sábado, 6 de janeiro de 2018

Alguém pode fazer a Galinha decolar?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Bruzundanga é um hospício muito esquisito. A galinha da economia insiste em não decolar. Os bancos guardam R$ 1 trilhão e 200 bilhões. Ninguém se arrisca a pegar emprestado para investir. A insegurança na conjuntura e a desconfiança política espantam os empreendedores. Até os rentistas vivem ressabiados. O dinheiro aplicado rende menos que nunca. Os megainvestidores de fora pagam para ver, mas também seguram a grana para descarregar na hora certa – que demora a chegar. Enfim, melhora econômica só no noticiário de mentirinha e no discurso vazio do Palhasso do Planalto.

O Presidente da República está depauperado. No sentido conotativo, a atuação do ex-parceiro e sucessor da Dilma é politicamente brochante. Não é vantagem ser um pouquinho melhor que a Presidenta de dois neurônios com sinapses defeituosas. No sentido denotativo, a saúde presidencial é temerária. O problema urinário dele parece mais sério do que (não) revelam os médicos. O uso de sonda sinaliza que a coisa é problemática. Já se fala em licença para tratamento. O curioso é que não faz diferença se o Rodrigo Maia vai sentar no trono palaciano. Os deuses do mercado já precificaram qualquer hipótese. O País opera no “tanto-faz”.

O governo federal é o retrato da mesmice. As tais reformas essenciais – principalmente a da Previdência – não passam de faz-de-conta. O que já se reformou pouco benefício econômico gerou. As mudanças trabalhistas não produziram mais empregos, e ainda podem render mais confusão na Justiça trabalhista, muito em breve. A previdenciária, que seria a prioritária, não se torna realidade. Os privilegiados querem que nada mude, e sabotam a velocidade da votação no Congresso Nacional. Candidatos terão coragem de votar medidas amargas na corrida para a reeleição? É difícil...

Aliás, o fla-flu eleitoreiro se antecipou, porém com dúvidas e incertezas. Luiz Inácio Lula da Silva teatraliza ao grande público o desejo de voltar à Presidência. No entanto, não sabe se os donos do poder vão deixar. Ele pode ser condenado e corre risco até de prisão. Já pensou a humilhação de pedir um habeas corpus ao Gilmar? É por isso que a petelânda já admite até patrocinar o “retorno da Dilma”. Ou, então, uma candidatura factóide de um Fernando Haddad. O PT está perdidinho da Silva. A única prioridade deles é sabotar a Lava Jato – no que conta com amplo apoio dos ex-sócios emedebostas, dos primos tucanalhas e demais comparsas nos 13 anos de putaria federal.

Os donos do poder procuram por um candidato que possa dar seqüência ao maravilhoso trabalho de Michel Temer. O nome que força a barra para entrar na disputa é Henrique Meirelles. A simpatia dele não atrai o eleitorado. Mas não há nada que se resolva com muita grana na campanha... Meirelles é até um exemplo bacana. Em Goiás, em 2002, recém saído da presidência mundial do BankBoston, o fenômeno se elegeu deputado federal pelo PSDB com o recorde de 183 mil votos...

Como está no poder desde 2003, com breve interrupção para cuidar do conselho do grupo J&F, Meirelles é um nome a ser levado a sério em 2018. Dizem que ele sonha todo dia com o Palhasso do Planalto... Lula adora Meirelles... Os tucanos também, embora não possam revelar isso publicamente, para não melindrar o Geraldo Alckmin, que tem uma dor de barriga por segundo com a menção do nome do João Dória. Meirelles está no PSD do Gilberto Kassab, mas já foi filiado ao PMDB e ao PSDB. O cara tem trânsito, e voto a urna eletrônica arranja para ele... Já se especula uma chapa surpreendente dele com a Marina Silva de DNA petista...

O objetivo geral dos donos do poder é sabotar a candidatura do Jair Bolsonaro. Até agora, todas as tentativas falharam. O mito vem crescendo de modo consistente, porque, até agora, é o único que consegue representar a crescente indignação do eleitorado brasileiro. Bolsonaro é muito forte nas redes sociais, onde sua equipe de marketing fez um trabalho inovador. A maior fragilidade dele é a partidária. Só ontem conseguiu fechar com o nanico Livres (ex-PSL), depois de conturbadas negociações e traições com o Patriotas (ex-PTN). Bolsonaro agora precisa de densidade programática. Haja trabalho de planejamento e articulação para o economista Paulo Guedes, um dos principais gurus do “mito”...

Tudo indica que vamos cair, novamente, na armadilha eleitoral em 2018. Campanhas polarizadas ideologicamente são ótimas para inviabilizar debates fundamentais sobre mudanças estruturais para o Brasil. O clima radical, truculento e desleal de disputa entre “torcidas organizadas de time de futebol” transforma a campanha em um espetáculo de estupidez.

Os donos do poder querem exatamente isto. Farão de tudo para evitar o debate fundamental sobre a inevitável Intervenção Institucional – a solução concreta para livrar o Brasil do domínio do Crime Institucionalizado. A tendência é que o sistema eleja seu marionete...

O jogo de ilusionismo está em andamento... A galera começa a se ouriçar... Só uma minoria discute projetos estratégicos para o Brasil. A maioria, anestesiada ou enganada, segue na mesmice. Eis a nossa tragicomédia... O negócio é esperar para ver se quem for rir por último realmente rirá melhor...




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 de Janeiro de 2018.

Um comentário:

Chauke Stephan Filho disse...

Eu adoro política.