domingo, 1 de outubro de 2017

Destruição dos Anticomunistas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Tarefa importante na propaganda soviética não é apenas envolver os crédulos. É também inutilizar o esforço daqueles que têm consciência nítida do perigo e o denunciam com ardor. Contra esses se desencadeiam campanhas que não têm limites, nem em intensidade nem em ignomínia.

Os aparelhos comunistas e os criptos gastam copiosa munição nessa tarefa e não recuam ante nenhuma calúnia, nenhuma provocação, nenhuma falsidade, nenhuma chantagem. Às vezes o aparelho comunista chega a ponto de denunciar o anticomunista como um comunista disfarçado. Outras vezes, faz crer à polícia que ele é terrorista ou traficante.

O aparelho de Moscou tratou Leon Blum, o líder socialista francês, de 
“policial e delator”. Acusou De Gaulle de “ter trabalhado para a espionagem alemã”. Sighman Rhee, de ter “vendido a pátria ao Japão”. Tais acusações foram publicadas na Enciclopédia Soviética ou assinadas por líderes como Maurice Thorez, então Secretário-Geral do PC Francês.

No meio amorfo das democracias, a incansável repetição das calúnias possui uma tremenda eficácia. A luta contra os anticomunistas conscientes se faz dentro de um registro político primário, mas que dá resultado porque 
é modulado sem cessar e em todos os tons: o anticomunismo é “um movimento da direita, fascista, negativo, obtuso, parcial, sistemático”. Quantos democratas repetem a acusação de que é repreensível ser “um anticomunista sistemático”? Esse é um epíteto que constitui o pior dos estigmas.

Criar um clima de ódio ao anticomunismo conseqüente é uma das principais tarefas da propaganda soviética. O seu êxito, nesse terreno, foi tamanho que se chegou, hoje, no Ocidente, à situação de ver o anticomunismo mais mal visto do que o comunismo.

Quando um campo que persegue até à morte o campo antagônico consegue que neste se considere impróprio responder ao combate com o combate, e lutar sistematicamente, é claro que o primeiro alcançou a maior das vitórias: aquela que consiste na intimidação intelectual do adversário. 

Quando a intimidação não consegue demolir a contrapropaganda de certos anticomunistas marcantes, os soviéticos não hesitam em recorrer ao crime para calar a sua voz. Matam-nos, como foi o caso de Trotsky, Krivitski, Nin, Bang, Jensen, etc, ou os seqüestram, como fizeram com o professor Truchnovitch. 

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

RBlanco disse...

Excelente: "No meio amorfo das democracias, a incansável repetição das calúnias possui uma tremenda eficácia."

Anônimo disse...

«Atacar a honra de um homem por todos os lados, sem lhe dar meios de defesa, não é mero "assassinato de reputação". É tentativa de homicídio. Claude Lévi-Strauss, baseado nas descobertas do pioneiro da psicologia fisiológca, W. B. Cannon, descreve esse processo num capítulo de "Antropologia Estrutural": trata-se de alimentar propositalmente o medo, o sentimento de perseguição e a raiva impotente até que a vítima comece a ter distúrbios de microcirculação e acabe morrendo por falência geral dos órgãos. Espero não cair nessa armadilha.» (Olavo de Carvalho)