sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Quando a lava Jato chegará aos bancos?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Na terça-feira que vem - quando o Senado pode salvar ou detonar Aécio Neves, depois da passada de bola armada pelo Supremo Tribunal Federal -, a Câmara dos Deputados está escalada para aprovar um Projeto de Lei que pode ser a salvação dos bancos, caso eles, finalmente, sejam alvo do Ministério Público Federal, na Lava Jato. O “Presidente” Rodrigo Maia já se escalou para emplacar a votação da regra que permite às instituições financeiras firmarem Acordos de Leniência (a delação premiada das empresas) com o Banco Central do Brasil, em caso de irregularidades.

A regulamentação tem pressa. O radar do sistema financeiro já prevê que são grandes as chances de estourarem broncas na Lava Jato. Até agora, só foram apanhados empresários e alguns políticos. Banqueiros foram cuidadosamente poupados, sob a desculpa esfarrapada de que não se pode criar um problema sistêmico. Qualquer bebê de colo sabe que as falcatruas identificadas até agora, como grandes movimentações de grana e lavagem de dinheiro, só são possíveis com a conivência de instituições financeiras ou de alguns funcionários delas.

O delator premiado Antônio Palocci Filho e o quase “colaborador” Giodo Mantega – ex-ministros da Fazenda nas gestões petistas – teriam bombas para soltar contra os bancos. As informações são usadas como valiosas moedas de troca na negociação por alívios nas penas de condenação quase certa. Por isso, os bancos, corretoras e afins têm pressa na aprovação da Lei que permita negociar com o BC do B, mesmo ao custo de multas que podem chegar a um valor máximo de R$ 2 bilhões. O assunto já foi pauta de um café da manhã entre Rodrigo Maia e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfjn.

Tão temerária quanto a dos bancos é a situação de Michel Temer. Apesar do festival de denúncias, dificilmente o Presidente será afastado do cargo. Negociações nebulosas com o Congresso asseguram a difícil blindagem de Temer para não ser imediatamente processado e afastado do cargo. O problema temerário acontecerá quando ele deixar o Palácio do Planalto. É provável que Temer tente uma candidatura ao Senado ou à Câmara dos Deputados (o que é mais fácil). Neste caso, por vontade e necessidade próprias, ele deixaria o poder antes do prazo previsto. Quem presidir a Câmara tem chances de herdar um finalzinho de mandato presidencial...

Temer repete aos amigos que só deseja “cruzar a pinguela”. Já os banqueiros teriam como prioridade garantir que nada vai mudar radicalmente no Brasil. De imediato, querem duas coisas: se readaptar à quedinha nos juros e fortalecer a blindagem contra problemas que Palocci e Mantega podem provocar na Lava Jato. Também entra no plano dos banqueiros elegerem o novo presidente da República. O favorito deles, claro, é o Henrique Meirelles – aquele que o Jair Bolsonaro vive lembrando que era dirigente da J&F, durante a fase de negociatas que envolvem Joesley, Wesley & Cia.

Outra prioridade máxima dos bancos é arrasar com as cooperativas de crédito – não permitindo que elas cresçam e se transformem em perigosas concorrentes. O afilhado Meirelles, de modo nada original (sem trocadilho), já fez com que as cooperativas de crédito paguem IOF igual ao do sistema financeiro tradicional. Na prática, Meirelles encareceu a tomada de dinheiro emprestado para o setor realmente produtivo. Quem saiu diretamente prejudicado foi o agronegócio, setor que mais se beneficia do cooperativismo. Não é à toa que tem tanto produtor rural aderindo à candidatura do Jair Bolsonaro...

Do jeito que a coisa vai, daqui a pouco até o PT acabará torcendo pela vitória do “mito”. Depois do recente elogio que a Gleisi Hoffmann fez aos militares, os militantes e os meliantes podem esperar por qualquer coisa... Até que a Lava Jato, finalmente, acerte as contas com os banqueiros...

Retorno do Pato

Em insistente campanha ao governo do Estado de São Paulo, o presidente da FIESP, Paulo Skaf, volta a advertir que seu “Pato vai voltar para a Rua”.

Skaf está muito pt da vida com a ameaça governamental de aumentar, por Medida Provisória, as alíquotas do PIS/Cofins, sob a esfarrapada desculpa de compensar perdas de arrecadação decorrentes da decisão do STF que excluiu o ICMS da base de cálculo desses tributos:

“Não há como concordar com isso. Além da burocracia infernal, dos impostos e alíquotas escorchantes, os Governos ainda aplicam as leis e regras criadas por eles mesmos de maneira errônea e distorcida, sempre para arrecadar mais. Quando a Receita Federal acredita que o contribuinte falhou, sua ação é sempre implacável: multa de muitos porcento, correção pela Selic, penhora on line, etc. Esse rigor é geral, atingindo empresas, pessoas físicas, profissionais liberais e todos que pagam impostos nesse país. Num raríssimo caso em que a Justiça impede a inconstitucionalidade, a reação do governo deveria ser o ressarcimento imediato ao contribuinte dos valores cobrados a mais nos últimos anos, com a devida correção monetária e um convincente pedido de desculpas. Ao invés disso, o que faz o Ministério da Fazenda? Estuda uma forma de aumentar as tais alíquotas para continuar esfolando o contribuinte”.

Skaf promete: “Lutaremos com todas forças para impedir o aumento das alíquotas do PIS e da COFINS”.

Salvação do Aécio



Hora do despacho



Quem quer salvar o Battisti



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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Outubro de 2017.

Um comentário:

Anônimo disse...

Acreditem, esse "BATRISTI" ainda vai ser eleito e ficar refugiado sob as mordomias do congresso.