sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Os Serviços de Informação da Alemanha durante a Guerra Fria

Turma da Stasi

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Analise detalhada das estruturas da STASI e da"Organização Gehlen" - BND

“O Serviço de Informações é o apanágio dos nobres. Se entregue a outros, desmorona”.(Coronel Valter Nikolai, chefe do Serviço de Informações alemão na 1ª Guerra Mundial)
MARKUS WOLF – O HOMEM DA STASI
   
Markus Johannes Wolf, cujo apelido era“Misha”, foi chefe do Serviço de Informações Exteriores (Stasi) do Ministério de Segurança do Estado da República Democrática Alemã – oficialmente fundada em outubro de 1949 - durante 34 anos (1952 a 1986). Foi, segundo alguns, o mais eficiente Serviço de Inteligênciado Continente Europeu. Quando Markus Wolf foi nomeado para a chefia da Stasi  tinha apenas 33 anos.
    
O Partido o enviara para a Escola doKomintern  quando tinha 20 anos. O Partido o designara para Moscou e para estações de rádio em Berlim, onde trabalhou sob o codinome de“Michael Storm”. O Partido o despachara para Moscou como diplomata e, finalmente, o Partidodefiniu que Markus Wolf seria útil para o trabalho de Informações. Esse senso de disciplina partidária sem discussão é uma coisa complicada para a compreensão dos não-comunistas, mas sem uma visão mais abrangente da influência que esse ser denominado O Partido sempre exerceu sobre seus membros e a forma como sempre definiu as opções para os seus membros, é impossível entender o que seja o comunismo
       
No início da formação da Stasi, como era mais conhecido o HvA-Die Hauptverwaltung Aufklãrung (Administração Central de Informações), eram apenas oito alemães e quatro consultores soviéticos, membros daNKVD-Narodnij Kommissariat Vnutrennih Del,que ensinaram como montar a estrutura básica de um Serviço de Informações e exerceram um papel dominador. A estrutura do HvA foi constituída à imagem e semelhança da NKVD e deveria buscar informações políticas sobre a RFA; informação científica e técnica nas áreas de armas nucleares, energia atômica, química, engenharia elétrica e eletrônica, aviação e armas convencionais; e, por último, mas certamente não menos importante, informações sobre os aliados ocidentais em relação à RFA. Os cientistas que se mostrassem mais gravemente abalados pelo resultado de suas participações em pesquisas de armas atômicas sempre se constituíram nos melhores alvos para os agentes da Stasi.
    
Muitos segredos técnicos e estratégicos de poderosos exércitos considerados inimigos da URSS foram coletados. Esses segredos sempre foram repassados aos centros de comando doPacto de Varsóvia, sediados em Moscou. Já foi especulado que Markus Wolf conhecia mais acerca dos segredos da República Federal Alemã do que o próprio chanceler sediado em Bonn. AStasi “plantou” agentes junto a dois chanceleres, além de milhares de “toupeiras” infiltrados em todos os setores da Alemanha Ocidental. Um desses agentes, Günther Guillaume, quando descoberto em 1974, destruiu a carreira de um moderno estadista alemão ocidental: Willy Brandt, de quem havia sido Conselheiro Políticodesde 1970.
    
Muitos desses agentes eram alemães ocidentais que serviam à Stasi não por dinheiro, mas por convicção. E outros, muitos outros, por chantagem, um jogo sujo jogado por todos osServiços de Informações do mundo. A chantagem, no caso do HvA tornava-se mais fácil, pois os soviéticos conservavam os arquivos nazistas capturados e a exerciam sobre pessoas tais como o ex-SS Heinz Felfe, que encontrara emprego no Serviço de Informações da RFA organizado pelo general Reinhard Gehlen - chefe dos serviços secretos da Alemanha durante a 2ª Guerra Mundial. Heinz Felfe, até ser descoberto e preso, trabalhou por cerca de 10 anos dentro da Organização Gehlen e depois no Serviço de Informações da RFA (BND-Bundesnachrichtendienst), como assessor da seção que tratava do trabalho de contra-espionagem nas redes comunistas do Ocidente.
    
A integração do Serviço de Informações Exteriores ao Ministério de Segurança do Estado significou que a Stasi era responsável tanto pela repressão interna na RDA, quanto pela cooperação com terroristas internacionais.
    
“Os pecados e os erros da Stasi – segundo Markus Wolf – foram aqueles que qualquer outro Serviço de Inteligência comete. Lutamos contra o renascimento do fascismo; por uma combinação de socialismo e liberdade, um objetivo nobre que falhou por completo”. Observe-se que ele não falou crimes e sim pecados e erros.
    
Na guerra subterrânea travada entre as duas ideologias que dominaram a segunda metade do Século XX não costumava haver clemência. Crimes foram cometidos por ambos os lados no conflito global.
    
