sábado, 10 de março de 2018

Lava Jato, quando chegarás aos bancos?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Não basta chegar ao banco dos réus, oh Lava Jato. Seus super poderes também precisam chegar ao poder mais poderoso da nossa Repúbliqueta – o Poder Financeiro. Até agora, rodaram ilustres poderosos do Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar. No entanto, os bancos, banqueiros e grandes empresas de auditoria continuam estranhamente poupados. Até quando? Bilhões foram “roubados” sem ajuda do sistema financeiro? Nem a Velhinha de Taubaté acredita... Não é verdade, Delfim Netto...

Enquanto a Lava Jato não cumpre sua missão mais básica e importante,, vamos nos preparando para uma campanha presidencial que promete ser digna de um espetáculo de canalhices, idiotices e horrores. Não podemos embarcar nesta jogada errada em ritmo de torcida organizada. Temos de focar em soluções práticas para a retomada da economia brasileira, de maneira criativa, produtiva, honesta e com regras seguras. Eis o desafio de 2018.

Não nos iludamos com conversinha do Boitatá... O Sistema do Crime Institucionalizado continua em plena força e vigor. Apenas uma pequena fatia da bandidagem organizada é atingida pelo Judiciário. A Zelite dos corruptos sistêmicos se reinventa. Certamente, o poderio financeiro da corrupção elegerá novos delinqüentes. Os eventuais honestos vão jogar no costumeiro e viciado cassino do Al Capone...

A corrupção é estrutural e cultural. Temos de mudar o modelo do Estado brasileiro. Ele é a fonte do Crime em todos os poderes. Nossa Constituição e o regramento excessivo em vigor legitimam a sacanagem. A máquina estatal trabalha para ela mesma e para seus controladores. Em português castiço, “o cidadão que se exploda” (a rima, impublicável, é outra). O Estado se serve da sociedade, e serve a ela pessimamente.

A saída inicial é um choque de transparência total no orçamento, receitas, despesas, objetivos e metas públicas. Tudo disponibilizado via “Internet” permitiria a qualquer cidadão fiscalizar, em tempo real, a coisa pública nos órgãos e empresas dos distritos, municípios, estados e na administração federal. É pura ilusão e sacanagem uma máquina estatal fiscalizada por ela mesma. Fiscalizar é papel fundamental do eleitor – e não dos eleitos.

Hoje ninguém sabe ou consegue revelar, aberta e imediatamente, quanto custa uma escola, um hospital ou um presídio. Ninguém consegue explicar, nem entender, como funciona aquele cálculo das tarifas públicas de transporte coletivo. O mesmo acontece com outra caixa-preta: a “indústria” das multas, principalmente a de trânsito. Sem falar nos quase 100 impostos, taxas e “contribuições” em vigor, por força de leis ou “instruções normativas” abusivamente impostas pelos espúrios donos do poder público.

Tal transparência total só será viável no modelo Federalista Pleno, no qual escolhemos os representantes pelo voto distrital pleno, com direito a “recall” (moção de desconfiança se o eleito descumprir seus compromissos ou entrar no esquema de corrupção). A transparência também permitirá que todos conheçam a relação arrecadação/custos reais/despesa pública. Qualquer excesso descontrolado de gastos fica visível, podendo ser coibido na hora, antes de se transformar em “roubalheira sistêmica”.

A Auditagem Social Básica é um instrumento básico da Democracia (a segurança jurídica, através do exercício cidadão da razão pública). O País vai economizar bilhões que hoje são desperdiçados. Acabam jogados fora, no bolso dos fiscais públicos honestos ou desviados, via propina, para os desonestos. Se houver um controle direto pelo cidadão, erros de gestão e roubalheiras organizadas serão facilmente evitadas e reprimidas imediatamente.     

O Brasil não pode permanecer sob domínio do Crime Institucionalizado imposto pelas “regras” abusivas e excessivas do regime Capimunista Rentista. A Intervenção Institucional é imprescindível. Não bastam reformas “meia-boca”. Precisamos de mudanças estruturais profundas, bem pensadas e debatidas. Não dá mais para agüentar a as falsas promessas eleitoreiras. Também esgotou-se a paciência para suportar a punheta pseudointelectual que finge debater os problemas nacionais em tempos eleitorais.

Temos de discutir soluções práticas, que qualquer um consiga entender e realizar de maneira consciente. É assim que devemos elaborar o Projeto Estratégico de Nação para um Brasil Honesto, Produtivo e, brevemente, Desenvolvido.

Resumindo: perder tempo e dinheiro, feito torcedor fanático, com a conversa-fiada eleitoreira de 2018 nos levará a lugar nenhum. Não adianta escolher uma puta para administrar o convento, e nem uma freira virgem para aumentar o faturamento do puteiro.

Pouco adiante mudar as pessoas. O fundamental é mudar a estrutura estatal. Nosso dever básico é repensar e reinventar o Brasil.   








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Leia o artigo de José de Abreu: Carta Aberta (a la Temer) sobre Livro Censurado


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 10 de Março de 2018.

3 comentários:

Anônimo disse...

Pelo que vejo, muitos famosos políticos do Brasil, principalmente os da região, levaram propina, vantagens, ou como dizem, fizeram consultorias para a construção de Belo Monte no Pará. Todos ganharam e só o povo da região e as comunidades indígenas tomaram por trás. Estão sofrendo as consequências até hoje.

Anônimo disse...

Enquanto isso contínua o MERDELÊ lançado contra os ilustres conhecidos.
Delfim Netto, dizem as más línguas, pegou 15 "milhas",Emílio Odebrecht afirmou que a tia Dilma,teria participado de um esquema ilegal envolvendo o leilão da usina de Belo Monte, no Pará, afirmou ainda que o governo petista estava atolado até o bigode facilitando a vida dos santinhos, onde alguns estão encalacrados com do "justiça".
Assim não dá.
E a delação do ex-ministro Antonio (Paloffi)Palocci, quando sai?
Ele (Paloffi)é mais uma metralhadora ponto cinquenta, quem for podre que se lasque.

Anônimo disse...

O Belo Monte

Brilhante, o seu trabalho! É muito diferente do jornaismo "de armazem de secos e molhados" (chapa-branca) de um Reinaldo Azevedo, por exemplo, que tem sido um ardoroso defensor do Lula "Belo Monte" da Silva desde que alguns “corruptos de estimação” do PSDB e o quadrilhão do MDB também caíram nas malhas da Lava Jato. Parece-me que a lógica que está por trás da pantomima se resume no seguinte: se ‘Boi”, que é o chefão dessa baderna toda, romper a cerca, passa a boiada toda