domingo, 22 de janeiro de 2017

Que “acidente” mataria a Lava Jato?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Vida na cadeia é mesmo uma merda. O jornalista Jorge Bastos Moreno, em sua coluna em O Globo, confidencia um apelo dramático feito pelo ilustre preso de Bangu 8, Sérgio Cabral Filho, para seu não menos ilustre visitante, amigo e parceiro Jorge Picciani, presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro:

“Pelo amor de Deus! Peça pro Pezão mandar de novo um caminhão-pipa para cá. Quando tinha água em abundância, eu era festejado pelos outros presos. Agora, com água racionada, há dois dias que não tomo banho com medo de ser fisicamente molestado por eles”.

È Preciso interpretar, corretamente, o medinho do Cabralzinho... A estratégia do grupo de Cabral, do qual Picciani faz parte, vai muito além de surfar na onda da “crise” penitenciária... O objetivo é fabricar um clima de “risco de vida” para justificar um pedido de libertação que será feito nesta semana, aproveitando a comoção no Supremo Tribunal Federal com a morte de Teori Zavascki. Vai que cola...

A turma do Golden Green, gente poderosa e articulada que se reúne todo fim de semana para trocar fofocas da politicagem, recomenda que ninguém se surpreenda com alguma decisão favorável à soltura de Cabral. A aposta é que a libertação ocorra no fim do recesso do judiciário, a partir de 1º de fevereiro. Os futriqueiros prevêem que seriam Luís Roberto Barroso ou Marco Aurélio Mello os libertadores do Cabralzinho... Será???

O Crime Institucionalizado se reinventa, criativa e rapidamente... O Judiciário não deveria dar mole. Por isso, é recomendável que a presidente do STF, Cármen Lúcia, não dê mole para os bandidos e homologue, o mais rápido que puder, a delação premiada dos dirigentes da Odebrecht. A célere decisão não será uma simples homenagem à memória de Teori. Será uma demonstração ao povo brasileiro de que “acidentes” não vão parar a Lava Jato.

A situação da organizada bandidagem brasileira continua fedendo mais que Cabral dois dias sem tomar banho. Por isso, também não será bem recebida pela opinião pública uma súbita libertação de Cabral. O ex-governador do Rio de Janeiro deveria seguir em prisão preventiva por evidências de alta corrupção. Cabral nem pensa em aderir a qualquer delação premiada, porque jura inocência... Igualzinho ao Lula...

Ninguém tenha dúvida. O Crime Institucionalizado prepara muitos “acidentes” para neutralizar e desmoralizar a Lava Jato. O jogo imundo está apenas começando...

Releia o artigo de sábado: Basta de Suprema Insegurança Jurídica


Indecifrável


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Janeiro de 2017.

Enamorar-se


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O melhor amor possível é a Deus.

Logo em seguida, vem o amor à verdade.

O povo brasileiro começa a enamorar-se pela verdade.

Teorias da conspiração à parte, nos intriga a falta de conclusão de investigações importantes.

É verdade que estamos em guerra; de quinta geração. Em toda guerra a primeira vítima é a verdade.

Imprensa canalha (burra ou vendida, o que dá na mesma) pensa que somos todos idiotas pós-modernos.

Vivemos a era dos balões de ensaio.

SPP = se pegar, pegou.

O detentor da caneta já demonstrou que é mixo.

Tolos os que acreditam, que até por engano, ele possa nomear alguém de estatura moral e intelectual; e sem rabo preso.

Um dos nomes cogitados é filho de um alpinista social.

Há alguns anos, ele convidou pessoas esquisitas, inimigas da harmonia, para jantar em seu clube.

Omitiu o nome dos convivas no livro apropriado, existente na portaria.

Dona Onça espantou-se com o rol e desde então vigia com atenção a troupe.

Desta vez é a felina que fará o Top, Top!




Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Caravana da Maldade


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

A massa ignara, com ou sem diploma universitário, no primeiro e no terceiro mundo, deseja acreditar nalguma coisa que empolgue e acenda a sua indignação infantil. É por isso, aliás, que tantas falsificações "viralizam" na internet. Fica fácil prever, pois, que Dilma Rousseff, que se largou à Europa com a missão de falar mal do Brasil, vai ter público empolgado. Alguém adivinha quem paga a conta da viagem?

De 21 de janeiro a 05 de fevereiro, a douta, bem humorada e gentil senhora estará em peregrinação por países europeus, com uma trupe de militantes, propagando uma VERSÃO da realidade brasileira forjada segundo os dogmas do nefasto Foro de São Paulo. Passará por países como Espanha, França e Itália, participando de eventos, inclusive um que tratará do "ataque à democracia no Brasil e na América Latina".

O Jornalista Políbio Braga informa algo ilustrativo: a presença da servidora pública Paula Zagotta de Oliveira na comitiva. Durante o governo de Rousseff, ela era responsável pelo chamado Blog do Planalto, ferramenta de propaganda petista usada para, entre outros, atacar a reputação de adversários. A servidora viajará com ônus , isto é, terá seu passeio pela Europa (passagens e diárias internacionais em euros) pago com dinheiro do contribuinte. Em suma, estamos financiando um circo que vai enlamear a imagem do Brasil.

Relembrando

A patuscada de Rousseff só é possível porque, com a chancela de Ricardo Lewandowski (então Presidente do Supremo Tribunal Federal), na aprovação do impeachment um grupo de senadores estuprou a Constituição e manteve os direitos políticos da impichada.

A Constituição prevê que, além da perda do cargo, o mandatário cassado fica "com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública". É o parágrafo único do art. 52. Ora, a "inabilitação" teria tirado de Dilma Rousseff a prerrogativa de contar com o aparato (assessores e outros recursos pagos com nosso dinheiro) que ela usa em sua campanha antidemocrática.

Para avaliar a mistura de bizarrice com truculência que favoreceu Rousseff, convém notar que a norma constitucional foi aplicada pela metade econtrariada noutra metade. Dito de modo mais realista, os senadores "inovaram na ordem jurídica", aplicando regra tirada da cartola em lugar da já existente. Nesse caso, equivaleu a "alterar a Constituição".

