domingo, 26 de fevereiro de 2017

Quando vamos parar de atravessar o samba?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Nosso Brasil está “atravessando o samba” na História. Estamos desfilando na contramão do resto do mundo desenvolvido. Em muitos aspectos, deixamos a desejar até para os subdesenvolvidos. Na passarela do globalitarismo, sem rumos democraticamente definidos, com base na segurança jurídica, somos uma Nação sob hegemonia do Crime Institucionalizado e rumando para explosões de violência e desintegração. É altíssimo o risco futuro de separatismo.

Somos um “carnaval” de coisas, conceitos e pessoas erradas. Excetuando o agronegócio que é “pop e produtivo”, nos demais setores o Brasil é uma enganação. A infraestrutura deixa muito a desejar. Nosso modelo industrial é completamente ultrapassado. Tudo se agrava com o Capimunismo Rentista (modelo de ganhar dinheiro fácil cafetizando a máquina estatal). Pagamos quase uma centena de impostos, taxas e contribuições para esta finalidade.

O problema é conceitual: cultuamos e praticamos idéias e conceitos irreais, canalhas ou criminosos. Na verdade, arcamos com o alto preço da falta de Educação (base filosófica familiar + ensino de qualidade para formar bons cidadãos, trabalhadores e pensadores). Tamanha carência multiplica o número de analfabetos funcionais que engrossam, naturalmente, o caldo da corrupção, da politicagem e da violência. Este defeito original se estende para todas áreas da vida nacional. Somos uma suruba institucional. O tal do “Caju” tem razão em seu cinismo...

O único jeito de mudar essa realidade é partir para uma Intervenção Institucional. É imprescindível uma Repactuação Constitucional. Temos de implantar o Federalismo de fato e de direito. É preciso investir pesadamente em ensino de qualidade, para fecharmos as “fábricas de bandidos”. Temos de resgatar a base familiar e o respeito à Individualidade. Todas as outras profundas reformulações vão ocorrer a partir da base legal e institucional redefinida democraticamente: a Segurança do Direito. A tal da “dura lex” vale para todos. O processo demanda amplo, livre e exaustivo debate. O jogo não é fácil – e pode até ficar bruto – porque nosso fundamento é ruim. No entanto, é preciso jogá-lo.

Não basta reclamar, protestar nas ruas ou nas redes sociais e demonizar os políticos – mesmo que a maioria deles seja formada por ladrões profissionais. O fundamental é restaurar a capacidade de fazer Política para melhorar o País. As elites (melhores entre os melhores) precisam se unir para fazer o bem prevalecer sobre o mal. Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira precisam definir qual rumo estratégico desejam e que o País efetivamente necessita.

Quem tem capacidade de organizar um megaevento como o Carnaval também deveria ter plenas condições de reorganizar o Brasil. A maioria esmagadora das pessoas só precisa de orientação básica. A vontade de mudar para melhor precisa ser mais forte que a mediocridade e o medo do crime. Temos de quebrar a hegemonia dos corruptos, sem se deixar corromper. Não é fácil...

Pulemos o Carnaval moderadamente, mas tenhamos foco que é preciso rasgar a fantasia de idiota inútil imediatamente, de preferência a partir da quarta-feira de cinzas. Devemos aproveitar o “Efeito Lava Jato”, que começa a abalar a corrupção sistêmica, para neutralizarmos, vencermos e substituirmos os canalhas de plantão na direção das instituições públicas e privadas.

Basta de atravessar o samba. Que cada um melhore a si mesmo, de forma consciente, e que reúna plena capacidade de mudar cada coisa que não presta no Brasil. O método não é fácil, porém merece ser tentado.

Pura Gozação


Gozada geral do sarcástico livre gozador Milton Pires, apresentando aquela que seria a frase definidora do carnaval 2017:

"Goza na minha boca, as maletas do Renan não estão gravando! Goza logo antes que o Goleiro Bruno chegue, mate a gente e o Ministro Marco Aurélio Mello deixe ele solto! Vai amor, goza logo antes que alguém faça delação premiada e delate a gente!".

Atrás do Milhão


Pulhagem


Dura Lex, Dura Careca


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Fevereiro de 2017.

Pequeno Manual de Instrução de Cavalheiros - I

Não é manifestação... É Carnaval!

“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Já foi dito anteriormente, que sem estudar a língua italiana, ninguém pode ser considerado um gentleman (ou uma lady).
Sem maiores pretensões, sugerimos a oitiva das pérolas do bel canto, inicialmente com canções napolitanas, a saber:
Santa Lucia, nas vozes de alguns dos maiores tenores de todos os tempos.