Markus Wolf, em seu livro “O Homem sem Rosto”, editora Record, 1997, afirma que teve conhecimento de muitos dos terríveis crimes de Stalin no momento mesmo em que eles estavam em andamento. E aduziu: “qualquer um que disser que não sabia de nada está mentindo”(página 62).
    
Em 9 de novembro de 1989, dia da queda doMuro de Berlim e da abertura dos portões da RDA para o mundo, o país praticamente deixou de existir como Nação. O desfecho do trabalho de toda uma vida de Markus Wolf – promovido a general em 1 de fevereiro de 1982 - foi, certamente, inimaginável, embora desde 1985 estivesse aposentado por se sentir “enclausurado dentro das fossilizadas estruturas burocráticas sob a liderança estagnante do atormentado Erich Honecker”.
    
Da noite para o dia os membros dos Serviços de Segurança da RDA transformaram-se no inimigo público número um, segundo a mídia, os políticos e os tribunais.
    
Cerca de dois meses depois da queda doMuro, em 15 de janeiro de 1990, multidões em fúria invadiram as instalações do Ministério de Segurança do Estado, na Normannenstrasse e descobriram os vastos registros que o Ministério mantinha ao espionar seus próprios cidadãos. As pessoas ficaram furiosas ao constatarem até que ponto a rede de vigilância interna se espalhara pelo país, espionando cada um dos 17 milhões de alemães orientais.
    
Após a reunificação das Alemanhas, em 4 de outubro de 1990, Markus Wolf, embora já aposentado, refugiou-se em Moscou e, lá, tentou saber até que ponto os velhos aliados da KGB e do Kremlin iriam apoiar os companheiros da comunidade de informações da RDA, agora que o país desabara literalmente. E aí uma decepção, pois não houve qualquer demonstração de solidariedade por parte dos colegas de Moscou. Alegaram que estavam, também, despreparados para o que aconteceu. A suposta e tão badalada solidariedade internacional, à qual membros daStasi  e da KGB ergueram brindes ao longo dos anos não passava de uma mistificação. Nos locais onde as linhas diretas entre Moscou e Berlim Oriental zumbiam o dia inteiro nos vários níveis de comunicação entre os dois aliados passou a reinar um incômodo silêncio. O destino dos agentes e dos espiões infiltrados(“toupeiras”) era considerado tão delicado politicamente que estava sendo conduzido pelo próprio Gorbachev. Markus Wolf  logo chegou à conclusão de que nada podia esperar da Mãe Rússia.
    
Em 22 de outubro de 1990, talvez já tarde demais, Markus Wolf, decidiu enviar uma carta a Gorbachev, que dizia: “Fomos seus amigos. Usamos muitas condecorações de seu país em nossos peitos. Dizíamos que dávamos uma grande ajuda para a segurança de vocês. Agora, em nossa hora de necessidade, creio que não nos vão negar sua ajuda”. A carta prosseguia perguntando a Gorbachev se ele solicitaria anistia para os espiões da Alemanha Oriental como condição para a sua concordância com a reunificação. A resposta veio através do chefe daKGB, Vladimir Kriuchkov, dizendo que Gorbachev iria mandar seu embaixador em Bonn discutir esse pedido com o chanceler Helmut Kohl. Não era verdade, pois o embaixador reportou-se a um assessor de Kohl, Horst Teltschick. A partir daí, Markus Wolf começou a ter sérias dúvidas acerca das lealdades de Gorbachev.
    
Essas dúvidas se confirmaram quando Gorbachev concordou com a reunificação, em seu encontro no Cáucaso com o chanceler Kohl, ocasião em que se recusou a colocar em pauta o pedido de imunidade do pessoal da Inteligência da RDA. Sua principal preocupação era manter sua imagem radiante no Ocidente, esquecendo-se convenientemente de que ele, um dia, também havia sido comunista. Essa foi a definitiva traição dos soviéticos aos seus amigos da RDA, mão-de-obra da KGB para o trabalho sujo durante quatro décadas.
    
Markus Wolf, hoje com mais de 80 anos, vive em Berlim, às margens do rio Spree como escritor. E os arquivos da Stasi, contendo os originais completos das operações de espionagem estrangeira da Alemanha Oriental - incluindo a identidade verdadeira de seus milhares de agentes, seus endereços, os codinomes utilizados, data do nascimento, estado civil e missões executadas por cada um -, a maioria na Alemanha Ocidental e outros países da OTAN, foram enviados para os EUA em alguma época depois de 1989 e encontram-se em poder da CIA, segundo confirmação extra-oficial do governo norte-americano. Esse traslado de arquivos foi denominado “Operação Rosewood”. Os arquivos identificam também cidadãos dos EUA, RFA, Inglaterra e outros países membros da OTAN que trabalharam para a Stasi.
 