Com efeito, a Carta Magna pode ser alterada, desde que, FRISE-SE, obedeça a um processo legislativo rigoroso. E tudo inicia com a a apresentação de proposta de emenda constitucional, obrigatoriamente discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional (Câmara e Senado), em dois turnos, exigido em ambos o quórum qualificado de três quintos dos votos dos respectivos membros. Atenção! Quórum qualificado e dupla votação nas duas casas.

Apesar disso, Lewandowski, representando o STF e presidindo o impeachment, acolheu uma adulteração da Carta da República decidida por (atenção!) maioria simples, votação única e em APENAS UMA das casas, o Senado. É um detalhe, útil apenas para ilustrar a falta de respeito com que a coisa foi feita, porque de nenhum modo a adulteração poderia ter sido acolhida.

A excursão de Dilma Rousseff é resultado concreto do desvario: rasgada a Constituição, ela está autorizada a usufruir de recursos a que não tem direito. Tudo para conspirar contra a democracia. E ela não perde tempo, segue à risca o que mandam os energúmenos do Foro de São Paulo: usar mecanismos da democracia para... destroçar a democracia!

P.S. Para não esquecer, eis os senadores que rasgaram a Constituição:

http://polibiobraga.blogspot.com.br/2016/08/eis-lista-dos-19-traidores-do-povo.html


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Balanço dos 80 anos de vida: A Defesa Permanente da Pátria

Sérgio Tasso Vásquez de Aquino

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Tasso Vásquez de Aquino

Neste 20 de janeiro, Dia de Sebastião, o Santo Guerreiro e meu Padroeiro, cheguei ao mundo há oitenta anos, na magnífica cidade de Curitiba, no belo Estado do Paraná das araucárias da abençoada Terra do Brasil. Creio, pois, ser adequado um balanço do que vivi, vi e experimentei ao longo de tão extenso período, na fase de formação, na carreira militar ativa e na atuação pública, na Reserva e Reformado, em defesa do Brasil e das Forças Armadas. Iluminaram-me os caminhos o  apoio  e a inspiração da bela e forte mulher que Deus colocou em minha vida há 67 anos, minha esposa há 58 e mãe dos filhos e avó dos netos que completaram a grande ventura familiar.
 
A época da infância, da adolescência e da juventude me foi extremamente feliz, quando me desenvolvi afetiva e religiosamente pelo carinho, pela dedicação sem limites e pelos cuidados sempre presentes da minha Mãe, e forjei o caráter e aprendi a ser um homem de bem, patriota, dedicado às causas nobres e altruístas, corajoso moral e fisicamente pelo exemplo e pelo acompanhamento diuturno do meu Pai, modelo e guia que tomei para mim e o melhor amigo que tive em toda a vida.
 
Outras influências notáveis, marcantes na minha formação para o Bem, foram minha Igreja, Católica Apostólica Romana, que me foi apresentada por meus Pais e cujos ensinamentos e ritos sempre procurei seguir e a cuja Mensagem de Conversão e Salvação sempre me tenho mantido fiel, e o Colégio Militar do Rio de Janeiro, centro notável de formação cívica e moral e de excelência no ensino multifacético do conhecimento humano, no qual permaneci durante todo o curso ginasial, de 1948 a 1951, e travei conhecimento com o espírito legendário das Forças Armadas do Brasil, tendo aumentado o patriotismo, a vocação de servir e de exercer plenamente e com responsabilidade a cidadania.
 
Deus me concedeu privilegiada memória, que me permite lembrar de fatos, lugares e episódios desde quando tinha dois anos de idade, e o atributo, que também é um dom e uma graça do Altíssimo, da inteligência, que me facultou sempre, e sem nenhum esforço, excelente desempenho escolar e assumir posição destacada e lugar privilegiado entre todos os contemporâneos em todos os cursos que realizei e também nas manifestações correntes da vida. Digo-o sem qualquer tola vaidade e sabendo bem que todos os dons que recebemos não são para nosso usufruto e deleite pessoais, mas sim para ajudar-nos a bem cumprir a missão que cada um tem para contribuir para um mundo melhor.
 
Sendo meu Pai Oficial do Exército, no qual atingiu o posto e a condição de respeitado, bravo, corajoso General-de-Divisão e modelo de Chefe e Líder, nossa família, enriquecida por duas queridas irmãs, mais moças que eu, realizou mais de trinta mudanças de residência, acompanhando-o aonde fosse designado, no Brasil e no Exterior. Uma das características dos militares é não criar raízes em parte alguma enquanto no serviço ativo, estando seus filhos sujeitos a constantes mudanças de amizades e de escolas.
 
Falando em escolas, quero relembrar todas as que frequentei, como aluno e na infância e na juventude, dos quatro aos dezesseis anos de idade, para homenageá-las e aos professores que tive e agradecer sua participação naquilo que sou. Minha primeira experiência em sala de aula, e o início da alfabetização, foi acompanhando duas tias pouco mais velhas que eu e alunas do curso primário, autorizado pela direção do Colégio Romaguera Corrêa, em Uruguaiana, RS. Em sequência,  Instituto Petersen, no Rio de Janeiro,  Escola Maria Júlia Sand, em Uruguaiana, Friendship School e John Eaton School, em Washington, DC, EUA, Colégio União e Ginásio Santana, em Uruguaiana, Colégio Anglo-Americano, no Rio de Janeiro, Colégio Militar do Rio de Janeiro e Colégio Naval, em Angra dos Reis,RJ.
 
Ter vivido por cerca de três anos nos Estados Unidos da América, durante a Segunda Guerra Mundial, de 1942 a 1945, foi uma experiência notável, que, além de  ampliar-me os horizontes culturais na tenra idade que tinha, permitiu-me falar bem uma língua estrangeira, facilitar o aprendizado de outras  e ampliar e consolidar meu patriotismo. Tive exata percepção, desde então, de que era brasileiro, filho de uma terra rica e dadivosa e pertencente a um conjunto único e diferenciado de pessoas, unidas pela herança de um glorioso passado em comum e por anseios e aspirações também compartilhadas para o futuro melhor. O amor à Pátria transformou-se em paixão, que me envolve por toda a existência!
 