Enrico Caruso


Beniamino Gigli


Mario Lanza


Luciano Pavarotti


Jose Carreras


Mas o melhor é ver que canta (e nos encanta) uma jovem brasileira:
Raíssa Amaral


Quem disse que Una Voce Poco Fa?



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Comunismo

Dupla caipira: Marx e Engels

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é o resumo de um dos capítulos do livro “Comunismo”, de Richard Pippes, professor da Universidade de Harvard, autor de vários livros sobre a Rússia e o Comunismo. Editora Objetiva, 2002.

No Estado Comunista a Lei não é um meio de proteção do indivíduo, mas um mecanismo de controle. A única instituição familiarizada com a realidade soviética é a Polícia, denominada sucessivamente de CHEKA (1917-12922), GPU e OGPU (1922-1934), NKVD (1934-1954). KGB (1954-1991) e FSB-FR (Serviço Federal de Segurança da Federação Russa, a partir de 1991).

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Em seu pronunciamento no funeral de Karl Marx, Engels descreveu a “lei da história humana”, que seu amigo teria descoberto:
    
“A humanidade deve, antes de mais nada, comer, beber, ter um abrigo e roupa, antes de poder perseguir a política, ciência, arte, religião, etc.; portanto, os meios de subsistência materiais imediatos (...) formam o fundamento sobe os qual as instituições estatais, as concepções legais, a arte e, até mesmo, as idéias sobre a religião das pessoas envolvidas se desenvolveram, e à luz da qual devem, por conseqüência, ser explicadas, ao invés de vive-versa, como foi o caso até agora”.
    
Resumindo: a economia é o fundamento da vida organizada. Tudo o mais é “superestrutura”.
    
A partir dessa premissa, Marx e Engels formularam uma teoria da evolução social, cujo postulado central sustenta que o controle dos meios de produção leva ao surgimento de “classes sociais”. Originalmente, não existia a propriedade privada nesses meios: toda terra era de posse comum. Mas, com o tempo, a “ordem comunal primitiva” foi substituída pela diferenciação de classes quando um grupo conseguiu monopolizar os recursos vitais e usou seu poder econômico para explorar e dominar o resto da população, erigindo instituições políticas legais que protegiam os interesses de classe. Também empregou a cultura – religião, artes, ética e literatura – com o mesmo fim. Tais mecanismos capacitaram as classes governantes a explorar o resto da população.
    
Decerto, as classes inferiores não consentem pacificamente na exploração. Resistem, embora enquanto houver propriedade privada, meramente consigam substituir uma forma de exploração por outra. Por essa razão, nas palavras do Manifesto Comunista, “até agora toda a história das sociedades tem sido a história da luta de classes”.
    
Tais reflexões sobre o passado serviram a Marx meramente como um prelúdio ao seu interesse principal: a análise do mundo “capitalista” contemporâneo. Ele passou vários anos estudando a evidência na história econômica inglesa para demonstrar que o “capitalismo” era o estágio final da sociedade de classes e que estava fadado à ruína como resultado de uma revolução da mão-de-obra industrial explorada. Esta revolução seria a última, pois inauguraria o reino de uma sociedade sem classes. E aí, nesse ponto, a História teria um ponto final.   
    
O sistema capitalista dependeria da exploração do trabalho assalariado, o capitalista se apropriaria do ”valor excedente” do que o trabalhador produz. Segundo Engels, a noção do “valor excedente” foi a segunda grande idéia com que Marx contribuiu para a compreensão humana. Todo valor deriva do trabalho. No sistema capitalista, entretanto, o empregador paga a seus trabalhadores somente uma facão do valor que criam – somente o suficiente ara mantê-los vivos. O “excedente” é embolsado.
    
Na evolução do modo de produção capitalista, tanto a txa de lucro obtida pelo capitalista quanto os salários dos trabalhadores se reduzem estavelmente. Isso acontece porque, ao enfrentar uma competição feroz, o capitalista tem de gastar cada vez mais em equipamentos, matéria prima e outros, e diminuir cada vez mais os salários, que são a fonte de seus lucros.

A mão-de-obra torna-se mais barata e os salários declinam, resultando em uma queda constante do padrão de vida. Ao mesmo tempo, durante as crises que ocorrem periodicamente por causa da produção excessiva, as grandes empresas engolem as menores, e a riqueza industrial fica concentrada cada vez mais em menos mãos. Desse modo, o capitalista e o trabalhador de vêem no mesmo barco, por assim dizer: o primeiro aflito com a crise e a expropriação dos mais ricos que ele; o segundo, vítima da pauperização progressiva. Com o tempo, a situação leva, inexoravelmente, à revolução:
    
Com a diminuição constante do número de magnatas de capital (...) cresce a massa de miséria, opressão, escravidão, degradação, exploração: mas também cresce a revolta da classe trabalhadora, uma classe que aumenta cada vez mais e é disciplinada, unida e organizada pelo próprio mecanismo de produção capitalista. O monopólio do capital torna-se um grilhão para o modo de produção. A centralização dos meios de produção e a socialização da mão-de-obra finalmente atingem o ponto em que se tornam incompatíveis com a casca externa – camada que envolve -. Portanto ela – a casca – é feita em pedaços. O dobre de finados da propriedade privada capitalista ressoa.Os expropriadores são expropriados.  
    
