sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Os Justiçamentos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por F. Dumont

Dentre o extenso rol de crimes cometidos pelos comunistas brasileiros, tais como assassinatos, assaltos, bombas, sequestros de diplomatas e de aviões, etc, um deles tornou-se o símbolo maior da violência desmedida, consequência inevitável de uma doutrina radical e genocida: o denominado, por eles mesmos, de justiçamento.
        
Justiçamento foi o neologismo criado e empregado pelos comunistas para designar os assassinatos não só de seus inimigos, isto é, os integrantes das forças legais de segurança e todos aqueles que com elas colaboravam, mas, também, de seus próprios companheiros que, segundo eles, vacilavam e/ou traíam. Na esteira dos justiçamentos, também foi observada mais uma categoria: a de "queima de arquivo".
        
Não foram mortes causadas na paixão, no ódio ou na virulência de um confronto. Não foram mortes involuntárias, surgidas por acaso, no fragor de alguma ação violenta. Não foram mortes aleatórias, cujos nomes só surgiam depois da explosão de uma bomba, depois de um assalto, depois de um sequestro. Não foram nada disso.
        
Os justiçamentos praticados pelos comunistas foram crimes premeditados, extremamente planejados, crimes frios e cruéis cometidos por pessoas com as mentes fanatizadas por uma uma doutrina que sobrepunha os fins aos meios.
        
O justiçamento era o último capítulo de um longo processo, que começava por uma denúncia, que passava pelo julgamento de um pseudo "tribunal revolucionário", às vezes chamado de "tribunal vermelho", que gastava muito tempo em minuciosos levantamentos, que organizava um grupo de execução com militantes travestidos de carrascos e que se encerrava com o sangue do "justiçado" salpicando a propaganda do ato cometido, que escarnecia a vítima e, quixotescamente, tentava justificar a realidade de um assassinato. E, tudo isso, a sangue frio, com o sangue congelado de uma doutrina que impunha a violência sobre a sociedade tida como algoz.
        
"Senhores da vida e da morte", os comunistas brasileiros, quais terroristas tupiniquins, ufanavam-se de que "guerrilheiros não matam por raiva, nem por impulso, pressa ou improvisação. Matam com naturalidade. Não interessa o cadáver, mas seu impacto sobre o público."
        
"Donos da verdade", os comunistas brasileiros escarneciam das vítimas e, nos panfletos jogados sobre os cadáveres, ameaçavam: "Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que todos eles sentirão o peso da justiça revolucionária. Olho por olho, dente por dente".
        
Durante o negro período da luta armada, foram mais de duas dezenas de justiçamentos conhecidos. Talvez outros, nunca descobertos.
        
Vamos contar algumas histórias.
        
Vamos conhecer e nos espantar com cada uma delas.

F.Dumont é Historiador.

2 comentários:

Anônimo disse...

O episódio do Rio centro, a aparição do Perdigão no local dos assassinatos e explosões o assassinado do Fleury, a casa da morte em Petrópolis e outras patifarias já nos mostram a máfia fundada no governo militar onde o jogo do bicho, contrabando e o narcotráfico já eram carros chefes da maçonaria, sem esses relatos o falso historiador é cumplice de um governo que, escravizou, torturou, assassinou, reprimiu e largou seu povo na miséria...

Anônimo disse...

Eles não desistiram ainda, se não conseguiram "na marra" como queriam vão conseguindo devagarinho via política partidária.Um dia chegarão lá, se ninguém os impedir.