A vocação militar manifestou-se muito cedo em mim. Desde que me entendo por gente, gostava de ouvir as histórias que meu pai me contava sobre os heróis guerreiros do Brasil, da Marinha e do Exército, e de ler os livros que me dava sobre seus feitos, de desenhar e pintar navios de guerra e mercantes, sempre navegando com o Auriverde Pendão da Minha Terra tremulando  aos ventos. Dos cinco aos oito anos, alimentei os sonhos de ser da Legião Estrangeira Francesa, influenciado pela leitura dos clássicos da literatura, “Beau Geste” e “Beau Sabreur”, muito populares na época, e da Real Polícia Montada do Canadá, desde quando conheci seus flamantes integrantes em viagem de férias com a família àquele país.

Impressionaram-me muito, também, os alinhados Oficiais da Marinha do Brasil que conheci, em Washington, no mesmo período de vida nos EUA.
 
De volta ao Brasil, tornei a acompanhar meu Pai nas cerimônias e em visita aos aquartelamentos, sempre que possível, dos heroicos Regimentos de Cavalaria em que servia, já então como Capitão Comandante de Esquadrão, o 8* RCI, de Uruguaiana, e o 6* RCI, de Alegrete, nos pagos gaúchos que se tornaram tão caros para mim, pela presença marcante na minha criação, do primeiro ao quinto ano de vida, e do oitavo ao décimo, por causa da bela natureza da terra, com seus campos, coxilhas e sangas, e do espírito e das tradições de sua gente, que se fez brasileira pela luta e pela ponta da lança e da espada, guerreando e vencendo os castelhanos pela posse definitiva do Continente de São Pedro do Rio Grande!
 
Vindo para o Rio em setembro de 1947 e morando na Rua Artur Menezes, no Maracanã, passava todos os dias pela frente do Colégio Militar, a caminho do Colégio Anglo-Americano em Botafogo. Impressionaram-me seus muros com seteiras, lembrando antigas fortificações, e o aspecto marcial dos jovens alunos, entrando e saindo pelo Portão da Guarda. Aí decidi: vou entrar para o Colégio Militar e, mais do que isso, vou ser militar, do Exército e de Cavalaria, como meu Pai!

No exame de admissão de 1948, logrei ser aprovado em terceiro lugar geral, já que o concurso era aberto a todos os jovens brasileiros na época, e em primeiro lugar entre os filhos de militares. Em 6 de maio de 1951, dia do 62* Aniversário do Colégio Militar e estando eu no quarto ano ginasial, recebemos  a visita de delegação de Aspirantes da Escola Naval, que me impressionaram vivamente ao participarem do desfile militar entre os ex-alunos. Isso e a muito bem feita propaganda da Marinha sobre a criação do Colégio Naval naquele ano, mais a lembrança dos  impecáveis Oficiais de Marinha que havia conhecido em Washington, forjaram minha decisão definitiva: vou ser de Marinha!
 
Aprovado em primeiro lugar no Concurso de Admissão, ingressei, pois, em 22 de abril de 1952, no Colégio Naval, do qual fui Comandante-Aluno no ano seguinte, dando início a uma carreira em que fui sempre muito feliz, no mar e em terra, por todo o tempo recebendo inspiradores elogios, transcritos em minha Caderneta Registro de Oficial e que enobrecem minha fé-de-ofício, respeito e reconhecimento de Chefes, Comandantes, contemporâneos e comandados/subordinados, em todas as comissões exercidas, sempre com o máximo de exação, proficiência, comprometimento e dedicação, na Marinha e fora dela, no Brasil e no Exterior.
 
É hora de lembrar, com toda a emoção e grande saudade, os belos, bravos e inesquecíveis navios em que tive o privilégio de embarcar e de realizar na plenitude minha vocação marinheira, CL BARROSO, do qual fui Encarregado das 1* e 3* Divisões e da Divisão de Navegação (2* Ten e 1* Ten); SE RIACHUELO, do qual fui Oficial de Suprimento e Gestor e Encarregado da Divisão S, S BAHIA, do qual fui Chefe do Departamento de Operações, Encarregado de Navegação e de Adestramento (CT); e S AMAZONAS, o submarino mais operativo da Marinha na época e do qual fui Comandante e para o qual cunhei o lema de “SERVIR BEM SEMPRE”, seguido com todo o empenho e à risca por sua denodada tripulação (CF).
 
Em terra, vale citar algumas das funções que exerci e que me foram fontes de muito orgulho e satisfação, de Comandante de Companhia e de Batalhão no Comando do Corpo de Aspirantes da Escola Naval e Instrutor de Psicologia e Liderança dos Aspirantes do 4* Ano (CT); Chefe de Gabinete e Assistente do Diretor-Geral de Engenharia da Marinha, Assistente, Oficial de Informações e de Organização do Comando da Força de Submarinos (CC); Analista, Adjunto e Chefe de Seção da Agência Central do SNI, Instrutor de Operações de Submarinos e de Guerra Nuclear, Biológica e Química da Escola de Guerra Naval (CF); Comandante do Corpo de Aspirantes da Escola Naval, Chefe da Divisão de Assuntos Políticos da Escola Superior de Guerra, Chefe da Seção de Assuntos Políticos do Colégio Interamericano de Defesa, International Senior Fellow da National Defense University dos EUA, Encarregado das Divisões de Planejamento Estratégico e de Guerra Naval da Subchefia de Estratégia do Estado-Maior da Armada e Chefe de Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada (CMG).
 
Como Almirante, fui honrado com os cargos de Subchefe de Avaliação e Controle e de Logística e Mobilização do Estado-Maior da Armada, de Comandante Naval de Brasília, de Secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar e de Comandante da Força de Submarinos (CAlte); de Diretor do Pessoal Civil da Marinha e de Vice-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (VAlte). Além disso, nomeado pelo Ministro da Marinha da época, fui representante da Marinha perante a Assembleia Nacional Constituinte, da qual resultou a Constituição de 1988, e na Comissão Interministerial de Estudos de Legislação das Forças Armadas-CIELFA. 
 