Reformas do sistema capitalista não podem impedir esse resultado. Ele é inevitável.
    
O resultado último da revolução socialista será a liberação total do homem. Por “liberdade” Marx e Engels não querem dizer a noção liberal de direitos civis e proteção do Estado: “Liberdade política é liberdade falsa”, escreveu Engels, “a pior escravidão possível; a aparência de liberdade e, portanto, realidade da servidão”. 
    
Junto com Engels, Marx rejeitava as liberdades liberais e os direitos civis como fraudes, porque escravizavam o homem às coisas materiais: a liberdade genuína libertaria os seres humanos da sujeição a elas.
    
As teorias por Marx e Engels formularam o programa da Associação Internacional dos Trabalhadores, conhecida popularmente como Primeira  Internacional, fundada em Londres, em 1864, a fim de organizar os operários para a iminente crise do capitalismo. Essa organização apresentou-se, desde o começo, dividida por disputas entre socialistas e anarquistas. Embora os anarquistas partilhassem uma meta comum com os socialistas – uma sociedade sem classes e sem Estado -, assim como os meios para esse fim – a revolução violenta -, divergiam em três aspectos importantes. Os anarquistas percebiam o potencial revolucionário não na classe trabalhadora industrial, mas nos camponeses sem terra e nos desempregados. Segundo, os socialistas consideravam entre o capitalismo fracassado e o socialismo triunfante um estágio transacional - às vezes chamado de “ditadura do proletariado” – durante o qual a nova classe governante usaria os poderes coercitivos do Estado para privar a burguesia de seu capital e nacionalizar os bens de produção. Os anarquistas rejeitavam o Estado em todas as suas formas, predizendo que a “ditadura do proletariado” se transformaria em um novo instrumento de opressão, desta vez regido por e para o benefício de intelectuais. Finalmente, ao passo que os marxistas contavam com a progressão natural da economia capitalista para realizar uma revolução, os anarquistas pediam a “ação direta”, isto é, um ataque imediato ao sistema existente.
    
O tempo mostrou que os anarquistas estavam certos em todos os três pontos: revoluções sociais irromperam não em países industrializados, mas nos agrários, e a “ditadura do proletariado” tornou o Estado Comunista uma ditadura permanente de não-trabalhadores sobre trabalhadores braçais e camponeses. A Revolução de 1917, na Rússia, também foi resultado de um ataque direto ao governo em um país em que o capitalismo ainda estava em sua fase inicial de desenvolvimento.
    
Praticamente todas as previsões de Marx se revelaram incorretas, como foi ficando evidente durante toda a sua vida e, incontestavelmente, depois de sua morte.
    
Apesar de o capitalismo apresentar, de fato, crises periódicas, nunca sofreu uma crise fatal que culminasse com o colapso social. Devido, em parte, à legislação antitruste, aos serviços da tecnologia, que abriram novas oportunidades pequenos empreendedores, e, em parte, ao crescimento estável dos setores de serviços, à custa da manufatura, a consolidação dos negócios não progrediu a ponto de só restarem monopólios gigantescos. A criação de sociedades anônimas ajudou a difundir a riqueza.
    
Tampouco a mão-de-obra sofreu pauperização. Mesmo quando Marx estava trabalhando Das Kapital surgiu a evidência de que os salários da mão-de-obra na Inglaterra estavam aumentando – evidência que Marx preferiu ignorar. Mais importante ainda foi a introdução de esquemas de previdência patrocinados pelo Estado. As democracias industrializadas alarmadas com os progressos socialistas na organização da mão-de-obra e na conquista de cadeiras nas eleições parlamentares, instituíram a legislação social na forma de seguro-desemprego e saúde e outros benefícios que impediam a classe trabalhadora de cair na miséria.