A ORGANIZAÇÃO GEHLEN

O sonho alemão de derrotar a União Soviética não acabou com a derrota de Hitler na 2ª Guerra Mundial. Se alguém pudesse ser responsabilizado pela continuação da Guerra-Friaesse alguém seria o general Reinhard Gehlen, chefe do Serviço de Informações alemão durante a 2ª Guerra Mundial, encarregado da Frente Russa. Nessa posição, Gehlen conseguiu elaborar um espantosamente preciso quadro funcional do Exército Soviético e também infiltrar agentes na retaguarda russa, num processo que lhe permitiu acumular uma quantidade gigantesca de informações.
    
De 1941 a 1968, quando se aposentou, Reinhard Gehlen foi considerado o homem-chave da espionagem mundial. A Associeted Presschamava-o de Master Spy e a NKVD e depois aKGB-Komitet Gossoudarstvenno Bezopasnostichegou a oferecer a quantia de 100 mil dólares para quem o pegasse, vivo ou morto.
    
Quando a 2ª Guerra se aproximava de seu fim, com a inevitável derrota da Alemanha, Gehlen planejou um esquema para oferecer toda a sua Organização e seus arquivos aos Aliados e, nesse sentido, estabeleceu contato com os norte-americanos e fez-lhes a proposta sob três condições: utilizar somente alemães; não funcionar jamais contra a Alemanha; e trabalhar para a Alemanha quando ela se tornasse livre. A partir daí, foi criada a Organização Gehlen, que se tornou o mais importante tentáculo da CIA na Europa. A Organização Gehlen, posteriormente, em 5 de maio de 1955, quando a RFA foi aceita como membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deu origem ao que viria a ser o BND-Bundesnachrichtendienst (Serviço de Informações da RFA). Reinhard Gehlen dirigiu oBND até 1 de maio de 1968, quando se aposentou. Gehlen morreu em 1979.
    
Embora seu nome jamais tenha sido citado em qualquer debate parlamentar, o Congresso dos EUA passou a votar em favor da Organização Gehlen uma verba anual de 6 milhões de dólares para que ele estruturasse e chefiasse, na Europa Ocidental, um Serviço de Informações em proveito da CIA, empregando milhares de agentes que o conheciam apenas como Herr Doktor ou Número 30.
    
Reinhard Gehlen é considerado um dos maiores espiões do mundo – não um James Bond, mas o chefe de James Bond. AOrganização Gehlen, no entanto, como a maioria dos Serviços de Informações do mundo, não se manteve imune às infiltrações dos Serviçosinimigos, como acima foi relatado. A enorme expansão de suas atividades teria sido uma das causas que propiciaram essas infiltrações, bem como também o emprego de ex-membros de organizações nazistas, como as SS, foi amplamente explorado pela propaganda comunista, causando um certo desgaste aoServiço.
      
1972, Gehlen teve editado o seu livro “O Serviço Secreto”, editora Artenova, 1972, no qual mostra como funciona O Serviço, umaOrganização que não conhece fronteiras, que rege-se por suas próprias leis e tem a sua própria moral. Eis algumas considerações por ele escritas:
    
A Informação deve ser capaz de melhorar ou modificar as premissas sobre as quais o governo baseia suas decisões. Mas jamais deve ser utilizada como única base para decisões, e sim apenas como uma fonte de ponderações especiais e novas, que podem em certas circunstâncias ser suficientes para inclinar a balança para um ou outro lado.
     
O Serviço de Informações é um instrumento altamente sensível. A partir do momento em que ocorra qualquer tipo de abalo na cúpula, os tremores são sentidos ao longo de todos os elos da cadeia, mesmo que os detalhes da crise não se tornem de todo conhecidos pelos escalões inferiores.
    
Os sumários e as análises dos Serviços de Informações devem ser estritamente objetivos e apartidários. Informações secretas sobre assuntos políticos e, até certo ponto, sobre assuntos militares são em grande parte uma questão de previsão. O fato de que alguns acontecimentos poderão ocorrer não significa necessariamente que irão ocorrer.
    
É por isso que toda ação militar ou política pode ser dividida em três partes: em primeiro lugar, a decisão de agir; em segundo lugar, os preparativos para a ação; e em terceiro, a execução. Em geral, um Serviço de Informações pode detectar apenas a segunda fase, o estágio preparatório, e a partir de suas observações posteriores ele detectará os progressos que estão sendo feitos e, finalmente, a conclusão dos preparativos.
    
Ocasionalmente ocorrem feitos excepcionais, nos quais um Serviço dá um golpe de mestre e apura uma decisão do inimigo ou mesmo a data estabelecida para o início de uma operação. Mas isso não tem nada a ver com a qualidade de um Serviço de Informações. Um Serviço só pode ser avaliado através da consistência e da regularidade de seus relatórios.
    