Jamais fui atraído pela ideia de exercer qualquer outra profissão e nunca recebi qualquer centavo de remuneração que não fosse da função militar. Por puro diletantismo intelectual, para ampliar os horizontes e para conhecer mais pessoas, de outras gerações e diferentes atividades, formei-me em Administração, pela Faculdade MORAES JÚNIOR, no Rio de Janeiro, e em Economia, pelo Centro de Ensino Unificado-CEUB, em Brasília, em cursos noturnos, sem prejuízo do serviço. Em ambos os casos, terminei os estudos em primeiro lugar, sendo que no de Economia obtive nota máxima, a menção SS, em todos os trabalhos e provas e fui o orador, escolhido pelos formandos dos 16 cursos do CEUB para falar na Cerimônia de Graduação, realizada no Estádio PRESIDENTE MÉDICI. Tanto no Rio, como em Brasília, fui convidado para o magistério universitário e para exercer funções civis no Estado/Governo, mas declinei, porque estava realizado e feliz no cumprimento da minha vocação e na carreira militar.
 
Desde Capitão-de-Fragata e até o final do meu tempo no Serviço Ativo, sempre fui muito requisitado para proferir palestras em todas as Escolas para Oficiais das Forças Armadas, de formação, de aperfeiçoamento, de Estado-Maior e de Altos Estudos, na ESG e nas Delegacias e Agências da ADESG e em variados ambientes civis e escolas para Oficiais das Forças Auxiliares, Brasil afora, e em centros de estudos das Forças Armadas e civis dos EUA, quando lá servi, e na Espanha e no Equador. O mesmo continuou a ocorrer até  dias recentes, pelo Brasil e inclusive duas vezes na Argentina, o que me dava grande satisfação e sentimento de realização, mesmo depois de muito tempo de haver eu passado à Reserva e à condição de Reformado, mas com visível diminuição durante os governos petistas.
 
Alguma coisa estranha aconteceu na realidade brasileira, inclusive com reflexos nas Forças Armadas, a partir de 1990, possivelmente em consequência de interesses ocultos e deliberadamente inoculados na Constituição de 1988. Os governos federais passaram a ficar cada vez mais distanciados dos Objetivos Nacionais Brasileiros e caudatários de interesses de centros externos de poder, culminando com a deliberada destruição de tudo o que era bom, eficaz, eficiente e decente, realizada no período lulopetista.

O Estado, em seus Três Poderes e nos três níveis administrativos, e a sociedade em geral exibem até hoje evidentes sinais de contaminação profunda pela mortal doença moral disseminada pelos arautos da revolução vermelha que assumiram o poder, e que, mesmo agora, já afastados dos cargos e funções principais, continuam enquistados em muitos setores oficiais, que aparelharam, engajados sempre no propósito de destruir a ordem democrática reinante, para erigir a nova, cruel e retrógrada “ordem socialista” em seu lugar. E as pessoas de bem, com atuação no Estado, ficaram cada vez mais omissas, fracas e submissas aos governos, todos os governos, mesmo os maus e de índole perversa, em vez de lutar pelo aperfeiçoamento e pelo progresso nacionais, como sempre ocorrera no passado. E  políticos e partidos “conservadores’’ pervertidos tornaram-se aliados da  máfia vermelha e seus iguais no butim às riquezas nacionais, e coniventes/participantes da programada destruição!
 
Daí o enfraquecimento deliberado e paulatino das Forças Armadas e o aviltamento crescente da remuneração paga aos seus dignos e briosos integrantes e aos professores, médicos e paramédicos, engenheiros, técnicos, cientistas, pesquisadores, todos os membros civis do serviço público essenciais ao progresso e ao desenvolvimento; a destruição dos sistemas de ensino, saúde, segurança e da infraestrutura de transportes, comunicações e energia (vide o exemplo PETROBRÁS); o desmazelo, a incúria, a incompetência administrativos e o desperdício de recursos escassos e a gigantesca corrupção provocadoras da fabricada “crise econômica”, da qual o desemprego é a mais dolorosa e injusta consequência, fomentados desde 1990 e radicalmente agravados no período petista...
 
Nos últimos anos de Serviço Ativo, de 1990 a 1993, quando dedicava todas as minhas energias e todo o meu talento, para estimular uma consciência militar e nacional favorável ao fortalecimento da Expressão Militar, num mundo marcado de ameaças, conflitos e guerras, e ao pagamento justo aos seus integrantes e aos civis do Plano de Classificação de Cargos-PCC, frente aos absurdos privilégios desde então crescentemente concedidos a Legislativo, Judiciário e setores escolhidos e protegidos do próprio Executivo, conheci e experimentei, finalmente e quando combatia o Bom Combate, com toda a lealdade, ardor e espírito patriótico, a dor da incompreensão por parte dos superiores de então e da solidão a que fui relegado por meus pares, que foi coroada por meu afastamento prematuro e indesejado da carreira da minha eleição e à qual havia ofertado a vida, em abril de 1993. Não estava preparado, nem esperava esse desenlace, pois defendia a Pátria e as Forças Armadas, desde 1990 muito ameaçadas, e justas, abalizadas e corretas eram minhas ações, razões e motivações, como o tempo tratou de demonstrar!

Notícias recentemente veiculadas agravam o ambiente de dúvidas e incertezas que ainda vivemos: entre elas e por exemplo, o destrutivo abandono do Estádio do Maracanã, no qual mais de um bilhão de reais foi gasto há pouco tempo para prepará-lo para as Olímpíadas, hoje grandemente estragado e vandalizado, assim como as universidades e escolas públicas por todo o Brasil; o ridículo reajuste salarial anunciado para os professores, essenciais para curar a ignorância que assola nossa juventude e infância estudantis e compromete o futuro da Pátria e para tirar-nos do fundo do poço em que estamos mergulhados em matéria de educação, para R$ 2.298,80 mensais versus as 15 remunerações totais de R$ 175.000,00, pagas a cada ano, a todo parlamentar federal.

A tardia confissão do padre português apóstata, revolucionário marxista, de 93 anos, seguidor da chamada “Teologia da Libertação” e ex-guerrilheiro, segundo a qual foram ele e seus companheiros de terrorismo, que ensinaram os presos comuns, com eles conjuntamente detidos durante o governo militar, a organizarem-se paramilitarmente e a aplicarem técnicas e táticas guerrilheiras no seu afã criminoso, o que deu azo ao surgimento de Falange Vermelha, depois Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e ramificações mais recentes, tipo Família do Norte e que tais, que semeiam o terror país afora e dentro dos presídios estaduais, em estreita ligação com seus aliados e mentores vermelhos internos e os narcoterroristas das Fuerzas Armadas Revolucionárias de Colombia- FARC...
 
