domingo, 12 de fevereiro de 2017

Rentismo “paitrocina” o Crime Institucionalizado


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Em seu pragmatismo cínico, sempre em busca de resultados no curto prazo, na base do custe o que custar, a ideologia rentista tupiniquim consegue se superar em análises idiotas que acabam vendidas ao mercado como “visão estratégica” (que piada...). Até outro dia, na “exegese rentista”, a Lava Jato era apontada como o fator que espantava investimentos no Brasil. Agora, quem espana os “investidores” são os “motins de PMs”, expondo a insegurança pública brasileira – que só incomoda rentista quando algum deles é assaltado, seqüestrado ou assassinado...

Algumas perguntinhas para os cínicos rentistas: Quem financia, de verdade, o sistema do Crime Institucionalizado no Brasil? Quem movimenta, de modo tão profissional, a dinheirama que as diversas atividades criminosas movimentam no Brasil e pelo mundo afora? Quem lucra, de verdade, com a ação institucionalizada do crime, sobretudo com a corrupção e os variados tráficos (de drogas, armas, gente, órgãos e produtos)? Quem forma o braço financeiro das super-máfias? Quem investe na insegurança para lucrar alto com a “indústria da pretensa segurança”?

O Crime Organizado é uma atividade dirigida pela ideologia rentista. Ninguém divida que o rentismo está na essência do Crime Institucionalizado – que é a associação para fins delitivos entre quem movimenta a máquina estatal e bandidos de toda espécie que lucram, direta ou indiretamente, com o controle político e econômico da sociedade. O rentismo “paitrocina” o Crime! Por isso, não adianta combater o crime no Brasil sem antes neutralizar a hegemonia da mentalidade rentista. O rentismo é uma doença que destrói a humanidade.

O Brasil tem de se livrar da refinada canalhice rentista. O problema é que isto é complicado, porque a mentalidade rentista domina e escraviza o “pensamento” político e econômico. O rentismo controla tudo, principalmente a mídia e a área de ensino que forma nossas “zelites”. Por isso, parece “natural” a reprodução da ideologia rentista. Quem ousa pensar diferente deles é inviabilizado. Quando permite, é cooptado. Se atrapalhar demais, acaba exterminado.

Dá tristeza ver que tem self-made-man idiota que sente orgulho de ser chamado de “rentista”. O imbecil econômico, geralmente também um arrogante analfabeto que pensa fazer “leitura política”, tem a ilusão de faz parte da ‘Elite” graças aos seus milhões ou bilhões acumulados por via legal ou ilegal, geralmente improdutiva. São estas bestas quadradas quem dão sustentação a governos socialistas fabianos, essencialmente capimunistas, no qual o Estado-Ladrão dita as regras, como é o caso do PMDB (sempre governista) e suas variantes PT (mais radical) e PSDB (mais moderada, o paradigma palatável do “jeitinho rentista brasileiro”).

Quem se contrapõe e é prejudicado, sabotado e às vezes até ideologicamente cooptado pelo rentismo? O maior inimigo do rentismo é o super-produtivo agronegócio brasileiro. O setor é o verdadeiro sustentáculo do Brasil: 35% do PIB nacional. Exatamente por isto ele é o mais combatido pelos braços ideológicos do Crime Institucionalizado. Não é à toa que a grande missão rentista é cooptar o produtor que trabalha de verdade, sem ficar preocupado com as meras cotações de bolsas de valores de mentirinha.

O Brasil do Agronegócio precisa de aliados consistentes, entre os segmentos esclarecidos da sociedade, para neutralizar e superar a ideologia rentista que mantém no subdesenvolvimento o Brasil (dominado pelo Crime Institucionalizado). O rentismo, que deu o conveniente golpe na otária da Dilma Rousseff, dará toda sustentação para que o fantoche Michel Temer cumpra sua missão rentista de entregar o ouro do Brasil aos bandidos.

O rentismo só pode ser derrotado por uma profunda e inédita Intervenção Cívica Constitucional – que colocará o Brasil no rumo do verdadeiro desenvolvimento. Os rentistas farão o diabo para impedir que a autodeterminação do Brasil se torne uma realidade. O inimigo do Brasil é o rentismo improdutivo. O resto é conseqüência.

Felizmente, segmentos decisórios do Poder Militar e do Poder Judiciário (não contaminados ou subjugados pelo Crime) sabem muito bem disso... Eles estão preparados para lidar com o momento violento e instável que o Brasil já vive e que vai se agravar no curto prazo.      

Angorazinho


Desaforado


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 12 de Fevereiro de 2017.

13 comentários:

Martim Berto Fuchs disse...

