terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Os crimes do Partido Comunista

Prestes 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

 O texto abaixo é o prefácio do livreto “Os Crimes do Partido Comunista”, de autoria do escritor Pedro Lafayete, editado em 1976 pela editora Moderna.
         
UM POUCO DE HISTÓRIA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM
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Talvez em nenhum outro país do mundo como no Brasil, o Partido Comunista se tenha mostrado com uma audácia tão impressionante na prática de crimes hediondos, de assassínios e atos de terror.
    
Na Rússia, Hungria, Espanha, China, e outras nações, os bolchevistas, até o desencadeamento da luta revolucionária, até o momento do golpe insurrecional, procuraram não se comprometer na prática de homicídios. Lenin, mesmo, mais de uma vez, observou aos seus sequazes, antes de 1917, a conveniência de se absterem de atos terroristas, não por uma mera questão de moralismo, mas para não impressionar mal a opinião pública.

Embora insuflando organizações auxiliares a cometerem atentados pessoais e autorizando assaltos a bancos e carros-correio do tesouro czarista, o criador do bolchevismo, durante o período que precedeu a tomada do Poder, procurou evitar que o seu Partido se tornasse responsável direto por assassinatos. Uma vez deflagrada a revolução, os fanáticos de Marx saciaram os seus apetites bestiais em massacres coletivos, derramando rios de sangue e impondo às suas vítimas os mais selvagens seviciamentos. Foi assim na Rússia, e também na Espanha e em numerosos outros lugares, onde as hordas vermelhas conseguiram ocupar o Poder ou onde chegaram a atear o fogo da guerra civil.
    
No Brasil, porém, o Partido Comunista, constituído na quase toda totalidade, por indivíduos mentalmente inferiores, por verdadeiros tarados, deixou de ser uma organização d caráter exclusivamente político, embora revolucionário, para se transformar num agrupamento de assassinos da pior espécie, numa seita terrorista, com seus tribunais e seus carrascos. Mesmo na sua fase pré-revolucionária, mesmo no seu período de vida clandestina, quando ainda não dispunham de força bastante para ir à revolução, os nossos bolchevistas já praticavam crimes hediondos, que os seus irmãos de outras terras só chegaram a cometer depois do início da luta armada.
    
Não há, pois, exagero em dizer-se que a canalha vermelha que segue a lúgubre figura de Luiz Carlos Prestes, é de uma ferocidade, de um banditismo sem paralelo dentro da própria história do bolchevismo ignominioso. Entretanto, no discurso do Pacaembu, usando uma linguagem demagógica mais radical do que o comício do Vasco da Gama, o Cavaleiro do Komintern, num ato de requintado cinismo, não vacilou em atirar a baba asquerosa d seus insultos demagógicos contra o aparelho policia de nosso país, acusando-o de violentas perseguições, no passado, aos militantes do comunismo. O povo brasileiro, porém, não padece de amnésia, num grau tão grande, a ponto de ha ver esquecido completamente de acontecimentos dramáticos, que, em dias que não vão longe, impressionaram profundamente a sociedade e foram minuciosamente registrados pela imprensa.
    
A Polícia do Brasil não necessita de defesa, ela, juntamente com as classes armadas, salvou a Nação do domínio de um comitê de assassinos. É possível que, nas horas de um combate verdadeiramente heróico em defesa das nossas instituições e que na plenitude de uma luta intensíssima contra homens que desconhecem as leis da moral, que agem sem o mínimo escrúpulo, hajam sido cometidos erros e falhas. 

É possível que no decorrer do árduo trabalho de desarticulação de um movimento clandestino de tão largas proporções,, como foi o bolchevismo em nosso país, as autoridades públicas, que se viam na contingência de atuar quase nas trevas e com a máxima rapidez, tenham ferido involuntariamente, um ou outro inocente. Mas se dermos o balanço dos serviços prestados ao Brasil pela Polícia, nas horas trágicas da ameaça comunista, sem dúvida seremos obrigados a reconhecer que aquele aparelho de segurança da coletividade nacional conseguiu livrar-nos da ação diabólica de uma seita de malfeitores, que se rotulava com o nome de Partido Comunista.
    