Graças a Deus, o povo, desde 2013, está desperto e atento. É ele que, apoiado na força e na justeza de suas crenças e convicções e, assim,  mobilizado e unido em torno das boas causas, expulsará os maus, exigirá sua necessária e pedagógica punição, estimulará os fracos e os tíbios e salvará o Brasil, devolvendo-o ao leito do seu grandioso destino, em paz, justiça, abundância e felicidade. É essa a manifestação de minha fé e da minha esperança, nesta data tão marcante para mim!
 
Em 1963/1964, participei da saga das Forças Armadas em defesa da ordem democrática contra o projeto esquerdista radical de subvertê-la. De 1971 a 1977, tive a missão funcional de manter os escalões responsáveis do Estado/governo informados e a sociedade em geral alertada  sobre a nefasta ação global do Movimento Comunista Internacional e de suas consequências para o Brasil, através da atuação de agentes e seguidores, tarefa que jamais deixei de cumprir desde então. 
 
A partir do trágico ano de 1990, com as responsabilidades de Chefe Naval, engajei-me decididamente na luta em defesa da liberdade e da democracia, da independência, da soberania e da integridade do patrimônio nacional, e do fortalecimento das Forças Armadas e da dignidade do seu pessoal. É por isso, que continuo a combater o Bom Combate, antigo de 27 anos, desde quando no Serviço Ativo e por todo o tempo na Reserva e Reformado, em centenas de documentos/artigos a que busco dar a difusão ao meu alcance e que me é permitida e não censurada, e em palestras onde e quando convidado. Essa a razão, também, de me haver candidatado à Presidência do Clube Militar, em 1996, e do Clube Naval, em 2005 e 2015, visando a ampliar o alcance e a repercussão da minha luta contra a ação deletéria, de lesa-Pátria, dos governos federais de então, de entreguismo e servilismo aos centros mundiais de poder e/ou de promoção da revolução vermelha entre nós, apoiada na mais gigantesca corrupção da História.

Sem sucesso, nas três ocasiões, apesar das boas plataformas, “SOBERANIA E DIGNIDADE”, “DIGNIDADE MARINHEIRA”, “LIBERDADE E DEMOCRACIA”, talvez por me haver tornado antipático e desagradável por falar e escrever sempre a dura verdade, da qual ninguém quer saber, principalmente a legião sempre crescente dos omissos que não se querem comprometer, ou por produzir textos considerados longos, escorreitos vernácula e gramaticalmente, e, portanto, muito complexos e difíceis para o entendimento dos leitores comuns de hoje, preguiçosos e pouco letrados, como tantos amigos e colegas por seguidas vezes me têm afirmado... 
  
A partir do processo de impeachment, no novo e melhor ambiente gerado, adotei a comunicação direta, via e-mail, com autoridades dos Três Poderes, para elevar-lhes informações, sugestões e pedidos de providências, prática comum nas democracias consolidadas.
 
A adequada e oportuna assistência médica prestada aos militares e seus dependentes, a remuneração justa, capaz de proporcionar-lhes digno padrão de vida, a previdência que garanta segurança e condições de confiança quanto ao futuro aos na reserva, reformados e seus herdeiros e o rancho farto e saudável nas OMs são pilares fundamentais para manter elevado o moral do pessoal e para reforçar-lhe a prontidão para o cumprimento de todas as Missões, na paz e na guerra!

UMA VEZ MILITAR, SEMPRE MILITAR, UMA VEZ MARINHEIRO, SEMPRE MARINHEIRO!

SER CHEFE, MAS, ACIMA DE TUDO, BUSCAR SEMPRE SER LÍDER!

TUDO PELA PÁTRIA!


Sérgio Tasso Vásquez de Aquino é Vice-Almirante, reformado.

Imprensa Progressista: o Câncer do Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rodrigo Constantino

Não dá mais para suportar! É preciso declarar guerra a essa imprensa brasileira mesmo, em nome da verdade, da honestidade intelectual, das liberdades individuais, dos valores tradicionais. O que os principais veículos de comunicação têm feito em relação ao presidente Donald Trump é asqueroso demais. A tal era da “pós-verdade” é marcada pela própria “fake news”, por esses veículos que acusam os outros diante de um espelho, como ensinou o titio Lenin.

Estou em campanha para desmascarar essa gente, pois não consigo mais aguentar calado. E isso inclui, infelizmente, veículos em que já colaborei ou ainda colaboro. Não importa. Se quiserem me tirar, que tirem: minha consciência vale mais. Portanto, vamos lá, mostrar aos brasileiros que tipo de imprensa eles têm, e porque é fundamental que não busquem se informar por ela (ou apenas por ela). Isso aqui, por exemplo, é uma capa vergonhosa:


Colocar esse “E agora?” à guisa de bigodinho para remeter a Hitler é simplesmente ridículo, além de nem ser original. Que bola fora da revista! Mas a IstoÉ está longe de ser o pior caso. O que está intragável mesmo é a cobertura das Organizações Globo, seja do jornal impresso, do JN ou da GloboNews, que não dá para acompanhar por cinco minutos sem auxílio de um Engov.

Cheguei a comentar nesta sexta, dando nome aos bois: “Se juntar o Guga Chacra, a Leilane Neubarth, o Caio Blinder, o Jorge Pontual, o Luís Fernando Silva Pinto, as estagiárias, a equipe toda da BoboNews que ‘cobre’ a política americana, não dá nem meio Alexandre Borges. Mas os ‘especialistas’ são eles, que vêm errando em tudo, inclusive aquele cabeçudo com brinquinho que sempre esqueço o nome e que culpou Trump pela baderna dos esquerdistas: é o pior de todos. O pior DESSA lista, cruzes!”

