-americano, um personalidade política ou um notório ou perigoso inimigo do movimento revolucionário, mantendo-os em lugar secreto”. Pessoas seqüestradas são usadas por troca ou para a liberação de camaradas revolucionários capturados, ou para acabar com as torturas nas prisões da ditadura militar. O seqüestro de pessoas famosas,como artistas, atletas, professores, etc, que como já demonstrado não têm qualquer interesse púbico, poderá ser ma forma útil de propaganda dos princípios revolucionários e patrióticos da guerrilha urbana. Mas, segundo Carlos Marighella: esse seqüestro “deve ser cuidadosamente organizado e cuidadosamente executado, para que a população dia sim a ele”.

A contrapartida, num certo sentido, ao seqüestro, é a liberação de prisioneiros, o que também é um ato de terrorismo na fase de combate subterrâneo. Citando novamente Carlos Marighella: “O guerrilheiro urbano aprisionado olha a prisão como o terreno que ele deve entender e dominar para se libertar; o guerrilheiro urbano considera as prisões do inimigo um alvo inevitável de suas ações, para libertar seus companheiros ideológicos.

O guerrilheiro urbano em liberdade e o guerrilheiro urbano na prisão constituem uma combinação em que se baseia a liberação da ação de guerrilha”. Marighella, objetivamente, observa sobre essa associação: “Não há prisão alguma, nem numa ilha, nem na cidade e nem no campo , que consiga resistir à engenhosidade, capacidade e poder de fogo potencial do revolucionário”.

A libertação de um prisioneiro foi o começo do combate subterrâneo pra os partisans de TITO – a libertação de Alexandre Ranhovich do Hospital de Belgrado, em troca de prisioneiros políticos, em 29 de julho de 1941, uma semana depois da proclamação oficial de guerra irregular pelos comunistas iugoslavos. Foi um ato de ousadia que – como Vladimir Dedijer informa e soldados alemães em ação na capital iugoslava confirmam – “causou uma imensa agitação em Belgrado”. Alguns dias mais tarde, uma grande unidade partisans atacou a prisão na cidade sérvia de Saboc e conseguiu libertar 800 camaradas. Também nesse caso, o efeito da propaganda em favor dos partisans foi grande.
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O texto acima é um dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.
A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Anônimo disse...





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acp

Ao lado de apresentar ao povo as barbaridades dos terroristas é necessário permitir e incentivar qiue o povo se arme e se defenda.

Os terroristas precisam enfrentar um povo em armas.

acp

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Anônimo disse...












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acp

O EB tem, ou teve, a estratégia de resistência.

Em caso de invasão de parte do pátrio território por força não-deslocável por convencionais tropas haveria utilização de reservistas e regulares para atividades de erodição de posições.

O CIGS chegou a testar armas para tal atuação. Escolheu a carabina Puma .38

acp

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Anônimo disse...









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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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Anônimo disse...







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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

acp

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acp

Falso! Inexiste tal decálogo!

Nunca houve catalogação de donos de armas. Os comunas distribuíram armas às mancheias ao povo nas revoluções. Depois, tiveram de pedir que as devolvessem, pois não sabiam quem as tinha!

Ao tempo dos bolcheviques inexistiam meios de comunicação de massa, nada de rádio ou tv.

lenin era um conservador em termos sexuais.

Nunca trataram de democracia.

Nunca desmereceram a Rússia

Greves realizaram.

Eram subversivos, não podiam evitar que os czaristas contivessem a subversão, as greves, as bagunças.

Não se puseram contra a moral. Não derrubaram a honestidade. Inexistia votação de interesse dos comunas.

acp

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acp

Escreva um seu artigo seu a desmentir o falso decalogo de lenin que desde que a internet existe engana tolos. Aquele, sobre greves, libertinagem, armas... Nem lenin nem nenhum comuna o

escreveu.

Ou pesquise e publique artigo de outrem.

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