A tão propalada monarquia brasileira do endeusado Pedro II, já rezava pela cartilha dos rentistas. Irineu Evangelista de Souza que o diga. É antiga a opção das nossas "zelites" pelo dinheiro fácil.
Diria que está no DNA das mesmas, pois sua base são os parasitas que acompanharam João VI na sua fuga para o Brasil, e formaram, junto com os escravocratas, a ascendência dos atuais inúteis, sabujos dos financistas ingleses.
Revolução que se preze terá que eliminar definitivamente a sustentação do rentismo, ou seja, os partidos políticos, a cabeça da jararaca. Apenas remodelar é tempo perdido.

Anônimo disse...

Nesse país ninguém se entende, ninguém obedece, todos mandam e o povo paga a conta.O Palácio do planalto virou casa de mãe joana.

Anônimo disse...

Mais fácil é simplesmente revogar a lei de execuções fiscais, pois aí os rentistas terão que se valer das lei comum para expropriar os brasileiros, ou seja, não terão como receber os juros que arbitram e combinam com os políticos venais que temos.

Anônimo disse...

São responsáveis sim, pois uma vez que são obrigados a fazerem vistas grossas e obedecerem ordens absurdas deixando de darem o devido fragrante se tornam bandidos também... Pelo menos deixem claro que por ordem do judiciário e de políticos não podem mexer com banca de jogo do bicho, maquinas de caça niqueis, casas de bingo, narcotraficantes, contrabandistas, e quando estouram uma porra dessas sofrem punições e são até forjados pelo comandante e o promotor da comarca... O policial é pago para fazer parte do sistema e se o sistema é podre ele fica podre também... Judiciario e maçonaria a máfia maldita...

Anônimo disse...



Diário de
Vasco Pulido Valente



União Europeia
A utopia da “Europa”


Vasco Pulido ValenteSeguir

12/2/2017, 0:01452
147



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… hopes expire of a low dishonest decade… W. H. Auden






No fim de Janeiro, Portugal, na pessoa do primeiro-ministro, teve a honra de receber seis países do sul da Europa: a Itália, a Espanha, a França, a Grécia, Malta e metade da ilha de Chipre. Apesar do atraso este encontro merece alguns comentários. Primeiro, é duvidoso que Chipre e Malta se possam apresentar ao mundo como “países”. Segundo, o que distingue os membros deste subconjunto da União é precisamente não fazerem parte da Europa. A Espanha não tem um papel no continente desde o século XVII, a França desde o princípio do século XIX e o resto do grupo não existia até há muito pouco tempo e nunca contou para nada. Todos vieram agora aqui dizer meia dúzia de piedades, que o mundo inteiro conhece e, no fundo, como disse o inefável Tsipras, reforçar a “solidariedade”, ou seja, convencer a Alemanha a abrir um bocadinho mais a bolsa.

Desde o princípio que os críticos da “Europa” mostraram a dificuldade de integrar económica, política e culturalmente num organismo único o que se chama, por abuso vocabular, a “Europa” do sul e a “Europa” do leste. A verdadeira Europa sempre começou na Suécia e acabou no norte de Itália e no centro de França. Para Metternich, o Oriente começava às portas de Viena e basta assistir ao que se passa hoje na Roménia, na Hungria e na Polónia para lhe dar razão. Quanto ao sul, embora desejasse melancolicamente ser Europa, não conseguiu ao fim de centenas de anos ser mais do que uma cópia primitiva e deformada de um modelo para ela incompreensível. Basta ler Eça e, por exemplo, Elena Ferrante. O último capítulo de Os Maias, a passagem mais trágica da literatura portuguesa moderna (fim do século XIX) ou o Quarteto de Nápoles (princípio do século XXI), para medir a distância que separa o norte da nossa mediterrânica tristeza.

A “Europa” foi uma utopia que, como o nome indica, não tinha lugar no mundo real. Neste momento, em que ela não passa de uma ruína, ou do anúncio de uma ruína, e em que a fragilidade dos seus fundamentos é pública e notória, convinha perceber o que sucedeu e não perder tempo com gestos vazios para prolongar uma vida condenada, a benefício dos pobrezinhos que se tomam pelo que não são.
http://observador.pt/opiniao/a-utopia-da-europa/

Anônimo disse...

A república cambaleante e seus lamaçais
blog orlando tambosi

A Nova República morreu e não há mais chance de restaurar sua legitimidade, diz Sérgio Besserman Viana em artigo publicado no jornal O Globo, onde analisa o "nó górdio da política" e as hipóteses de desdobramento da crise:

A Nova República morreu. À luz do que foi revelado de suas catacumbas, não existe mais chance alguma de restauração de sua legitimidade. Se ela não for enterrada e substituída, poderá sobreviver como zumbi, mas a política jamais terá capacidade de enfrentar os desafios que amarram o desenvolvimento da sociedade brasileira.