O tal do brinquinho, descobri depois, chama-se Marcelo Lins e é editor-chefe do canal, o que explica muita coisa. Alexandre Borges, comprovando o que eu disse, escreveu uma excelente análise sobre Trump, do tipo que você jamais encontrará no GLOBO ou na Folha. Comparem esta análise sóbria, embasada, honesta, com os textos publicados no jornal carioca hoje! Um já parte falando em impeachment de Trump, o outro, da tal Adriana Carranca, é só porcaria esquerdista, que perde para um terceiro, com mais lixo socialista ainda. Ou seja, só há uma visão no jornal, e é aquela que trocou a análise pela torcida ideológica. Vejam só esse exemplo de incoerência do “jornalismo” dessa turma:


Ué?! Quando o presidente do México diz que vai colocar como prioridade os interesses dos… mexicanos nas relações com os Estados Unidos, isso é lindo, mas quando o presidente dos Estados Unidos diz que vai colocar como prioridade os interesses… dos americanos nas relações com o mundo, isso é um “perigoso nacionalismo”? Esses idiotas sequer percebem a incoerência?! Ou percebem, mas não ligam? É provável, pois vejam só a capa do GLOBO de hoje:


O GLOBO chega então ao fundo do poço com a capa de hoje! Usa uma foto que remete a uma saudação nazista, claramente de propósito, enquanto o presidente e seu vice estavam simplesmente acenando como todos fazem, e mete na manchete que tem começo a “era populista” na América, como se Obama, logo ele!, não fosse o mais populista de todos, fazendo promessas vazias e delegando ao governo um papel de messias salvador (da economia, do racismo, até do clima!). Que coisa lamentável…

Trump, o “nazista”, é muito mais pró-Israel do que Obama, não é mesmo? Sua filha Ivanka casou com um judeu e se converteu ao judaísmo. Enquanto isso, Obama demonstra simpatia para com o Islã, que foi em grande parte aliado dos nazistas! Se quiserem falar de culto à personalidade, também podemos: quem abusou mais desse mecanismo de encanto das massas? E que tal falar do busto de Sir Winston Churchill, sem dúvida o maior inimigo que o nazismo já teve? Enquanto Obama decidiu retirá-lo do Salão Oval da Casa Branca, Trump resolveu recolocá-lo lá, em homenagem a este grande estadista conservador.


Estou cansado, indignado, enojado com as demonstrações de parcialidade e esquerdismo de nossa grande imprensa. Se não desabafar, se guardar isso tudo dentro de mim, posso explodir. É preciso colocar os pingos nos is justamente para combater a era da “pós-verdade”, que tem sido produzida por essa mídia mentirosa, hipócrita, que apela para um duplo padrão moral o tempo todo. Leandro Ruschel comentou sobre o assunto:

Se alguém tinha alguma dúvida sobre o esquerdismo atávico da imprensa brasileira, depois da cobertura das eleições americanos essa dúvida não existe mais.

A imprensa brasileira é formada em sua maioria por analfabetos funcionais que muitas vezes nem sabem que são esquerdistas, pois passaram pela lavagem cerebral na faculdade e nem conseguem discernir entre esquerda e direita.

A única coisa que sabem fazer é atacar qualquer ideia contrária ao “progressismo”, representado por governo gigante e controlador de todos os indivíduos, com o objetivo de fazer a “justiça social” e a redistribuição da riqueza, além de defender os piores elementos da sociedade e atacar os melhores.

Esses “jornalistas” foram programados para ser agentes da revolução e assim o fazem.

Alguns não percebem que um governo forte e centralizado é o grande motivo de existirem Mensalões, Petrolões e afins, crimes esses que a imprensa adora expor.

É como dar uma arma na mão do pior bandido e depois acusá-lo de matar alguém.

Sem nem entrar no mérito daqueles que sabem muito bem o que estão fazendo e escrevem a soldo da máquina esquerdista, que permanece firme e forte depois da queda da inePTa. O fundo partidário e o fundo sindical ainda tem recursos infinitos para manter a quadrilha formada pelos ditos “blogs e portais progressistas”.

A imprensa brasileira é o grande câncer do Brasil e qualquer mudança do país passa pela substituição dos bandidos e palhaços que a formam por verdadeiros jornalistas, que hoje talvez preencham os dedos de uma ou duas mãos.

Não há como discordar: essa nossa imprensa é o câncer do país, está repleta de “jornalistas” deformados pelas faculdades de jornalismo, dominadas pelos filhotes de Gramsci. São ignorantes, preguiçosos, seduzidos por ideologias ultrapassadas, e preferem fazer torcida e propaganda partidária em vez de análise séria e isenta. Já deu!

Onde está a Fox News do Brasil?


Rodrigo Constantino é Economista. Originalmente publicado no site do autor em 21 de janeiro de 2017.

Congratulações à esquerda


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi publicado no jornal “Arauto”, do Clube de Aeronáutica, em 1996. É de autoria de Carlos I. S. Azambuja, e faz alusão a um pouco de História ... que Não Faz Mal a Ninguém:
    
Logo após a Revolução de 31 de março de 1964, que depôs o governo comunizante de João Goulart, as organizações, partidos e grupos de esquerda, então existentes em nosso pais, e logo após as inúmeras outras organizações constituídas pelas bases radicalizadas do chamado “Partidão”, definiram como prioritária a derrubada do regime instituído, utilizando, como tática, todas as formas de luta, conforme prescrevem os manuais marxistas-leninistas.
    
Esse projeto de luta armada, recordemos, vinha sendo alimentado desde antes de 1964, estimulado pelo exemplo da revolução cubana. Isso, sem falar nas propostas de revolução armada, que vinham de muito antes, na melhor tradição bolchevique, como o levante de 1935, determinado pelo Komintern, conforme comprova, de forma irrefutável, o livro “Camaradas”, escrito por William Waak.
    
É notório que já no governo de João Goulart existiam grupos voltados para essas formas de luta “mais avançadas”, segundo o jargão marxista.
    