O primeiro país a seguir esse caminho foi a Alemanha, onde o Partido Social Democrata era especialmente forte e parecia pronto a conquistar a maioria no Parlamento. Quando outros países continentais fizeram o mesmo, os trabalhadores adquiriram sua parcela no status quo, fazendo-se de surdos aos apelos socialistas para a revolução. Esse comportamento contradizia a afirmação do Manifesto de que “os trabalhadores não têm país”. Tinham deixado de ser “proletariado” no sentido original do termo, isto é, uma classe cujo único serviço ao Estado consistia em gerar filhos. Conseqüentemente, preferiram a atividade sindical que aceitava a ordem capitalista e concentrava-se em obter uma parcela cada vez maior dos lucros do capitalismo. Desse modo, tornaram-se parte do mesmo sistema que os marxistas queriam que derrubassem.
    
Por todas essas razões, nenhuma explosão ocorreu em nenhum dos países capitalistas avançados: tais revoluções, no século seguinte à morte de Marx, ocorreram como os anarquistas haviam predito, nos chamados países do Terceiro Mundo, com uma economia capitalista embrionária, uma grande população campesina sem terra, ou terras improdutivas, e regimes ilegais.
    
As falhas na doutrina marxista não teriam tido muita importância se ela tivesse sido exclusivamente um constructo teórico. Mas, como também foi um programa de ação, quando suas previsões revelaram-se falsas – e isso ficou evidente logo após a morte de Marx, em 1883 – primeiro os socialistas e, depois, os comunistas, embora alegassem ortodoxia, começaram a revisar as teorias de Marx.  Nas democracias ocidentais, essas revisões geralmente abrandaram o zelo revolucionário de Marx e aproximaram o socialismo do liberalismo, disso resultando a social-democracia. No Lese Europeu e nos países do Terceiro Mundo, ao contrário, as revisões tenderam a aguçar os elementos de violência.
    
O resultado foi o comunismo. O marxismo em sua forma pura, não adulterada, não foi adotado em nenhum lugar como plataforma política porque vai de encontro à realidade.  

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Padilha vai para Casa?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O governo do PMDB-PSDB atravessou o samba neste esquema de mídia cuidadosamente armado para uma “mula involuntária” dar um coice no Eliseu Padilha. Ficou evidente até para os mais otários que o Presidente Michel Temer usou seu amigo José Yunes para amputar seu braço-direito, o ministro-chefe da Casa Civil. Só faltou Temer imitar aquele lendário personagem humorístico de Jô Soares e ordenar: “Vai para casa, Padilha”... Tudo indica que ele vai... Depois da providencial licença para operar a próstata... O golpe da dedada de Yunes doeu...

Ficou claro que Temer deu o anel do Padilha para não correr o risco de perder a mão inteira de um governo impopular. A permanência de Eliseu Padilha é insustentável e insuportável no governo. A equipe econômica (leia-se “Presidente Virtual Henrique Meirelles”) já avalia que o escândalo atrapalha as reformas em complicada negociação com o Congresso Nacional. Para piorar, após o carnaval, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, tem tudo para pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para apurar se realmente Padilha recebeu milhões em propina da Odebrecht para o PMDB.

É Carnaval! Temer levou a família para tomar banho na Base Naval de Aratu. Mas as cobras continuam soltas em Brasília, pondo em risco o curto reinado do Momo. Para dar uma dimensão da confusão armada, vale reproduzir as perguntinhas carnavalescas que o jornal O Globo formulou à Presidência da República sobre o escândalo Padilha. O mítico Palácio do Planalto “respondeu” com aquela costumeira “catiguria” de quem tem tudo a esconder, mas que precisa declarar alguma coisa para não atravessar ainda mais o samba da mula involuntária...

O GLOBO: José Yunes é um dos melhores amigos de Michel Temer. Como manter Eliseu Padilha ministro se o próprio Yunes confirma o principal trecho da delação de Cláudio Mello Filho, que trata de caixa 2 organizado pelo presidente?

Presidência da República: Temer manterá, por ora, Padilha no cargo, porque avalia que há questões que precisam ser melhor esclarecidas, caso do conteúdo do pacote entregue pelo doleiro Lúcio Funaro aos cuidados de Padilha. Temer e o ministro da Casa Civil acertaram uma licença médica, em princípio, até o dia 6 de março. A depender do resultado da cirurgia de próstata a que Padilha será submetido e do andamento das investigações, o afastamento poderá ser estendido.

O Globo: Quando a delação veio à tona, em dezembro, Temer divulgou nota em que repudiava as acusações de Cláudio Melo Filho e afirmava que as doações feitas pela Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. O presidente mantém a posição?

O presidente mantém esta posição.

O Globo - O presidente não admite que o diretório nacional do partido que presidia arrecadou recursos por meio de caixa 2?

O presidente não admite caixa 2 na campanha de 2014. Por meio de nota, diz que a Odebrecht doou R$ 11,3 milhões ao PMDB em 2014. Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral.