Essa é a hipótese mais provável, lamentavelmente. Os donos do poder restaurarão, com total falta de pudor, certa normalidade, e, com uma futura pequena melhoria da economia, decorrente do dever de casa básico, um ajuste modesto das contas fiscais, seguiremos nosso medíocre caminho: um gigante aprisionado na armadilha da renda média. E a corrupção continuará sendo a regra do nosso capitalismo de Estado e de nossa democracia de baixa qualidade.

O nó górdio tende a não ser desatado porque os parlamentares não têm nenhum desejo de mudar aquilo em que nem a Constituinte de 1988 mexeu: as regras do sistema eleitoral. As regras com as quais eles mesmos se elegem e exercem o poder. Por que mudar, então?

O pântano é composto de três lamaçais principais:

1 — O presidencialismo de cooptação. Nossos parlamentares têm todos os bônus, mas não têm o ônus de sustentar o governo; continua...

Anônimo disse...

blog do orlando tambosi continua II
2 — A eleição da Câmara de Deputados pelo sistema eleitoral do distritão (os estados), que terminou por fazer da capacidade de arrecadar recursos o fator de competitividade decisivo, quase único, nas eleições e no interior dos “partidos”;

3 — O fato de, pelas regras, o voto de cidadãos de estados pouco populosos valer muitíssimo mais do que o dos cidadãos dos maiores estados, mesmo sendo a Federação representada pela existência de um Senado em um Parlamento bicameral.

Assim, o nó górdio possivelmente continuará atado, a Nova República de pé, embora morta, e o país seguirá sua sina de sociedade profundamente injusta e desigual e economia ineficiente e pouco competitiva no cenário mundial. Sofrerá mais a imensa maioria da população.

Há outras três hipóteses:

1 — O sistema político encontra meios e motivação para se autotransformar. Uma Constituinte exclusiva da reforma política em que seus membros não possam se candidatar a cargos eletivos por certo período, por exemplo;
continua...

Anônimo disse...

blog do orlando tambosi continua III e termina

2 — A população volta às ruas, certamente com mais rancor do que em 2013, e, ou obtém transformações ou joga fora a água do balde com muito risco de a criança no banho ir junto, já que o caos é o método, nessas ocasiões;

3 — Alguma forma de “tenentismo”, jurídico, militar ou inesperado se impõe frente ao cadáver do sistema político desprovido de legitimidade, totalmente incapaz de reagir.

Nesse último caso, não responsabilizemos somente os futuros “tenentes”. A Velha República e seus vícios, até 1929, foi a principal responsável pela reação ao seu anacronismo e pelas graves consequências posteriores, incluindo a ditadura do Estado Novo.

Postado por Orlando Tambosi às 11:24

Anônimo disse...

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Os caciques do PMDB citados na Lava Jato
Brasil 12.02.17 16:07

Nesta semana, Edson Fachin autorizou a investigação para apurar se Renan, Jucá e Sarney agiram para obstruir a Lava Jato.

Veja os caciques do PMDB que já foram citados na operação:

Edison Lobão

Citado em delações premiadas como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Também é investigado por desvios de dinheiro das obras de Angra 3 e Belo Monte.

Eduardo Cunha

Acusado de receber, pelo menos, US$ 5 milhões em propinas por intermediar a compra de um bloco de exploração de petróleo, pela Petrobras, em Benin.

Eliseu Padilha

É citado por Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, como o principal “arrecadador” do PMDB, em troca de apoio do partido na Câmara a projetos de interesse da empresa. Padilha também é apontado como preposto de Temer na receptação de R$ 10 milhões.continua....blog libertatum...

Anônimo disse...

blog libertatum continua II
Eunício Oliveira

Aparece em delações premiadas da Odebrecht como beneficiário de uma propina de R$ 2,1 milhões da Odebrecht, em troca da aprovação de uma medida provisória de interesse da empreiteira. Também é citado na Operação Sépsis, desdobramento da Lava Jato, como receptor de R$ 5 milhões, por meio de contratos fictícios, para sua campanha ao governo do Ceará em 2014.

Geddel Vieira Lima

A Operação Cui Bono?, desdobramento da Lava Jato, encontrou indícios de corrupção passiva, na época em que Geddel foi vice-presidente da Caixa. Ele é suspeito de receber propina para liberar financiamento a grandes empresas.

José Sarney

É acusado por Sérgio Machado de receber R$ 16,5 milhões em dinheiro vivo desviados de contratos de subsidiárias da Petrobras. Nesta semana, Edson Fachin autorizou nova investigação contra Sarney por tentativa de atrapalhar o andamento da Lava Jato. continua...