Nesse sentido, é esclarecedor o depoimento de um ex-guerrilheiro urbano, um dos dirigentes, nos anos 60. da organização Dissidência da Guanabara e, depois, do Movimento Revolucionário Oito de Outubro, preso, banido do país, e posteriormente anistiado: “(...) Antes da radicalização da ditadura, em 1968, e antes mesmo de sua própria instauração, em 1964, estava no ar um projeto revolucionário ofensivo. Os dissidentes se estilhaçariam em torno de encaminhamentos concretos, formando uma miríade de organizações e grupos, mas havia acordo quanto ao nó da questão: chegara a hora do assalto” (Daniel Aarão Reis Filho, professor de História Contemporânea da Universidade Federal  Fluminense, em “Este Imprevisível Passado”, artigo publicado na revista Teoria & Debate, de julho/agosto/setembro de 1996).
    
Os seqüestros de aviões, de diplomatas estrangeiros, os roubos de armas, os atentados terroristas, os assaltos a agências bancárias, a estabelecimentos comerciais e até mesmo a residências, os ataques a quartéis, foram transformados em tática militar e precederam o que foi  denominado de ‘radicalização da ditadura”, em dezembro de 1968, com a edição do Ato Institucional número 5.
    
Em 1970, ao assumir a presidência da República, o general Garrastazu Médice definiu como prioritário o fim do terrorismo. Para isso, em janeiro de 1970, foram criados os DOI-CODI. No entanto, Marighela não mais existia, pois havia sido morto, em via pública, em São Paulo, que agora foi definida pela Comissão de Mortos e Desaparecidos como um local assemelhado a uma dependência policial.
    
Ele, Marighela, que a Inteligência Cubana imaginava transformar no sucessor de Che Guevara (vide o livro de Luiz Mir, “A Revolução Impossível”), havia deixado um testamento que iria ser responsável, entre os que seguiram seus ensinamentos, por uma montanha de mortos: o Minimanual do Guerrilheiro Urbano.
    
Lamarca, no entanto, que traiu o Exército, sua mulher e seus filhos, ladrão de armas, assaltante de bancos, seqüestrador e assassino de inocentes de forma vil, como a morte a coronhadas do Tenente Alberto Mendes Junior, no Vale da Ribeira, ainda viveria até o ano seguinte. Em setembro de 1971, seria morto no sertão da Bahia, local que, posteriormente, a tal Comissão de Mortos e Desaparecidos definiu que também era um local assemelhado a uma dependência policial.
    
Em agosto de 1979, com as guerrilhas urbana e rural erradicadas e o país pacificado, o presidente Figueiredo assinou a lei que concedeu uma anistia, ampla, geral e irrestrita, que libertou todos os que se encontravam presos e condenados.
    
Em maio de 1985, a chamada Nova República legalizou os partidos clandestinos, graças uma Emenda Constitucional de autoria do então deputado federal Roberto Freire, ele próprio dirigente de um desses partidos clandestinos, o PCB.
     
A partir de então, o aparelho burocrático do governo passou a ser tomado, de forma lenta, gradual e segura, pela esquerda anistiada, derrotada, mas não conformada. Os Órgãos de Inteligência, na era Collor, foram desmantelados e as Forças Armadas economicamente sufocadas, restando-lhes uma única função: sobreviver.
    
A Constituição Cidadã, de 1988, propiciou centenas de “retornos” às FF AA. O Estado promoveu-os e pagou por isso. Também os demitidos e expulsos em 1985 foram reincorporados e promovidos.
    
Como se isso não bastasse, uma Comissão, denominada de Mortos e Desaparecidos, foi constituída e passou a recopensar as famílias daqueles que escolheram livremente o caminho da luta armada, seqüestraram, assaltaram e mataram, sendo, afinal, mortos pelos que, constitucionalmente, cumpriam suas obrigações de defender a Pátria a Lei e a Ordem, com o sacrifício da própria vida, coerentes com o juramento que fizeram ao entrar para a carreira militar.
    
Do lado aos que se opuseram que a Pátria se transformasse numa República Popular Democrática, vidas preciosas foram perdidas, muitas famílias ficaram sem os seus chefes, mas nenhuma delas, em todos estes anos, nada reivindicou.
    
Com relação, especificamente, ao caso Carlos Lamarca, a relatora, na Comissão de Mortos e Desaparecidos, uma ex-guerrilheira urbana, afirmou que a repressão não respeitou a Comissão de Genebra (?) e que “como os guerrilheiros do Araguaia, ele, Lamarca, fez também prisioneiros, aos quais respeitou a integridade” (coitada, desconhece a História do Brasil), e afirmou que o relator da Lei que proporciona a recompensa às famílias dos mortos pela repressão, o atual Chefe do Gabinete do Ministério da Justiça, legislou por conta própria e que “foi vontade do legislador incluir os que morreram em combate direto cm as forças repressivas” (sic).
     
Este não é um tema altamente ilustrativo e edificante para ser incluído nos currículos das Academias Militares?
    
Parabéns às esquerdas! Vocês chegaram lá, utilizando os meios pacíficos. Afinal, essa é uma forma de luta, também revolucionária.     

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Basta de Suprema Insegurança Jurídica


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Diante da suprema insegurança jurídica e da rotineira vacilação do Judiciário no Brasil da Piada Pronta e da Impunidade, o Crime Institucionalizado não apenas prospera, mas também entra em processo de reinvenção em tempos de Lava Jato, para permanecer hegemônico de maneira ideológica, cultural, política, econômica e legal. A novidade é que a maioria das pessoas atinge o limite da paciência. A reação dos cidadãos de bem e do bem pode surpreender e romper com o status da canalhice dominante. Eis a esperança na porta dos fundos do juízo final da História...

Enquanto a mudança estrutural não ocorre, e a bandidagem organizada se readapta, é recomendável se preparar para momentos difíceis e muito complexos de compreender. Vai de ferrar quem bancar o analfabeto político, fazendo uma imperdoável leitura errada da conjuntura e da realidade. O combate à corrupção sistêmica – que hoje é uma demanda mundial – não pode falhar no Brasil. Do contrário, a velha Nova Ordem Mundial vai nos condenar ao eterno subdesenvolvimento, na periferia da humanidade.

Respeitemos o luto pelo supremo ministro morto, mas é recomendável apertar o botão “phodda-se o avião!” e partir para uma discussão relevante. Já passou da hora de acabar com o absurdo Foro Privilegiado para julgamento de autoridades e políticos corruptos. Se tal aberração inexistisse no Brasil, não estaríamos agora especulando sobre o destino da Lava Jato, diante da trágica morte (acidente ou não) do relator dos processos no STF (que não deveria funcionar como um tribunal especial para julgamento de bandidos com representatividade eleitoral dada pelo povo.