O Globo - Na delação de Cláudio Melo Filho, o executivo da Odebrecht afirmou que Temer solicitou “direta e pessoalmente” a Marcelo Odebrecht apoio financeiro para as campanhas do PMDB em 2014. O presidente confirma que pediu os valores? Padilha tinha alguma tarefa de arrecadação? Qual era? Ele tinha autonomia para negociar a forma de pagamento das doações?

O presidente Michel Temer confirma que pediu apoio financeiro sem especificação de valor, que Padilha era um dos coordenadores da campanha de 2014, mas não tinha autonomia para negociar formas de pagamento das doações. O presidente não autorizou, nem solicitou que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral.

O Globo - O presidente já teve algum contato com Lúcio Funaro? Quando?

O presidente não conhece nem nunca falou com Funaro.

Tudo respondido? Maravilha... De todo este episódio ainda muito mal explicado, fica uma pergunta incômoda: Quando é que o Brasil vai se livrar da maldição dos ministros da Casa Civil que sempre acabam indiciados na Polícia Civil ou na Federal?

No mais, o triste neste Carnaval é constatar que, por decisão do Supremo Tribunal Federal, o time da penitenciária terá de jogar desfalcado do goleiro Bruno...

No País do Futebol e do Carnaval, é isso que interessa, porque o resto parece não ter pressa...

Vai para casa, Padilha...


Para quem não conhece, do programa Planeta dos Homens, o imortal Padilha, com Jô Soares, que adorava a mulher do Padilha...

Justiçamento

Releia este artigo do historiador Carlos I. S. Azambuja e relembre de um dos mais bárbaros “justiçamentos” cometidos pela extrema esquerda brasileira: O Justiçamento do Delegado Otávio

Lex Luthor, The Great


On the beach


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Fevereiro de 2017.

O Rapto do Serralho


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Parece que o cara é apto para cozinhar o galo. Terá feito um pacto?

Quem irá importuná-lo?

Os bandidos chapa-branca que a sociedade não estanca ?.

Não contém mas paga, enquanto o judas ciário caga.

Boicote em torre de transmissão ou pesadelo de noite de verão ?.

Se nos faltar Itaipu, todos tomaremos na rima.

Dona Onça finge que não vê; parece o efegagacê.

Quem se submete a chantagem uma vez, do bandido não se livrará nunca.

O malvado quererá sempre mais enquanto sua ação não se trunca.

Não tente alguém apaziguar um tigre.

Lance-o ao mar desde veleiro brigue.

Fora de seu habitat a fera perecerá.

É terrível ser mau profeta na própria terra, mas estamos todos numa não declarada guerra.

Nos ameaça um psicopata sem escrúpulos.

Ogro nojento, sapo barbudo, é capaz de tudo.

Aproveitemos o entrudo.

O povo, atônito, continuará mudo.

Mas quem não aceita ir para a casa da rima

Recomendo assistir ao Rapto do Serralho...



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Brasil do Hoje Eterno


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Já que o bandido número um da Nação, o homem que, sem ter Foro Privilegiado algum, é mais cidadão, tem mais prerrogativas do que qualquer um dos mortais, fala constantemente em nós e eles, digo, inicialmente, que vou usar deste mesmo conceito – esta mesma ideia doentia de nós e eles – para escrever sobre o Carnaval. 

Afirmo que se eu não escrever sobre o Carnaval eles venceram. Eu me nego a aceitar que eles venceram ! Insisto que o que eles querem é que eu não escreva sobre o Carnaval, sobre o feriado, sobre a parada de tudo, sobre as mortes, sobre as barbaridades, sobre as maletas de Renan Calheiros, o assassinato de Teori Zavascki e o sigilo das delações da Odebrecht, sobre o FIES para uma mulher que mandou matar seus pais, ou a liberdade para um goleiro assassino miliciano que esquarteja pessoas e dá seus restos aos cães.

Querem que estas coisas não sejam mais do que Tremendas Trivialidades, como dizia Chesterton, mas nem o próprio Chesterton acreditaria ser possível viver numa época em que falar mal do Carnaval pudesse ser considerado politicamente correto nas redes sociais – e, ainda assim, no Brasil já é! 

Já é clichê falar mal do Carnaval e do Big Brother Brasil! Não gosta de Carnaval? Não vai! Não gosta de BBB? É só não assistir! Muda o disco, Dr. Milton! Ninguém lhe aguenta mais! 

Escrevo sobre o Carnaval recorrendo ao que lembro da cadeira de Psiquiatria - ainda na graduação médica. Invoco, pois, da Psicanálise, a ideia de mecanismo de fuga, de defesa da integridade do ego quando alguém enfrenta, do ponto de vista real, um conflito que não pode ser resolvido de forma consciente. 

