terça-feira, 6 de junho de 2017

Brasil destrambelhado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Independentemente do que for decidido pelas cortes do País a situação é de um Brasil destrambelhado e de lutas que apequenam a Nação e corroem a formação de uma sociedade civilizada. Na visão de Claude Levis Strauss o Brasil corre o sério risco de ,sem passar pela civilização, corroer-se na barbárie de uma luta fratricidade sem tréguas,eis que se esgoelam e tentam minar a governabilidade dando o troco e numa reivindicação que nada mais se assemelha à vendeta.

Quem ganha são os especuladores de plantão, os fundos internacionais
que investem na perda e vendem na alta que compram dolar barato e o revende no dia de grande instabilidade. A constituição cidadã de quase 30 anos levou o Brasil ao caos e ao colapso, como garantir tantos direitos fundamentais se a sociedade não dispõe de mínimos aspectos e predicados da dignidade humana,com o saneamento precário, esgoto em falta e desemprego vertiginoso.

E a culpa não é de qualquer bossal Anonimo ou não que se manifesta mediante improprérios e que poderá ser defenestrado ou preso a qualquer momento. Eis que sua identidade já foi descoberta é questão de pouco tempo para apanhar o gaiato e colocá-lo atrás das grades, simples e facilmente.

Somente os insanos acreditam que o País sairá inteiro dessa barbárie de um retrocesso em termos econômicos de mais de um século e um esvaziamento do seu parque produtivo industrial. Temos sinais muito pouco otimistas de recuperação e da nossa infraestrutura que carece de bons fundamentos.

Em meados de 2017 ainda sofremos um processo cuja decisão caberá não ao TSE mas novamente ao STF, hoje encarregado de dar rumos e orientar os destinos do Brasil. Delatar virou moda e nunca terminará essa ciranda que tem rodas fortes e impulsos desconhecidos de alguma seletividade. A unica segurança que ostentamos e que consolidamos é que o Brasil precisará de grandes reformas para ser um País autentico, livre, soberano e usufruir dentre as Nações desenvolvidas de um mínimo de civilidade e atração do capital e de estrangeiros que façam turismo sem medo ou receio de molestamento ou assalto em plena luz do dia.

Os verdadeiros assaltantes dos cofres públicos continuam a perambular por todos os cantos e já criamos o indulto das festas juninas destinado à dança das quadrilhas em todos os níveis. O malsinado e famigerado trafico de influencia e de drogas que insulta a nossa sociedade e destroi valores, sem ética e moralidade para avançarmos em algum porto seguro.

Enquanto o pesadelo da copa não nos deixa aquele das eleições de 2014 se eterniza um festival de grandes estelionatos políticos, ambas as chapas amparadas em polpudas somas cujos financiadores agora usufruem o ócio da delação em mares nunca dantes navegáveis no continente desenvolvido e com os bilhões recheados em carteiras de ação e de moeda norte americana. Pobre Brasil que não consegue ver o amanhã cujo futuro nunca
chega de gerações despreparadas de um distanciamento entre ricos e pobres e de instituições ainda não sólidas as quais se apegam ao poder e dele não abrem mão.

Os donos do poder na feliz expressão do saudoso Raimundo Faoro que desgovernaram o Brasil e o levaram à quase uma tragicomédia de um espetáculo dantesco com uma crise econômica sem precedentes e um cenário poítico horroroso. A divisão entre os que preferem o quanto pior melhor e os que são destituídos de opinião formada apenas incrementa a necessidade de mais Brasil e menos Brasília que enxovalha a cidadania e joga no lixo da destruição os conceitos de moralidade e ética na governabilidade.

O Brasil é hoje um paciente que está muito tempo na unidade de terapia intensiva,numa crise grave e de repercussão incerta, oxala consiga sair porém vai precisar de muitas sessões para começar andar com as próprias pernas e sinalizar o exato dever de casa com uma dívida pública de um trilhão e uma renda per capita que envergonha o mundo globalizado.

A gélida disruptura que trouxe à baila as anomalias a reeleição é uma ponto fora da curva a ser corrigido e mostrar que sem uma política séria e de uma classe representativa em torno do bem comum, naufragaremos no mais triste desconsolo de uma jovem democracia enamorada de liberdade que paga o preço inflacionado de uma sociedade imatura e de um governo que somente administra a corrupção nossa de cada dia mais de trevas e de menos luzes para o amanhã. 


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

AMEAÇAR DE PERSEGUIÇÃO OU PRISÃO É COISA DE MAFIOSO DITADOR, OS MESMOS QUE PRESTAM SERVIÇOS A NARCOTRAFICANTES, BICHEIROS, CONTRABANDISTAS E MAÇONARIA... O JUDICIARIO JÁ INDENTIFICOU QUEM SÃO OS DESEMBARGADORES QUE DEVOLVEM CNHS PARA OS AMIGOS QUE SÃO PEGOS PLA LEI SECA??? JÁ INDENTIFICARAM OS VENDERORES DE SENTENÇAS??? OS QUE DÃO COSTAS QUENTES PARA POLITICOS, POLICIAS E PARA O CRIME ORGANIZADO??? JÁ INDENTIFICARAM O POR QUE DOS PROCESSOS NÃO ANDAREM NEM COM REZA BRAVA??? ENTÃO VÁ TRABALHAR PARA POR FIM NESSA MAFIA, VÁ CRIAR UMA POLICIA ESPECIALIZADA E LUTAR PELA MODIFICAÇÃO NA LEI DA MAGISTRATURA, O QUE EU FAÇO SÃO DENUNCIAS ANONIMAS, FATOS VERIDICOS QUE VOCÊS OCULTAM E FALAR A VERDADE NESSA PORRA NÃO É CRIME... O MACACAO ENROLA O RABO SENTA EM CIMA PRA DIZER QUE O DO OUTRO É MAIÓR..