Muitos Relatórios de Informações são considerados irresponsáveis pelos políticos que os recebem, uma vez que não conseguem ajustar-se aos seus pontos de vista sobre a situação que, no mais das vezes, são formados por conjeturas ilógicas.
    
Uma das maiores dores de cabeça na organização de um Serviço de Informações é a moderna controvérsia sobre eficiência versus responsabilidade. É desnecessário enfatizar que o trabalho de Informações é uma atividade essencialmente sigilosa; esse é o dogma que prevalece nos demais serviços do governo, inclusive nas Forças Armadas, no que diz respeito à responsabilidade (“transparenz”) dos órgãos governamentais, para si próprios e para as suas atividades. O princípio básico deve ser sempre este: enquanto qualquer outra Organização sadia deve ser “transparentemente”aberta e franca, com todos sabendo exatamente qual é a sua função, num Serviço de Informações dá-se exatamente o oposto. A Organização deve ser opaca e confusa quando vista do exterior, embora todos devam conhecer aquilo que dela se espera.
    
Em sua formatação final, cada peça da engrenagem do Serviço de Informações deve se ajustar à sua vizinha de modo tão perfeito que nenhuma unidade possa funcionar independentemente das outras. Se uma unidade está sendo manipulada pelo inimigo, toda a máquina se ressentirá em pouco tempo, sendo que dessa maneira os erros de segurança são automaticamente identificados.
    
Em suma, se os governos dão aos chefes de seus Serviços de Informações inteira liberdade para organizar suas máquinas e para realizar suas funções da maneira que julgarem conveniente, eles assim agem em boa causa. O melhor exemplo disso é a maneira pela qual os norte-americanos dirigem seu Serviço Secreto e sua História. A independência da CIA ante a interferência política está salvaguardada por uma lei do Congresso. O Serviço americano talvez se iguale ou supere o desempenho do SISbritânico (Serviço de Inteligência MI6), que se constitui em um exemplo para todo o hemisfério ocidental.
    
A Segurança Interna é talvez a tarefa mais ingrata de um Serviço de Informações. Pode-se dizer dos Serviços de Informações em geral que eles trabalham por trás de portas fechadas, não devendo esperar o reconhecimento do público em geral. Isso é muito mais verdadeiro no que diz respeito às suas seções para a Segurança Interna. Como o goleiro no time de futebol, essa seção leva toda a culpa quando ocorrem fracassos na segurança – por exemplo, quando um agente duplo é descoberto. E, paradoxalmente, quando o Serviço lavra um tento como esse, trata-se o mesmo como admissão de uma derrota, pois fica estabelecido que até o momento da descoberta o homem pode passar seus recados sem ser percebido.
     
Mesmo que os aspectos acima sejam ignorados, o Serviço pode ainda, durante algum tempo, parecer exteriormente uma máquina trabalhadora e eficaz. Mas, não é necessário que o inimigo penetre em seu interior, pois seus resultados se deteriorarão paulatinamente até que, ao invés de fornecer documentos de informação reunidos a partir de cada fonte, ele apresentará informações inteiramente superficiais e inadequadas buscando justificar as horas e o dinheiro gastos no trabalho. Pelo menos, é essa a convicção adquirida por Reinhard Gehlen em seus 26 anos de trabalho em Informações.
    
Em qualquer Serviço de Informações é óbvio que as modificações constantes em cargos de cúpula refletem-se na diminuição de sua eficiência durante longos lapsos de tempo, particularmente quando funcionários alheios à Agência são designados para cargos de chefia. Experiência em outros setores do Serviço Civil não pode ser considerada qualificação adequada para posições de mando num Serviço de Informações.
    
Um Serviço de Informações pode ser comparado até certo ponto com um instrumento científico caro. Deve ser operado por especialistas científicos da mais alta competência, se quisermos que obtenha um quadro fiel de todos os fatores necessários para uma avaliação correta do potencial inimigo. E mais: Gehlen considerava um dever de qualquer Serviço de Informações sofisticado é manter aberto um canal de comunicações com os Serviços de Informações do inimigo, pois tais contatos poderão ser muito úteis.
    
Esse tipo de função não pode ser executado por um Serviço  relegado a um segundo plano e comandando por um grupo de incompetentes. Em suma, um Serviço de Informações deve receber diretrizes políticas por parte do Primeiro-Ministro ou do Presidente (que fatalmente não será dotado do necessário conhecimento especializado). Mas a direção especializada do Serviço, desse momento em diante, deverá ser reconhecida como atribuição única do seu Chefe.
    
Um termo de comparação entre aOrganização Gehlen e a Stasi é impossível. Como qualquer Serviço de Informações do mundo, ambos tiveram êxitos e revezes. Os revezes normalmente enchem as páginas dos jornais e os êxitos permanecem sob um pesado silêncio, nas catacumbas do Serviço.       

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

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