Faço isso como pura provocação a esta nossa esquerda analisada, estes nossos comunistas de boutique e dos cafés de Paris que aprenderam psicanálise lendo o New York Times e que adoram usar desta mesma Psicanálise (aliás com a benção de alguns dos meus queridos colegas psiquiatras e psicanalistas) para anistiar o Carnaval, para absolver os foliões.

Até aí tudo bem, tudo muito bonito se estivesse eu a tratar de um paciente. Nações, países e sociedades não tem ego e, se algum dia um ego nelas puder ser identificado, não há de ser no Brasil. O Brasil não tem ego e nem integridade. Como poderia ter uma integridade do ego para ser defendida através de um mecanismo de fuga chamado Carnaval?? 

Meu país é, digo eu, do ponto de vista da Psiquiatria e da Psicanálise, um lugar que mais bem se definiria por uma estrutura composta de ego, id e superid. Cabe ao leitor (que não conheça) procurar os conceitos originais para entender a ironia. 

Certo é que, de hoje até quinta feira da semana que vem, a Nação há de mergulhar (como faz todo ano) num espetáculo patético, em algo planejado para despertar nos documentaristas britânicos, nos historiadores da Nat Geo e do Discovery, aquela sensação de visitar tribos isoladas das ilhas do Pacífico ou sociedades primitivas da Ásia Central. 

Milhões de pessoas param. Vão parar porque vão participar (e as que não vão participar hão de assistir, e as que não vão assistir hão de se recolher) de um espetáculo deprimente de orgiais, bebedeiras, assassinatos, acidentes e baixarias, roubos e sexo explícito de todos os tipos possíveis e imagináveis. 

Algo que não encontra precedentes na História nem em Roma nem nas Ilhas do Pacífico e que os tais documentaristas britânicos gostam de descrever e apresentar ao Mundo – é o superid da Nação, de toda Sociedade Brasileira, que aflora esmagando o ego, o superego, o infraego, o alterego e até o lego de qualquer um ou qualquer coisa que se coloque no caminho da obrigação de ser feliz, de esquecer tudo, de mandar família, contas, filhos, problemas, dívidas, doenças e compromissos para o inferno...para este mesmo inferno sem PM, sem médico, sem professor, sem coisa alguma além da obrigação de votar e de jamais ter uma arma de fogo queeles impõem contra nós. 

Eles, como diz o Grande Cachaceiro, o Timoneiro do Atraso, o Analfabeto, o apologista da ignorância, da preguiça, da obscenidade, da falta de pudor e da má-fé, que continua em liberdade debochando da Justiça ...Este Anticristo da cultura, de tudo que possa haver de elevado, de preservado ou de nobre e que já não mais existe, que já não reprime mais nada nem se faz mais presente em ego ou superegoalgum e que, portanto, não demanda mais esquecimento nem mecanismo de defesa.

É mentira afirmar que a vida inteligente no Brasil cessa durante do Carnaval – não há mais vida inteligente no Brasil! É mentira afirmar que o Carnaval é uma catarse, uma festa para esquecer – o Brasil não tem memória! Não lembra, nem quer lembrar, de coisa alguma. 

Não há ontem nem amanhã: só há hoje no Brasil – um Hoje Eterno...e hoje é Carnaval. 

Para Rose Ribas e à memória de um gigante:
Mário Ferreira dos Santos. (1907-1968)

Milton Simon Pires é Médico.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

E se a Lava Jato beneficiar Michel Temer?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Brasília é um hospício onde traições de bastidores parecem loucura. Já tem senador da base aliada, espalhando em suas rodinhas de intrigas, que Michel Temer pode ser muito beneficiado pela Lava Jato – que um dia pode até ter pensado em combater, mesmo que jamais admita tamanho sacrilégio em público. A avaliação é que Temer seria muito beneficiado por uma quase certa detonação de Renan Calheiros, Romero Jucá e até de Moreira Franco - seu super-articulador de privatarias – e de Eliseu Padilha (que já saiu de licença para operar a próstata).

É por isso que a nomeação do senador peemedebista paranaense Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça e a doação de um poderoso empregão vitalício para Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal não devem ser encaradas como ações que possam sabotar a Lava Jato. Até porque a caça aos corruptos não depende apenas de magistrados como Sérgio Moro ou de promotores determinados como a turma da Força Tarefa do Ministério Público, Polícia e Receita Federal. O combate à corrupção é uma missão de dimensão global – quase globalitária.

