quarta-feira, 9 de maio de 2018

Três cenas de ladroagens, sem o PT


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Elio Gaspari

Desde 2014, quando uma pequena investigação bateu no doleiro Alberto Youssef e deu origem à Operação Lava-Jato, não se via coisa igual. Em menos de uma semana, explodiram três bombas no andar de cima. Diferentes entre si, deverão trazer consequências comparáveis às decisões do juiz Sergio Moro e ao povoamento das carceragens de Curitiba. Recapitulando-as:

Na quarta-feira passada a polícia prendeu a nata dos operadores de câmbio paralelo nacional, encarcerando 33 doleiros. Mesmo sabendo-se que o maior deles, Dario Messer, está foragido, pode-se especular que pelo menos 20 eram muito maiores que Youssef. Se apenas cinco vierem a colaborar com a Justiça, caberão várias Lava-Jatos na Operação Câmbio, Desligo. Ela está na vara do juiz Marcelo Bretas, que já botou na cadeia o ex-governador Sérgio Cabral e a cúpula da sua “gestão modernizadora” do Rio.

Por precaução, papeleiros ilustres já estão se afastando do mercado. Alguns deles sobreviveram às operações Satiagraha e Castelo de Areia. Nos dois casos, a falta de cuidado de investigadores e procuradores permitiu que fossem atropelados pela cegueira da Justiça das cortes superiores. A equipe da Lava-Jato tirou a venda da Justiça, e deu no que deu.

No domingo soube-se que, em março, o PM paulista Abel Queiroz, funcionário de uma empresa de carros-fortes, contou à Polícia Federal que foi pelo menos duas vezes entregar dinheiro no escritório do empresário José Yunes, bom amigo de Michel Temer, e seu assessor especial nos primeiros meses de governo. A PF acredita que esse ervanário valia R$ 1 milhão e saiu da Odebrecht.

No dia seguinte, outra novidade: autoridades suíças informaram que desde 2007 o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto” do PSDB, transferiu US$ 34,4 milhões para bancos locais. O doutor abriu sua conta na Suíça 43 dias depois de ter sido nomeado diretor de engenharia da Dersa, a estatal de rodovias de São Paulo. 
Num episódio inusitado, a existência desse dinheiro foi revelada há meses pela própria defesa de “Paulo Preto”. Em 2010, quando seu nome foi associada a traficâncias no setor de transportes de São Paulo, ele disse que “não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada, não cometam esse erro”. O estado é governado pelo tucanato desde 1995, e “Paulo Preto” está preso desde abril.

Uma eventual colaboração de doleiros ainda é matéria de especulação, mas os antecedentes permitem supor que algumas virão. Youssef foi uma peça vital para a Lava-Jato, e os irmãos Chebar fritaram Sérgio Cabral. O sinal mandado por “Paulo Preto” sugere que ele já não está a fim de ficar ferido na estrada.
A prisão dos doleiros terá efeitos multipartidários. De saída, ela bate em notáveis do PSDB e do PMDB. A revelação do PM que levava dinheiro ao escritório de Yunes flamba Temer e seu PMDB. Já a fortuna exportada por “Paulo Preto” vai ao coração do PSDB chique de São Paulo.

Nessa sucessão de novidades ainda há mais: pela primeira vez desde que a Lava-Jato entrou nas petrorroubalheiras do PT, a rede caiu em cima de doutores que nada têm a ver com o comissariado. Pelo contrário, eram ilustres defensores da deposição de Dilma Rousseff em nome da moralidade pública. Quem foi para as ruas em 2016 deve se lembrar dessa esperança.

Elio Gaspari é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 9 de maio de 2018.

3 comentários:

Anônimo disse...

Elio Gaspari,sempre tentando limpar a barra do PT. Aqueles que, como eu, foram às ruas, o fizemos para tirar a terrorista que ora governava o país, destroçando-o, para que no caos, pudessem implantar a Pátria Grande, como desejava o Foro de São Paulo. Jamais foi nosso interesse acobertar crimes de facínoras de outros partidos ou ideologias. Naquele momento, era crucial extirpar aquele câncer que estava aboletado no Palácio do Planalto. Agora, a justiça se encarregará do resto, pouco nos importa se políticos,autoridades, bandidos, tenham exigido a saída da terrorista, por lhes ser conveniente. Agora, o que importa a espada da justiça, manuseada pelos doutores Sergio Moro, Marcelo Bretas e Vallisney Oliveira, cairá sobre a cabeça de todos os facínoras, independente de suas ideologias ou partidos políticos. O projeto de poder do PT ruiu, Gaspari, para sua tristeza. Agora, queremos que sejam presos urgentemente Paulo Bernardo, Gleise Hoffmann, Lindinho, Aécio, Renan, Jucá, enfim todos os canalhas que ousaram vilipendiar minha Pátria. Aguardamos também, com muita ansiedade, uma faxina geral próprio Poder Judiciário, dos juízes Moro, Bretas e Vallisney. Queremos tudo, faxina geral. Enfim, é preciso passar o Brasil a limpo, urgentemente.

1 A AIRPORT TRANSPORTATION disse...

Isso vai acabar por bem ou por mal, as forças armadas terão de invadir o planalto, senado federal, câmara dos deputados e prender ao vivo alguns ministros do STF e provisoriamente assumir o poder.
Se for necessário o tempo que durou todos os presidentes militares no passado que seja feito assim. Crescemos com pessoas decentes no comando até o último estimado general Figueiredo.
Não sou e nunca fui militar, porém, aprovo a disciplina e acredito das forças armadas do Brasil.
Nada de radicalismo, torturas ou matança de inocentes. Somente a prisão, perpétua de muitos políticos que são piores que os piores terroristas ao redor do mundo.
O terrorista diz que matou e vai matar, o político safado ladrão, abraça o povo e diz que vai tratá-lo bem e o deixa na miséria, sem saúde, educação e trabalho. A consequência, está aí para o mundo ver, um Brasil pobre abandonado para a maioria da população favelizada. Aqueles do povo que poderiam ter estudado, estão trabalhando para criminosos do tráfico, prostituição e roubos de cargas.

1 A AIRPORT TRANSPORTATION disse...

Isso vai acabar por bem ou por mal, as forças armadas terão de invadir o planalto, senado federal, câmara dos deputados, prender ao vivo alguns ministros do STF e provisoriamente assumir o poder.
Se for necessário o tempo que durou todos os presidentes militares no passado que seja feito assim. Crescemos com pessoas decentes no comando até o último estimado general Figueiredo.
Não sou e nunca fui militar, porém, aprovo a disciplina e acredito das forças armadas do Brasil.
Nada de radicalismo, torturas ou matança de inocentes. Somente a prisão, perpétua de muitos políticos que são piores que os piores terroristas ao redor do mundo.
O terrorista diz que matou e vai matar, o político safado ladrão, abraça o povo e diz que vai tratá-lo bem e o deixa na miséria, sem saúde, educação e trabalho. A consequência, está aí para o mundo ver, um Brasil pobre abandonado para a maioria da população favelizada. Aqueles do povo que poderiam ter estudado, estão trabalhando para criminosos do tráfico, milicias, prostituição e roubos de cargas.
Senhores coronéis e capitães tomem a iniciativa, porque os generais, almirantes e brigadeiros estão acomodados!

M. Torres 09/05/2018