terça-feira, 1 de agosto de 2017

Extermínio do Futuro

Olívio Dutra

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Será que gaúcho tem memória? E conseguirá ligar lé com cré? Que relação verá nestas três notícias? A primeira é auspiciosa, sopro de renovação numa economia moribunda: em 03/08/17, a GM (montadora de veículos) anunciará oficialmente um investimento superior a R$ 1,5 bilhão em sua planta de Gravataí, RS. E vai revelar detalhes do lançamento do seu novo carro, um SUV urbano compacto.

Já as outras duas notícias descortinam um pesadelo: servidores do executivo estadual vão receber o salário de julho em nove parcelas, sendo a primeira inferior a R$ 1 mil. O parcelamento já ocorre há quase dois anos. E a terceira diz que, caso o Rio Grande do Sul não consiga aderir a tempo ao Regime de Ajuste Fiscal dos Estados, o governo gaúcho não terá como evitar que haja duas folhas por pagar no final de setembro. (A angústia não é só dos servidores: o desmantelo da economia penaliza sobretudo a população mais pobre.)

Será que a gauchada lembra que, um dia, outra montadora de veículos, a Ford, foi expulsa da "Província de S. Pedro" pelo canonizado governador petista Olívio Dutra? Por causa daquela presepada, a Ford instalou-se na Bahia, transformando e redimensionando a economia da região.

No Rio Grande do Sul, hoje, há cerca de QUATROCENTAS empresas (micro e pequenas) como sistemistas da GM, gerando empregos, recolhendo impostos, movimentando a economia. É pertinente supor que seria igual com a Ford. Quer dizer, no final de 1998 desenhava-se um futuro promissor para o povo gaúcho: GM e Ford juntas seriam duas grandes locomotivas a puxar a economia rio-grandense.

Mas o bolchevique Olívio Dutra mandou a Ford embora. E ganhou o apelido de Exterminador do Futuro... E como Não fez seu sucessor, sua obra infeliz só veio a ter continuidade com a eleição do petista Tarso Genro em 2010, que ARRASOU COM AS FINANÇAS DO ESTADO e é o responsável direto pela tragédia atual. E ainda há quem tenha saudade...


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Um comentário:

Anônimo disse...

Notícias contraditórias. Se o brasileiro está "enforcado" em dívidas e com salários atrasados ou muito baixos, como poderão comprar carros novos? Os que fizeram financiamentos, ainda estarão endividados por muitos anos. Tem algo esquisito nisso tudo. Será que toda produção dos veículos novos vai para exportação a preços tão competitivos? O governo numa pindaíba desgraçada depois do PT se fartar na dinheirama,agora quer parcelar os salários. Será que os digníssimos "cumpanheiros" deputados e vereadores também aceitariam parcelar os seus?