O Poder Real Mundial, que controla de verdade os destinos dos Países, chegou à conclusão que a corrupção descontrolada causa grandes prejuízos aos negócios e complica os esquemas de hegemonia política e atrapalha até os procedimentos de controle social. Quando a corrupção fica maior e mais poderosa que o sistema que gerou originalmente, ameaçando o globalitarismo da Nova Ordem Mundial, os controladores começam a investir tudo que podem na “caça transnacional aos corruptos”. Os políticos, peças descartáveis do mecanismo corrupto, se tornam alvos fáceis. Entendeu, Caju?

É por isso que Michel Temer – apoiado pela Oligarquia Financeira Transnacional para entrar e só sair na hora certa da Presidência do Brasil – não tem motivos reais para temer (sem trocadilho infame) os desdobramentos da Lava Jato. Temer pode ter muito a ganhar se avançar – como tudo indica, a nova fase da Lava Jato, a Blackout”, que fisgou os lobistas Jorge e Bruno Luz – acusados de intermediar, de forma profissional e reiterada, US$ 40 bilhões em propinas, sobretudo para o PMDB.   

Apesar dos ataques diretos aos amigos-parceiros-aliados do PMDB, Michel Temer não tem a menor chance de ser derrubado, se depender da vontade dos “controladores do Sistema”. Aliás, dependendo do desempenho da economia a partir do segundo semestre, o marido da bela Marcela tem até a possibilidade de fazer o sucessor: o nome dele é Henrique Meirelles, cujo sonho dourado é sentar como titular do trono do Palácio do Planalto. Meirelles já reina, mas o Poder Real Global tem interesse que ele governe de fato e de direito o Brasil.

2018 ainda está longe, mas Meirelles está no páreo. E não é cavalo paraguaio... Eis o grande pavor de Luiz Inácio Lula da Silva – que já está descartado pelos controladores para retornar à Presidência. Lula fará muito barulho, mas sabe que pode ser apanhado pela Lava Jato no instante que for conveniente àqueles que, outrora, lhe davam sustentação transnacional. O jogo do poder é bruto e cruel... Samba, $talinácio, porque é Carnaval...

O povo brasileiro, cheio de gente deprimida e desempregada, já está “sambando” há muito tempo...

Batendo no Jucá

Da jornalista Cristina Serra, “homenageando” Romero Jucá e detonando Alexandre Moraes, no Facebook:

“O Brasil já viveu muitas crises políticas e econômicas, nossa história é repleta de golpes e, mal ou bem, o país sempre encontrou uma saída. Essa crise atual, contudo, tem um enorme agravante: a mediocridade, a desfaçatez e a falta de compostura dos poderosos de plantão. Estão se lixando para o que a sociedade acha ou deixa de achar. Disso deu provas, mais uma vez, o desqualificado Romero Jucá, com a declaração bizarra que está por ai, em todos os sites, para quem quiser ler. De causar náuseas também é a sabatina do candidato a ministro do Supremo, que não passa de uma pantomima. Alexandre, o plagiador, o mentiroso, o dos encontros secretos, o de conexões suspeitas, será o golpe fatal na credibilidade da corte, que até pouco tempo era o lugar para onde muitos brasileiros ainda olhavam com alguma esperança”.

E a luz foi feita


Crime de lesa-lógica


Eficiência comprovada


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Fevereiro de 2017.

Sorumbáticos e Surubáticos


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A classe polititica tem dois tipos de membros: os que tem a temer e os que não (raríssimos).

A maioria triste porque pressente o fim da farra.

Outros aproveitam os últimos dias de Pompéia.

Festim, cujo prato principal é o surubim.

A batalha é uma verdadeira Trafalgar.

Nelson, chupim de águas turvas, sempre pronto a dar o bote nas próximas curvas.

Os corvos acham que as leis são estorvos.

Por detrás daquela serra, o bom cabrito não berra.

Que mistério aquele ministério !

O sainte, mais inteligente que os demais, sabe que a coisa vai feder.

O canetador cogita trocá-lo por cabreiro*. Também comunista desde o tempo a perder de vista, de bandido ex-motorista.

Outro cotado, tem nome de santo e de malvado que atravessou os Alpes pra não ser escalpelado.

Saibam ambos, por gansos ou elefantes, que este país jamais será como dantes.

Chegará o dia da vingonça. O que hoje é desabafo sentirá da felina o bafo.

Extra: Boechat e a Suruba do Caju
16 de jan de 2009 - Gíria: Cabreiro(a). Significado: Quando o sujeito fica preocupado; Quando a situação esta difícil. Gíria: Cabrita. Significado: Mulher bonita.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Nós e os algorítimos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Victor Barbosa

Na sua magistral obra, Homo Deus, Yuval Noah Harari trata de temas extremamente complexos e instigantes de forma compreensível ao senso comum. Entre outros assuntos ele mostra com clareza o que é um algoritmo, termo que vai entrando na moda, mas que é pouco entendido pela maioria:

“Um algoritmo é um conjunto metódico de passos que pode ser usado para realização de cálculos, na resolução de problemas e na tomada de decisões”. Como exemplo simples de algoritmo ele dá uma receita de sopa em que os “passos metódicos” são os ingredientes usados para fazer o alimento.