Se houve violência por parte da Polícia, foi a violência da legalidade contra a violência da revolução vermelha.
    
Na sua luta contra o bolchevismo, a Polícia não fez da violência um esporte, não a usou por sadismo. Limitou-se a reagir, com a violência que a situação impunha, contra uma organização subversiva, que queria impor a greve pelo terror, chegando a espancar operários; que assassinava investigadores em plena via pública; que convocava “comícios pacíficos” para transformá-los em campo de batalha, com a finalidade de “ir treinando as massas em lutas de rua”; que possuía “corpos de segurança”, tribunais de justiça, cárceres privados, executores de penas de morte, enfim, que provocava descarrilamentos de trens nos subúrbios e no interior, e assassinava oficiais do Exército dentro da própria caserna.
    
Em dias excepcionalmente difíceis, quando a sociedade intranqüila e ameaçada em seu labor pacífico, voltava-se ansiosa para as autoridades, pedindo uma reação enérgica e decisiva contra os inimigos da ordem, a Polícia mostrou-se à altura de seus deveres, enfrentando, muitas vezes com heroísmo e com sacrifício de vida de seus bravos e humildes funcionários, a fúria fanática dos bolchevistas.
    
E cumpre dizer que jamais as nossas autoridades fugiram à responsabilidade das medidas enérgicas que se viram compelidas a adotar.
    
Foi nas ruas, à luz do dia, em horas movimentadas, ante o testemunho insuspeito do público, que travaram alguns dos mais duros duelos entre os servidores da ordem, que defendiam as instituições vigentes, e as hordas vermelhas. No largo da Harmonia, na praça da República, na praça Tiradentes, teve a Polícia que reagir, quando se viu atacada, à bala e de surpresa, pelos provocadores bolchevistas, que estavam empenhados em preparar um clima de agitação que tornasse o ambiente nacional ao movimento sangrento que explodiu em 1935.
    
Num momento em que o bolchevismo, no Brasil, utilizava-se de processos de inaudita violência, a ponto de matar seus próprios prosélitos que lhe inspiravam receios, a Polícia não podia ficar de braços cruzados, esperando que os sequazes de Prestes, depois de dominar o País, fossem se apresentar voluntariamente ao edifício da rua da Relação.
    
Que é,realmente, uma revolução, senão a violência na sua forma suprema? E como vencê-la, senão por seus próprios métodos?
    
Aqueles que, se afastando das praxes democráticas, procuram implantar idéias pelo recurso da força bruta, tal como o fizeram os bolchevistas em 1935, não têm direito de protestar contra as medidas excepcionais que a autoridade pública se vê obrigada a empregar na salvação da ordem estabelecida.
    
O revolucionário coloca-se, voluntariamente, fora da lei, e já não lhe cabe do que aceitar as conseqüências da sua atitude.
    
Na sua luta de vida contra o bolchevismo o Estado brasileiro não fez senão usar o direito de legítima defesa abatendo, com os meios que se tornaram indispensáveis, a bestialidade sanguinária de uma minoria de fanáticos, que se conjuraram para trair a Pátria.
  
O vil embusteiro, o traidor despudorado que, para servir aos seus financiadores de Moscou, não teve escrúpulos de se colocar sob as ordens de Harry Berger, pode, hoje, à sombra das regalias que, estultamente, lhe foram concedidas, procurar fazer-se de vítima. Inútil é, porém, o seu esforço, porque o sangue de suas vítimas levanta, contra o seu nome e o seu Partido, um clamor eterno, que nenhum artifício da demagogia revolucionária será capaz de abafar. Tobias Warchavski, Elza Fernandes, Maria Silveira, Domingos Antunes de Azevedo, Afonso José dos Santos, executados por ordem do Tribunal Vermelho, os Oficiais do Exército, também em 1935, e tantas outras vítimas do furor sanguinário do Partido Comunista, respondem com eloqüência dramática à crítica cínica do Fuehrer Bolchevista. 

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

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