O momentâneo impasse é o atestado da falta de Democracia (Segurança do Direito). O próprio regimento interno do STF consagra a confusão no meio de suas 479 páginas (para que tantas?). O artigo 38 lembra que é o Presidente da República quem nomeia o ministro, deixando claro que o relator é substituído: “III - mediante redistribuição, nos termos do art. 68 deste Regimento Interno’ e “IV – em caso de aposentadoria, renúncia ou morte: a) pelo Ministro nomeado para a sua vaga”. Como o 3 vem antes do 4, deveria prevalecer nesta emergência. E o parágrafo primeiro do citado artigo garante: “Em caráter excepcional poderá o Presidente do Tribunal, nos demais feitos, fazer uso da faculdade prevista neste artigo”

A regra é claríssima! Artigo 68 do Regimento Interno do STF – “Em habeas corpus, mandado de segurança, reclamação, extradição, conflitos de jurisdição e de atribuições, diante de risco grave de perecimento de direito ou na hipótese de a prescrição da pretensão punitiva ocorrer nos seis meses seguintes ao início da licença, ausência ou vacância, poderá o Presidente determinar a redistribuição, se o requerer o interessado ou o Ministério Público, quando o Relator estiver licenciado, ausente ou o cargo estiver vago por mais de trinta dias”.

Não é preciso perguntar aos universitários sobre o que fazer. Fundamental é tomar uma decisão, sem a demora que pode beneficiar os infratores e corruptos. A presidente Cármen Lúcia terá de resolver, rapidamente, se faz ou não a redistribuição automática dos processos de Teori para um dos 10 ministros da Corte. Trata-se de uma corrida contra um relógio que anda quase parando no fim de recesso do judiciário. O Presidente Michel Temer tem 30 dias para nomear e o Senado aprovar o novo supremo-ministro.

Existem três hipóteses claras. Primeiro, 1) Se Temer perder o prazo limite de um mês, Cármen Lúcia pode fazer a redistribuição. 2) Também pode redistribuir, se entender que o caso é uma emergência. 3) Temer não perde tempo e indica rapidinho o substituto do falecido Teori Zavascki. Neste caso, certamente para alegria dos corruptos da politicagem, o “premiado” é um “discreto inimigo” da Lava Jato que assume a relatoria dos processos, tendo todo poder para homologar ou não as famosas “delações premiadas”.  

A grande dúvida nacional é: o comando da organização criminosa conseguirá atrasar ou sabotar a Lava Jato? A maioria da sociedade brasileira deseja que tal canalhice não seja cometida. A Lava Jato é uma inovação porque o juiz Sérgio Moro e a Força Tarefa do Ministério Público Federal utilizam a transação penal para evitar a impunidade. Nas “colaborações premiadas”, vulgarmente chamadas de “delações”, os autores admitem os crimes cometidos, em troca de alívio nas penas e pagamento de multas. O modelo também é aplicado para empresas, nos “Acordos de Leniência”.

Muito criticadas pelos defensores de políticos corruptos, as “delações” diminuem a margem para os infindáveis recursos que viabilizam a impunidade no Brasil. Apesar do avanço, continuamos reféns do regramento excessivo e do perigoso vício do rigor seletivo (que pune quem deseja ou poupa quem convém). A aplicação das leis costuma ser implacável com os miseráveis ou contra aqueles que a máquina estatal-empresarial elegeu como “inimigo prioritário”. Já para alguns “poderosos”, que se proclamam mais iguais que os outros perante tantas leis, a impunidade funciona “direitinho”.

Superlotar cadeias não resolve. Os presídios se transformam em “escolas” de aprimoramento do crime. É urgente investir em Democracia (Segurança Jurídica). Ela será a base, junto com ações culturais e educacionais, para que o brasileiro cultive o hábito de respeitar a lei, exercendo direitos, mas, acima de tudo, cumprindo deveres.

Por isso, a única saída civilizada para o Brasil é uma Intervenção Constitucional que precisa ir muito além de escrever uma carta magna enxuta e auto-aplicável, sem necessidade de interpretações judiciais a todo momento, como acontece viciadamente em Bruzundanga. O País necessita de uma ampla revisão legal, para consolidar a lei que vale e determinar punições rápidas e objetivas para quem não cumprir a lei. Na Democracia, vale o combinado, o pactuado, entre as pessoas civilizadas.

O Crime Institucionalizado deseja que permaneçamos na verdadeira ditadura em vigor. A corrupção sistêmica depende da Oclocracia (o “governo do lixo”, dos corruptos). O triste e lamentável é quando uma grande parte da sociedade ainda dá respaldo à desgovernança da bandidagem. Mais grave e pior ainda é quando as Forças Armadas, por ação equivocada ou omissão imperdoável, permitem que a oclocracia siga reinando.

Metaforicamente falando, parece que estamos diante da seguinte situação dantesca no Brasil: a onça não quer beber água porque jacaré está nadando de costas em um sistema político, econômico e jurídico dominado pelas piranhas e tubarões que trabalham para ratazanas de fino trato e muita grana.

Até quando tamanha insegurança jurídica vai perdurar e nos prejudicar? A resposta depende da reação dos bons contra a força do mal – cada vez mais consistente e organizada.

Lembre-se: Quem não reage rasteja... Reagir já é preciso... Por isso, Intervenção Constitucional é a alternativa civilizada. O resto é barbárie ou enganação.

Vai demorar?

Duzentos e dez milhões de especialistas em acidentes aéreos dão vários palpites nas redes sociais e na mídia sobre as causas do acidente com o avião que matou o Teori.

Bem que o Brasil poderia imitar a eficiência da Colômbia no caso do avião da Lamia, e chegar logo a uma conclusão sobre o desastre, evitando que as teorias conspiratórios prosperem...

O laudo sobre a queda do avião de Eduardo Campos demorou um ano e meio, e não será surpresa se o caso Teori demorar o mesmo tempo...

Chora, Cabeleira


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Janeiro de 2017.