Acrescenta o autor do best-seller que já vendeu mais de dois milhões no mundo, “que os algoritmos que controlam os humanos funcionam mediante sensações, emoções e desejos”, justamente o ponto que desejo abordar nesse pequeno e modesto texto. Isto porquê, se a tecnologia é algo extraordinário, dependendo do uso que se faz dela pode ser usada não para o bem e sim para o mal como tudo que é humano.

Um dos usos perigosos é o aperfeiçoamento da manipulação, que sempre existiu, mas que agora é elaborada por técnicas cada vez mais avançadas. Sem perceber a maioria obedece aos interesses de governos, de partidos políticos, da mídia, do marketing, do mercado, da opinião pública, de outras entidades ou grupos. Isso se faz através de passos metódicos baseados em algoritmos que manipulam sensações, emoções e desejos.

A mídia, conforme, Jorge Moreira, tem o “setting, um tipo de efeito social que compreende a seleção, disposição e incidência de notícias sobre temas que o público falará e discutirá. “A agenda é pautada por diversas conveniências do governo e da necessidade de verba de publicidade dos meios de comunicação”. “O que um canal de TV, um jornal ou uma revista postam, todos seus concorrentes seguirão a pauta”.

Como exemplo concreto relembro que o uso da mídia e do marketing foi largamente usado pelo governo petista, muito além de outros governos. Desse modo, Lula se tornou intocável, inimputável, sempre encaixado no papel de vítima. Criticá-lo era sacrilégio, crime de lesa-majestade, algo politicamente incorreto.

Eleito presidente da República na quarta tentativa, foi reeleito malgrado o escândalo do mensalão e, para provar que detinha quase a maioria do povo elegeu e reelegeu sua sucessora, uma façanha política e tanto.

O PT, que se disse puro, ideológico, capaz de mudar o que os outros partidos faziam de errado, continuou elegendo correligionários apesar de ter institucionalizou a corrupção. Os petistas haviam finalmente encontrado um bom marqueteiro que fazia a mágica.

Entretanto, uma das características da vida e das sociedades é o dinamismo e por um processo ligado a uma série de fatores mudanças acontecem mesmo em sistemas autoritários e totalitários. Nas democracias a insatisfação popular manifesta livremente é um dos fatores de mudança e nenhum governo resiste quando a economia vai mal.

Os governos Lula da Silva e Dilma Rousseff mergulharam o Brasil na pior recessão da nossa história. Como consequência aconteceu o impeachment na esteira da insatisfação popular. Atentos às suas necessidades de votos, parlamentares foram sensíveis à reivindicação de milhões de brasileiros que nas maiores manifestações já havidas no País foram às ruas pedir a saída de Rousseff.

O pior governo que o Brasil já teve esboroou com estrondo. Em vão o PT tentou chamar de golpe o que na verdade era resultado do inconformismo popular com o desemprego, a inflação, a inadimplência. Nas eleições municipais veio outro troco dos brasileiros: o PT perdeu 60% de suas prefeituras e Lula viu minguar seu prestigio.

Diante disto, lideranças petistas agora fazem cálculos para recuperar o enorme poder que já desfrutaram, mas sabem que só podem resgatá-lo mediante a volta à presidência da República do seu único candidato viável, Lula da Silva, em que pese este ser cinco vezes réu.

Apropriadamente surgiu uma pesquisa benfazeja mostrando Lula em primeiro lugar. Pesquisas podem funcionar como marketing, pois pessoas costumam votar em quem está no topo das escolhas para também sentirem vencedoras. O PT sabe disso e tem esperança de que seu líder volte a ser amado enquanto dirige o foco do ódio, que tão bem sabem manejar, para outras figuras como Temer, Alexandre de Moraes, a Polícia e até Trump, presidente dos Estados Unidos do qual não se deixa de falar mal um dia sequer.

Lula sabe instintivamente manipular sensações, emoções e desejos. Em 2018 tudo vai depender das circunstâncias, mas é bom lembrar do que escreveu Nicolau Maquiavel, em 1513, na sua eterna obra, O Príncipe: “Os homens são tão pouco argutos e se inclinam de tal modo às necessidades imediatas, que quem quiser enganá-los encontrará sempre quem se deixe enganar”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, autora entre outros livros do “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a ética a malandragem” e “América Latina – em busca do paraíso perdido”.