Anônimo disse...

libertatum continua III
Luiz Fernando Pezão

Na planilha da Odebrecht, Pezão é Sasquat. O governador do Rio é investigado por recebimento de propina de um projeto social no Rio. Também há indícios de que participou do esquema de corrupção de Sérgio Cabral.

Michel Temer

É citado 43 vezes na delação de Cláudio Melo Filho, ex-Odebrecht. Segundo o delator, Temer costumava atuar por meio de intermediários. Em 2014, porém, teria deixado a discrição de lado e pedido R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht, em jantar no Palácio do Jaburu, para a campanha da reeleição.

Moreira Franco

Aparece dezenas de vezes na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, como negociador de propinas na área de aeroportos, quando foi secretário da aviação civil de Janete.

Renan Calheiros

É acusado por Janot de lavagem de dinheiro e corrupção. Renan teria usado intermediários para exigir propina da construtora Serveng em contratos com a Petrobras.

Romero Jucá

Além de ser pego maquinando como abafar a Lava Jato em conversa com Sérgio Machado, Jucá é acusado por Ricardo Pessoa, da UTC, de receber R$ 1,5 milhão para a campanha de seu filho a vice-governador de Roraima. O dinheiro foi desviado de Angra 3.
continua...

Anônimo disse...

libertatum IV E TERMINA
Sérgio Cabral

Virou réu na Lava Jato em dezembro. É acusado, entre outras coisas, de receber R$ 2,7 milhões em propinas pelas obras de terraplanagem da Comperj. Segundo o Ministério Público, o pixuleco foi pedido pelo próprio ex-governador, em reunião no Palácio da Guanabara.

Valdir Raupp

Entre as acusações, estão corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência na Petrobras. Quatro inquéritos foram abertos pelo STF para investigar o senador, no âmbito da Lava Jato.

Anônimo disse...

@diariodopoder

19:49
12 de Fevereiro de 2017

‘Ficha Limpa’ não afetou senadores enrolados
A Lei da Ficha Limpa ainda não surtiu efeito no Senado. Em quase sete anos de vigência da lei, e apesar das dezenas de parlamentares enrolados na Justiça, apenas Ivo Cassol (PP-RO), do “baixíssimo clero”, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal. A pouco mais de um ano e meio para a eleição de 2018, há a chance concreta de a Lei da Ficha Limpa não conseguir barrar sequer um candidato a senador.

Escapando

O ex-presidente do Senado Renan Calheiros é o maior símbolo da falta de eficácia da Lei Ficha Limpa. Até agora, nada afeta sua elegibilidade.

‘Fichas limpas’

Se a eleição fosse este ano, o ex-presidente do Senado e Gleisi Hoffmann (PT), também investigada e ré, poderiam até se candidatar.

Foi e não foi

Ivo Cassol foi condenado no STF a 4 anos e 8 meses de prisão por infração criminal grave, mas continua solto e exercendo o mandato.

Alô, STF

Entre os 81 senadores, 26 são alvos de inquérito ou ação penal, mas apenas dois são réus, incluindo o ex-presidente do Senado.

Caixa gasta fortuna em evento para políticos

A Caixa enrolou, mas não informou, o custo de megaevento, exclusivo para autoridades do governo e “gestores” de todo o país, realizado no hotel Royal Tulip, de Brasília. Participaram mais de 1.100 pessoas do evento no hotel, onde a menor diária custa R$ 330. Além do presidente Michel Temer, estiveram lá os ministros Henrique Meirelles, Eliseu Padilha, Dyogo Oliveira e também, claro, diretores da Caixa.

Banco público

Eventos no luxuoso Royal Tulip Brasília custam até R$ 1.000 por pessoa. Instada, a Caixa não informou o custo de tanta mordomia.

Proibido, vírgula

A Caixa está proibida de muitas coisas, por lei ou sentenças judiciais, mas se sente à vontade para gastar em eventos com políticos.

Esconder é mantra

Longe da transparência, a Caixa faz lobby contra qualquer iniciativa para obrigá-la a divulgar os ganhadores de loterias, alguns misteriosos.

Placar apertado

No primeiro ano como presidente, Dilma demitiu sete ministros por envolvimento em escândalos. O presidente Michel Temer completa um ano em maio e já demitiu quatro pelos mesmos motivos.

Kátia se finge de morta

Oito meses depois da destituição de Dilma, de quem foi defensora radical e ministra, a senadora Kátia Abreu (TO) continua escapando, inclusive, da expulsão do PMDB, prometida pela cúpula do partido.